quarta-feira, 5 de outubro de 2016

​Logótipo da visita do Papa Francisco à Suécia - Cristo no centro

2016-10-04 L’Osservatore Romano

Cristo está no centro de tudo: da cruz e do banquete para o qual são chamados todos os povos da terra. Este é o tema inspirador da imagem do logótipo da visita que o Papa Francisco realizará à Suécia nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Na cruz está representado Deus uno e trino, criador e reconciliador. Na base, as mãos divinas mantêm unidas todas as coisas criadas. Jesus Cristo, palavra de Deus, que se torna presente na Eucaristia, é o ápice de toda a vida. Ele apoia toda a criação e renova a vida do homem com a sua morte e ressurreição. A vinha e a videira representadas simbolizam Cristo e o povo de Deus.

A pomba que se vê em três partes representa o Espírito Santo. É a certeza de que a obra de salvação de Deus continua a exprimir o seu poder em todos os tempos e situações, segundo a promessa divina.

A fonte batismal simboliza a água viva que regenera o homem inserindo-o no corpo de Cristo, na comunhão dos santos. A Eucaristia manifesta a comunhão visível da Igreja. Jesus Cristo, no centro do banquete, oferece-se como alimento para a viagem, para fortalecer a unidade e reconciliar todas as pessoas abatendo os muros de divisão. De facto, a cruz representa o desejo mais profundo de uma Eucaristia partilhada.

Papa à iniciativa privada: não ser espectador das bombas que caem

Cidade do Vaticano (RV) – Construir e não destruir: foi o que pediu o Papa aos funcionários do ramo italiano de uma empresa de telefonia, recebidos no Vaticano antes da Audiência Geral, para falar de projetos da iniciativa privada em benefício da população.

De modo especial, o Pontífice comentou o projeto “Instant Schools for Africa”, para favorecer o acesso on line de jovens africanos a recursos educativos, inclusive para residentes em campos de refugiados.

Esta iniciativa, disse Francisco, se insere no amplo e variegado horizonte de intervenções públicas e privadas orientadas na promoção de um mundo mais inclusivo, mais solidário, mais capaz de oferecer oportunidades de desenvolvimento a pessoas e grupos sociais em risco de exclusão.

Depois de ouvir a explicação do projeto, o Papa fez um pedido: que entre os recursos oferecidos aos jovens, possa haver o acesso aos textos sacros das várias religiões, em diversas línguas. “Isso seria um belo sinal de atenção à dimensão religiosa, tão radicada nos povos africanos, e de encorajamento ao diálogo inter-religioso.”

“Pelo que ouvi, concluiu Francisco, este projeto é construtivo, e hoje é preciso ser construtivos, fazer coisas que levem a humanidade avante e não somente ver como caem as bombas sobre pessoas inocentes, crianças, doentes, cidades inteiras. Construir, não destruir!”

(from Vatican Radio)

Bispos Católicos e Anglicanos, de Cantuária a Roma, encontram Francisco e Welby

Londres (RV) -  De Cantuária a Roma. As celebrações pelos 50 anos de "relações estreitas e profundas" entre a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica tiveram início no último sábado em Cantuária, Inglaterra, com um summit reunindo bispos de 19 países das duas Confissões e terão continuidade esta quarta-feira em Roma, com a celebração das Vésperas na presença do Papa Francisco e do Primaz da Comunhão Anglicana Justin Welby. O evento será transmitido pela Rádio Vaticano, com comentários em português, a partir das 12h50min, horário de Brasília.


Bispos brasileiros

Do Brasil participam o Bispo diocesano de Barra do Piraí-Volta Redonda e Presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, Dom Francisco Biasin, e Dom Flávio Irala, da Igreja Anglicana de São Paulo.

Programação

São 36 os bispos que participam da semana celebrativa, que no sábado iniciou com a celebração das Vésperas na Catedral de Cantuária e com uma Vigília católica na Cripta da Catedral. No domingo pela manhã, os bispos participaram de um encontro privado com o Arcebispo de Cantuária, Justin Welby. Ao longo de toda esta semana, em uma série de encontros, são tratados os desafios pastorais com os quais os prelados se deparam em suas respectivas dioceses, partilhadas suas experiências e esperanças para o futuro.

Os detalhes do encontro foram fornecidos pela Agência de Imprensa da Comunhão Anglicana "ACNS".

Na quarta-feira, 5 de outubro, os 36 bispos se unirão em Roma, junto ao Arcebispo Justin Welby e ao Papa Francisco, para a celebração das Vésperas na Igreja do Mosteiro de São Gregório al Celio. A celebração será animada, conjuntamente, pelo Coral da Capela Sistina e pelo Coral da Catedral de Cantuária.

O primeiro Arcebispo de Cantuária, Santo Agostinho, foi Prior do Mosteiro de São Gregório, antes de ser enviado pelo Papa para evangelizar a Inglaterra em 597.

Encontro com Francisco

Na quinta-feira, 6 de outubro, o Arcebispo de Cantuária terá um encontro privado com o Papa Francisco, antes de uma série de encontros com bispos e funcionários do Vaticano.

