Vigília no Vaticano reúne milhares de fiéis e reforça o poder da oração como caminho para a paz
Em um forte apelo pela paz mundial, o Papa Leão XIV presidiu, no sábado, 11 de abril de 2026, uma
Vigília de Oração na Basílica de São Pedro, no Vaticano, reunindo cerca de 7 mil pessoas no interior do templo e outras 3 mil na Praça São Pedro. O encontro teve como objetivo invocar a paz por meio da oração do terço, destacando a força espiritual como resposta concreta diante das guerras e violências que marcam o cenário atual.
Logo no início, o Pontífice agradeceu a presença dos fiéis e destacou a importância da união na oração:
“Obrigado por terem acolhido este convite, reunindo-se aqui, junto ao túmulo de São Pedro, e em tantos outros lugares do mundo para invocar a paz. A guerra divide, a esperança une. A prepotência oprime, o amor eleva. A idolatria cega, o Deus vivo ilumina. Caríssimos, basta um pouco de fé, uma migalha de fé, para enfrentarmos juntos, como humanidade e com humanidade, este momento dramático da história.” (Vatican News)
A força da oração diante da violência
Durante a vigília, o Papa ressaltou que a oração não é fuga da realidade, mas um caminho eficaz de transformação. Segundo ele, rezar une a fragilidade humana à ação infinita de Deus, gerando frutos concretos na vida e na história.
Nesse contexto, destacou que a oração pode romper o ciclo do mal e abrir espaço para o Reino de Deus:
“A oração ensina-nos a agir. Na oração, as limitadas possibilidades humanas unem-se às infinitas possibilidades de Deus. Pensamentos, palavras e obras rompem, assim, a cadeia demoníaca do mal e colocam-se ao serviço do Reino de Deus: um Reino onde não há espadas, nem drones, nem vinganças, nem banalização do mal, nem lucro injusto, mas apenas dignidade, compreensão e perdão.” (Vatican News)
O Pontífice também fez um alerta contundente sobre o uso indevido do nome de Deus para justificar a violência e reafirmou que a verdadeira espiritualidade conduz à vida, e não à destruição.
Um apelo firme contra a guerra e a idolatria do poder
Em um dos momentos mais marcantes, o Papa fez um forte apelo à humanidade, denunciando aquilo que chamou de “loucura da guerra” e a idolatria do poder e do dinheiro.
“Basta com a idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta com a ostentação da força! Basta com a guerra! A verdadeira força manifesta-se no serviço à vida.” (Vatican News)
Ele recordou ainda ensinamentos de seus predecessores, como São João Paulo II e Pio XII, reforçando que a paz é sempre o caminho mais seguro para a humanidade.
Responsabilidade dos governantes e de cada pessoa
O Papa também dirigiu um apelo direto aos líderes das nações, pedindo que abandonem a lógica da violência e escolham o diálogo como caminho para resolver conflitos.
Ao mesmo tempo, destacou que a construção da paz não é responsabilidade apenas dos governantes, mas de todos:
nas famílias
nas escolas
nas comunidades
na vida cotidiana
Ele incentivou os fiéis a promoverem uma cultura de encontro, substituindo a hostilidade pela amizade e pelo diálogo.
“Casas de paz”: um compromisso concreto
Ao final da celebração, o Pontífice convidou cada pessoa e comunidade a se tornarem verdadeiros espaços de paz.
Segundo ele, é urgente criar ambientes onde:
o diálogo supere os conflitos
a justiça seja praticada
o perdão seja cultivado
E reforçou que a paz não é um ideal distante, mas uma realidade possível:
“Irmãos e irmãs de todas as línguas, povos e nações: somos uma única família que chora, espera e se levanta. «Nunca mais a guerra, aventura sem retorno; nunca mais a guerra, espiral de lutos e violência» (São João Paulo II, Oração pela paz, 2 de fevereiro de 1991).” (Vatican News)
Conclusão
A Vigília de Oração pela Paz conduzida pelo Papa Leão XIV no Vaticano se tornou um forte sinal para o mundo: diante da violência, a resposta cristã continua sendo a oração, a conversão do coração e o compromisso concreto com a paz.
Mais do que palavras, o Papa convocou a humanidade a uma mudança real de atitude, lembrando que a verdadeira força não está no poder ou na guerra, mas na capacidade de amar, servir e construir a paz todos os dias.


