domingo, 22 de janeiro de 2017

Papa: cristãos devem superar mentalidade egoísta

Vencer a mentalidade egoísta dos doutores da lei, que condena sempre. Esta é a advertência de Francisco na Missa matutina na Casa Santa Marta (20/01).
Inspirando-se na Primeira Leitura, extraída da Carta aos Hebreus, o Papa destacou que a nova aliança que Deus faz conosco em Jesus Cristo nos renova o coração e nos muda a mentalidade.
Deus renova tudo “na raiz, não somente na aparência”, disse o Papa, afirmando que esta nova aliança tem as suas características. A primeira: “a lei do Senhor não é um modo de agir externo”, entra no coração e “nos muda a mentalidade”. Na nova aliança, afirmou, “há uma mudança de mentalidade, há uma mudança de coração, uma mudança no sentir, no modo de agir”, “um modo diferente de ver as coisas”.
Superar e mentalidade egoísta
Francisco cita como exemplo uma obra à qual um arquiteto pode olhar com frieza, com inveja ou, pelo contrário, com uma atitude de alegria e “benevolência”:
“A nova aliança nos muda o coração e nos faz ver a lei do Senhor com este novo coração, com esta nova mente. Pensemos nos doutores da lei que perseguiam Jesus. Eles faziam tudo, tudo o que estava prescrito pela lei, tinham o direito em mãos, tudo, tudo, tudo. Mas sua mentalidade era uma mentalidade distante de Deus. Era uma mentalidade egoísta, centrada sobre si mesmos: o coração deles era um coração que condenava, sempre condenando. A nova aliança nos muda o coração e nos muda a mente. Há uma mudança de mentalidade”.
Deus perdoa os nossos pecados; a nova aliança muda a nossa vida
O Senhor, acrescentou o Papa, vai avante e nos garante que perdoará as iniquidades e não se recordará mais dos nossos pecados. Às vezes, comentou, “gosto de pensar, brincando um pouco com Deus: “O Senhor não tem boa memória”... É a fraqueza de Deus, explicou, que, quando perdoa, esquece:
“Ele esquece porque perdoa. Diante de um coração arrependido, ele perdoa e esquece: ‘Eu esquecerei e não lembrarei dos seus pecados’. Este também é um convite a não levar o Senhor a lembrar dos pecados, ou seja, não pecar mais. O Senhor me perdoou, esqueceu, mas eu tenho uma dívida com o Senhor... mudança de vida. A Nova Aliança me renova e me faz mudar de vida; não mudar apenas a mentalidade e o coração, mas a vida. Logo, viver sem pecado, distante do pecado. Eis a verdadeira recriação do Senhor”.
Enfim,  o Papa voltou a atenção ao terceiro ponto, a “mudança de pertença”. “Nós pertencemos a Deus, os outros deuses não existem”, “são bobeiras”.  
O Senhor muda o nosso coração para mudar a nossa mentalidade
“Mudança de mentalidade, mudança de coração, mudança de vida e mudança de pertença”. “Esta é a recriação que o Senhor faz melhor que a primeira criação”. “Peçamos ao Senhor para ir adiante nesta aliança de ser fiéis”, disse o Papa acrescentando:
“O sigilo desta aliança, desta fidelidade. Ser fiel a este trabalho que o Senhor faz para mudar a nossa mentalidade, mudar o nosso coração. Os profetas diziam: ‘O Senhor transformará o seu coração de pedra em coração de carne’. Mudar o coração, mudar a vida, não pecar mais ou não fazer o Senhor se lembrar do que já tinha se esquecido em relação aos nossos pecados de hoje e mudar de pertença: nunca pertencer à mundanidade, ao espírito do mundo, às coisas efêmeras do mundo, mas somente ao Senhor”.

