Sínodo: Bispos propõem discernimento em casos difíceis
Cidade do Vaticano (RV) – Com a autorização do Papa, foi publicado na noite de sábado (24/10) o Relatório Final do XIV Sínodo ordinário sobre a Família. Composto de 94 parágrafos, votados singularmente, o documento foi aprovado por maioria de 2/3, ou seja, sempre com o mínimo de 177 votos. Os padres sinodais presentes eram 265.
Segundo Padre Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, apenas dois parágrafos obtiveram a maioria com margem limitada e são os que se referem a situações difíceis, como a abordagem pastoral às famílias feridas ou em situação irregular do ponto de vista canônico e disciplinar: convivências, casamentos civis, divorciados recasados e o caminho para se aproximar pastoralmente destes fiéis.
Indissolubilidade matrimonial
O Relatório define a doutrina da indissolubilidade do matrimônio sacramental como uma verdade fundada em Cristo mas ressalva que verdade e misericórdia convergem em Cristo e, portanto, convida ao acolhimento das famílias feridas. Os padres sinodais reiteram que os divorciados recasados não são excomungados e reafirmam que os pastores devem usar o discernimento para analisar as situações familiares mais complexas. O ponto 84 explica que a participação nas comunidades dos casais em segunda união pode se expressar em diferentes serviços: “Deve-se discernir quais formas de exclusão atualmente praticadas nos âmbitos litúrgico, pastoral, educativo e institucional podem ser superadas”.
Discernimento
À situação específica dos casais em segunda união, o ponto 86 do documento faz referência a um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote, pois a ninguém pode ser negada a misericórdia de Deus. Neste sentido, “para favorecer e aumentar a participação destes fiéis na vida da Igreja, devem ser asseguradas as condições de humildade, discrição, amor à Igreja e a seu ensinamento, na busca sincera da vontade de Deus e no desejo de dar uma resposta a ela”.
Em relação ao crescente fenômeno dos casais que convivem antes de se casar ou depois de um matrimônio sacramental, é uma situação que deve ser enfrentada de maneira construtiva e vista como uma oportunidade de conversão para a plenitude do matrimônio e da família, à luz do Evangelho.
Pessoas homossexuais e uniões homossexuais
Pessoas homossexuais não podem ser discriminadas, mas a Igreja é contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo. O Sínodo julga também inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões neste campo e que organismos internacionais condicionem ajudas financeiras aos países pobres à introdução do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.
Alguns parágrafos abrangem questões dedicadas aos migrantes, refugiados e perseguidos cujas famílias são desagregadas e possam ser vítimas do tráfico de pessoas. Os bispos invocam o acolhimento ressaltando os seus direitos e deveres nos países que os hospedam.
Valorizar a mulher, tutelar crianças e idosos
Os padres sinodais condenaram a discriminação contra mulheres em todo o mundo, incluindo a penalização da maternidade. Em relação à violência, ressalta que “a exploração das mulheres e a violência exercida sobre o seu corpo estão muitas vezes unidas ao aborto e à esterilização forçada”. Pede-se também uma maior valorização da responsabilidade feminina na Igreja, com intervenção nos processos de decisão, participação no governo de algumas instituições e envolvimento na formação do clero.
A respeito da reciprocidade e na responsabilidade comum dos cônjuges na vida familiar, afirma-se que “o crescente compromisso profissional das mulheres fora de casa não encontrou uma adequada compensação num maior empenho dos homens no ambiente doméstico”.
Sobre as crianças, o documento entregue ao Papa ressalta a beleza da adoção e do acolhimento temporário, que “reconstroem relações familiares rompidas” e menciona também os viúvos, os portadores de deficiência, os idosos e os avós, que permitem a transmissão da fé nas famílias e devem ser protegidos da cultura do descarte. Também as pessoas não casadas são lembradas por seu engajamento na Igreja e na sociedade.
Fanatismo, individualismo, pobreza, precariedade no trabalho
Como sombras dos tempos atuais, o Sínodo cita o fanatismo político-religioso hostil ao cristianismo, o crescente individualismo, a ideologia ‘gender’, os conflitos, perseguições, a pobreza, a precariedade no trabalho, a corrupção, os problemas econômicos que excluem famílias da educação e da cultura, a globalização da indiferença, a pornografia e a queda da natalidade.
