Porta aberta: Laudato si - De 34 a 41
Cidade do Vaticano (RV) - Perda de biodiversidade
34. Possivelmente perturba-nos saber da extinção dum mamífero ou duma ave, pela sua maior visibilidade; mas, para o bom funcionamento dos ecossistemas, também são necessários os fungos, as algas, os vermes, os pequenos insectos, os répteis e a variedade inumerável de microorganismos. Algumas espécies pouco numerosas, que habitualmente nos passam despercebidas, desempenham uma função censória fundamental para estabelecer o equilíbrio dum lugar. É verdade que o ser humano deve intervir quando um geosistema cai em estado crítico, mas hoje o nível de intervenção humana numa realidade tão complexa como a natureza é tal, que os desastres constantes causados pelo ser humano provocam uma nova intervenção dele de modo que a actividade humana torna-se omnipresente, com todos os riscos que isto implica. Normalmente cria-se um círculo vicioso, no qual a intervenção humana, para resolver uma dificuldade, muitas vezes ainda agrava mais a situação. Por exemplo, muitos pássaros e insectos, que desaparecem por causa dos agro-tóxicos criados pela tecnologia, são úteis para a própria agricultura, e o seu desaparecimento deverá ser compensado por outra intervenção tecnológica que possivelmente trará novos efeitos nocivos. São louváveis e, às vezes, admiráveis os esforços de cientistas e técnicos que procuram dar solução aos problemas criados pelo ser humano. Mas, contemplando o mundo, damo-nos conta de que este nível de intervenção humana, muitas vezes ao serviço da finança e do consumismo, faz com que esta terra onde vivemos se torne realmente menos rica e bela, cada vez mais limitada e cinzenta, enquanto ao mesmo tempo o desenvolvimento da tecnologia e das ofertas de consumo continua a avançar sem limites. Assim, parece que nos iludimos de poder substituir uma beleza insuprível e irrecuperável por outra criada por nós.
35. Quando se analisa o impacto ambiental de qualquer iniciativa económica, costuma-se olhar para os seus efeitos no solo, na água e no ar, mas nem sempre se inclui um estudo cuidadoso do impacto na biodiversidade, como se a perda de algumas espécies ou de grupos animais ou vegetais fosse algo de pouca relevância. As estradas, os novos cultivos, as reservas, as barragens e outras construções vão tomando posse dos habitats e, por vezes, fragmentam-nos de tal maneira que as populações de animais já não podem migrar nem mover-se livremente, pelo que algumas espécies correm o risco de extinção. Existem alternativas que, pelo menos, mitigam o impacto destas obras, como a criação de corredores biológicos, mas são poucos os países em que se adverte este cuidado e prevenção. Quando se explora comercialmente algumas espécies, nem sempre se estuda a sua modalidade de crescimento para evitar a sua diminuição excessiva e consequente desequilíbrio do ecossistema.
36. O cuidado dos ecossistemas requer uma perspectiva que se estenda para além do imediato, porque, quando se busca apenas um ganho económico rápido e fácil, já ninguém se importa realmente com a sua preservação. Mas o custo dos danos provocados pela negligência egoísta é muitíssimo maior do que o benefício económico que se possa obter. No caso da perda ou dano grave dalgumas espécies, fala-se de valores que excedem todo e qualquer cálculo. Por isso, podemos ser testemunhas mudas de gravíssimas desigualdades, quando se pretende obter benefícios significativos, fazendo pagar ao resto da humanidade, presente e futura, os altíssimos custos da degradação ambiental.
37. Alguns países fizeram progressos na conservação eficaz de certos lugares e áreas – na terra e nos oceanos –, proibindo aí toda a intervenção humana que possa modificar a sua fisionomia ou alterar a sua constituição original. No cuidado da biodiversidade, os especialistas insistem na necessidade de prestar uma especial atenção às áreas mais ricas em variedade de espécies, em espécies endémicas, raras ou com menor grau de efectiva protecção. Há lugares que requerem um cuidado particular pela sua enorme importância para o ecossistema mundial, ou que constituem significativas reservas de água assegurando assim outras formas de vida.