Papa aos dominicanos: nos movemos na chamada "sociedade líquida"

O Papa Francisco presidiu na tarde deste sábado, 21 de janeiro, na Basílica São João de Latrão, a Solene Celebração Eucarística de conclusão do Jubileu dos 800 anos de fundação da Ordem dos Pregadores (dominicanos). De fato, em 21 de janeiro de 1217, São Domingos de Gusmão recebeu do Papa Honório III a Bula Gratiarum Largitori Omnium, na qual, pela primeira vez, se fala de “Ordem dos Pregadores”. Precisamente o aniversário deste documento papal foi escolhido como data para a conclusão do Jubileu Dominicano.
Na sua homilia o Papa Francisco recordou a Evangelho do dia no qual a Palavra de Deus apresenta dois cenários humanos opostos: “de um lado o "carnaval" da curiosidade mundana, do outro a glorificação do Pai através das boas obras”. A nossa vida – disse o Santo Padre - se move sempre entre esses dois cenários.
É interessante ver como, já então, dois mil anos atrás, os apóstolos do Evangelho se encontrassem diante deste cenário, que nos dias de hoje se desenvolveu e globalizou por causa da sedução do relativismo subjetivista.
Sociedade líquida
“A tendência à busca de novidade, própria do ser humano encontra o ambiente perfeito na sociedade do aparecer, no consumo, na qual muitas vezes se reciclam coisas velhas, mas o importante é fazê-las aparecer como novas, atraentes, cativantes. Também a verdade é manipulada, disse Francisco acrescentando: “nós nos movemos na chamada "sociedade líquida", sem pontos fixos, desequilibrada, sem referências sólidas e estáveis; na cultura do efêmero, do usa e joga fora”.
"Carnaval" mundano
Diante deste "carnaval" mundano destaca-se nitidamente o cenário oposto, que encontramos nas palavras de Jesus que acabamos de  ouvir: "glorifiquem a vosso Pai que está nos céus". E como ocorre essa passagem da superficialidade pseudo-festiva à glorificação?, pergunta-se o Papa.  “Ocorre graças às boas obras daqueles que, tornando-se discípulos de Jesus, tornaram-se "sal" e "luz".
Francisco afirmou em seguida que em meio ao "carnaval" de ontem e de hoje, esta é a resposta de Jesus e da Igreja, este é o apoio sólido em meio ao ambiente "líquido": as boas obras que podemos realizar graças a Cristo e ao seu Santo Espírito, e que fazem nascer no coração a ação de graças a Deus Pai, o louvor. E a pergunta: "por quê?", "por que aquela pessoa se comporta dessa maneira?": a inquietude do mundo diante do testemunho do Evangelho.
É preciso que o sal não perca o sabor 
Mas para que ocorra este "abalo" é preciso que o sal não perca o sabor e a luz não se esconda. Jesus diz muito claramente: se o sal perde o seu sabor não serve para mais nada. Ai do sal que perde o seu sabor! Ai de uma Igreja que perde o sabor! Ai de um padre, de um consagrado, de uma congregação que perde o sabor!
Francisco concluiu: “hoje damos glória ao Pai pela obra que São Domingos, cheio da luz e sal de Cristo, realizou oitocentos anos atrás; uma obra a serviço do Evangelho, pregado com a palavra e com a vida; uma obra que, com a graça do Espírito Santo, fez com que muitos homens e mulheres fossem ajudados a não se perderem no meio do "carnaval" da curiosidade mundana, mas, ao invés sentissem o sabor da sã doutrina, o sabor do Evangelho, e se tornassem, por sua vez, luz e sal, artesãos de boas obras ... e verdadeiros irmãos e irmãs que glorificam a Deus e ensinam a glorificar a Deus com as boas obras da vida”. (SP)

