quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Papa escreve aos pequenos embaixadores da paz

Papa escreve aos pequenos embaixadores da paz

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco respondeu a carta de Damião, menino italiano de 8 anos, que escreveu ao pontífice convidando-o a ir ao Santuário de Lourdes, na França, para se tornar com as crianças da União Italiana de Transporte de Enfermos a Lourdes e aos Santuários (Unitalsi), embaixador da paz. 

“Querido Damião, queridas crianças em missão de paz em Lourdes. Soube que este ano vocês estão em missão de paz no Santuário de Lourdes, aos pés de Nossa Senhora, para pedir a sua proteção. Acompanho vocês na oração. Estou próximo espiritualmente a cada um de vocês sobretudo das crianças doentes”, escreve o papa.

A carta do pontífice foi lida, nesta quarta-feira (30/09), em Lourdes. Os pequenos missionários participam da 10ª Peregrinação de crianças em missão de paz no âmbito da peregrinação nacional da Unitalsi. 

“Que esta missão seja de oração e testemunho. Façam ver aos adultos que as crianças são capazes de rezar, de querer bem a Jesus, amigo que não trai, de se ajudar reciprocamente, de esperar num futuro melhor”, frisa Francisco.

Neste momento em que vemos muitas crianças enfrentando as viagens da esperança, o Papa pede aos pequenos embaixadores da paz para pedirem a Nossa Senhora de Lourdes a proteção para as crianças que sofrem. (MJ)

(from Vatican Radio)

Papa Francisco: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa

Papa Francisco: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa

Cidade do Vaticano (RV) – Foi divulgada nesta quinta-feira, 1º de outubro, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado no dia 17 de janeiro de 2016. “Na raiz do Evangelho da misericórdia, o encontro e a recepção do outro entrelaçam-se com o encontro e a recepção de Deus: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa!, escreve Francisco na sua mensagem para a ocasião que tem como tema “Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”.

No texto o Papa cita por primeiro a bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia na qual ele recorda que “há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai”.

Destaca então nesta perspectiva que vivemos neste momento fluxos migratórios em contínuo aumento em todo o planeta: assim prófugos e pessoas em fuga da sua pátria interpelam os indivíduos e as coletividades, desafiando o modo tradicional de viver e, por vezes, transtornando o horizonte cultural e social com os quais se confrontam, escreve Francisco.

E o Papa faz uma constatação: “com frequência sempre maior, as vítimas da violência e da pobreza, abandonando as suas terras de origem, sofrem o ultraje dos traficantes de pessoas humanas na viagem rumo ao sonho dum futuro melhor. Se, entretanto, sobrevivem aos abusos e às adversidades, devem enfrentar realidades onde se aninham suspeitas e medos”.

Hoje o Evangelho da misericórdia – prossegue Francisco - mais do que no passado, sacode as consciências, impede que nos habituemos ao sofrimento do outro e indica caminhos de resposta que se radicam nas virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, concretizando-se nas obras de misericórdia espiritual e corporal.

Precisamente diante desta constatação, O Papa quis que o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2016 fosse dedicado ao tema: “Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”.

Os fluxos migratórios constituem já uma realidade estrutural, e a primeira questão que se impõe refere-se à superação da fase de emergência para dar espaço a programas que tenham em conta as causas das migrações, das mudanças que se produzem e das consequências que imprimem novos rostos às sociedades e aos povos.

Todos os dias, porém, as histórias dramáticas de milhões de homens e mulheres interpelam a comunidade internacional, testemunha de inaceitáveis crises humanitárias que surgem em muitas regiões do mundo. A indiferença e o silêncio abrem a estrada à cumplicidade, quando assistimos como expectadores às mortes por sufocamento, privações, violências e naufrágios.

“De grandes ou pequenas dimensões, sempre tragédias são; mesmo quando se perde uma única vida humana”.

Francisco recorda que os emigrantes são nossos irmãos e irmãs que procuram uma vida melhor longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que deveriam ser divididos equitativamente entre todos. E faz uma pergunta: “porventura não é desejo de cada um melhorar as próprias condições de vida e obter um honesto e legítimo bem-estar que possa partilhar com os seus entes queridos?”

