quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Santa Sé: toda forma de violência contra a mulher é inaceitável

“É alarmante que cerca de 35% das mulheres no mundo inteiro tenha sido vítima de violência física em algum ponto da vida, principalmente violência doméstica e sexual”.
Esta foi a reação do Observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, Arcebispo Bernardito Auza, ao comentar a publicação de um relatório apresentado pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon nesta segunda-feira (10/10), em Nova Iorque, data que marcou o Dia Internacional da Menina.
Dom Auza destacou os progressos feitos na defesa e promoção da igualdade para as mulheres, todavia afirmou que “desafios persistentes ainda permanecem”.
Combate
“É preciso dar atenção especial para esta situação escandalosa, precisamos de medidas efetivas e programas para combater e derrotar este deplorável tipo de comportamento em relação às mulheres”, exortou o observador, e prosseguiu:
“Em um mundo onde a pobreza continua a ter principalmente uma face feminina, a promoção de economias inclusivas e equitativas pode gerar um profundo impacto para o avanço das mulheres”.
Tradição inaceitável
Dom Auza ratificou ainda a recomendação do Secretário Geral da ONU para que se dê atenção especial para as mutilações genitais femininas:
“O Papa identifica a mutilação genital feminina como um exemplo de ‘tradição inaceitável que ainda precisa ser eliminada’”.
Por fim, o arcebispo citou o trabalho de muitas instituições e organizações católicas, em particular de mulheres religiosas, que estão na linha de frente para mudar práticas culturais e “empoderar jovens meninas para resistir às violências”.
Nominalmente, foram citadas as iniciativas “Grupo Santa Marta”, “Talitha Kum” e “#EndSlavery”.
(rb)

A devoção do Papa a Nossa Senhora Aparecida

“Sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã”. 
24 de julho de 2013, visita de Francisco ao Santuário de Aparecida. Naquela primeira viagem apostólica do  Papa, recém-eleito, fica clara a sua devoção a Nossa Senhora Aparecida. 
A  padroeira do Brasil atrai nestes dias à cidade de Aparecida, no interior paulista, cerca de 400 mil (160 mil apenas no dia 12) peregrinos. Milhares de romeiros fazem também peregrinação a pé pela Dutra com destino ao Santuário. Todos os anos, grupos de todos os locais do país trazem histórias de devoção e agradecimento a Santa.
Ano Jubilar Mariano e moeda comemorativa
E nesta quarta-feira, a programação tem ainda uma atração a mais, com a abertura do Ano Jubilar e o lançamento da Medalha Comemorativa dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, produzida pela Casa da Moeda do Brasil.
O ponto alto das comemorações é a Missa Solene, às 9h, no Altar Central. À tarde, a procissão Solene reúne milhares de pessoas pelas ruas da cidade. O dia se encerra com uma missa às 19h, momento de agradecer o trabalho dedicado dos colaboradores, voluntários e os moradores de Aparecida.  
O Santuário de Aparecida é considerado o principal polo de turismo religioso do Brasil. São cerca de 12 milhões de visitantes por ano. A Basílica tem capacidade para celebrar missas para até 45 mil pessoas na área interna e para até 300 mil na área externa.
Monumento em homenagem à Nossa Senhora, as palavras do Papa
Os jardins do Santuário Nacional, em Aparecida, ganharam um monumento em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no sábado (08/10). A obra é idêntica a que foi inaugurada nos jardins do Vaticano e abençoada pelo Papa Francisco em 3 de setembro passado.
“Estou contente de que a imagem de Nossa Senhora Aparecida esteja aqui nos Jardins. Convido-os a rezar para que ela continue protegendo todo o Brasil, todo o povo brasileiro, neste momento triste. Que ela proteja os pobres, os descartados, os idosos abandonados, os meninos de rua. Que proteja os descartados que se encontram nas mãos dos exploradores de todo tipo. Que ela salve o seu povo, com a justiça social e o amor de seu Filho, Jesus Cristo”.
Francisco concluiu exortando a pedir a ela, com amor, por todo o povo brasileiro. Ela, recordou o Papa, foi encontrada por pobres trabalhadores; que hoje ela seja encontrada, de modo especial, por todos aqueles que precisam de trabalho, de educação e por aqueles que estão privados da dignidade.