38. Mencionemos, por exemplo, os pulmões do planeta repletos de biodiversidade que são a Amazónia e a bacia fluvial do Congo, ou os grandes lençóis freáticos e os glaciares. A importância destes lugares para o conjunto do planeta e para o futuro da humanidade não se pode ignorar. Os ecossistemas das florestas tropicais possuem uma biodiversidade de enorme complexidade, quase impossível de conhecer completamente, mas quando estas florestas são queimadas ou derrubadas para desenvolver cultivos, em poucos anos perdem-se inúmeras espécies, ou tais áreas transformam-se em áridos desertos. Todavia, ao falar sobre estes lugares, impõe-se um delicado equilíbrio, porque não é possível ignorar também os enormes interesses económicos internacionais que, a pretexto de cuidar deles, podem atentar contra as soberanias nacionais. Com efeito, há «propostas de internacionalização da Amazónia que só servem aos interesses económicos das corporações internacionais».[24] É louvável a tarefa de organismos internacionais e organizações da sociedade civil que sensibilizam as populações e colaboram de forma crítica, inclusive utilizando legítimos mecanismos de pressão, para que cada governo cumpra o dever próprio e não-delegável de preservar o meio ambiente e os recursos naturais do seu país, sem se vender a espúrios interesses locais ou internacionais.
39. Habitualmente também não se faz objecto de adequada análise a substituição da flora silvestre por áreas florestais com árvores, que geralmente são monoculturas. É que pode afectar gravemente uma biodiversidade que não é albergada pelas novas espécies que se implantam. Também as zonas húmidas, que são transformadas em terrenos agrícolas, perdem a enorme biodiversidade que abrigavam. É preocupante, nalgumas áreas costeiras, o desaparecimento dos ecossistemas constituídos por manguezais.
40. Os oceanos contêm não só a maior parte da água do planeta, mas também a maior parte da vasta variedade dos seres vivos, muitos deles ainda desconhecidos para nós e ameaçados por diversas causas. Além disso, a vida nos rios, lagos, mares e oceanos, que nutre grande parte da população mundial, é afectada pela extracção descontrolada dos recursos ictíicos, que provoca drásticas diminuições dalgumas espécies. E no entanto continuam a desenvolver-se modalidades selectivas de pesca, que descartam grande parte das espécies apanhadas. Particularmente ameaçados estão organismos marinhos que não temos em consideração, como certas formas de plâncton que constituem um componente muito importante da cadeia alimentar marinha e de que dependem, em última instância, espécies que se utilizam para a alimentação humana.
41. Passando aos mares tropicais e subtropicais, encontramos os recifes de coral, que equivalem às grandes florestas da terra firme, porque abrigam cerca de um milhão de espécies, incluindo peixes, caranguejos, moluscos, esponjas, algas e outras. Hoje, muitos dos recifes de coral no mundo já são estéreis ou encontram-se num estado contínuo de declínio: «Quem transformou o maravilhoso mundo marinho em cemitérios subaquáticos despojados de vida e de cor?»[25] Este fenómeno deve-se, em grande parte, à poluição que chega ao mar resultante do desflorestamento, das monoculturas agrícolas, das descargas industriais e de métodos de pesca destrutivos, nomeadamente os que utilizam cianeto e dinamite. É agravado pelo aumento da temperatura dos oceanos. Tudo isso nos ajuda a compreender como qualquer acção sobre a natureza pode ter consequências que não advertimos à primeira vista e como certas formas de exploração de recursos se obtêm à custa duma degradação que acaba por chegar até ao fundo dos oceanos.
(from Vatican Radio)
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Os documentos do Concílio Vaticano II
Os documentos do Concílio Vaticano II
Cidade do Vaticano (RV) - No nosso espaço Memória Histórica - 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos começar a tratar, na edição de hoje, dos Documentos do Concílio.
O Concílio Vaticano II foi aberto solenemente pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962 e concluído por Paulo VI em 8 de dezembro de 1965. Realizado em quatro sessões, foi o Concílio Ecumênico mais representativo da história, reunindo mais de dois mil bispos de todo o mundo, além de observadores, também de outras religiões.
A pedido de João XXIII, que o convocou em 1959, o Concílio deveria ser pastoral, ou seja, que não se detivesse em definir dogmas, mas que representasse uma atualização da Igreja face à sociedade contemporânea, um "aggiornamento", expressão usada em italiano. Isto não quis dizer, no entanto, que ele não tenha sido doutrinal, mesmo porque as perspectivas pastorais baseiam-se na doutrina. Como escreveu São João Paulo II na Constituição Apostólica Fidei depositum, de 1992, "com a ajuda de Deus, os Padres Conciliares puderam elaborar, em quatro anos de trabalho, um conjunto considerável de exposições doutrinais e de diretrizes pastorais oferecidas a toda a Igreja".
Os temas debatidos ao longo de quatro sessões, resultaram em quatro Constituições, nove Decretos e três Declarações. Como todos os documentos da Igreja, os textos originais do Concílio Vaticano II foram redigidos em latim e são identificados pelas primeiras duas ou três palavras latinas que iniciam o documento.