O Pontífice sublinha que quem emigra é forçado a modificar certos aspectos que definem a sua pessoa e, mesmo sem querer, obriga a mudar também quem o acolhe. Então como viver estas mudanças de modo que não se tornem obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento, mas sejam ocasião para um autêntico crescimento humano, social e espiritual, respeitando e promovendo aqueles valores que tornam o homem cada vez mais homem no justo relacionamento com Deus, com os outros e com a criação?

Como fazer então para que a integração se torne um enriquecimento mútuo, abra percursos positivos para as comunidades e previna o risco da discriminação, do racismo, do nacionalismo extremo ou da xenofobia?

Muitas instituições, associações, movimentos, grupos comprometidos, organismos diocesanos, nacionais e internacionais experimentam o encanto e a alegria da festa do encontro, do intercâmbio e da solidariedade. Eles reconheceram a voz de Jesus Cristo: “Olha que Eu estou à porta e bato”. E, todavia, não cessam de se multiplicar os debates sobre as condições e os limites que se devem pôr à recepção, não só nas políticas dos Estados, mas também em algumas comunidades paroquiais que veem ameaçada a tranquilidade tradicional.

Diante de tais questões, como pode a Igreja agir senão inspirando-se no exemplo e nas palavras de Jesus Cristo? A resposta do Evangelho é a misericórdia.

Nesta perspectiva, é importante olhar para os emigrantes não somente com base na sua condição de regularidade ou irregularidade, mas sobretudo como pessoas que, tuteladas na sua dignidade, podem contribuir para o bem-estar e o progresso de todos..

A Igreja coloca-se ao lado daqueles que se esforçam por defender o direito de cada pessoa a viver com dignidade, exercendo antes de mais nada, o direito a não emigrar a fim de contribuir para o desenvolvimento do país de origem.

O olhar de Francisco via também para a causa das migrações afirmando que é necessário esconjurar, se possível já na origem, as fugas dos prófugos e os êxodos impostos pela pobreza, a violência e as perseguições. Sobre isto, é indispensável que a opinião pública seja informada de modo correto, até para prevenir medos injustificados e especulações sobre a pele dos emigrantes.

Ninguém pode fingir que não se sente interpelado pelas novas formas de escravidão geridas por organizações criminosas que vendem e compram homens, mulheres e crianças como trabalhadores forçados na construção civil, na agricultura, na pesca ou noutros âmbitos de mercado. Quantos menores são, ainda hoje, obrigados a alistar-se nas milícias que os transformam em meninos-soldados!

Quantas pessoas são vítimas do tráfico de órgãos, da mendicidade forçada e da exploração sexual! Destes crimes aberrantes fogem os prófugos do nosso tempo, que interpelam a Igreja e a comunidade humana, para que também eles possam ver, na mão estendida de quem os acolhe, o rosto do Senhor, “o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação”.

E o Papa conclui dirigindo-se diretamente aos irmãos e irmãs emigrantes e refugiados! “Na raiz do Evangelho da misericórdia, o encontro e a recepção do outro entrelaçam-se com o encontro e a recepção de Deus: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa! Não deixeis que vos roubem a esperança e a alegria de viver que brotam da experiência da misericórdia de Deus, que se manifesta nas pessoas que encontrais ao longo dos vossos caminhos! (SP)



(from Vatican Radio)

Papa aos Combonianos: oração e exemplo dos mártires no centro da missão

Papa aos Combonianos: oração e exemplo dos mártires no centro da missão

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (1º/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os oitenta e cinco participantes do 18º Capítulo Geral dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus.

“Este encontro me dá a oportunidade de manifestar a vocês e a todo o instituto o reconhecimento da Igreja pelo seu serviço generoso ao Evangelho”, disse o pontífice.

Francisco iniciou sua reflexão com os Missionários Combonianos, começando da palavra ‘missionários’.
  “Vocês são servidores e mensageiros do Evangelho, especialmente para aqueles que não o conhecem ou o esqueceram. Na origem de sua missão existe um dom: a iniciativa gratuita do amor de Deus que lhes dirigiu dois chamados: estar com Ele e pregar. Na base de tudo está a relação pessoal com Cristo, arraigada no Batismo, confirmada na Crisma e reforçada pela Ordenação”, disse o Papa.

