quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coletiva: Sínodo reflete também sobre tema do diaconato feminino

Cidade do Vaticano (RV) - “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”: este é o tema que norteia a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, cujos trabalhos se concentram, neste momento, nos Círculos menores.

Conduzida pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, a coletiva desta quinta-feira teve como convidados, na qualidade de relatores e membros dos Círculos menores, o arcebispo de Ancona-Osimo (Itália), Cardeal Edoardo Menichelli; o arcebispo de Acra (Gana), Dom Charles Palmer-Buckle; e o Patriarca de Antioquia dos Sírios, Dom Ignatius Youssif III Younan, o qual lançou um apelo: “O Ocidente não esqueça os cristãos do Oriente Médio”.

“Estamos realmente preocupados e alarmados com a situação das comunidades cristãs no Oriente Médio e, sobretudo, com as provações catastróficas a que as famílias são submetidas, divididas porque fazem de tudo para sair do inferno em que vivem na Síria e no Iraque.”

Foi o dramático apelo lançado pelo Patriarca Younan. “Deploramos o fato de não conseguirmos convencer as novas gerações a permanecer onde o cristianismo teve suas origens.”

E reiterou: “Temos centenas de pessoas reféns dos terroristas islâmicos, é um fenômeno catastrófico de longa duração.

O apelo é feito no sentido de trazer a voz dos perseguidos, sobretudo, para o Ocidente, porque – ressaltou o patriarca – “nos sentimos esquecidos e traídos pela Europa e EUA”. E concluiu: “Trazemos a nossa voz aos potentes a fim de que a situação mude”.

“Não estamos aqui para frear ninguém, mas para propor aquilo que sentimos acerca da família e para o bem da Igreja”, acrescentou, por sua vez, o arcebispo ganense, Dom Palmer-Buckle. Na África, explicou, “há um conceito alargado de família e nós queremos ver como manter vivos os valores e as alegrias de tal família alargada”.

“O futuro da família é a missão da Igreja”, reiterou o arcebispo de Acra, sobretudo no continente africano, onde a Igreja católica está crescendo muito rapidamente. Em seguida, o prelado assegurou: os temas do Sínodo não são somente europeus, mas da Igreja em sua universalidade.

Por sua vez, o Cardeal Menichelli observou que este Sínodo é um Sínodo do povo, fruto da contribuição das dioceses”, afirmando que na assembleia se refletiu também sobre o tema do diaconato feminino.

O purpurado fez uma análise sobre as modalidades de trabalho nos Círculos menores:

“O clima é muito aberto, não há personalismos. Há, propriamente, esse desejo de conhecer para oferecer indicações novas, para manifestar aquele amor para com as famílias e também aquela preocupação que a Igreja muitas vezes manifesta diante de fenômenos que gostariam – entre aspas – de não nobilizar a realidade familiar.”

Por fim, respondendo à pergunta de um jornalista sobre o pronunciamento do Papa aos padres sinodais, na terça-feira, dia 6, em particular, sobre a expressão “hermenêutica conspiradora” a ele atribuída, Pe. Lombardi explicou:

“Eu não referi essa expressão, como bem sabem, saiu de outra fonte. Evidentemente, o conceito é: não devemos pensar que existam complôs. Portanto, a visão que devemos ter do Sínodo é de um processo de intercâmbio, de comunicação, que se dá de modo sereno, sincero, e não deve ser considerado guiado por interesses particulares e por tentativas de manipular ou de conduzir diferentemente daquilo que, ao invés, é o processo de busca comum, no espírito que a comunidade eclesial deve fazer.” (RL)

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(from Vatican Radio)

A experiência do casal brasileiro no Sínodo

Cidade do Vaticano (RV) – Entre os casais que participam do Sínodo sobre a família como auditores, estão os brasileiros Ketty Abaroa de Rezende e Pedro Jusseieu de Rezende, ambos docentes da Universidade Estadual de Campinas. Além de seu empenho acadêmico, o casal faz pastoral familiar extra paroquial, acompanhando famílias através de seminários e palestras.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Ketty e Pedro falam da experiência de participar do Sínodo e do desafio da comunicação no matrimônio:

Ketty de Rezende: “É uma experiência extremamente enriquecedora, e mostra a colegialidade de todo o episcopado, a universalidade da nossa Igreja, e que nós podemos estar muito seguros. Estamos nas mãos do Papa, a doutrina não muda, mas mudam as formas de comunicar, de chegar às pessoas, chegar de uma forma mais efetiva, mais frutífera. O que a gente sente são exatamente as expressões do mundo inteiro, as formas em que as pessoas estão chegando às famílias, dentro das diferentes culturas. Então é muito enriquecedor e pedimos também a oração de todos no Brasil, para que o Espírito Santo seja realmente muito presente no coração e nas mentes de todos nós.