Preparação ao matrimônio
O documento final reúne as propostas para reforçar a preparação ao matrimônio, principalmente dos jovens que hoje têm receio de se vincular. É recomendada uma formação adequada à afetividade, seguindo as virtudes da castidade e do dom de si. Outra relação mencionada no texto é entre a vocação à família e a vocação à vida consagrada. São também fundamentais a educação à sexualidade e a corporeidade e a promoção da paternidade responsável.
Família, porto seguro
Enfim, o a Relatório sublinha a beleza da família, Igreja doméstica baseada no casamento entre homem e mulher, porto seguro dos sentimentos mais profundos, único ponto de conexão numa época fragmentada, parte integrante da ecologia humana. Deve ser protegida, apoiada e encorajada.
Pedido ao Papa um documento sobre a família
O documento se encerra com o pedido dos Padres Sinodais ao Papa de um documento sobre a família, indicando a perspectiva que ele deseja dar neste caminho.
(CM)
domingo, 25 de outubro de 2015
Papa na Missa final do Sínodo: é tempo de misericórdia
Papa na Missa final do Sínodo: é tempo de misericórdia
Na manhã deste domingo dia 25 de outubro concluiu-se oficialmente o Sínodo dos Bispos sobre a Família com a celebração eucarística presidida pelo Papa Francisco na Basílica de S. Pedro. Presentes os padres sinodais.
O Evangelho do dia apresenta o episódio do cego Bartimeu sendo precedido na primeira leitura pelo profeta Jeremias que em pleno desastre nacional, enquanto o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que “o Senhor salvou o seu povo” “porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos” – afirmou o Papa.
Na sua homilia o Santo Padre referiu que “o Evangelho de hoje liga-se diretamente à primeira Leitura: como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:
“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51).”
O Papa Francisco referiu um “detalhe interessante”: Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu e estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: coragem e levanta-te – palavras de misericórdia como sublinhou o Papa:
“Primeiro, dizem-lhe “coragem!”, uma palavra que significa, literalmente, “tem confiança, faz-te ânimo!” É que só o encontro com Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões.”
“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”
Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O Evangelho põe em evidência pelo menos duas. A primeira é viver uma “spiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas “não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma “espiritualidade da miragem”: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos.”
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de cair numa “fé de tabela”.
“Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças (cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Cristo.
No final da sua homilia e tomando o exemplo de Bartimeu, o Papa Francisco agradeceu o caminho percorrido pelos padres sinodais convidando-os a continuarem a caminhar pelo “caminho que o Senhor deseja” sem se deixarem ofuscar “pelo pessimismo e pelo pecado”.
(RS)
(from Vatican Radio)
Na manhã deste domingo dia 25 de outubro concluiu-se oficialmente o Sínodo dos Bispos sobre a Família com a celebração eucarística presidida pelo Papa Francisco na Basílica de S. Pedro. Presentes os padres sinodais.
O Evangelho do dia apresenta o episódio do cego Bartimeu sendo precedido na primeira leitura pelo profeta Jeremias que em pleno desastre nacional, enquanto o povo é deportado pelos inimigos, anuncia que “o Senhor salvou o seu povo” “porque Ele é Pai (cf. 31, 9); e, como Pai, cuida dos seus filhos” – afirmou o Papa.
Na sua homilia o Santo Padre referiu que “o Evangelho de hoje liga-se diretamente à primeira Leitura: como o povo de Israel foi libertado graças à paternidade de Deus, assim Bartimeu foi libertado graças à compaixão de Jesus.” Jesus deixa-se comover e responde ao grito do Bartimeu:
“Jesus acaba de sair de Jericó. Mas Ele, apesar de ter apenas iniciado o caminho mais importante, o caminho para Jerusalém, detém-Se ainda para responder ao grito de Bartimeu. Deixa-Se comover pelo seu pedido, interessa-Se pela sua situação. Não Se contenta em dar-lhe uma esmola, mas quer encontrá-lo pessoalmente. Não lhe dá instruções nem respostas, mas faz uma pergunta: «Que queres que te faça?» (Mc 10, 51).”