“Neste espaço de oração se encontra o tesouro verdadeiro a ser doado aos irmãos através do anúncio. O missionário é o servidor do Deus que fala, que deseja falar aos homens e mulheres de hoje, como Jesus falava às pessoas de seu tempo e conquistava o coração das pessoas que iam ouvi-lo e ficavam admiradas com os  seus ensinamentos. Esta relação da missão ad gentes com a Palavra de Deus não se coloca tanto na ordem do ‘fazer’ mas do ‘ser’”, frisou Francisco.
  Segundo o Santo Padre, “a missão, para ser autêntica, deve colocar no centro a graça de Cristo que jorra da Cruz. Acreditando Nele é possível transmitir a Palavra de Deus que anima, sustenta e fecunda o compromisso missionário. Por isso, devemos nos nutrir sempre da Palavra de Deus, para ser um eco fiel, acolhê-la com a alegria do Espírito, interiorizá-la e torná-la carne de nossa carne, como Maria. Na  Palavra de Deus existe a sabedoria que vem do alto, e que nos ajuda a encontrar linguagens, comportamentos e os instrumentos adequados para responder aos desafios da humanidade que muda”.

A segunda parte da reflexão do Papa Francisco se deteve sobre a segunda parte do nome do Instituto: ‘Combonianos do Coração de Jesus’.

“Vocês contribuem com alegria para a missão da Igreja, testemunhando o carisma de São Daniel Comboni que encontra o  ponto qualificador no amor misericordioso do Coração de Cristo pelos homens indefesos. Este coração é fonte da misericórdia que salva e gera esperança. Portanto, como consagrados a Deus para a missão, vocês são chamados a imitar Jesus misericordioso e manso a fim de viver o seu serviço com coração humilde, cuidando dos que estão abandonados. Não se cansem de pedir ao Sagrado Coração de Jesus a mansidão que, como filha da caridade, é paciente, tudo perdoa, espera e suporta. Nele se aprende a mansidão necessária para enfrentar a ação apostólica em contextos difíceis e hostis”, frisou ainda o pontífice.

Francisco disse aos combonianos que o Coração de Jesus que tanto amou os homens deve impulsioná-los a ir às periferias da sociedade para testemunhar a perseverança do amor paciente e fiel. “Que a contemplação do Coração ferido de Jesus renove em vocês a paixão pelas pessoas de nosso tempo, que se expressa com amor gratuito no compromisso da solidariedade, especialmente para com os desfavorecidos. Assim, vocês continuarão promovendo a justiça e a paz, o respeito e a dignidade de casa pessoa”, sublinhou o Santo Padre.

O Papa espera que a reflexão sobre as temáticas do capítulo ajude os combonianos a redescobrirem cada vez mais o seu grande patrimônio de espiritualidade e atividade missionária.    

“Prossigam, com confiança, a sua colaboração preciosa na missão da Igreja. Que o exemplo de muitos confrades que entregaram suas vidas ao Evangelho lhes seja de estímulo e encorajamento. Sabemos que a história do Instituto Combioniano é marcada por uma cadeia de mártires que chega até os nossos dias. Eles são semente fecunda na difusão do Reino e protetores de seu compromisso apostólico”, concluiu Francisco. (MJ)

(from Vatican Radio)

Card. Parolin recorda Paulo VI: amor pela Igreja e pela humanidade

Card. Parolin recorda Paulo VI: amor pela Igreja e pela humanidade

Cidade do Vaticano (RV) - Se a Igreja “tem consciência daquilo que o Senhor quer que Ela seja, surge n’ela uma singular plenitude e uma necessidade de efusão, com a clara percepção de uma missão que a transcende, de um anúncio a ser difundido”.

Foi o que disse – citando a encíclica Ecclesiam suam de Paulo VI – o Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, na homilia da celebração da primeira memória litúrgica do Papa Giovanni Battista Montini, beatificado em 19 de outubro de 2014.