Pedro de Rezende fala por que foram convidados para o Sínodo e o trabalho com os casais:

“Nós recebemos o convite através da Nunciatura e a nossa atuação é extra paroquial, nós ministramos cursos, palestras, fazemos acompanhando de casais. É uma experiência acumulada de muitos anos e nós vemos os frutos disso em todas as partes onde já estivemos, em várias cidades do Brasil, e fora do Brasil: Montreal, Moscou, Estocolmo. E a experiência, como disse Ketty, é extremamente enriquecedora. O que se percebe é que a Igreja é tão rica, não existe divisão, há uma concordância de objetivos. Às vezes há algumas diferenças de visão, mas todas elas convergindo para que a família se fortaleça como resultado das recomendações que este Sínodo dará ao Santo Padre."

(BF)

(from Vatican Radio)

Papa vai destinar crucifixo de quase 3m à comunidade cristã

Florença (RV) – Um crucifixo de quase 3 metros de altura será doado ao Papa quando da sua visita a Florença, no próximo dia 10 de novembro. “Sinal de afeto e proximidade ao Papa Francisco”, a obra ficará exposta na capela de Santa Ana na Basílica de São Lourenço até a chegada do Papa à cidade, que a destinará então a uma comunidade cristã.

A obra, financiada pelas ofertas dos fiéis da paróquia de São Lourenço, foi realizada a partir da fusão de alumínio e patinada com peróxido de ferro sobre uma cruz de madeira graças à técnica da cera persa.

“Estamos muito felizes em poder oferecer este presente ao Papa” – explicou o pároco Marco Viola. “O crucifico também é fruto da conversão na fé de um fiel que pede para ficar no anonimato. É importante destacar ainda que o custo da obra tenha sido coberto pelas ofertas de nossos fiéis”, concluiu o pároco. (RB)

(from Vatican Radio)

Dom Forte: amplo espaço aos Círculos menores significa maior colegialidade

Cidade do Vaticano (RV) - Uma das novidades da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, é o amplo espaço dado aos Círculos menores, pequenos grupos de aprofundamento nos quais os Padres sinodais foram subdivididos. Mas qual a função dos Círculos menores e como se realiza o trabalho nestes pequenos grupos? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao secretário especial do Sínodo, Dom Bruno Forte. Eis o que disse:

Dom Bruno Forte:- “São grupos de aprofundamento, de elaboração de ideias, constituídos segundo as línguas, porque é bom recordar que o Sínodo tem cinco línguas em que, efetivamente, se trabalha. Portanto, constituem aquilo que numa linguagem usual se chama ‘grupos de estudo’, ‘grupos de aprofundamento... Em todo caso, trata-se de uma forma para facilitar e favorecer a mais ampla participação e o mais amplo debate.”

RV: Qual a importância do trabalho de cada Círculo menor, tendo em vista aquilo a que o Sínodo se propõe?

Dom Bruno Forte:- “Creio que seja muito importante porque – como diz a palavra ‘Sínodo’ – se caminha juntos. Uma coisa é uma assembleia de 270 padres mais uma centena de colaboradores e especialistas; outra coisa é um Círculo em que cerca de trinta padres podem – com alguns colaboradores e especialistas – partilhar e refletir juntos sobre alguns pontos. Em suma, é um exercício efetivo de participação. Não nos esqueçamos que o Sínodo propriamente é tal se essa participação é maximamente favorecida e encorajada.”

RV: Dezoito congregações gerais – podemos chamá-las “assembleias plenárias” – e treze sessões de Círculos menores: amplo espaço a esses pequenos grupos. Essa escolha propõe-se, justamente, a valorizar o aprofundamento?

Dom Bruno Forte:- “Quer valorizar a participação colegial: um tema que nos está muito a peito é que o Sínodo seja um efetivo exercício da colegialidade episcopal, ou seja, onde os bispos tenham não somente o pleno ‘direito’, mas também o pleno espaço para poder se pronunciar com sua contribuição para poder oferecer um ponto de vista; bem como seus estímulos e suas questões.”

RV: A metodologia deste Sínodo é inovadora em relação ao passado?

Dom Bruno Forte-: “No sentido que dá muito mais espaço aos Círculos menores: coloca-se exatamente na linha de expressar a colegialidade episcopal da melhor forma possível.”

RV: Pessoalmente, quais seus votos à luz de tanto empenho, de tanto trabalho destes dias e também deste ano em que – recordemos – nos encontramos na segunda etapa dessa reflexão da Igreja sobre a família?