As Constituições Apostólicas são os documentos de maior importância e tratam de assuntos fundamentais da fé. Elas podem ser Dogmáticas - que tratam dos dogmas fundamentais da nossa fé - ou Disciplinares (Pastorais e Conciliares), relacionadas com as determinações canônicas, oficiais da Igreja. Do Concílio Vaticano II resultaram duas Constituições Dogmáticas - a Dei Verbum, sobre Revelação Divina, e a Lumen Gentium, sobre a Igreja - e duas Constituições Pastorais Conciliares - a Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia da Igreja, e a Gaudium et Spes, sobre a Igreja no mundo atual.
Os Decretos produzidos pelo Concílio Vaticano II, por sua vez, foram nove:
- Decreto sobre os meios de comunicação social (“Inter mirifica” (IM), 4.12.1963);
- Decreto sobre as Igrejas Católicas orientais (“Orientalium Ecclesiarium” (OE), 21.11.1964);
- Decreto sobre o ecumenismo (“Unitatis redintegratio” (UR), 21.11.1964);
- Decreto sobre o ministério pastoral dos bispos (“Christus Dominus” (CD), 28.10.1965);
- Decreto sobre a formação sacerdotal (“Optatam totius” (OT), 28.10.1965);
- Decreto sobre a conveniente renovação da vida religiosa (“Perfectae caritatis” (PC), 28.10.1965);
- Decreto sobre o apostolado dos leigos (“Apostolicam actuositatem” (AA), 18.11.1965);
- Decreto sobre a atividade missionária da Igreja (“Ad gentes” (AG), 7.12.1965);
- Decreto sobre o ministério e vida dos padres (“Presbyterorum Ordinis” (PO), 7.12.1965);
Também foram produzidas três Declarações:
- Declaração sobre a educação cristã (“Gravissimum educationis” (GE), 28.10.1965);
- Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs (“Nostra aetate” (NA), 28.10.1965);
- Declaração sobre a liberdade religiosa (“Dignitatis humanae” (DH), 7.12.1965).
O Concílio Vaticano II não definiu nenhum dogma, no entanto, cada expressão de Magistério autêntico deve ser acolhida como um ensinamento dado por Pastores que, na sucessão apostólica, falam com "o carisma da verdade" (Dei Verbum, n.8), "revestidos da autoridade de Cristo" (Lumen Gentiun, n.25), "à luz do Espírito Santo" (ibid.). Este carisma, esta autoridade e esta luz estiveram presentes no Concílio Vaticano II, com todo o episcopado reunido cum Petro e sub Petro para ensinar à Igreja universal.
Nem todas as afirmações contidas nos documentos conciliares têm o mesmo valor doutrinal e por consequência nem todas exigem o mesmo grau de adesão. No entanto, alguns ensinamentos exigem dos fieis o grau de adesão denominado "obséquio religioso da vontade e do intelecto". Uma adesão que não se configura como ato de fé, mas de obediência; não simplesmente disciplinar, mas radicada na confiança na assistência divina ao Magistério e por isto "na lógica e sob o impulso da obediência da fé". (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum veritatis,24-V-1990, n.23)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) - No nosso espaço Memória Histórica - 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos começar a tratar, na edição de hoje, dos Documentos do Concílio.
O Concílio Vaticano II foi aberto solenemente pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962 e concluído por Paulo VI em 8 de dezembro de 1965. Realizado em quatro sessões, foi o Concílio Ecumênico mais representativo da história, reunindo mais de dois mil bispos de todo o mundo, além de observadores, também de outras religiões.
A pedido de João XXIII, que o convocou em 1959, o Concílio deveria ser pastoral, ou seja, que não se detivesse em definir dogmas, mas que representasse uma atualização da Igreja face à sociedade contemporânea, um "aggiornamento", expressão usada em italiano. Isto não quis dizer, no entanto, que ele não tenha sido doutrinal, mesmo porque as perspectivas pastorais baseiam-se na doutrina. Como escreveu São João Paulo II na Constituição Apostólica Fidei depositum, de 1992, "com a ajuda de Deus, os Padres Conciliares puderam elaborar, em quatro anos de trabalho, um conjunto considerável de exposições doutrinais e de diretrizes pastorais oferecidas a toda a Igreja".
Os temas debatidos ao longo de quatro sessões, resultaram em quatro Constituições, nove Decretos e três Declarações. Como todos os documentos da Igreja, os textos originais do Concílio Vaticano II foram redigidos em latim e são identificados pelas primeiras duas ou três palavras latinas que iniciam o documento.
As Constituições Apostólicas são os documentos de maior importância e tratam de assuntos fundamentais da fé. Elas podem ser Dogmáticas - que tratam dos dogmas fundamentais da nossa fé - ou Disciplinares (Pastorais e Conciliares), relacionadas com as determinações canônicas, oficiais da Igreja. Do Concílio Vaticano II resultaram duas Constituições Dogmáticas - a Dei Verbum, sobre Revelação Divina, e a Lumen Gentium, sobre a Igreja - e duas Constituições Pastorais Conciliares - a Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia da Igreja, e a Gaudium et Spes, sobre a Igreja no mundo atual.