Papa Angelus: converter-se não é mudar de roupa mas de atitude

“Nós, cristãos de hoje, temos a alegria de proclamar e testemunhar a nossa fé, porque houve aquele primeiro anúncio, porque houve aqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente ao chamado de Jesus”. Foi o que disse o Papa Francisco na sua alocução que precedeu a oração mariana do Angelus na Praça de São Pedro neste domingo, na qual ele comentou a passagem do Evangelho sobre o início da pregação de Jesus na Galileia e o chamado dos apóstolos.
"O Evangelho deste domingo narra o início da pregação de Jesus na Galileia. Ele deixa Nazaré, um vilarejo nas montanhas, e se estabelece em Cafarnaum, um importante centro à margem do lago, habitado principalmente por pagãos, o ponto de cruzamento entre o Mediterrâneo e o interior da Mesopotâmia. Esta escolha significa que os destinatários de sua pregação não são apenas seus compatriotas, mas todos aqueles que chegam à cosmopolita “Galileia das nações”.
Vista da capital Jerusalém, aquela terra - continuou Francisco - é geograficamente periférica e religiosamente impura, por causa da mistura com aqueles que não pertenciam a Israel. Da Galileia não se esperavam certamente grandes coisas para a história da salvação. No entanto, dali se espalha a “luz” sobre a qual refletimos nos domingos passados: a luz de Cristo.
A mensagem de Jesus espelha a de Batista, anunciando o “reino dos céus”. Este reino não comporta o estabelecimento de um novo poder político, mas o cumprimento da aliança entre Deus e seu povo, que vai inaugurar uma época de paz e justiça. Para realizar este pacto de aliança com Deus,  - afirmou o Papa - cada um é chamado a converter-se, transformando sua maneira de pensar e de viver. Não se trata de mudar as roupas, mas as atitudes!
"O que diferencia Jesus de João Batista – destacou o Papa – é o estio, o método. Jesus escolhe ser profeta itinerante. Ele não espera as pessoas, mas se move ao encontro delas".
As primeiras saídas missionárias de Jesus ocorrem ao longo do lago da Galileia, em contato com a multidão, especialmente com os pescadores. Alí Jesus não só proclama a vinda do reino de Deus, mas procura os companheiros para associar à sua missão de salvação. Neste mesmo lugar encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João; Ele os chama dizendo: "Sigam-me, eu vos farei pescadores de homens". O chamado os alcança no auge de suas atividades diárias: o Senhor se revela a nós não de modo extraordinário ou sensacional, mas na quotidianidade de nossas vidas. A resposta dos quatro pescadores é imediata e pronta: "No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram".
"Nós, os cristãos de hoje, temos a alegria de proclamar e testemunhar a nossa fé porque houve aquele primeiro anúncio, porque houve aqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente ao chamado de Jesus".
"Às margens do lago, em uma terra impensável, nasceu a primeira comunidade de discípulos de Cristo. A consciência destes princípios inspire em nós o desejo de levar a palavra, o amor e a ternura de Jesus em todos os contextos, até mesmo ao mais impermeável e resistente. Todos os espaços da vida humana são terreno onde lançar as sementes do Evangelho, para dar frutos de salvação".
Francisco concluiu pedindo que a Virgem Maria nos ajude com a sua intercessão materna a responder com alegria ao chamado de Jesus e nos coloque a serviço do Reino de Deus.
Em seguida concedeu a todos a sua Benção Apostólica. (SP)

sábado, 21 de janeiro de 2017

Vulneráveis e sem voz

“Migrantes de menor idade, vulneráveis e sem voz”: esse o título da Mensagem do Papa Francisco para o 103º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2017, que nós celebramos no último dia 15 de janeiro. O Papa Francisco nos chama mais uma vez a atenção para o destino das crianças e adolescentes migrantes que estão entre os mais vulneráveis. Os pequenos padecem hoje as novas formas de escravidão como a prostituição, a chaga da pornografia, a exploração no trabalho e o tráfico de droga.