Ao término da celebração, oficiada na tarde de segunda-feira na Basílica de São Pedro, o purpurado desceu à cripta vaticana para, num gesto de homenagem, visitar o túmulo de Paulo VI. Em 26 de outubro próximo também a Diocese de Brescia (terra natal de Paulo VI) o recordará com uma celebração eucarística presidida pelo bispo Luciano Monari no Santuário de Nossa Senhora das Graças.

O Cardeal Parolin recordou a delicada atenção do Papa Paulo VI pelas periferias existenciais em todas as latitudes do planeta, o gesto da renúncia e da oferta da tiara, conservada na cripta do Santuário Nacional da Imaculada Conceição em Washington (EUA), onde o Papa Francisco celebrou na semana passada; “a sua capacidade de dar voz aos últimos e aos que se encontram distantes e o chamado em seu testamento espiritual a uma Igreja pobre, despojada; a sua atenção pela família e a paternidade e maternidade responsáveis”.

Uma mensagem preciosa, dirigida “à humanidade empobrecida do nosso tempo, tão necessitada de sentido”: por sua natureza, a Igreja é missionária, num certo sentido não pode deixar de sê-lo.

Junto aos temas mais estritamente eclesiais inspirados pelo Evangelho de Cristo, naqueles anos marcados pela contraposição Leste-Oeste, o Papa Montini se prodigalizou ativamente pela salvaguarda da paz.

De retorno da viagem apostólica do Papa Francisco a Cuba e EUA e da visita à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o Cardeal Parolin relê o discurso pronunciado por Paulo VI na sede da Onu em 1965.

Naquela ocasião, o Papa Montini fez ressoar o célebre grito “Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra!” e fez suas as palavras pronunciadas por John F. Kennedy no momento de assumir o encargo de presidente: “A humanidade deve acabar com a guerra, ou a guerra acabará com a humanidade”.

Concluindo seu discurso nas Nações Unidas (1965) e na sua encíclica Populorum Progresssio (1967), Montini dizia à humanidade inteira que “devemos nos acostumar a pensar o homem de modo novo; de maneira nova a convivência da humanidade, de modo novo os caminhos da história e os destinos do mundo segundo as palavras de São Paulo: revestir o homem novo criado à imagem de Deus na justiça e santidade da verdade (...).

“Nunca, como hoje, numa época de tanto progresso humano, foi necessário o apelo à consciência moral do homem”, disse o Papa Paulo VI no referido discurso na Onu.

As preocupações do Beato Paulo VI, constatou com pesar o Cardeal Parolin, infelizmente, permanecem atuais também no cenário atual, caracterizado pelos cruéis conflitos armados – a terceira guerra mundial combatida em capítulos, como a definiu o Papa Francisco – e onde os direitos humanos, em primeiro lugar, o direito à vida e à liberdade religiosa, são sistematicamente ameaçados e espezinhados.

"O Papa Montini teve sempre em seu coração dois grandes amores: amor pela Igreja e amor pela humanidade. Essa é a sua herança", destacou o secretário de Estado.

O Papa Francisco, na continuidade daquilo que Paulo VI auspiciava, pede-nos que abandonemos uma espiritualidade mundana e sejamos testemunhas alegres de uma “Igreja em saída”, para oferecer a todos Jesus Cristo, no respeito pelas várias culturas que fazem da Igreja um povo de muitos rostos, que, na sua diversidade, não ameaçam, mas enriquecem a sua unidade.