Os Decretos produzidos pelo Concílio Vaticano II, por sua vez, foram nove:
- Decreto sobre os meios de comunicação social (“Inter mirifica” (IM), 4.12.1963);
- Decreto sobre as Igrejas Católicas orientais (“Orientalium Ecclesiarium” (OE), 21.11.1964);
- Decreto sobre o ecumenismo (“Unitatis redintegratio” (UR), 21.11.1964);
- Decreto sobre o ministério pastoral dos bispos (“Christus Dominus” (CD), 28.10.1965);
- Decreto sobre a formação sacerdotal (“Optatam totius” (OT), 28.10.1965);
- Decreto sobre a conveniente renovação da vida religiosa (“Perfectae caritatis” (PC), 28.10.1965);
- Decreto sobre o apostolado dos leigos (“Apostolicam actuositatem” (AA), 18.11.1965);
- Decreto sobre a atividade missionária da Igreja (“Ad gentes” (AG), 7.12.1965);
- Decreto sobre o ministério e vida dos padres (“Presbyterorum Ordinis” (PO), 7.12.1965);
Também foram produzidas três Declarações:
- Declaração sobre a educação cristã (“Gravissimum educationis” (GE), 28.10.1965);
- Declaração sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs (“Nostra aetate” (NA), 28.10.1965);
- Declaração sobre a liberdade religiosa (“Dignitatis humanae” (DH), 7.12.1965).
O Concílio Vaticano II não definiu nenhum dogma, no entanto, cada expressão de Magistério autêntico deve ser acolhida como um ensinamento dado por Pastores que, na sucessão apostólica, falam com "o carisma da verdade" (Dei Verbum, n.8), "revestidos da autoridade de Cristo" (Lumen Gentiun, n.25), "à luz do Espírito Santo" (ibid.). Este carisma, esta autoridade e esta luz estiveram presentes no Concílio Vaticano II, com todo o episcopado reunido cum Petro e sub Petro para ensinar à Igreja universal.
Nem todas as afirmações contidas nos documentos conciliares têm o mesmo valor doutrinal e por consequência nem todas exigem o mesmo grau de adesão. No entanto, alguns ensinamentos exigem dos fieis o grau de adesão denominado "obséquio religioso da vontade e do intelecto". Uma adesão que não se configura como ato de fé, mas de obediência; não simplesmente disciplinar, mas radicada na confiança na assistência divina ao Magistério e por isto "na lógica e sob o impulso da obediência da fé". (Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Donum veritatis,24-V-1990, n.23)
(from Vatican Radio)
Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016: Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo
Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016: Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo
Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo
A escolha do tema deste ano, foi certamente determinada pelo Jubileu extraordinário da Misericórdia e sem dúvida, o Santo Padre almejou que o Dia Mundial das Comunicações Sociais, oferecesse uma ocasião propícia para refletir sobre as sinergias profundas entre comunicação e misericórdia.
Na Bula de proclamação do Ano Jubilar, no número 12, o Papa afirma que: “ a Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa ” e, no mesmo número, o Papa acrescenta: “ A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia ”.
É oportuno recordar, a este propósito, que nos situamos no contexto de uma comunicação que é lugar privilegiado para a promoção da cultura do encontro.
O Papa nesta ocasião se refere à linguagem e aos gestos da Igreja, mas na perspectiva indicada, cada homem e mulher de hoje, na própria comunicação, no ir ao encontro do outro ou da outra, devem ser animados por uma profunda dimensão de acolhimento, de disponibilidade, de perdão.
O Tema evidencia que uma boa comunicação pode abrir um espaço para o diálogo, para uma compreensão recípocra e a reconciliação, permitindo que desta maneira brotem encontros humanos fecundos. Em um momento no qual nossa atenção, tantas vezes se volta a natureza centralizada e arbitraria dos múltiplos comentários das mídias sociais, este tema quer concentrar-se sobre o poder das palavras e dos gestos, para superar as incompreenções, para curar as memórias, para construir a paz e a harmonia.
Outra vez, Papa Francisco, ajuda a descobrir que no coração da comunicação existe, antes de tudo, uma profunda dimensão humana. Comunicação que não é somente uma “atual ou moderna tecnologia, mas uma profunda relação interpessoal.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais, único dia estabelecido pelo Concílio Vaticano II (Inter Mirifica, 1963) vem celebrado em muitos países, sob a recomendação dos bispos do mundo, no Domingo que precede a Festa de Pentecostes (em 2016, será 8 de maio).
A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais vem tradicionalmente publicada na ocasião da Festa de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas (24 de janeiro).
Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo
A escolha do tema deste ano, foi certamente determinada pelo Jubileu extraordinário da Misericórdia e sem dúvida, o Santo Padre almejou que o Dia Mundial das Comunicações Sociais, oferecesse uma ocasião propícia para refletir sobre as sinergias profundas entre comunicação e misericórdia.
Na Bula de proclamação do Ano Jubilar, no número 12, o Papa afirma que: “ a Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa ” e, no mesmo número, o Papa acrescenta: “ A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia ”.
É oportuno recordar, a este propósito, que nos situamos no contexto de uma comunicação que é lugar privilegiado para a promoção da cultura do encontro.
O Papa nesta ocasião se refere à linguagem e aos gestos da Igreja, mas na perspectiva indicada, cada homem e mulher de hoje, na própria comunicação, no ir ao encontro do outro ou da outra, devem ser animados por uma profunda dimensão de acolhimento, de disponibilidade, de perdão.
O Tema evidencia que uma boa comunicação pode abrir um espaço para o diálogo, para uma compreensão recípocra e a reconciliação, permitindo que desta maneira brotem encontros humanos fecundos. Em um momento no qual nossa atenção, tantas vezes se volta a natureza centralizada e arbitraria dos múltiplos comentários das mídias sociais, este tema quer concentrar-se sobre o poder das palavras e dos gestos, para superar as incompreenções, para curar as memórias, para construir a paz e a harmonia.
Outra vez, Papa Francisco, ajuda a descobrir que no coração da comunicação existe, antes de tudo, uma profunda dimensão humana. Comunicação que não é somente uma “atual ou moderna tecnologia, mas uma profunda relação interpessoal.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais, único dia estabelecido pelo Concílio Vaticano II (Inter Mirifica, 1963) vem celebrado em muitos países, sob a recomendação dos bispos do mundo, no Domingo que precede a Festa de Pentecostes (em 2016, será 8 de maio).
A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais vem tradicionalmente publicada na ocasião da Festa de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas (24 de janeiro).
Papa aos jovens: Cracóvia nos espera!
Papa aos jovens: Cracóvia nos espera!
A alegria de Deus é perdoar: é o que escreve o Papa Francisco aos jovens, na mensagem para a 31ª Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia 2016
“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7) é tema da Mensagem. Cracóvia acolherá uma Jornada especial – um “Jubileu dos jovens”, como definiu Francisco. Será a primeira a ser celebrada, a nível mundial, depois da canonização de João Paulo II, idealizador das JMJ e, sobretudo, se inserirá no Ano da Misericórdia convocado pelo Papa.
Francisco exorta os jovens a compreenderem que o amor de Deus pelo seu povo é como o de uma mãe ou de um pai por seu filho: um amor capaz de “criar dentro de mim espaço para o outro, sentir, sofrer e alegrar-me com o próximo”, um amor “fiel, que perdoa sempre”. Por isso, destaca o Pontífice, “na misericórdia está sempre incluído o perdão”, porque não se trata “de uma ideia abstracta, mas de uma realidade concreta”. Em Jesus, “tudo fala de misericórdia”, ou melhor “Ele próprio é misericórdia”, e a “síntese de todo o Evangelho” está nisto: “a alegria de Deus é perdoar”.
No texto, o Papa recorda a sua experiência juvenil quando, aos 17 anos, o encontro com um sacerdote, durante a Confissão, mudou a sua vida. Eis então o convite aos jovens para se aproximarem deste Sacramento, porque “quando abrimos o coração com humildade e transparência, podemos contemplar de forma muito concreta a misericórdia de Deus”. O confessionário é “o lugar da misericórdia”, destaca Francisco, porque “o Senhor nos perdoa sempre” e nos olha com um olhar de amor infinito, para além de todos os nossos pecados, limitações e fracassos.
Mas a misericórdia – adverte o Pontífice – não só se recebe, mas se coloca em prática. Ou melhor, “só seremos realmente felizes se entrarmos na lógica divina do dom, do amor gratuito, sem medida”. Recordando que “a misericórdia não é bonomia nem mero sentimentalismo”, o Papa faz uma proposta aos jovens: escolher, entre janeiro e julho de 2016 – mês da Jornada – uma obra de misericórdia corporal e uma espiritual para colocar em prática em cada mês. A mensagem da Divina Misericórdia, recorda Francisco, é “um programa de vida muito concreto e exigente”, que implica obras, entre as quais perdoar quem nos ofendeu.
Num mundo em que os jovens se declaram cansados, em meio a tantas guerras e violência, o Papa reitera que a misericórdia é o único caminho para vencer o mal. A justiça, escreve ele, é necessária, mas não suficiente, porque “justiça e misericórdia devem caminhar juntas”.