Dom Bruno Forte:- “Parto propriamente daquilo que desde o início o Papa Francisco pediu aos bispos: que falassem com grande liberdade, o que me parece tenha se verificado e esteja ocorrendo plenamente, de modo a contribuir com um sentido alto de responsabilidade e de fé, para o bem de toda a Igreja. Este Sínodo – em duas etapas e com a fase intermediária que envolveu muito também as Igrejas locais e a fase preparatória com o questionário – parece-me ser um exercício muito alto de participação da Igreja. Em suma, é uma Igreja que sempre mais se manifesta comunhão, isto é, unidade na variedade, na riqueza da diversidade que o Espírito Santo suscita e onde cada um dá a própria contribuição para o bem de todos. É a Igreja do Vaticano II que toma forma mediante uma estrutura, a estrutura do Sínodo, que é filha do espírito do Vaticano II.” (RL)

(from Vatican Radio)

Papa: Deus jamais abandona os justos

Cidade do Vaticano (RV) - “Deus nunca abandona os justos e os que semeiam o mal são como desconhecidos,  dos quais o céu não recorda o nome.” Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta quinta-feira (08/10), na Casa Santa Marta.

Uma mãe corajosa, marido, três filhos, menos de 40 anos e um câncer que a obriga permanecer na cama. Por que? Uma mulher idosa, pessoa com a oração no coração e com um filho assassinado pela máfia. Por que?

A voz do Papa no altar de Santa Marta amplifica o grande quesito que como uma lâmina corta os pensamentos de tantas pessoas cuja fé convicta e arraigada é colocada à prova pelos dramas da vida. Por que isso acontece? Que proveito a gente tira em guardar os mandamentos de Deus enquanto os soberbos progridem praticando o mal, desafiam a Deus e não são castigados?, disse Francisco citando o Profeta Malaquias.

“Quantas vezes vemos esta realidade em muitas pessoas más, em pessoas que fazem o mal e parece que na sua vida tudo vai bem: são felizes, têm tudo o que querem, não lhes falta nada. Por que Senhor? É um dos muitos por que. Por que para aquele cara de pau que não liga para nada nem para Deus e nem para os outros, que é uma pessoa injusta e má, tudo corre bem em sua vida, tem tudo aquilo que quer e nós que queremos fazer o bem  temos tantos problemas?”

A resposta a isso o Papa tira do Salmo do dia, que proclama “bem-aventurado” o homem "que não entra no conselho dos ímpios” e que “encontra a sua alegria” na “lei do Senhor”. E explica:

“Agora não vemos os frutos desta gente que sofre, desta gente que carrega a cruz, como aquela Sexta-feira Santa e aquele Sábado Santo em que não se viam os frutos do Filho de Deus Crucificado, dos seus sofrimentos. E tudo o que fará, será bem feito. E o que o diz o Salmo sobre os ímpios, sobre aqueles que nós pensamos que vai tudo bem? ‘Não são assim os ímpios, mas são como a palha que o vento disperde. Porque o Senhor acompanha o caminho dos justos, enquanto o caminho dos ímpios perece”.

Uma ruína que Francisco destaca citando a parábola evangélica de Lázaro, símbolo de uma miséria sem saída, e do epulão que lhe negava inclusive as migalhas que caiam de sua mesa:

“O curioso daquele homem é que não se diz o nome. É somente um adjetivo: é um rico. Dos ímpios, no Livro da Memória de Deus, não há nome: é um ímpio, é um trapaceiro, é um explorador... Não tem nome, somente adjetivos. Ao invés, todos os que buscam caminhar na via do Senhor estarão com seu Filho, que tem o nome, Jesus Salvador. Mas um nome difícil de entender, inclusive inexplicável para a provação da cruz e por tudo aquilo que Ele sofreu por nós”.

(MJ/BF)

(from Vatican Radio)

Círculos Menores apresentam primeiras propostas

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quinta-feira (08/10), os trabalhos sinodais serão marcados ainda pelas sessões dos Círculos Menores, seja na parte da manhã, seja na parte da tarde. Ao final do dia, cada Círculo Menor deverá apresentar propostas ao texto do Instrumento de trabalho.

Sobre o conteúdo do que está sendo discutido, eis o que o disse o Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer:

“O clima está muito bom. Os círculos menores reúnem os participantes por afinidade de línguas. Portanto, as pessoas se encontram muito mais à vontade para falar na sua própria língua e também para poder intervir quantas vezes quiserem sobre as questão que estão sendo postas. O trabalho é levado avante com bastante método. Estamos trabalhando sobre a primeira parte do Instrumento Laboris e esta primeira parte contempla as problemáticas da famílias. No método seria o “ver” (do método ver, julgar e agir, ndr). Portanto, os desafios da famílias para a evangelização.”

Situações que complicam a vida da família

“O que se destaca e vai se destacando são esses desafios sobre os quais se falou no passado. Portanto, nesta primeira parte continua sendo colocado o foco nas várias questões que, de alguma forma, complicam a vida da família, que deterioram a sua vida. O Sínodo tenta olhar a realidade da família no seu amplo espectro. Por exemplo, no nosso grupo se falava das questões várias que podem onerar as famílias e que devem ser encaradas com espírito novo.

