sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Papa escolheu o tema para o sínodo dos bispos de 2018 - Jovens, fé e vocação

Os jovens, a fé e o discernimento vocacional foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para a XV assembleia geral ordinária do Sínodo dos bispos que terá lugar no mês de outubro de 2018.

A notícia foi dada na manhã de quinta-feira, 6 de outubro, através de um comunicado da secretaria geral do organismo vaticano, explicando que o Pontífice chegou a esta decisão depois de ter consultado, como de costume, as Conferência episcopais, as Igrejas orientais católicas sui iuris e a União dos superiores-gerais, e após ter ouvido as sugestões dos padres da precedente assembleia sinodal e o parecer do décimo quarto conselho ordinário.

O tema, esclarece o comunicado, «expressão da solicitude pastoral da Igreja para com os jovens, está em continuidade com quanto emergiu das recentes assembleias sinodais sobre a família e com os conteúdos da exortação apostólica pós-sinodal Amoris laetitia. Ele pretende acompanhar os jovens no seu caminho existencial rumo à maturidade a fim de que, através de um processo de discernimento, possam descobrir o seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens e participando ativamente na edificação da Igreja e da sociedade».

Missa em Santa Marta - Vidas pela metade

2016-10-06 L’Osservatore Romano
Será que a nossa «é uma vida pela metade»? Uma vida que ignora a força do Espírito Santo? Ou somos capazes de nos abrirmos a este «grande dom do Pai»? São as questões levantadas pelo Papa Francisco durante a missa celebrada em Santa Marta na quinta-feira 6 de outubro. De facto, o fio condutor foi uma reflexão sobre o Espírito Santo sugerida pelas leituras do dia: o primeiro trecho (Gálatas 3, 1-5), onde nas palavras de são Paulo se encontra «um debate teológico» dedicado ao Espírito, que é «difícil seguir»; e o segundo (Lucas 11, 5-13), no qual se encontra aquela que o Pontífice definiu uma «surpresa»: uma parábola, na qual Jesus «fala da oração e no final diz: Pedi e ser-vos-á dado. Ser-vos-á dado o Espírito, o Espírito Santo como grande dom».



Precisamente daqui surgiu a primeira indicação de Francisco, que quis sublinhar como o Espírito Santo seja «a promessa de Jesus» na Última ceia e «o grande dom do Pai», como se lê na parábola: «O vosso Pai dar-vos-á o Espírito». Um Espírito que é «também a força da Igreja». Não é por acaso, realçou o Papa, que «quando o Espírito ainda não tinha vindo e Jesus tinha subido ao céu, estavam todos fechados, no Cenáculo, tinham um pouco de medo e não sabiam o que fazer». Ao contrário, «a partir do momento em que vem o Espírito, a Igreja abre-se, sai, vai em frente e a Palavra do Senhor chega até aos confins da terra».

Portanto, disse o Pontífice concluindo este primeiro raciocínio, o Espírito Santo é «o protagonista da Igreja», é «o protagonista deste seguir em frente da Igreja»: sem ele há «fechamento, medo», com ele há «coragem».

Na passagem sucessiva da meditação foi acrescentada a provocação para cada cristão: «como é a nossa atitude com o Espírito, come vivemos com o Espírito»?

O Papa teorizou três respostas possíveis. A primeira faz referência à atitude dos Gálatas aos quais são Paulo falava. «É verdade – disse o Pontífice – que todos nós recebemos a lei, mas depois da lei o Senhor justifica-nos com a graça, com o seu filho morto e ressuscitado». Ou seja, nos foi dado «algo mais que a Lei», isto é, Jesus «que dá sentido à lei». Contudo, aqueles Gálatas, mesmo se tinham acreditado em Jesus crucificado, «depois ouviram alguns teólogos que lhes diziam: “Não, não! A lei é lei! O que te justifica é a Lei». E assim «deixavam Jesus Cristo de lado». Praticamente, eram «demasiado rígidos» e «para eles o que mais contava era a lei: deve-se fazer isto, deve-se fazer aquilo». São o mesmo tipo de pessoas que atacavam Jesus e que ele definia «hipócritas».

O que acontece em quem raciocina deste modo? «Este apego à Lei faz ignorar o Espírito Santo» e não deixa «que a força da redenção de Cristo siga em frente graças à obra do Espírito». Ora bem, especificou o Pontífice, é verdade que «existem os mandamentos e que os devemos seguir», mas sempre a partir «da graça deste dom grande que o Pai nos ofereceu». Só assim se compreende deveras a lei, e não reduzindo «o Espírito e o Filho à Lei».

Era precisamente este, explicou o Papa, «o problema desta gente: ignoravam o Espírito Santo e não sabiam ir em frente. Eram fechados, fechados nas prescrições: deve-se fazer isto, deve-se fazer aquilo». E é a mesma tentação na qual pode cair cada cristão: «ignorar o Espírito Santo».