O Papa Francisco referiu um “detalhe interessante”: Jesus pede aos seus discípulos que vão chamar Bartimeu e estes dirigem-se ao cego usando duas palavras, que só Jesus utiliza no resto do Evangelho: coragem e levanta-te – palavras de misericórdia como sublinhou o Papa:
“Primeiro, dizem-lhe “coragem!”, uma palavra que significa, literalmente, “tem confiança, faz-te ânimo!” É que só o encontro com Jesus dá ao homem a força para enfrentar as situações mais graves. A segunda palavra é «levanta-te!», como Jesus dissera a tantos doentes, tomando-os pela mão e curando-os. Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões.”
“A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contacto com a Misericórdia compassiva que salva. Quando o grito da humanidade se torna, como o de Bartimeu, ainda mais forte, não há outra resposta senão adoptar as palavras de Jesus e, sobretudo, imitar o seu coração. As situações de miséria e de conflitos são para Deus ocasiões de misericórdia. Hoje é tempo de misericórdia!”
Mas há algumas tentações para quem segue Jesus. O Evangelho põe em evidência pelo menos duas. A primeira é viver uma “spiritualidade de miragem”, não parar, ser surdo, “estarmos com Jesus” mas “não sermos como Jesus”, estar no seu grupo mas viver longe do seu coração:
“Podemos falar d’Ele e trabalhar para Ele, mas viver longe do seu coração, que Se inclina para quem está ferido. Esta é a tentação duma “espiritualidade da miragem”: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver; somos capazes de construir visões do mundo, mas não aceitamos aquilo que o Senhor nos coloca diante dos olhos. Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos.”
Há uma segunda tentação – assegurou o Papa – é a de cair numa “fé de tabela”.
“Podemos caminhar com o povo de Deus, mas temos já a nossa tabela de marcha, onde tudo está previsto: sabemos aonde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como “muitos” do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu. Pouco antes repreenderam as crianças (cf. 10, 13), agora o mendigo cego: quem incomoda ou não está à altura há que excluí-lo. Jesus, pelo contrário, quer incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele. Estes, como Bartimeu, têm fé, porque saber-se necessitado de salvação é a melhor maneira para encontrar Cristo.
No final da sua homilia e tomando o exemplo de Bartimeu, o Papa Francisco agradeceu o caminho percorrido pelos padres sinodais convidando-os a continuarem a caminhar pelo “caminho que o Senhor deseja” sem se deixarem ofuscar “pelo pessimismo e pelo pecado”.
(RS)
(from Vatican Radio)
Sínodo: grande consenso sobre o Relatório Final
Sínodo: grande consenso sobre o Relatório Final
Amplo consenso sobre o Relatório Final do Sínodo dos Bispos sobre a Família. Em 94 pontos a Assembleia Sinodal dos Bispos reuniu o seu mais recente documento sobre a Família, após 2 anos de intenso debate e participação das comunidades. Todos os pontos foram aprovados com maioria qualificada. Em particular, os parágrafos dedicados às situações familiares difíceis foram aprovados no limite dos dois terços dos votos expressos.
No número 84 os padres sinodais propõem uma maior integração dos divorciados recasados nas comunidades cristãs, sublinhando que a sua participação pode ser ao nível dos diversos serviços eclesiais. A esta situação específica dos casais em segunda união o número 86 do relatório final faz referência a um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote. A este propósito o Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, confirma a nova abordagem pastoral:
“São aqueles que dizem respeito às situações difíceis, a abordagem pastoral de famílias feridas ou em situação não regular de um ponto de vista canónico e da disciplina da Igreja. Em particular, as convivências, os matrimónios civis, os divorciados recasados e o modo de aproximar-se pastoralmente e estas situações. Mas, a maioria de dois terços foi sempre atingida.”