Por exemplo, o desafio da velhice, do fim da vida, o desafio da viuvez ou do abandono das pessoas que são deixadas sozinhas por um casamento rompido, ou pela prole que não cuida. Ou, quando não tem prole, pessoas que chegam na idade avançada e estão sozinhas. Mas também o desafio das situações onde tem drogados, por exemplo, ou uma pessoa com deficiência, onde tem por exemplo situações de homossexualismo, como os pais cuidam e tratam disso, como a família encara isso. Tem as situações que podem criar tensões, como o casamento mistos e inter-religiosos, quando começa a ter tensão e briga, de um que puxa para uma religião e outro que puxa para outra. E como é que fica, no caso, a educação dos filhos no meio dessa briga que, às vezes, se estabelece entre os casais por uma questão religiosa. Então de fato existe um raio, um espectro muito amplo de situações desafiadores da família que devem ser encaradas de forma humana, cristã e a partir daquilo que constitui o núcleo básico da família, que é o amor, a ternura e o afeto.”

Propostas

O Card. Odilo Scherer explicou que nesta quinta-feira continuam os Círculos Menores:

“No final do dia, cada Círculo Menor deve ter uma série de propostas, emendas ao texto do Instrumento de trabalho. E essas emendas elaboradas, votadas nos círculos menores, vão ser apresentadas no grande plenário através da Comissão que está encarregada de elaborar o texto.”

(SP/BF)

(from Vatican Radio)

Papa poderá ir ao México em 2016, diz porta-voz do Vaticano

Cidade do Vaticano (RV) – O projeto de uma viagem do Papa ao México “começa a se concretizar”, afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi. “O Papa tem o desejo de ir ao México, como bem sabemos, porque ele mesmo declarou diversas vezes. Há um projeto para que essa viagem aconteça no ano que vem e para isso começamos a dar passos concretos”, explicou Lombardi.

Durante a visita aos Estados Unidos, o Papa Francisco teve a oportunidade de encontrar diversos mexicanos e, para um grupo da Cidade do México que disse ao Papa que o povo mexicano o aguardava, Francisco respondeu: “Espero poder ir”.

Uma das primeiras atividades do Papa no México deverá ser a visita ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México. São João Paulo II visitou o México cinco vezes e o Papa emérito Bento XVI uma vez, em 2012.

(RB)

(from Vatican Radio)

Sínodo. Card. Clemente: não fazemos o Sínodo dos ‘media’

Nesta terça-feira, 6 de Outubro, já no final do dia, o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, falou à Rádio Vaticano, sobre o andamento dos trabalhos da XIV Assembleia Sinodal subordinada ao tema: “A vocação e a missão da Família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Uma síntese sobre os primeiros momentos do Sínodo na reportagem de Rui Saraiva:

RS: Senhor D. Manuel, que síntese podemos fazer dos primeiros momentos deste Sínodo sobre a Família:

D. Manuel Clemente: Uma grande afinidade com o que o Santo Padre tem dito já desde a vigília no sábado passado na Praça de S. Pedro e depois na Missa de domingo e agora ainda esta manhã, terça-feira), no início dos trabalhos, no sentido de que não está, de modo nenhum, em causa a doutrina e a tradição cristã sobre a família, Antes pelo contrário, está a reavivá-la a compreendê-la melhor, apresentá-la a todos, porque com a compreensão que devemos ter com as mais diversas situações que existam, nós temos que corresponder a essas situações da maneira em que nós acreditamos que o próprio Deus correspondeu na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo. Portanto, trata-se de radicar, cada vez mais, a nossa proposta sobre a família, contando muitíssimo com a experiência das famílias cristãs, dando essa mesma resposta às problemáticas que se põem. Tudo vai no sentido do reforço do papel da família nas comunidades cristãs, na preparação, no cuidado e no acompanhamento da parte de todos da comunidade e dos padres.”

RS: Esta manhã (terça-feira), a intervenção do Papa Francisco, uma espécie de ponto de ordem, foi importante para que algumas das intervenções e daquilo que é dito por fora do Sínodo não perturbe o trabalho dos padres sinodais?

D. Manuel Clemente: Foi importante e o Papa acentuou esse aspeto: ele disse-nos que “a doutrina não está em causa e eu sou o primeiro garante dela”. Mas, o que nós percebemos é que há o nosso trabalho aqui e depois também há os media e as suas prioridades e as suas perspetivas que não coincidem. Mas, nós estamos aqui para fazer o nosso Sínodo e não o Sínodo dos media.

RS: Os círculos menores começaram já com um ritmo elevado de trabalho?