Há também, continuou Francisco, uma segunda atitude, que faz com que o Espírito Santo se «entristeça». Neste sentido «Paulo aos Efésios diz: “Por favor, não entristeçais o Espírito Santo!”». Mas quando é que isto acontece? Quando, afirmou o Papa, «não deixamos que Ele nos inspire, nos leve em frente na vida cristã; quando dizemos “Sim, sim, há o Espírito que dá sentido à minha vida”, mas não deixamos que Ele nos diga – e não com a teologia da lei, mas com a liberdade do Espírito – o que devemos fazer». Então acontece que «não sabemos com qual inspiração fazemos as coisas e tornamo-nos tíbios». Em síntese: esta é «a mediocridade cristã», que se verifica quando se impede que o Espírito realize «a grande obra em nós».

Portanto, a primeira atitude é a de «ignorar o Espírito Santo». É a dos doutores da lei que, sublinhou o Pontífice, «encantam com as ideias, porque as ideologias encantam». Com efeito, são Paulo pergunta: «Ó Gálatas insensatos, quem é que vos fascinou?». Mas é uma reprovação válida também para todos aqueles que se deixam enganar por «quantos pregam com ideologias» e dão a entender que para eles tudo é claro. Ao contrário, explicou Francisco, se é verdade que a revelação de Deus «é muito clara», é também verdade que «devemos encontrá-la no caminho» e que «quantos pensam» ter «toda a verdade nas mãos são ignorantes».

Em segundo lugar, corre-se o risco de entristecer o Espírito Santo. Por fim, há «a terceira atitude», ou seja, a de «se abrir ao Espírito Santo e deixar que o Espírito nos leve em frente». Foi quanto aconteceu aos apóstolos que no dia de Pentecostes «perderam o medo e se abriram ao Espírito Santo». Precisamente isto é sublinhado também no canto do Evangelho da liturgia do dia: «Abre, Senhor, o nosso coração e acolheremos as palavras do teu Filho». O Papa explicou: «Para compreender, para acolher as palavras de Jesus é necessário abrir-se à força do Espírito Santo. E quando um homem, uma mulher, se abre ao Espírito Santo, é como um barco à vela que se deixa arrastar pelo vento e vai em frente, em frente, sem nunca mais parar».

Para viver plenamente esta realidade, sugeriu Francisco, devemos rezar. Com efeito, é quanto se lê também na parábola evangélica, no trecho onde o homem pede com insistência: «Dá-me o pão. Abre a porta, dá-me o pão». E Jesus recorda: «Dado que sois capazes de dar coisas boas aos vossos filhos, o vosso Pai não vos dará o Espírito, o grande dom, a grande coisa boa».

O Pontífice concluiu a meditação sugerindo que cada um se confronte com uma série de questões: «será que ignoro o Espírito Santo?», será que «a minha vida é uma vida pela metade, tíbia, que entristece o Espírito Santo e não deixa em mim a força de ir em frente» ou «é uma oração constante para se abrir ao Espírito Santo, para que Ele me leve em frente com a alegria do Evangelho e me faça compreender a doutrina de Jesus, a verdadeira doutrina, aquela que não fascina, a que não nos torna insensatos, mas a verdadeira» que ensina «o caminho da salvação?».

Papa incentiva ajuda ao Haiti devastado pelo furacão Matthew

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco manifestou seu pesar, nesta sexta-feira (07/10), pelas vítimas do furacão Matthew que causou pelo menos 478 mortos no Haiti.
O Pontífice se une na oração às pessoas que perderam seus entes queridos. Na mensagem, assinada pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, enviada ao Cardeal Chibly Langlois, Presidente da Conferência Episcopal Haitiana, o Papa manifesta sua “proximidade espiritual” aos que foram atingidos por esta calamidade, e confia “os defuntos à misericórdia de Deus para que os acolha em sua luz”. Francisco fez um apelo em favor da ajuda e solidariedade ao povo haitiano nesta outra provação que o país está passando. 

No Haiti, o Matthew causou uma grande destruição. O vento de cerca de 230 km/h derrubou árvores, barrancos e pontes, além de destruir milhares de casas. Militares brasileiros estão ajudando os moradores desde a última terça-feira. 

Na cidade de Jeremie 80% das casas foram destruídas. O Presidente do Conselho Eleitoral Provisório, Leopold Berlanger, reiterou a preocupação das autoridades que ainda não fizeram uma estimativa dos danos que são enormes. Segundo a ONU, trata-se da pior crise humanitária desde o terremoto de 2010. 

Na República Dominicana morreram 4 pessoas. Nos EUA, o Matthew causa medo. Na Flórida e Carolina do Sul foi decretado Estado de Emergência. “É questão de vida ou morte”, disse o Presidente estadunidense, Barack Obama, que pediu aos cidadãos para deixarem as áreas em risco. Estima-se em 3 milhões as pessoas em perigo.

No Haiti, “devemos pensar nas famílias e crianças atingidas pelo furacão”, disse a italiana Elena Cranchi, da organização não governamental “SOS Aldeias de crianças”, presentes na ilha caribenha desde 1978. 