Diante da contínua violação dos direitos das crianças, Francisco opõe um ponto de vista ético muito claro: “encontramos Jesus Cristo nos pequenos e vulneráveis”, e devemos fazer de tudo para proteger a sua dignidade.
Os bispos europeus nos dias passados recordaram que em 2015 mais de 65 milhões de pessoas deixaram suas casas por causa de guerras, perseguições e violências. A metade deste povo de refugiados é constituída de menores. Em particular, o número elevado na Europa de menores refugiados não acompanhados apresenta desafios imensos, especialmente porque muitas crianças e jovens não fazem pedido de asilo. O número real, portanto, é muito mais alto em relação ao indicado pelos dados oficiais. Em 2015 eram mais de 100 mil.
Diante do drama dos refugiados, que já quase estamos acostumados a ver nos telejornais, não podemos permanecer indiferentes. Por traz das pessoas que de barco cruzam o Mediterrâneo, ou a pé pelas fronteiras do leste europeu tentando chegar a Europa, temos histórias de imenso sofrimento: famílias que são separadas, menores que sofreram violências e várias formas de exploração que causam graves feridas no corpo e na alma. Essa realidade não pode deixar o homem moderno, as chamadas sociedades civilizadas, estáticas. É mais do que nunca necessário adotar ações concretas para defender seus direitos e dignidade e ser voz daqueles que não tem voz.
O Pontífice pede que cuidemos das crianças, pois elas são três vezes mais vulneráveis – menores de idade, estrangeiras e indefesas – quando, por vários motivos, são forçadas a viver longe da sua terra natal e separadas do carinho familiar. As crianças migrantes, vulneráveis, invisíveis e sem voz, ressalva Francisco, “acabam facilmente nos níveis mais baixos da degradação humana, onde a ilegalidade e a violência queimam o seu futuro”. Como responder a esta realidade?
O Papa responde: “Com a certeza de que ninguém é estrangeiro na comunidade cristã. A Igreja deve reconhecer o desígnio de Deus também neste fenômeno, que faz parte da história da salvação”. Mas como?   
Em primeiro lugar, garantindo proteção e defesa aos menores migrantes; evitando que as crianças se tornem objeto de violência física, moral e sexual, porque “a linha divisória entre migração e tráfico pode tornar-se às vezes muito sutil”. Por outro lado, há de se combater também a demanda, intervindo com maior rigor e eficácia contra os exploradores.  
Em segundo lugar, é preciso trabalhar pela integração das crianças e adolescentes migrantes. O Papa recorda que a condição dos migrantes menores de idade é ainda mais grave quando ficam em situação irregular ou ao serviço da criminalidade organizada e são destinados a centros de detenção. 
Em terceiro lugar, o Papa apela para que se busquem e adotem soluções duradouras e neste sentido, é necessário o esforço de toda a comunidade internacional para extinguir os conflitos e as violências que constringem as pessoas a fugir.  
Uma questão fundamental, do ponto de vista do Papa, é a adoção de procedimentos nacionais adequados e de planos de cooperação concordados entre os países de origem e de acolhimento, tendo em vista a eliminação das causas da emigração forçada dos menores.
É também indispensável que a opinião pública seja informada de modo correto, para que se previnam medos injustificados e especulações sobre a pele daqueles que emigram, principalmente dos menores. É preciso tomar consciência de que a migração está presente na história do homem, e apostar na proteção, na integração e em soluções duradouras.
Devemos garantir um futuro a quem é obrigado a deixar suas terras em busca de uma vida mais digna. Devemos dar novamente a eles a dignidade perdida. 

Papa abençoa cordeiros na festa de Santa Inês

Na celebração litúrgica de Santa Inês, como é tradição, o Papa Francisco abençoou na Sala da Capela de Urbano VIII, no Vaticano, os dois cordeiros cujas lãs darão origem aos pálios.
Na iconografia, Santa Inês é representada frequentemente com um cordeiro nos braços, símbolo de Jesus, o Cordeiro de Deus, e também porque seu nome vem do latim agnus (cordeiro).
Todos os anos, os padres da Basílica de Santa Inês levam dois cordeiros para o Papa abençoar. Com a lã, as monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Cecilia, em Roma, confeccionam o pálio. Depois de prontos, são abençoados pelo Santo Padre e guardados numa arca junto ao tumulo do Apóstolo São Pedro. Serão entregues pelo próprio Papa no dia 29 de junho, na Solenidade de São Pedro e São Paulo, aos novos Arcebispos Metropolitanos.
O pálio é uma estola com seis cruzes bordadas em lã preta. Trata-se de um símbolo de unidade com o Santo Padre e de autoridade sobre a própria jurisdição.