D. Manuel Clemente: “Muito bom, porque em relação aos outros sínodos nós temos mais trabalho nos círculos menores. E é bom que aconteça, porque passarmos dias seguidos em congregações gerais em que se sucedem dezenas de intervenções, não é a melhor maneira de nós progredirmos na reflexão. Porque ouvimos e, a certa altura, já não ouvimos! Assim, nos círculos nós temos a possibilidade de falar, de intervir, são círculos de vinte pessoas, em geral, padres sinodais, auditores, também leigos e casais que nos trazem a sua própria experiência e tudo aquilo que está no documento de trabalho e que aparece nas congregações gerais, depois é ali ‘trocado por miúdos’, na experiência de cada um de nós, também com aquilo que traz dos seus grupos e das suas dioceses e avança-se para que depois o texto final seja enriquecido com contributos que nós damos e somos motivados para dar nesses círculos menores.”

RS: Portanto, podemos dizer que a abordagem que vamos ter e aquilo que podemos já imaginar que possa sair deste Sínodo é, sobretudo, uma abordagem pastoral?

D. Manuel Clemente: Pastoral e, se eu posso adiantar, creio que as coisas vão nesse sentido, a começar por aquilo que o Santo Padre nos tem dito, para reforçar a proposta da família cristã. Ou seja, dar, por um lado, alento e depois também mais projeção aquilo que é a experiência concreta de famílias que, com as dificuldades que todas as outras famílias também têm, levam por diante a proposta de Jesus Cristo sobre a família. E isso é um grande contributo que a Igreja pode dar ao mundo, e nós bispos, como temos esta necessidade e competência para guardar a tradição da Igreja, temos que estar ao lado dessa mesma tradição, precisamente, onde ela é vivida, em grande parte nas famílias cristãs.”

(RS)

(from Vatican Radio)

Sínodo: Igreja usa linguagem do amor, de Pastores que cuidam da família

Cidade do Vaticano (RV) - Prosseguem no Vaticano, com os Círculos menores, os trabalhos da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Conduzida pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, a coletiva desta quarta-feira teve como convidados três Padres sinodais:

O presidente da Conferência Episcopal do Peru, Dom Salvador Piñeiro García Calderón; o arcebispo de Filadélfia, Dom Charles Joseph Chaput; e o arcebispo de Lille, Dom Laurent Ulrich, na qualidade de relatores  e membros de alguns Círculos menores, eleitos na tarde desta terça-feira.

Muito notável, muito belo, muito interessante: com essas palavras, o arcebispo de Lille, na França, Dom Ulrich, define o trabalho nos Círculos menores, em que há uniformidade linguística, mas também diferença de proveniência e de experiência entre os respectivos membros – explicou.

Trabalhar juntos acerca de um sujeito comum, delicado e completo como a família – ressaltou – ajuda-nos a confrontar-nos e a identificar as diferenças, impelindo-nos a análises aprofundadas. Na Igreja católica temos a unidade em grande consideração, acrescentou, mas queremos que as diferenças culturais apareçam e que todos possam se expressar.

“A Igreja deve acompanhar a família”, afirmou – por sua vez – o presidente da Conferência Episcopal do Peru, Dom Piñeiro, ressaltando o ambiente fraterno que se respira no Sínodo. “Sabemos que existe um ataque à instituição familiar”, sobretudo em legislações que abrem, por exemplo, para o aborto, disse.

Por isso, afirmou o prelado, é preciso reiterar o Evangelho da vida, da esperança, o Evangelho da família, recordando, em seguida, que as pessoas feridas devem ser confortadas e acompanhadas.

Por sua vez, o arcebispo de Filadélfia, Dom Charles Chaput, ressaltou a capacidade da Igreja de apoiar as famílias, recordando a beleza do Encontro Mundial das Famílias realizado em setembro passado na cidade estadunidense, com a participação do Papa Francisco.

Um evento – explicou o prelado – capaz de dar nova esperança aos núcleos familiares e de reafirmar o ensinamento da Igreja sobre o matrimônio. “Encorajamos quem segue o ensinamento da Igreja sobre a família, de modo a não sentir-se abandonado”.

Em relação ao Sínodo, disse Dom Chaput, é importante atuar olhando para as preocupações que não sejam as de um único país. Por isso, nos Círculos menores anglófonos havia preocupações de que o Instrumentum Laboris não refletisse a universalidade da Igreja.

É preciso diálogo entre a Igreja universal e a Igreja local, acrescentou o arcebispo de Filadélfia, porque não é apropriado, para as Conferências episcopais, decidir sobre doutrina. E explicou: “Não estamos aqui para vencer algo; estamos aqui para alcançar aquela verdade que o Senhor estabeleceu para a sua Igreja”.