“Na vigília do Sínodo dos Bispos sobre a família – concluiu o Cardeal Parolin – parece-me poder colher no Magistério do Beato Paulo VI uma atenção profética pela humanidade, com particular atenção à família, ao matrimônio e aos próprios cônjuges, homem e mulher”. (RL)

Ouça clicando acima

(from Vatican Radio)

Biblioteca online com documentos vaticanos já está no ar

Biblioteca online com documentos vaticanos já está no ar

Cidade do Vaticano (RV) – Já está no ar o site que é uma biblioteca online dedicada a documentos vaticanos propostos pelo Magistério Pontifício sobre a Comunicação. O www.chiesaecomunicazione.com coloca à disposição trechos selecionados de mais de 1100 documentos traduzidos em várias línguas, inclusive em português, do primeiro ao vigésimo século. O navegador é quem guia o usuário a explorar as fontes disponíveis em rede.
  Uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (30), na sala João Paulo II no Vaticano, apresentou o projeto da biblioteca que leva o nome de: “Online todo o Magistério Pontifício sobre a Comunicação. De Baragli aos nossos dias”. A referência de Enrico Baragli, sj (1908-2001), conduz a iniciativa por ter sido um pioneiro na Igreja italiana no estudo dos instrumentos da comunicação social.
  A biblioteca online serve como recurso para teólogos, profissionais da comunicação e público em geral, num ambiente aberto à colaboração porque é um trabalho que continuará sendo atualizado nos próximos meses para então publicar sua versão definitiva. O conteúdo disponível também pode ajudar o trabalho daqueles que se ocupam da formação dos futuros sacerdotes e responsáveis da Igreja no setor da comunicação, além de quem promove seminários e outras atividades de formação.
  O Presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, presente na coletiva de imprensa, falou que o projeto “é particularmente precioso porque reúne e coloca à disposição de um público sempre mais amplo uma longa tradição de ensino e de reflexão da parte da Igreja próprio sobre sua centralidade da comunicação. Os materiais por si só são extremamente significativos porque mostram como a Igreja, durante toda a sua história, procurou enfrentar as mudanças dos meios e das formas de comunicação que tem formado a cultura e a sociedade humana”.
  Essa reflexão em formato digital também é um desafio para melhor transmitir a mensagem cristã. Segundo Dom Celli, “esta coleção nos permite apreciar como os modos e os meios da Igreja para expressar a sua mensagem se transformaram no decorrer dos anos, junto às mudanças e ao desenvolvimento nas formas e nas tecnologias da comunicação de massa. Aquilo que emerge é um esforço constante por parte da Igreja para garantir que a boa notícia do Evangelho seja conhecida pelos contemporâneos, em modos culturalmente apropriados e que realizem plenamente as potencialidades dos novos modelos de comunicação e das tecnologias em via de desenvolvimento”.
  A plataforma, promovida pelo Pontifício Conselho da Comunicação Social, é organizado por professores da Faculdade de Ciências da Comunicação Social da Universidade Pontifícia Salesiana de Roma e recebe a colaboração da Livraria Editoria Vaticana e do site Vatican.va. O site é o www.chiesaecomunicazione.com. (AC)

(from Vatican Radio)

"Wake up", um CD com a mensagem de Francisco

"Wake up", um CD com a mensagem de Francisco

Cidade do Vaticano (RV) – “Pope Francis Wake up” é o CD multimídia com trechos dos discursos do Papa Francisco em várias línguas, com lançamento mundial previsto para 3 de novembro. O CD, distribuído pela Believe Digital, com autorização da Paulus,  inclui 11 faixas da tradição musical cristã, reelaboradas por compositores contemporâneos que fazem o acompanhamento sonoro da voz do Papa.

A Rádio Vaticano, detentora dos direitos da voz dos Pontífices, abriu o seu arquivo para disponibilizar, entre outros, a primeira saudação do balcão central da Basílica de São Pedro em 13 de março de 2013, dia de sua eleição; o encontro com os jovens argentinos na Catedral do Rio de Janeiro em 25 de julho de 2013; o discurso à FAO em Roma, em novembro de 2014 e a homilia conclusiva da VI Jornada da Juventude Asiática na Coréia do Sul, em 17 de agosto de 2014, quando pronunciou as palavras “Wake up! Go! Go! Forward!”, uma exortação forte e intensa, dirigida aos jovens, mas endereçada também a todos os homens de boa vontade.

O CD foi realizado sob a direção artística do Padre Giulio Neroni  (que no passado já havia trabalhado em álbuns com as vozes de bento XVI e João Paulo II) e vem acompanhado por um livreto de 24 páginas com os textos das orações e dos trechos dos discursos do Pontífice contidos no álbum na língua original em que foram pronunciados, com traduções em inglês e espanhol.