“O furacão foi devastador! Milhares de casas foram danificadas. Existem famílias que perderam novamente tudo! Esta é uma terra que foi muito ferida pelo terremoto de seis anos atrás. Existem problemas com a comunicação”, ela.

Segundo Cranchi, faltam comida e água potável. “A água é suja, contaminada, e isso preocupa muito. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fez um apelo, pois o risco de epidemia é concreto. Estamos trabalhando junto com as autoridades, como fizemos na época do terremoto, para socorrer famílias e crianças. São cifras enormes, cerca de 4 milhões de crianças”, concluiu.

(MJ)

(from Vatican Radio)

Juventude é o tema do próximo Sínodo dos Bispos

Cidade do Vaticano (RV)  - “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” é o tema da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que se realizará em outubro de 2018.

De acordo com um comunicado divulgado pela Santa Sé, como de costume, o Papa Francisco escolheu o tema depois de consultar as Conferências Episcopais, as Igrejas Orientais Católicas sui iuris e a União dos Superiores Gerais, e de ouvir as sugestões dos Padres da última Assembleia Sinodal e o parecer do XIV Conselho Ordinário.

“O tema, expressão da solicitude pastoral da Igreja para com os jovens, está em continuidade com o que emergiu nas recentes Assembleias sinodais sobre a família e com o conteúdo da Exortação  Apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia”, lê-se no comunicado da Sala de Imprensa.

O texto acrescenta que a finalidade do próximo Sínodo é acompanhar os jovens em seu caminho existencial rumo à maturidade, para que, através de um processo de discernimento, “possam descobrir seu projeto de vida e realizá-lo com alegria, abrindo-se ao encontro com Deus e com os homens, participando ativamente da edificação da Igreja e da sociedade”.

(from Vatican Radio)

Papa em Santa Marta: abrir ao Espírito Santo

Quinta-feira, 6 de outubro: na Missa em Santa Marta o Papa Francisco na sua homilia referiu-se às atitudes que podemos ter com o Espírito Santo.

Partindo das leituras do dia o Santo Padre disse que o Espírito é o “grande dom do Pai. É a força que faz a Igreja sair com coragem para chegar aos confins da terra. O Espírito é o protagonista deste caminhar da Igreja” – afirmou.

Francisco indicou três atitudes que podemos ter com o Espírito. A primeira é a apego à Lei que “faz ignorar o Espírito”, como podemos ler na reprovação de S. Paulo aos Gálatas. Estavam fechados – disse o Papa – “fechados nas prescrições”.

Uma segunda atitude é a de entristecer o Espírito Santo, que acontece “quando não deixamos que Ele nos inspire, nos leve em frente na vida cristã”, quando “não deixamos que Ele nos diga, não com a teologia da Lei, mas com a liberdade do Espírito, o que devemos fazer”. Assim – explicou o Santo Padre – “tornamo-nos mornos”, caímos na “mediocridade cristã”, porque o Espírito Santo “não pode fazer a grande obra em nós”.

Pelo contrário, a terceira atitude “é abrir-se ao Espírito Santo e deixar que o Espírito nos leve em frente. É o que fizeram os Apóstolos: a coragem do dia de Pentecostes.” – salientou o Papa.

“ Que o Senhor nos dê esta graça: abrir-nos ao Espírito Santo para não nos tornarmos tolos, encantados, nem homens e mulheres que entristecem o Espírito” – afirmou Francisco no final da sua homilia.

Papa à Plenária CCEE: na Europa uma Igreja sempre em saída

Cidade do Vaticano (RV) - Uma Igreja “sempre mais em saída”, “alegre anunciadora do Evangelho da misericórdia e testemunha de esperança.” Essa é a imagem da Igreja na Europa traçada pelo Papa Francisco na mensagem enviada ao presidente do Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE), Cardeal Péter Erdő, por ocasião da Plenária do organismo, aberta esta quinta-feira (06/10) no Principado de Mônaco.

O Pontífice manifesta “grande apreço pela significativa contribuição que o Conselho das Conferências Episcopais Europeias oferece na promoção de relações fraternas e eclesiais, que manifestam a importância da comunhão e a alegra da fé”.

Em seguida, encoraja os participantes “a prosseguir com confiança o caminho voltado a prestar um serviço às populações do Continente, valorizando seus ‘dois pulmões’, o oriental e o ocidental”.

Francisco solicita que tenham o cuidado pastoral de “iluminar as consciências dos fiéis”, a fim de que “não se deixem desviar por uma cultura mundana”.

Lida na abertura dos trabalhos pelo núncio local, o Arcebispo Luigi Pezzuto, a mensagem contém também um agradecimento ao Cardeal Erdő, que com esta Plenária conclui um dúplice mandado de cinco anos à frente do organismo europeu.

Dirigindo-se ao purpurado húngaro, o Santo Padre escreve que o mesmo “soube servir com mansidão e perspicácia, colocando a caridade evangélica acima de tudo. Obrigado por seu zelo pastoral!” (RL)

(from Vatican Radio)