Como "sinal de profunda amizade e respeito", o Arcebispo Welby usará o anel episcopal que foi presenteado por Paulo VI ao Arcebispo Michael Ramsey, em 1966.

As celebrações recordam os 50 anos do primeiro histórico encontro entre um Papa e um Arcebispo de Cantuária após a Reforma - o que acabou se tornando uma pedra fundamental nas relações ecumênicas - quando o Arcebispo Michael Ramsey foi a Roma para uma visita oficial a Paulo VI em 1966.

Era a primeira vez que um Papa encontrava-se com o mais alto representante do anglicanismo, ocasião em que o Papa Montini deu ao Arcebispo Ramsey o seu anel episcopal, gesto que teve uma grande repercussão em todo o mundo.

Centro Anglicano em Roma

As celebrações também fazem memória ao 50° aniversário do Centro Anglicano de Roma, e pela recorrência, o Arcebispo Welby participará de um jantar em Roma, para celebrar os cinco decênios de "promoção da unidade dos cristãos em um mundo dividido".

"O Centro anglicano trabalhou por cinquenta anos para ajudar católicos e anglicanos a trabalhar juntos, rezar, estudar e conversar juntos", afirma o atual Diretor, o Arcebispo David Moxon, que acrescenta: "A viagem que estamos fazendo nos pede para abandonar antigos medos e preconceitos para construir uma história compartilhada juntos. Estas celebrações marcam a escritura de um novo capítulo na histórica da Igreja cristã".



(je/sir)

(from Vatican Radio)

Papa visita Amatrice e encontra pessoas atingidas pelo terremoto

Realizando um desejo anunciado, o Papa Francisco visitou na manhã desta terça-feira, 4 de outubro a cidade de Amatrice, no centro da Itália, devastada pelo terremoto de 24 de agosto passado. O tremor, de 6 graus na escala Richter, deixou centenas de mortos e ainda hoje, cerca de 4 mil pessoas vivem acampadas em tendas instaladas pela Defesa Civil.

Visita sem aviso

Às 9h10 desta manhã, o Pontífice chegou de Roma em automóvel e antes de visitar a cidade, entrou na escola pré-fabricada 'Capranica', construída em Villa San Cipriano. Acompanhado pelo bispo de Rieti, Dom Domenico Pompili, cumprimentou os alunos e o reitor, que haviam sido informados de sua visita e o aguardavam. O Papa abraçou todos e agradeceu especialmente aos bombeiros pelo generoso serviço prestado nas operações de socorro.

"Pensei muito nos dias seguintes ao terremoto que uma minha visita seria mais um incômodo do que uma ajuda, e não queria incomodar. Por isso, deixei passar um pouco de tempo para que algumas coisas fossem arrumadas, como a escola. Mas desde o início senti que tinha que vir aqui! Simplesmente para dizer que estou com vocês, perto de vocês e nada mais. E que rezo, rezo por vocês. Proximidade e oração, esta é a minha oferta para vocês. Que o Senhor abençoe a todos, que Nossa Senhora os proteja neste momento de tristeza, de dor e provações".

Ave Maria

Após a bênção, Francisco rezou uma Ave Maria com os presentes e os encorajou: "Vamos avante, há sempre um futuro. Muitas pessoas queridas nos deixaram, caíram sob os escombros. Coragem, olhemos sempre para frente. Ajudemo-nos uns aos outros, pois se caminha melhor juntos. Obrigado".

"Esperança" foi a expressão que o Papa deixou no coração das pessoas.

O impacto do silêncio

Em seguida, o Pontífice foi à chamada ‘zona vermelha’, fechada por razões de segurança, e se aproximou o máximo possível dos escombros, aonde se deteve alguns minutos em recolhimento para rezar.

Visita prosseguiu em outras localidades atingidas

Depois de constatar de perto a destruição, junto aos escombros, o Pontífice deixou Amatrice saudando as pessoas alojadas na 'Tendópoli Amatrice 1' e se dirigiu a Accumoli e Arquata del Tronto.

Silêncio para não atrair a mídia

No Vaticano, reinou o silêncio sobre esta data, já que o Papa não queria uma viagem anunciada e a presença maciça da imprensa. Os próprio bispos das duas dioceses atingidas, Rieti e Ascoli, tiveram confirmação apenas esta manhã.

4 dias após o terremoto, na oração do Angelus de domingo, 28 de agosto, o Pontífice expressou sua proximidade espiritual aos habitantes atingidos pelo cisma e anunciou: “Assim que for possível também eu espero poder visitar-vos, para vos levar pessoalmente o conforto da fé, o abraço de pai e de irmão, o amparo da esperança cristã”.

Domingo (02/10) à noite, retornando do Azerbaijão, Francisco reafirmou a intenção de visitar a região, mas não mencionou a data. “Irei sozinho, como sacerdote, como bispo, como Papa, mas sozinho. Quero estar próximo das pessoas”.

(CM)

(from Vatican Radio)

"Verdadeira missão não é proselitismo, mas atração a Cristo"

Cidade do Vaticano (RV) – No último fim de semana, o Papa realizou uma viagem apostólica à Geórgia e Azerbaijão, dois países do extremo leste europeu. E nesta quarta-feira (05/10), dedicou o seu encontro público com os fiéis, na Praça São Pedro, a uma recordação desta experiência. Dezenas de milhares de pessoas acompanharam o relato do Pontífice.