A obra apresentará uma inusitada mistura de pop-rock com canto gregoriano e rock progressivo apoteótico, até mesmo pela escola musical de Tony Pagliucia, fundador da banda Le Orme, nos anos 60. “Wake Up!” tem, entre outros, as participações de Giorgio Kriegsch, Mite Balduzzi do Gen Rosso, Giuseppe Dati (autor, entre outros, de Laura Pausini), Lorenzo Piscopo e do diretor de orquestra Dino Doni.

No site www.popefranciswakeup.believedigital.com estarão disponíveis as traduções também em outras línguas.

A Track list de “Wake up”:

1 – “Annuntio vobis gaudium magnum!” (6:54) – trecho do discurso pronunciado em italiano. Primeira saudação do balcão central da Basílica de São Pedro, em 13 de março de 2013.

Música: Tu es Pietro, com inserção de Adonai (oração da tradição hebraica)

2 – “Salve Regina” (5:17) – trecho do discurso pronunciado em espanhol e italiano. Encontro com os jovens argentinos na Catedral do Rio de Janeiro, em 25 de julho de 2013.

Música: Salve Regina

3 – “Cuidar el planeta” (4:46) – trecho do discurso pronunciado em espanhol. Discurso durante a visita à FAO em Roma, 20 de novembro de 2014

Música: Cuidar El Planeta (Cântico das criaturas em espanhol)

4 – “¿Por qué sufren los ninos?” (5:20) – trecho do discurso pronunciado em espanhol. Encontro com os jovens no campo esportivo da Universidade de São Tomás em Manila, 18 de janeiro de 2015

Música: Jesu dulcis memoria

5 – “Non lasciatevi rubare la speranza!” (3:57) – trecho do discurso pronunciado em italiano. Discurso aos estudantes das Escolas dos jesuítas na Itália e Albânia, Cidade do Vaticano, 7 de junho de 2013

Música: Christe Redemptor Omnium

6 – “La Iglesia no puede ser una ONG!” (4:49) – trecho do discurso pronunciado em espanhol. Encontro com os jovens argentinos na Catedral do Rio de Janeiro, 25 de julho de 2013

Música: Ubi Carita et Amor, Deus ibi est

7 – “Wake up! Go! Go! Forward!” (5:12) – trecho de discurso pronunciado em inglês. Homilia na Santa Missa conclusiva da VI Jornada da Juventude Asiática, Coreia do Sul, 17 de agosto de 2014

Música:  Ego sum Resurrectio et Vitam

8 – “La fe es entera, no se licua!” (4:32) – trecho do discurso pronunciado em espanhol. Encontro com os jovens argentinos na Catedral do Rio de Janeiro, 25 de julho de 2013

Música: Vexilla regis prodeunt

9 – “Pace! Fratelli!” (5:52) – trecho do discurso pronunciado em italiano. Oração pela paz, com Shimon Oeres e Mahmoud Abbas, Jardins Vaticanos, 8 de junho de 2014

Música: Veni Sancte Spiritus

10 – “Santa famiglia di Nazareth” (5:10) – trecho do discurso pronunciado em italiano

Oração por ocasião da Jornada da Família, Cidade do Vaticano, 27 de outubro de 2013

Música: Santa Família de Nazaré

11 – “Fazei o que Ele vos disser!” (3:31) – trechos do discurso em português e em italiano. Homilia na Santa Missa na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Brasil, 24 de julho de 2014.

Música: Ave Maris Stella

(JE)

(from Vatican Radio)

Papa abençoa estátua de Santa Rita de seis metros

Papa abençoa estátua de Santa Rita de seis metros

Cidade do Vaticano (RV) – Na Audiência Geral desta quarta-feira o Papa Francisco abençoou uma imagem de Santa Rita de Cássia de seis metros trazida do Líbano e que no dia 18 de outubro será instalada na entrada da cidade italiana de Cássia.

“Ao abençoar esta grande estátua da Santa – disse o Santo Padre -  convido a todos, no próximo Jubileu da Misericórdia, a reler sua extraordinária experiência humana e espiritual como como sinal da potência da misericórdia de Deus”.