“Cracóvia espera-nos com os braços e o coração abertos!”, afirma ainda o Papa aos jovens, “vinde a Ele e não tenhais medo”.
Em 2016, pela terceira vez uma JMJ coincidirá com um Ano Jubilar. A primeira vez foi em 1983-84, durante o Ano Santo da Redenção. Depois, o Grande Jubileu do Ano 2000, quando mais de dois milhões de jovens de cerca de 165 países se reuniram em Roma para a 15ª JMJ. (BS/BF)
(from Vatican Radio)
A alegria de Deus é perdoar: é o que escreve o Papa Francisco aos jovens, na mensagem para a 31ª Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia 2016
“Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5, 7) é tema da Mensagem. Cracóvia acolherá uma Jornada especial – um “Jubileu dos jovens”, como definiu Francisco. Será a primeira a ser celebrada, a nível mundial, depois da canonização de João Paulo II, idealizador das JMJ e, sobretudo, se inserirá no Ano da Misericórdia convocado pelo Papa.
Francisco exorta os jovens a compreenderem que o amor de Deus pelo seu povo é como o de uma mãe ou de um pai por seu filho: um amor capaz de “criar dentro de mim espaço para o outro, sentir, sofrer e alegrar-me com o próximo”, um amor “fiel, que perdoa sempre”. Por isso, destaca o Pontífice, “na misericórdia está sempre incluído o perdão”, porque não se trata “de uma ideia abstracta, mas de uma realidade concreta”. Em Jesus, “tudo fala de misericórdia”, ou melhor “Ele próprio é misericórdia”, e a “síntese de todo o Evangelho” está nisto: “a alegria de Deus é perdoar”.
No texto, o Papa recorda a sua experiência juvenil quando, aos 17 anos, o encontro com um sacerdote, durante a Confissão, mudou a sua vida. Eis então o convite aos jovens para se aproximarem deste Sacramento, porque “quando abrimos o coração com humildade e transparência, podemos contemplar de forma muito concreta a misericórdia de Deus”. O confessionário é “o lugar da misericórdia”, destaca Francisco, porque “o Senhor nos perdoa sempre” e nos olha com um olhar de amor infinito, para além de todos os nossos pecados, limitações e fracassos.
Mas a misericórdia – adverte o Pontífice – não só se recebe, mas se coloca em prática. Ou melhor, “só seremos realmente felizes se entrarmos na lógica divina do dom, do amor gratuito, sem medida”. Recordando que “a misericórdia não é bonomia nem mero sentimentalismo”, o Papa faz uma proposta aos jovens: escolher, entre janeiro e julho de 2016 – mês da Jornada – uma obra de misericórdia corporal e uma espiritual para colocar em prática em cada mês. A mensagem da Divina Misericórdia, recorda Francisco, é “um programa de vida muito concreto e exigente”, que implica obras, entre as quais perdoar quem nos ofendeu.
Num mundo em que os jovens se declaram cansados, em meio a tantas guerras e violência, o Papa reitera que a misericórdia é o único caminho para vencer o mal. A justiça, escreve ele, é necessária, mas não suficiente, porque “justiça e misericórdia devem caminhar juntas”.
“Cracóvia espera-nos com os braços e o coração abertos!”, afirma ainda o Papa aos jovens, “vinde a Ele e não tenhais medo”.
Em 2016, pela terceira vez uma JMJ coincidirá com um Ano Jubilar. A primeira vez foi em 1983-84, durante o Ano Santo da Redenção. Depois, o Grande Jubileu do Ano 2000, quando mais de dois milhões de jovens de cerca de 165 países se reuniram em Roma para a 15ª JMJ. (BS/BF)
(from Vatican Radio)
Relíquias de Santa Teresa de Lisieux e de seus pais expostas em Roma
Relíquias de Santa Teresa de Lisieux e de seus pais expostas em Roma
Roma (RV) - As Urnas contendo as relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus e de seus Beatos pais serão expostas para veneração dos fieis na Capela da Virgem Salus Populi Romani na Basílica de Santa Maria Maior, de 4 a 25 de outubro de 2015, durante o Sínodo Ordinário dos Bispos dedicado à família.
Os cônjuges Louis Martin e Zélie Guérin serão canonizados em 18 de outubro pelo Papa Francisco na Praça São Pedro. Trata-se do primeiro casal não-mártir na história da Igreja que será elevado à honra dos altares na mesma cerimônia, o que adquire maior relevância por realizar-se, por decisão do Pontífice, justamente durante o Sínodo sobre as famílias.
“Louis e Zélie demonstraram com as suas vidas que o amor conjugal é um instrumento de santidade, é um caminho em direção à santidade realizado junto por duas pessoas – declarou o Vice Postulador da Causa de Canonização, o Padre carmelita Antonio Sangalli. Isto é hoje, na minha opinião, o elemento mais importante para analisar a família. Existe uma necessidade enorme de uma espiritualidade simples realizada na vida cotidiana”.