Luz na escuridão do mundo – é assim que o Relatório Final do Sínodo define a família, num texto que se apresenta com uma atitude positiva e acolhedora, onde é reafirmada a doutrina da indissolubilidade matrimonial. Contudo, para as situações de maior complexidade familiar é recomendado o discernimentos dos Pastores e uma análise em que a ‘misericórdia’ não seja negada a ninguém.
O documento sinodal não cita expressamente o acesso à Eucaristia para os divorciados recasados, mas recorda que esses não estão excomungados. Quanto às pessoas homossexuais é reafirmado no Relatório que não devem ser discriminadas, mas é declarado que a Igreja é contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Importante contributo deste documento sinodal para a valorização da mulher e para a tutela das crianças. Também os idosos e as pessoas com necessidades especiais são citados com atenção.
De evidenciar também o reforço da preparação para o matrimónio apresentando a necessidade de uma formação adequada à afectividade, sendo chamada a atenção para a ligação entre ato sexual e ato de procriação, do qual os filhos são o fruto mais precioso porque transportam em si a memória e a esperança de um ato de amor.
Realce para a educação sexual e para a promoção de uma paternidade responsável. Neste particular, é feito um apelo às instituições para tutelarem a vida. Aos católicos comprometidos com a política é-lhes pedido que defendam a família e a vida. A este propósito, o Sínodo reafirma a sacralidade da vida e chama a atenção para as ameaças à família, tais como, o aborto e a eutanásia.
No final do Relatório Final os padres sinodais afirmam oferecer o documento ao Santo Padre para que avalie e pondere a eventual continuação deste caminho com um seu documento.
(RS)
(from Vatican Radio)
Amplo consenso sobre o Relatório Final do Sínodo dos Bispos sobre a Família. Em 94 pontos a Assembleia Sinodal dos Bispos reuniu o seu mais recente documento sobre a Família, após 2 anos de intenso debate e participação das comunidades. Todos os pontos foram aprovados com maioria qualificada. Em particular, os parágrafos dedicados às situações familiares difíceis foram aprovados no limite dos dois terços dos votos expressos.
No número 84 os padres sinodais propõem uma maior integração dos divorciados recasados nas comunidades cristãs, sublinhando que a sua participação pode ser ao nível dos diversos serviços eclesiais. A esta situação específica dos casais em segunda união o número 86 do relatório final faz referência a um percurso de acompanhamento e de discernimento espiritual com um sacerdote. A este propósito o Padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, confirma a nova abordagem pastoral:
“São aqueles que dizem respeito às situações difíceis, a abordagem pastoral de famílias feridas ou em situação não regular de um ponto de vista canónico e da disciplina da Igreja. Em particular, as convivências, os matrimónios civis, os divorciados recasados e o modo de aproximar-se pastoralmente e estas situações. Mas, a maioria de dois terços foi sempre atingida.”
Luz na escuridão do mundo – é assim que o Relatório Final do Sínodo define a família, num texto que se apresenta com uma atitude positiva e acolhedora, onde é reafirmada a doutrina da indissolubilidade matrimonial. Contudo, para as situações de maior complexidade familiar é recomendado o discernimentos dos Pastores e uma análise em que a ‘misericórdia’ não seja negada a ninguém.
O documento sinodal não cita expressamente o acesso à Eucaristia para os divorciados recasados, mas recorda que esses não estão excomungados. Quanto às pessoas homossexuais é reafirmado no Relatório que não devem ser discriminadas, mas é declarado que a Igreja é contrária às uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Importante contributo deste documento sinodal para a valorização da mulher e para a tutela das crianças. Também os idosos e as pessoas com necessidades especiais são citados com atenção.
De evidenciar também o reforço da preparação para o matrimónio apresentando a necessidade de uma formação adequada à afectividade, sendo chamada a atenção para a ligação entre ato sexual e ato de procriação, do qual os filhos são o fruto mais precioso porque transportam em si a memória e a esperança de um ato de amor.
Realce para a educação sexual e para a promoção de uma paternidade responsável. Neste particular, é feito um apelo às instituições para tutelarem a vida. Aos católicos comprometidos com a política é-lhes pedido que defendam a família e a vida. A este propósito, o Sínodo reafirma a sacralidade da vida e chama a atenção para as ameaças à família, tais como, o aborto e a eutanásia.