Santa Sé: atual modelo econômico impede desenvolvimento integral

“A transição do atual modelo que promove o crescimento econômico a qualquer custo para uma sociedade que busca o desenvolvimento sustentável requer uma ‘mudança de paradigma no pensar o próprio desenvolvimento’”.

Foi o que afirmou o Observador permanente da Santa Sé na ONU, Arcebispo Bernardito Auza, na terça-feira (11/10), durante uma sessão da Assembleia Geral sobre Desenvolvimento Sustentável.
“O sucesso da Agenda 2030 requer ir além da linguagem da economia e estatística precisamente porque a ênfase real deve se dar à pessoa humana”, afirmou.
Nova mentalidade
A mudança de paradigma – prosseguiu –, “não é meramente uma modificação nas políticas e nas instituições: também requer uma mudança na relação entre os povos assim como entre os seres humanos e o meio ambiente: a nossa casa comum”, destacou.
Ao afirmar que essa mudança deve começar pelo “entendimento da dignidade inerente a cada pessoa e a centralidade do bem comum para todos os esforços e metas sociais”, o arcebispo advertiu que “somente tais fundamentos poderão realmente levar ao “desenvolvimento de uma economia social e solidária”.
Igualdade
A partir deste princípio de dignidade igualitária – afirmou – “surge um novo paradigma de desenvolvimento centralizado na pessoa”. Por isso, “é preciso evitar a análise econômica, social e ambiental baseada não na pessoa mas, primariamente, na busca das maiores margens financeiras”, apontou.
“Tal reducionismo econômico nunca levará ao desenvolvimento econômico integral, uma vez que subordina tudo às leis da competição e à economia Darwinista em que o mais forte sobrevive”, destacou.
O representante do Papa na ONU concluiu afirmando que “o desenvolvimento sustentável será sempre uma parceria público-privada: requer governos e negócios honestos e líderes que possam inspirar diretamente estas instituições, seus sistemas e práticas”.
(rb)

Síria: Francisco pede cessar-fogo imediato

A Audiência Geral desta quarta-feira (12/10) foi a ocasião para o Papa Francisco fazer o enésimo apelo em prol da paz na Síria.

“Quero destacar e reiterar a minha proximidade a todas as vítimas do conflito desumano na Síria. É com sentido de urgência que renovo o meu apelo, implorando aos responsáveis, com toda a minha força, para que se favoreça um cessar-fogo imediato, que seja imposto e respeitado pelo menos durante o tempo necessário para permitir a evacuação dos civis, sobretudo das crianças, que ainda estão presas sob sangrentos bombardeios.”

No último domingo, ao anunciar a convocação de um Consistório, entre os novos cardeais Francisco incluiu o Núncio Apostólico na Síria, Dom Mario Zenari, como mais um sinal de proximidade para com a população local.

O último apelo do Pontífice foi feito duas semanas atrás, sempre na Audiência Geral, para recordar que os responsáveis pelos bombardeios deverão prestar contas diante de Deus.

Desastres naturais

O Papa recordou ainda que na quinta-feira, 13 de outubro, se celebra o Dia Internacional para a redução dos desastres naturais, que este ano propõe o tema: “Reduzir a mortalidade.”

“De fato, os desastres naturais poderiam ser evitados ou, pelo menos, limitados, já que os efeitos são com frequência devidos à falta de cuidado do homem pelo meio ambiente. Encorajo, portanto, a unir os esforços de modo previdente na proteção da nossa comum, promovendo uma cultura da prevenção, com a ajuda também dos novos conhecimentos, reduzindo os riscos para as populações mais vulneráveis."

(bf)

(from Vatican Radio)

Papa: cultura de prevenção dos desastres naturais

O Papa Francisco nesta audiência geral recordou o Dia Internacional pela Redução dos Desastres Naturais que se celebra nesta quinta-feira dia 13 de outubro. O Santo Padre sublinhou que os efeitos dos desastres naturais “são, muitas vezes, devidos a falhas no cuidado com o ambiente por parte do homem”. Francisco apelou para uma “cultura de prevenção” para que sejam reduzidos “os riscos para as populações mais vulneráveis”.

(RS)