A grande estátua foi colocada na Praça São Pedro às 5 da manhã da terça-feira, 29, e sua remoção será realizada na madrugada da quinta-feira, 1º de outubro. Após, acompanhada por milhares de fieis, a estátua será instalada em uma rotatória na entrada da cidade de Cássia no dia 18 de outubro, de forma a dar as boas vindas aos milhares de peregrinos que visitam anualmente a cidade onde a santa viveu. O Patriarca Maronita Bechara Boutros Raï presidirá uma celebração no Santuário de Cássia.

A obra foi realizada em Ayto, no norte do Líbano, pelo famoso escultor libanês Nayef Alwan, patrocinada pelo mecenas Sarkis Sarkis, muito devoto da santa. O artista trabalhou por meses na obra, baseado em um esboço aprovado em comum acordo com a administração e a comunidade agostiniana de Cássia, dando forma e vida a um gigantesco bloco de pedra extraído das montanhas do Líbano a 2 mil metros de altitude. No início de setembro, a estátua foi embalada e embarcada em um navio até o porto italiano de Salerno.

Na tarde desta quarta-feira um grande grupo de peregrinos participará de uma celebração na Basílica de São Pedro às 15h30, presidida pelo Arcebispo de Spoleto-Norcia. (JE)

(from Vatican Radio)

Papa encontra 400 doentes acompanhados pela Ordem de Malta

Papa encontra 400 doentes acompanhados pela Ordem de Malta

Cidade do Vaticano (RV) - Antes da Audiência Geral desta quarta-feira (30/09), o Papa Francisco encontrou-se com um grupo de quatrocentos doentes, na Sala Paulo VI, acompanhados por quatrocentos membros da seção alemã da Ordem de Malta.

“A audiência de hoje será feita em dois lugares: aqui e na praça. Como o tempo não parecia muito bom, achamos melhor que vocês ficassem aqui, tranquilos e cômodos para ver a audiência através dos telões. Agradeço-lhes muito por esta visita e peço-lhes para que rezem por mim”, sublinhou o pontífice.
  Francisco disse que a doença não é algo bom. “Existem os médicos, que são competentes, os enfermeiros, os remédios, tudo, mas é sempre uma coisa feia”, disse ele.
  “Porém, existe a fé, a fé que nos encoraja, e aquele pensamento que vem a todos nós: Deus se fez doente por nós enviando o seu Filho que tomou sobre si todas as nossas doenças. Olhando Jesus com a sua paciência, a nossa fé fica mais forte”, frisou o Papa.

Francisco disse ainda que com a doença caminhamos junto com Jesus. “Ele sabe o que significa o sofrimento, Ele nos compreende, nos consola e nos dá força”, disse.
  Por fim, o Papa abençoou os doentes e rezou com eles a Ave-Maria. (MJ)

(from Vatican Radio)

Disponível online todo o magistério pontifício sobre a comunicação - Um desenvolvimento contínuo

Disponível online todo o magistério pontifício sobre a comunicação - Um desenvolvimento contínuo

«A comunicação não é só uma das actividades da Igreja, mas é a própria essência da vida». Disse o arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (Pccs), ao apresentar a 30 de Setembro na Sala de imprensa da Santa Sé o projecto «Online todo o Magistério Pontifício sobre a comunicação. Desde Baragli aos nossos dias».

Dos nossos estudos, acrescentou, sobressai «um esforço constante por parte da Igreja para garantir que a boa nova do Evangelho seja difundida aos seus contemporâneos de maneiras culturalmente apropriadas, realizando plenamente as potencialidades dos novos modelos de comunicação e das tecnologias em vias de desenvolvimento».

Portanto, agora no endereço www.chiesaecomunicazione.com está disponível uma biblioteca digital dedicada aos documentos sobre a comunicação propostos pelo Magistério Pontifício. Um site que põe à disposição trechos escolhidos de mais de 1.100 documentos em tradução multilínguas, desde o século I até o XXI; um «navegador» que guia a explorar as suas fontes disponíveis na rede; uma plataforma para a leitura e o estudo pessoal; um ambiente aberto à colaboração. Os destinatários são os interessados no tema, mas sobretudo quantos trabalham nos centros de estudo e de formação da Igreja e não dispõem de uma vasta biblioteca.