No final do Relatório Final os padres sinodais afirmam oferecer o documento ao Santo Padre para que avalie e pondere a eventual continuação deste caminho com um seu documento.
(RS)
(from Vatican Radio)
Papa: "Igreja não marginaliza. Como Jesus, quer salvar todos"
Papa: "Igreja não marginaliza. Como Jesus, quer salvar todos"
Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã de domingo, às 12h (hora local), o Papa rezou o Angelus com os fiéis, turistas e romanos presentes na Praça São Pedro e como de costume, fez também uma breve reflexão. Antes, havia celebrado a missa de encerramento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família e portanto, suas palavras iniciais foram de agradecimento pelas três semanas de trabalhos intensos, animados pela oração e o espírito de comunhão. “Foi cansativo, mas um verdadeiro dom de Deus que vai trazer muitos frutos”, prometeu.
A palavra ‘sínodo’, explicou, significa ‘caminhar juntos, e “nós vivemos a experiência da Igreja em caminho, especialmente com as famílias do Povo santo de Deus espalhado pelo mundo”.
Assim o Papa recordou a dramática realidade dos migrantes. Inspirando-se na Palavra de Deus na profecia de Jeremias, Francisco disse que a Igreja não exclui ninguém:
“É uma família de famílias, aonde quem se cansa não é marginalizado, não é deixado para trás, mas caminha junto com os outros porque este povo caminho com o passo dos últimos; como se faz nas famílias e como nos ensina o Senhor, que se fez pobre com os pobres, pequeno com os pequenos, último com os últimos. Não o fez para excluir os ricos, os maiores e primeiros, mas porque este é o único modo para salvá-los, para salvar todos”.
“Confesso-lhes – continuou o Papa – que comparei esta profecia do povo em caminho com as imagens dos refugiados em marcha nas estradas da Europa: uma realidade dramática dos nossos dias. Também a eles Jesus diz: ‘Partiram no pranto, eu os consolarei após o sofrimento’. Estas famílias que sofrem, extirpadas de suas terras, também estiveram conosco no Sínodo, em nossa oração e nos nosso trabalhos, por meio da voz de alguns pastores presentes na Assembleia”.
“A Igreja, disse o Papa, está próxima das muitas famílias de refugiados erradicados de suas terras: ‘Estas pessoas, em busca de dignidade, em busca de paz, permanecem conosco. A Igreja não as abandona porque fazem parte do povo que Deus quer libertar da escravidão e clamar à liberdade”.
Antes de conceder a bênção, Francisco fez votos que “o Senhor, por intercessão da Virgem Maria, nos ajude também a colocar na prática as indicações emersas em fraterna comunhão”.
(CM)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã de domingo, às 12h (hora local), o Papa rezou o Angelus com os fiéis, turistas e romanos presentes na Praça São Pedro e como de costume, fez também uma breve reflexão. Antes, havia celebrado a missa de encerramento da Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família e portanto, suas palavras iniciais foram de agradecimento pelas três semanas de trabalhos intensos, animados pela oração e o espírito de comunhão. “Foi cansativo, mas um verdadeiro dom de Deus que vai trazer muitos frutos”, prometeu.
A palavra ‘sínodo’, explicou, significa ‘caminhar juntos, e “nós vivemos a experiência da Igreja em caminho, especialmente com as famílias do Povo santo de Deus espalhado pelo mundo”.
Assim o Papa recordou a dramática realidade dos migrantes. Inspirando-se na Palavra de Deus na profecia de Jeremias, Francisco disse que a Igreja não exclui ninguém:
“É uma família de famílias, aonde quem se cansa não é marginalizado, não é deixado para trás, mas caminha junto com os outros porque este povo caminho com o passo dos últimos; como se faz nas famílias e como nos ensina o Senhor, que se fez pobre com os pobres, pequeno com os pequenos, último com os últimos. Não o fez para excluir os ricos, os maiores e primeiros, mas porque este é o único modo para salvá-los, para salvar todos”.