Visita completa missão ao Cáucaso, depois da Armênia

A missão na Geórgia teve caráter ecumênico, pois sua população é majoritariamente ortodoxa, e foi intitulada “Pax vobis”. No Azerbaijão, república de religião islâmica, o lema foi  “Somos todos irmãos”.

Na audiência, Francisco começou explicando que os dois países têm raízes históricas, culturais e religiosas muito antigas, mas ambos, celebrando 25 anos de independência do regime soviético, estão vivendo uma fase nova, desafiadora e repleta de dificuldades.

Igreja chamada a estar presente

“A Igreja Católica atua nos campos da caridade e da promoção humana, sempre em comunhão com as comunidades cristãs e em diálogo com outras comunidades religiosas, na certeza que Deus é Pai de todos e nós somos irmãos e irmãs”.

Dissertando sobre a etapa na Geórgia, o Papa recordou o encontro com o ‘venerado’ Patriarca Elias II, definindo-o ‘comovente’, e a oração na Catedral com os assírios-caldeus pela Síria, no Iraque e no Oriente Médio.  Outro momento de destaque foi a missa com os católicos do país, celebrada na memória de Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira das missões:

Verdadeira missão não é proselitista

“Ela nos recorda que a verdadeira missão não é proselitismo, mas atração a Cristo a partir da forte união com Ele na oração, na adoração e na caridade concreta, como o fazem os religiosos e religiosas encontrados em Tblisi, na Geórgia, e em Baku, no Azerbaijão. Também as famílias cristãs são preciosas no acolhimento, discernimento e integração da comunidade!”, disse Francisco.

700 católicos no Azerbaijão

No país de maioria muçulmana, os católicos são poucas centenas, mas têm boas relações com todos, afirmou, lembrando dois eventos: a Eucaristia e o encontro inter-religioso.

“Dirigindo-me às autoridades azeris, fiz votos que as questões abertas possam encontrar boas soluções e todas as populações caucásicas vivam na paz e no respeito recíproco. Que Deus abençoe a Armênia, Geórgia e Azerbaijão, e acompanhe o caminho de seu povo santo peregrino naqueles países”.

Antes de conceder a bênção final aos participantes da audiência e a todos em sintonia por rádio e TV, o Papa saudou os diversos grupos presentes, entre os quais os poloneses ex-prisioneiros do campo de concentração de Auschwitz.

(CM)

(from Vatican Radio)

Audiência: Papa recordou a sua viagem à Geórgia e Azerbaijão

Quarta-feira, 5 de outubro: na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco recordou a sua recente viagem apostólica à região do Cáucaso visitando a Geórgia e o Azerbaijão.

Na sua catequese o Santo Padre afirmou que esta sua viagem deu continuidade à viagem à Arménia, do passado mês de junho, e foi uma oportunidade de visitar e confirmar os católicos presentes na região do Cáucaso, e de encorajar esses países no seu caminho para a paz e a fraternidade.

Tanto a Geórgia como o Azerbaijão possuem raízes históricas, culturais e religiosas muito antigas – recordou Francisco – mas enfrentam os desafios próprios de nações que reencontraram a independência há apenas 25 anos.

Neste contexto, a “Igreja católica é chamada a fazer-se presente como sinal de caridade e promoção humana, sempre em diálogo com as demais comunidades cristãs”, como é caso dos Ortodoxos na Geórgia, ou com outras religiões, como os mulçumanos do Azerbaijão – referiu o Papa.

A Eucaristia celebrada na Geórgia – disse o Santo Padre – “coincidiu com a memória de Santa Teresinha, padroeira das missões, dando-me a ocasião de recordar que a missão não se faz com proselitismo, mas atraindo as pessoas a Cristo, partindo de uma forte união com Ele, através da oração, adoração e caridade concreta” – afirmou.

Na capital do Azerbaijão – observou ainda Francisco – “celebrei a Eucaristia com a pequena comunidade católica daquele País, salientando que a comunhão com Cristo não impede mas, ao contrário, impulsiona a procurar o diálogo com todos os que creem em Deus, a fim de construir-se um mundo mais justo e fraterno”.

“Que Deus abençoe a Arménia, a Geórgia e o Azerbaijão e acompanhe o caminho do Seu Povo santo peregrino naqueles países” – declarou o Papa no final da sua catequese.

Nas saudações o Santo Padre dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa presentes na praça, principalmente, os fiéis de Angola, Brasil e Portugal:

“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, particularmente aos fiéis de Angola, Brasil e Portugal. Queridos amigos, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! Peçamos ao Espírito Santo, artífice da unidade da Igreja e entre os homens, que nos ajude a buscar sempre o diálogo com as pessoas de boa vontade, para que possamos construir um mundo de paz e solidariedade. Que Deus vos abençoe a vós e aos vossos entes queridos!”

O Papa Francisco a todos deu a sua benção!

(RS)

(from Vatican Radio)