Em seguida, Dom Chaput fez uma reflexão sobre a linguagem: o prelado estadunidense chamou a atenção para a necessidade de estar atentos às palavras para não ferir as pessoas, mas permanecendo fiéis à doutrina da Igreja. Porque no fundo a linguagem da Igreja é a linguagem do amor, de Pastores que cuidam da família.

Por fim, respondendo a uma pergunta da imprensa em relação à publicação, em alguns blogs, dos pronunciamentos dos Padres sinodais, Pe. Lombardi explicou:

“Os Padres sinodais têm a liberdade de passar seus pronunciamentos a quem quiser e, portanto, são livres para falar com quem quiser. Muitas vezes, os bispos que provêm de uma diocese querem referir à sua diocese aquilo que disseram no Sínodo e podem fazê-lo tranquilamente. Isso, porém, é deixado à liberdade dos Padres sinodais e às solicitações que lhes são feitas.”

Concluindo, ressaltamos que os Círculos menores neste Sínodo são 13, subdivididos por línguas: quatro para o inglês; três para o francês e para o italiano; dois para o espanhol (incluindo os lusófonos) e um para o alemão. (RL)

(from Vatican Radio)

Misericórdia de Deus não chega ao coração endurecido, diz Papa

Cidade do Vaticano (RV) – Devemos prestar atenção para não fechar nosso coração à misericórdia de Deus. Foi o que disse o Papa na Missa matutina na Casa Santa Marta, nesta terça-feira (06/10). Francisco exortou a não resistir à misericórdia do Senhor, ao pensar ser mais importante os próprios pensamentos ou uma lista de mandamentos a ser seguida.

O profeta Jonas resiste à vontade de Deus, mas finalmente aprende que deve obedecer ao Senhor. O Papa inspirou sua homilia a partir da Primeira Leitura, justamente do Livro de Jonas, e observou que a grande cidade de Nínive converte-se graças à sua pregação.

“Realmente faz um milagre, porque neste caso ele deixou sua teimosia de lado e obedeceu a vontade de Deus, e fez aquilo que o Senhor o havia recomendado”.

Portanto, Nínive converte-se e diante disso o profeta, que é um homem “não dócil ao Espírito de Deus, enraive-se”: “Jonas – disse o Papa – experimentou grande desgosto e ira”. E, como se não bastasse, “repreende o Senhor”.

Coração duro

A história de Jonas e Nínive, reflete o Papa, se articula em três pontos: o primeiro “é a resistência à missão que o Senhor lhe confia”; o segundo “é a obediência, e quando se obedece, milagres acontecem. A obediência à vontade de Deus e Nínive se converte”. Por fim, existe a resistência à misericórdia de Deus”:

“Aquelas palavras, ‘Senhor, não era justamente isso que eu dizia quando estava ainda em minha terra? Porque Tu és um Deus misericordioso e piedoso’, e eu fiz todo o trabalho de pregar, cumpri bem meu dever, e Tu os perdoa? É o coração com aquela dureza que não deixa entrar a misericórdia de Deus. É mais importante a minha pregação, são mais importantes os meus pensamentos, é mais importante a lista de mandamentos que devo observar, tudo exceto a misericórdia de Deus”.

Incompreensão da Misericórdia de Cristo

“E este drama – recorda Francisco –Jesus também viveu com os Doutores da Lei, que não entendiam porque Ele não permitiu que a mulher adultera fosse lapidada, como Ele fazia refeições junto com os publicanos e os pecadores: não entendiam. Não entendiam a misericórdia. ‘Tu és misericordioso e piedoso’”. O Salmo que rezamos hoje – prosseguiu Francisco – nos sugere que “esperemos o Senhor porque com o Senhor está a misericórdia, e grande é com Ele a redenção”.

 “Onde o Senhor está – retomou o Papa – está a misericórdia. E Santo Ambrósio acrescentava: ‘E onde há rigidez lá estão seus ministros’. A teimosia que desafia a missão, que desafia a misericórdia”:

“Próximos do início do Ano da Misericórdia, rezemos ao Senhor para que nos faça entender como é seu coração, o que significa ‘misericórdia’, o que quer dizer quando Ele diz: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício!’. E por isso, na oração da Coleta da Missa rezamos tanto com aquela frase tão bonita: “Derramai sobre nós a Tua misericórdia”, porque somente se entende a misericórdia de Deus quando é derramada sobre nós, sobre nossos pecados, sobre nossas mazelas...”. (RB)

Papa no Sínodo: doutrina sobre matrimônio não foi modificada

 Cidade do Vaticano (RV) - Setenta e dois pronunciamentos em duas congregações gerais, representando todos os continentes e, de certa forma, todas as línguas. Com esses dados, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, introduziu a coletiva desta terça-feira sobre os trabalhos da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

Acompanhado do Cardeal Paul-André Durocher, ex-presidente da Conferência Episcopal do Canadá, e do presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e, no Sínodo, presidente da Comissão para a Informação, Dom Claudio Maria Celli, o religioso jesuíta fez uma síntese aproximativa dos pronunciamentos: dez da América Latina, sete da América do Norte, vinte e seis da Europa, doze da África, oito da Ásia e Oceania, seis do Oriente Médio.