“Confesso-lhes – continuou o Papa – que comparei esta profecia do povo em caminho com as imagens dos refugiados em marcha nas estradas da Europa: uma realidade dramática dos nossos dias. Também a eles Jesus diz: ‘Partiram no pranto, eu os consolarei após o sofrimento’. Estas famílias que sofrem, extirpadas de suas terras, também estiveram conosco no Sínodo, em nossa oração e nos nosso trabalhos, por meio da voz de alguns pastores presentes na Assembleia”.
“A Igreja, disse o Papa, está próxima das muitas famílias de refugiados erradicados de suas terras: ‘Estas pessoas, em busca de dignidade, em busca de paz, permanecem conosco. A Igreja não as abandona porque fazem parte do povo que Deus quer libertar da escravidão e clamar à liberdade”.
Antes de conceder a bênção, Francisco fez votos que “o Senhor, por intercessão da Virgem Maria, nos ajude também a colocar na prática as indicações emersas em fraterna comunhão”.
(CM)
(from Vatican Radio)
No Angelus Papa recordou famílias refugiadas na Europa
No Angelus Papa recordou famílias refugiadas na Europa
Domingo, 25 de Outubro, o Papa Francisco no Angelus não deixou de se referir ao final do Sínodo dos Bispos sobre a Família, considerando ter sido um “trabalho intenso, animado pela oração e por um espírito de verdadeira comunhão”.
A palavra Sínodo significa “caminhar juntos” – recordou o Papa – e neste Sínodo o Santo Padre lembrou o caminho percorrido com as famílias do “Povo santo de Deus disperso por todo o mundo”. Por esta razão o Papa Francisco recordou o profeta Jeremias em uma das leituras do dia, onde verificamos que “o primeiro a querer caminhar connosco, a querer fazer sínodo connosco é o nosso Pai”. E o sonho de Deus é o de formar um povo onde cabem todos “entre eles estão o cego e o coxo” – disse o Papa Francisco.
O Santo Padre, a este ponto da sua mensagem antes da recitação do Angelus, declarou que a profecia do povo em caminho fê-lo confrontar-se com a realidade dos refugiados na Europa:
“Também estas famílias mais sofredoras, desenraizadas das suas terras, estiveram presentes connosco no Sínodo, na nossa oração e nos nossos trabalhos, através da voz de alguns dos seus Pastores presentes na Assembleia. Estas pessoas em procura da dignidade, estas famílias em procura de paz ficam ainda connosco, a Igreja não as abandona, porque fazem parte do povo que Deus quer libertar da escravidão e guiar para a liberdade.”
O Papa Francisco a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.
eja e o apoio da misericórdia Deus!”
(from Vatican Radio)
Domingo, 25 de Outubro, o Papa Francisco no Angelus não deixou de se referir ao final do Sínodo dos Bispos sobre a Família, considerando ter sido um “trabalho intenso, animado pela oração e por um espírito de verdadeira comunhão”.
A palavra Sínodo significa “caminhar juntos” – recordou o Papa – e neste Sínodo o Santo Padre lembrou o caminho percorrido com as famílias do “Povo santo de Deus disperso por todo o mundo”. Por esta razão o Papa Francisco recordou o profeta Jeremias em uma das leituras do dia, onde verificamos que “o primeiro a querer caminhar connosco, a querer fazer sínodo connosco é o nosso Pai”. E o sonho de Deus é o de formar um povo onde cabem todos “entre eles estão o cego e o coxo” – disse o Papa Francisco.
O Santo Padre, a este ponto da sua mensagem antes da recitação do Angelus, declarou que a profecia do povo em caminho fê-lo confrontar-se com a realidade dos refugiados na Europa:
“Também estas famílias mais sofredoras, desenraizadas das suas terras, estiveram presentes connosco no Sínodo, na nossa oração e nos nossos trabalhos, através da voz de alguns dos seus Pastores presentes na Assembleia. Estas pessoas em procura da dignidade, estas famílias em procura de paz ficam ainda connosco, a Igreja não as abandona, porque fazem parte do povo que Deus quer libertar da escravidão e guiar para a liberdade.”
O Papa Francisco a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.
eja e o apoio da misericórdia Deus!”
(from Vatican Radio)
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