Que a saudade de Deus nunca se apague no nosso coração, disse Francisco

Que a saudade de Deus nunca se apague no nosso coração, disse Francisco

Cidade do Vaticano (RV) - A alegria do Senhor é a nossa força, nele encontramos a nossa identidade. Esta é uma das passagens da homilia do Papa Francisco na missa celebrada nesta manhã de quinta-feira, (01) na Casa Santa Marta na festa de Santa Teresa de Lisieux, particularmente cara a Jorge Mario Bergoglio.

O povo de Israel, após longos anos de deportação, retorna a Jerusalém. O Papa iniciou sua reflexão a partir da primeira leitura, tirada do Livro de Neemias, para falar sobre o que dá substância à identidade do cristão. O Pontífice recordou que, também nos anos na Babilônia, o povo sempre se recordava da própria pátria. Após tantos anos – observou – chega finalmente o dia do retorno, da reconstrução de Jerusalém e, como narra a primeira leitura, Neemias pede ao escriba Esdras para ler diante do povo o Livro da Lei. O povo está feliz: “estava alegre, mas chorava, e ouvia a Palavra de Deus”; tinha alegria, mas também o choro, tudo junto”.

Como se explica isto?, pergunta-se Francisco. “Simplesmente, este povo não somente havia encontrado a sua cidade, a cidade onde havia nascido, a cidade de Deus, mas este povo, ao ouvir a Lei, encontrou a sua identidade, e por isto estava alegre e chorava”:

A alegria do Senhor é a nossa força

“Mas chorava de alegria, chorava porque havia encontrado a sua identidade, havia reencontrado a aquela identidade que com os anos de deportação havia se perdido um pouco. Um longo caminho este. “Não vos entristecei – disse Neemias – porque a alegria do Senhor é a vossa força”. É a alegria que dá o Senhor quando encontramos a nossa identidade. E a nossa identidade se perde no caminho, se perde em tantas deportações ou autodeportações nossas, quando fazemos um ninho aqui, um ninho lá, um ninho...e não na casa do Senhor. Encontrar a nossa identidade”.

Somente em Deus encontramos a nossa verdadeira identidade

O Papa então se pergunta de que modo se pode encontrar a própria identidade. “Quando você perdeu o que era seu, a sua casa, o que era seu - observou - vem esta saudade, e essa saudade leva você de volta a sua casa”. E esse povo, acrescentou, “com este desejo, sentiu que era feliz e chorava de felicidade por isso, porque a saudade da própria identidade o levou a encontrá-la. Uma graça de Deus”:

“Se nós - um exemplo - estamos cheios de comida, não temos fome. Se estamos confortáveis, tranquilos onde estamos, nós não precisamos ir para outro lugar. E eu me pergunto, e seria bom que todos nós nos perguntássemos hoje: “Eu estou tranquilo, feliz, e não preciso de nada - espiritualmente falando - no meu coração? A minha saudade se apagou? Olhemos para este povo feliz, que chorava e era feliz. Um coração que não tem saudade, não conhece a alegria. E a alegria, precisamente, é a nossa força: a alegria de Deus. Um coração que não sabe o que é a saudade, não pode fazer festa.. E todo esse caminho que começou há anos termina em uma festa”.

Não se apague em nossos corações desejo de Deus

O povo, lembrou Francisco, regozija-se com alegria, porque tinha “entendido as palavras que tinham sido proclamadas a ele. Tinha encontrado aquilo que a saudade lhe fazia sentir e seguir em frente”:
“Vamos nos perguntar como é a nossa saudade de Deus: estamos contentes, estamos felizes assim, ou todos os dias temos esse desejo de seguir em frente? Que o Senhor nos conceda esta graça: que nunca, nunca, nunca se apague em nosso coração a saudade de Deus”. (JE-SP)



(from Vatican Radio)