Também a exposição das relíquias na Santa Maria Maior assume um significado particular, por ser justamente diante da Virgem Salus Populi Romani que o Papa Francisco pediu para rezar pelos frutos dos trabalhos sinodais e por todas as famílias do mundo.
As relíquias poderão ser veneradas durante o horário normal de abertura da Basílica, ou seja, diariamente das 7 às 19 horas.
Por outro lado, a filha do casal, a Serva de Deus Irmã Francisca Teresa (Leonia Martin), irmã da Santa de Lisieux, teve aberta a causa de canonização em 2 de julho passado em Caen, na França. (JE)
(from Vatican Radio)
Roma (RV) - As Urnas contendo as relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus e de seus Beatos pais serão expostas para veneração dos fieis na Capela da Virgem Salus Populi Romani na Basílica de Santa Maria Maior, de 4 a 25 de outubro de 2015, durante o Sínodo Ordinário dos Bispos dedicado à família.
Os cônjuges Louis Martin e Zélie Guérin serão canonizados em 18 de outubro pelo Papa Francisco na Praça São Pedro. Trata-se do primeiro casal não-mártir na história da Igreja que será elevado à honra dos altares na mesma cerimônia, o que adquire maior relevância por realizar-se, por decisão do Pontífice, justamente durante o Sínodo sobre as famílias.
“Louis e Zélie demonstraram com as suas vidas que o amor conjugal é um instrumento de santidade, é um caminho em direção à santidade realizado junto por duas pessoas – declarou o Vice Postulador da Causa de Canonização, o Padre carmelita Antonio Sangalli. Isto é hoje, na minha opinião, o elemento mais importante para analisar a família. Existe uma necessidade enorme de uma espiritualidade simples realizada na vida cotidiana”.
Também a exposição das relíquias na Santa Maria Maior assume um significado particular, por ser justamente diante da Virgem Salus Populi Romani que o Papa Francisco pediu para rezar pelos frutos dos trabalhos sinodais e por todas as famílias do mundo.
As relíquias poderão ser veneradas durante o horário normal de abertura da Basílica, ou seja, diariamente das 7 às 19 horas.
Por outro lado, a filha do casal, a Serva de Deus Irmã Francisca Teresa (Leonia Martin), irmã da Santa de Lisieux, teve aberta a causa de canonização em 2 de julho passado em Caen, na França. (JE)
(from Vatican Radio)
Constuir pontes, pois os muros caem: Papa recorda viagem a Cuba e EUA
Constuir pontes, pois os muros caem: Papa recorda viagem a Cuba e EUA
Cidade do Vaticano (RV) – A recente viagem a Cuba e aos Estados Unidos foi o tema da Audiência Geral de Francisco esta quarta-feira (30/09), o primeiro compromisso público do Papa de regresso ao Vaticano.
Na Praça S. Pedro, cerca de 30 mil fiéis acolheram calorosamente o Pontífice, que os saudou a bordo do seu papamóvel antes de pronunciar a sua catequese. O Papa saudou também os doentes que acompanharam a Audiência na Sala Paulo VI através dos telões.
De modo especial, Francisco agradeceu aos Presidentes Raúl Castro e Barack Obama e ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pela recepção que lhe reservaram.
Cuba
Recordando a primeira etapa de sua 10ª viagem internacional, o Papa diz que se apresentou em Cuba como “Missionário da Misericórdia”. “A misericórdia de Deus é maior do que qualquer ferida, de qualquer conflito e de qualquer ideologia; e com este olhar de misericórdia, pude abraçar todo o povo cubano, dentro e fora da pátria.”
Com os cubanos, disse ainda Francisco, pude compartilhar a esperança do cumprimento da profecia de São João Paulo II: “Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba”. “Não mais fechamentos, não mais exploração da pobreza, mas liberdade na dignidade”, pediu o Papa. Este é o caminho a seguir, acrescentou, buscando força nas raízes cristãs daquele povo que tanto sofreu. Símbolo desta unidade profunda da alma cubana é a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira da Nação.
A passagem de Cuba aos Estados Unidos foi emblemática, disse o Papa, pela ponte que está sendo reconstruída. “Deus sempre quer construir pontes; somos nós que construímos muros. E os muros caem, sempre.”
Estados Unidos
Em Washington, citou a canonização do Fr. Junípero Serra. Em Nova Iorque, recordou a visita à sede central da Organização das Nações unidas e seu apelo por mais esforços para a proteção do meio ambiente e contra as violências sofridas em conflitos pela sociedade civil e pelas minorias étnicas e religiosas.