Ainda segundo Pe. Lombardi, as línguas mais utilizadas nos pronunciamentos têm sido o italiano – cerca de 23, e o inglês – cerca de 21; 15 ou 16 em francês e depois alguns pronunciamentos em espanhol – sete, dois em alemão e um em português.

Com esses números, disse Pe. Lombardi aos jornalistas presentes na coletiva, vocês se dão conta do ambiente linguístico que se respira na Assembleia do Sínodo.

Uma Assembleia sinodal em continuidade com a de 2014, durante a qual a doutrina católica sobre o matrimônio não foi modificada: foi o que observou o Papa Francisco no breve pronunciamento da terceira Congregação Geral, esta terça-feira, seguida dos Círculos menores. O Santo Padre evidenciou os três documentos oficiais, o Relatório do Sínodo (Relatio Synodi) e os dois discursos pontifícios de abertura e de conclusão dos trabalhos; destacou Pe. Lombardi na coletiva.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé referiu também a segunda observação do Papa em seu breve pronunciamento da manhã desta terça-feira:

“Não devemos deixar-nos condicionar e reduzir o nosso horizonte neste Sínodo, como se o único problema fosse o da comunhão aos divorciados e recasados ou não. Portanto, considerar a amplitude dos problemas e das questões propostas na Assembleia sinodal, dos quais o ‘Instrumentum Laboris’ dá uma ampla perspectiva.”

Respondendo aos jornalistas, também o Arcebispo Claudio Maria Celli evidenciou ulteriormente o breve pronunciamento do Papa:

“A minha impressão é de que o pronunciamento do Papa na manhã desta terça-feira, ao recordar que os documentos de referência em nossa discussão são a ‘Relatio Synodi’ e seus dois discursos, de abertura e de conclusão, mantém aberto uma atitude da Igreja profundamente pastoral em relação a essa realidade dos divorciados. Porém, se deve considerar também o que o Papa disse, ou seja, que o Sínodo não tem essa questão como único ponto de referência. É um dos pontos.”

A propósito do relatório introdutivo do Sínodo, apresentado na segunda-feira pelo Cardeal Peter Erdő, o Cardeal Paul-André Durocher convidou a “entrar em diálogo com o mundo”:

“No primeiro parágrafo de seu pronunciamento, o Cardeal Erdő recorda aquela cena em que Jesus vê uma multidão, teve dó daquela multidão e se dirigiu a ela. O Cardeal Erdő recorda-nos que isso corresponde, de certo modo, às três etapas desse processo do ‘Instrumentum Laboris’ e do processo sinodal. Portanto, neste momento queremos – junto com Jesus – olhar para o mundo que está diante de nós. Na segunda etapa, a da piedade, avaliar como julgar essa situação. Na última, como seremos capazes de responder às expectativas deste povo, do mundo que está diante de nós.”

Nos temas abordados pelos 72 padres sinodais que se pronunciaram – representativos de todos os continentes e de todas as línguas – tocaram os vários âmbitos relacionados à família e à Igreja.

Em primeiro lugar, um esclarecimento da parte do secretário-geral do Sínodo, o Cardeal Lorenzo Baldisseri, a propósito da metodologia de trabalho da Assembleia, modificada em relação ao passado, solicitação feita durante a discussão livre da segunda congregação geral.

Em particular, o pupurado deteve-se sobre as funções dos Círculos Menores e sobre a Comissão, nomeada no início de setembro pelo Santo Padre para a redação do Relatório final do Sínodo.

Em seguida, o destaque para os temas abordados: a revolução cultural que caracteriza a época em que vivemos, em que a Igreja é chamada a acompanhar as famílias e, em geral, todo o povo de Deus, para encontrar respostas e soluções adequadas aos problemas de hoje.

Além disso, explicou Pe. Lombardi, falou-se de uma linguagem apropriada da parte da Igreja, inclusive “para evitar impressões de julgamentos negativos em relação a situações e pessoas”:

“Ainda sobre o tema da linguagem, alguns mencionaram de modo muito positivo a linguagem utilizada nas catequeses do Papa Francisco durante este ano, como modo concreto, simples, claro e positivo de falar da realidade da família no mundo de hoje.”

Foi também ressaltada a necessidade de ajudar, seja os casais de cônjuges a crescer e a amadurecer na fé e no matrimônio, seja os jovens a redescobrir a beleza do amor e da profunda inter-relação entre amor e matrimônio. Ademais, evidenciando que o testemunho das famílias missionárias é indispensável para a vida da Igreja.