Anunciada data da JMJ do Panamá: 22 a 27 de janeiro de 2019

O Arcebispo de Panamá, no Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta anunciou em coletiva de imprensa a data da Jornada Mundial da Juventude de 2019, que se realizará no país centro-americano.
Ao anunciar que a data escolhida é de 22 a 27 de janeiro, o prelado ressalta que para estabelecer a data foram consideradas muitas opções, prevalecendo, sem dúvida, as razões climáticas, acrescentando ainda que o período de verão permite garantir as condições climáticas da região para a realização do evento.
A seguir, propomos, na íntegra, o anúncio feito pelo Arcebispo de Panamá:
“Queremos reiterar nossa gratidão a o Papa Francisco por ter escolhido o Panamá como sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em 2019, com o tema: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38).
Para estabelecer a data da JMJ foram consideradas muitas opções; sem dúvida prevaleceram as razões climáticas. Temos consciência que em alguns países não é período de férias, mas estamos convencidos que isto não será impedimento para que milhares de jovens dos outros continentes possam vir ao Panamá a encontrar-se com Nosso Senhor Jesus Cristo, sob a proteção de Nossa Mãe a Virgem Maria, e com o Sucessor de Pedro.
A data escolhida é de 22 a 27 de janeiro de 2019, período de verão que permite garantir as condições climáticas da região para a realização deste evento mundial da juventude.
Jovens de todos os continentes, vós sois os protagonistas desta Jornada Mundial da Juventude. Sabemos que quando se propõem metas, e especialmente se estas têm a ver com sua fé, vós sois criativos e vos adaptais às realidades, para podê-las alcançar.
Nós vos esperamos em nosso país com o coração e os braços abertos para compartilhar a nossa fé, para sentir-nos Igreja, trazendo cada um sua riqueza étnica e cultural nesta grande festa espiritual, onde mostraremos ao mundo o rosto jovem de uma Igreja Católica em saída, disposta a fazer barulho para anunciar a alegria do Evangelho, aos distantes, aos excluídos, aos que se encontram nas periferias existenciais e geográficas.
Rezamos e trabalharemos para que a Jornada Mundial da Juventude seja oportunidade de um renovado envio para a Igreja Católica e o mundo inteiro.”

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Diplomacia do Vaticano está mais dinâmica com Francisco

Cidade do Vaticano (RV) – A diplomacia do Vaticano está mais dinâmica: foi o que disse o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, nesta quinta-feira (19/01), durante seu discurso em Davos, no 47º Fórum Mundial da Economia.
“A atividade diplomática da Santa Sé aumentou muito, principalmente em razão da personalidade do Papa Francisco: isso é claro. Ele assumiu um papel de grande líder, de guia para os desafios globais presentes. E é reconhecido como um líder global. Quando recebemos no Vaticano as delegações de diversos Estados ou de diversas organizações, normalmente reconhecem este papel. Isso ficou muito claro, por exemplo, na Conferência de Paris sobre as mudanças climáticas. Esta é, portanto, uma das razões pelas quais a diplomacia do Vaticano hoje está mais dinâmica”, declarou o Cardeal.
O Secretário de Estado recordou que o Pontífice, após a sua eleição, delineou três objetivos para a diplomacia do Vaticano: “O primeiro: lutar contra a pobreza. O segundo: construir pontes. Muitas vezes, quando lhe perguntam o que fazer em situações difíceis, de conflito e confronto, ele responde dizendo: ‘diálogo, diálogo, diálogo!’. O terceiro objetivo – explicou o Cardeal – é aquele de alcançar a paz no mundo. E seguindo estas três linhas, procuramos intervir nas situações onde é possível intervir”.