Francisco citou ainda a oração inter-religiosa pela paz no Memorial Ground Zero e a missa no Madison Square Garden.
Famílias
O ápice da viagem, disse ele, foi o Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia, onde teve a oportunidade de reiterar que a família, fundada na aliança entre o homem e a mulher, é a resposta ao grande desafio do nosso mundo. Desafio que Francisco apontou em dois fenômenos: a fragmentação e a massificação – dois extremos que convivem e promovem o modelo econômico consumista.
“A família é a resposta porque é a célula de uma sociedade que equilibra a dimensão pessoal e aquela comunitária e que, ao mesmo tempo, pode ser o modelo de uma gestão sustentável dos bens e dos recursos da criação. A família é o sujeito protagonista de uma ecologia integral.”
Para Francisco, foi providencial que o Encontro tenha se realizado nos Estados Unidos, o país que no século passado alcançou o máximo do desenvolvimento econômico e tecnológico, sem renegar as suas raízes religiosas.
“Agora, essas mesmas raízes pedem para partir novamente da família para repensar e transformar o modelo de desenvolvimento, pelo bem de toda a família humana.”
Fiéis brasileiros
Ao saudar os inúmeros grupos na Praça S. Pedro, o Papa agradeceu a presença dos fiéis brasileiros vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Itu e Campo Grande.
(BF)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) – A recente viagem a Cuba e aos Estados Unidos foi o tema da Audiência Geral de Francisco esta quarta-feira (30/09), o primeiro compromisso público do Papa de regresso ao Vaticano.
Na Praça S. Pedro, cerca de 30 mil fiéis acolheram calorosamente o Pontífice, que os saudou a bordo do seu papamóvel antes de pronunciar a sua catequese. O Papa saudou também os doentes que acompanharam a Audiência na Sala Paulo VI através dos telões.
De modo especial, Francisco agradeceu aos Presidentes Raúl Castro e Barack Obama e ao Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pela recepção que lhe reservaram.
Cuba
Recordando a primeira etapa de sua 10ª viagem internacional, o Papa diz que se apresentou em Cuba como “Missionário da Misericórdia”. “A misericórdia de Deus é maior do que qualquer ferida, de qualquer conflito e de qualquer ideologia; e com este olhar de misericórdia, pude abraçar todo o povo cubano, dentro e fora da pátria.”
Com os cubanos, disse ainda Francisco, pude compartilhar a esperança do cumprimento da profecia de São João Paulo II: “Que Cuba se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba”. “Não mais fechamentos, não mais exploração da pobreza, mas liberdade na dignidade”, pediu o Papa. Este é o caminho a seguir, acrescentou, buscando força nas raízes cristãs daquele povo que tanto sofreu. Símbolo desta unidade profunda da alma cubana é a Virgem da Caridade do Cobre, Padroeira da Nação.
A passagem de Cuba aos Estados Unidos foi emblemática, disse o Papa, pela ponte que está sendo reconstruída. “Deus sempre quer construir pontes; somos nós que construímos muros. E os muros caem, sempre.”
Estados Unidos
Em Washington, citou a canonização do Fr. Junípero Serra. Em Nova Iorque, recordou a visita à sede central da Organização das Nações unidas e seu apelo por mais esforços para a proteção do meio ambiente e contra as violências sofridas em conflitos pela sociedade civil e pelas minorias étnicas e religiosas.
Francisco citou ainda a oração inter-religiosa pela paz no Memorial Ground Zero e a missa no Madison Square Garden.
Famílias
O ápice da viagem, disse ele, foi o Encontro Mundial das Famílias em Filadélfia, onde teve a oportunidade de reiterar que a família, fundada na aliança entre o homem e a mulher, é a resposta ao grande desafio do nosso mundo. Desafio que Francisco apontou em dois fenômenos: a fragmentação e a massificação – dois extremos que convivem e promovem o modelo econômico consumista.
“A família é a resposta porque é a célula de uma sociedade que equilibra a dimensão pessoal e aquela comunitária e que, ao mesmo tempo, pode ser o modelo de uma gestão sustentável dos bens e dos recursos da criação. A família é o sujeito protagonista de uma ecologia integral.”
Para Francisco, foi providencial que o Encontro tenha se realizado nos Estados Unidos, o país que no século passado alcançou o máximo do desenvolvimento econômico e tecnológico, sem renegar as suas raízes religiosas.
“Agora, essas mesmas raízes pedem para partir novamente da família para repensar e transformar o modelo de desenvolvimento, pelo bem de toda a família humana.”
Fiéis brasileiros
Ao saudar os inúmeros grupos na Praça S. Pedro, o Papa agradeceu a presença dos fiéis brasileiros vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Itu e Campo Grande.
(BF)
(from Vatican Radio)
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