Refletiu-se também sobre os núcleos familiares que vivem situações difíceis, sobre o drama da pobreza na família, sobre violências que atingem a própria família, sobre a chaga do trabalho infantil, sobre o drama dos refugiados e dos migrantes e das perseguições aos cristãos.

Além disso, se detiveram sobre a questão das pessoas com tendências homossexuais: elas fazem parte da Igreja, foi dito, esclarecendo, ao mesmo tempo, que o matrimônio é a união sacramental entre um homem e uma mulher, fundamento da família em sua integridade. (RL)


(from Vatican Radio)

Papa: Nossa Senhora do Rosário proteja famílias e o Sínodo

Cidade do Vaticano (RV) – Na audiência geral de quarta-feira (07/10) o Papa lembrou que a Igreja celebra neste dia a memória de Nossa Senhora do Rosário. A Ela, Francisco, confiou as famílias de todo o mundo e o Sínodo sobre a família, em andamento no Vaticano até 25 de outubro.

Francisco convidou todos os fiéis a seguirem o exemplo de São João Apóstolo, e “como ele, acolham Maria em suas casas e deem-lhe espaço em suas vidas cotidianas”, para que “sua materna assistência seja fonte de serenidade e de força”.

Dirigindo-se aos jovens, doentes e noivos, o Papa disse:

“Queridos jovens, que a esperança que habita no coração de Maria lhes dê coragem para as grandes escolhas da vida; queridos doentes, que a força da Mãe nos pés da cruz os ampare nos momentos mais difíceis; queridos casais, que a ternura materna Daquela que acolheu em seu ventre Jesus acompanhe a nova vida familiar que acabam de iniciar”.

(CM)

(from Vatican Radio)

Francisco: para a Igreja, "a família é a Constituição"

Cidade do Vaticano (RV) – Enquanto dentro do Vaticano se realiza o Sínodo dos Bispos com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Papa encontrou-se na Praça São Pedro com os peregrinos nesta quarta-feira (07/10) e fez uma catequese sobre o “espírito familiar”.

Francisco iniciou afirmando que a família que percorre o caminho do Senhor é um testemunho fundamental do amor de Deus e consequentemente, merece toda a dedicação da Igreja. Neste sentido, a Assembleia Sinodal iniciada no último domingo, 4 de outubro, deve interpretar com o olhar de hoje a solicitude e a atenção da Igreja.

Para Francisco, os homens e as mulheres de hoje necessitam de uma ‘injeção de espírito’ de família. O estilo dos relacionamentos atuais – civis, econômicos, jurídicos, profissionais e de cidadania – é racional, formal, organizado... em poucas palavras ‘desidratado’, árido, anônimo. Às vezes, estas relações tornam-se insuportáveis porque relegam à solidão e ao ‘descarte’ um número sempre maior de pessoas.

Diante de uma cultura que não reconhece e pouco apoia as pessoas em suas diferentes relações sociais, a família abre uma perspectiva mais humana: é nela, e a partir dela, que se estabelecem vínculos de fidelidade, sinceridade, cooperação e confiança.

Base sólida

Na família, os filhos abrem os olhos para a vida, aprendem que as relações humanas devem edificar-se sobre a aliança livre do amor, assimilam a necessidade de tecer laços de fidelidade, sinceridade, confiança e cooperação e respeito, sobretudo pelos mais necessitados.

“Ensina-se a honrar a palavra, a respeitar cada pessoa e compreender seus limites. A família favorece uma atenção insubstituível aos membros mais vulneráveis, feridos e devastados em suas vidas”.

Por isso, concluiu o Papa, “rezemos pelos Padres Sinodais, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam dar à Igreja, como família de Deus, novo impulso para lançar as suas redes que libertam os homens da indiferença e do abandono, promovendo o espírito familiar no mundo”.
  Nas saudações finais, o Papa cumprimentou os agentes poloneses da Caritas local e os religiosos e religiosas que desempenham a pastoral dos migrantes poloneses. Ainda neste campo, Francisco deu as boas-vindas ao grupo de refugiados iraquianos que estava na Praça. E enfim, saudou o Arcebispo Vincenzo Paglia e seus colaboradores, agradecendo-os pela organização do VIII Encontro Mundial de Famílias, realizado em Filadélfia há poucas semanas.
Com cordialidade, Francisco também se dirigiu os anglicanos, incluindo uma dezena de pastoras e bispas da Comunhão Anglicana, presentes na Praça.

Participaram desta audiência geral aproximadamente 30 mil pessoas.

Assista a um resumo da Audiência em nosso canal VaticanBR

(CM)

(from Vatican Radio)