domingo, 20 de setembro de 2015

Papa apela à paz na Colômbia

Papa apela à paz na Colômbia

Havana, 20 set 2015 (Ecclesia) – O Papa apelou hoje à paz e ao diálogo na Colômbia, manifestando o seu apoio às negociações entre Governo e guerrilha que têm contado com a mediação da Igreja Católica.

“Neste momento, sinto-me no dever de dirigir o meu pensamento para a amada terra da Colômbia, consciente da importância crucial do momento presente, em que os seus filhos, com renovado esforço e movidos pela esperança, procuram construir uma sociedade em paz”, disse, no final da Missa a que presidiu na Praça da Revolução, em Havana, capital de Cuba.

“Por favor, ajudemo-nos! Não temos o direito de permitir-nos mais um fracasso neste caminho de paz e reconciliação”, pediu ainda.

Em agosto, as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) pediram um encontro oficial com o Papa Francisco; o grupo tinha-se reunido com membros do episcopado colombiano, na capital cubana.

O Vaticano rejeitou a realização deste encontro, mas Francisco quis colocar o tema na agenda da sua viagem a Cuba, pedindo que “o sangue derramado por milhares de inocentes, durante tantas décadas de conflito armado, unido ao sangue do Senhor Jesus Cristo na Cruz, sustente todos os esforços que se estão a fazer, inclusivamente nesta bela Ilha, para uma reconciliação definitiva” na Colômbia.

“E assim a longa noite de dor e violência, com a vontade de todos os colombianos, se possa transformar num dia sem ocaso de concórdia, justiça, fraternidade e amor, no respeito das instituições e do direito nacional e internacional, para que a paz seja duradoura”, acrescentou.

O Papa agradeceu ao presidente cubano, Raúl Castro, “por todo o trabalho que faz nesta reconciliação”.

Após a recitação da oração do ângelus, o Papa convidou os milhares de participantes na celebração a rezar “pelos que perderam a esperança, não encontrando motivo para continuar a lutar e pelos que sofrem a injustiça, o abandono e a solidão”.

“Peçamos pelos idosos, os doentes, as crianças e os jovens, por todas as famílias em dificuldade para que Maria enxugue as suas lágrimas, os console com o seu amor de Mãe, lhes devolva a esperança e a alegria”, continuou.

Francisco recordou a importância, na vida dos cristãos, de estar “junto da cruz do irmão que sofre”, de “cada irmão que tem fome ou sede, que está nu, preso ou doente”.

Antes, o Papa foi saudado pelo cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, que lhe agradeceu pela sua intervenção no restabelecimento de relações diplomáticas entre Cuba e os EUA, um gesto que promove ainda a “reconciliação” entre todo os cubanos, dentro e fora da ilha.

No final da celebração, Francisco cumprimentou Raúl Castro e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que se deslocou a Cuba, antes de regressar à Nunciatura Apostólica.

O Papa volta a sair pelas 16h00 locais (21h00 em Lisboa), para uma visita de cortesia ao presidente cubano e ao Conselho dos Ministros da República, no Palácio da Revolução em Havana.

Papa em Cuba: O mundo precisa de reconciliação Discurso do Santo Padre Francisco na cerimônia de boas vindas neste sábado

Papa em Cuba: O mundo precisa de reconciliação
Discurso do Santo Padre Francisco na cerimônia de boas vindas neste sábado

Muito obrigado, Senhor Presidente, pela sua recepção e pelas suas amáveis palavras de boas-vindas, em nome do Governo e de todo o povo cubano. A minha saudação estende-se também às autoridades e aos membros do Corpo Diplomático que tiveram a amabilidade de participar neste acto.

Agradeço pela sua fraterna recepção ao Cardeal Jaime Ortega y Alamino, Arcebispo de Havana, a D. Dionisio Guillermo García Ibáñez, Arcebispo de Santiago de Cuba e Presidente da Conferência Episcopal, aos outros bispos e a todo o povo cubano.

Obrigado a todos os que se prodigaram na preparação desta visita pastoral. E queria pedir-lhe, Senhor Presidente, para transmitir os meus sentimentos de especial consideração e respeito ao seu irmão Fidel. Além disso gostaria que a minha saudação chegasse de forma especial a todas aquelas pessoas que, por diferentes motivos, não poderei encontrar e a todos os cubanos espalhados pelo mundo.

Como o Senhor Presidente sublinhou, neste ano de 2015, celebra-se o octogésimo aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas ininterruptas entre a República de Cuba e a Santa Sé. A Providência permitiu-me chegar hoje a esta amada nação, seguindo os passos indeléveis do caminho aberto pelas memoráveis viagens apostólicas feitas a esta Ilha pelos meus dois predecessores, São João Paulo II e Bento XVI. Sei que a sua lembrança desperta gratidão e afecto no povo e nas autoridades de Cuba. Hoje renovamos estes laços de cooperação e amizade, para que a Igreja continue a acompanhar e encorajar o povo cubano nas suas esperanças, nas suas preocupações, com liberdade e todos os meios necessários para levar o anúncio do Reino até às periferias existenciais da sociedade.

Além disso, esta viagem apostólica coincide com o I centenário da declaração da Virgem da Caridade do Cobre como Padroeira de Cuba, por Bento XV. Foram os veteranos da Guerra da Independência que, movidos por sentimentos de fé e patriotismo, pediram que a Virgem mambisa [cubana] fosse a padroeira de Cuba enquanto nação livre e soberana. Desde então, Ela acompanhou a história do povo cubano, sustentando a esperança que preserva a dignidade das pessoas nas situações mais difíceis e defendendo a promoção de tudo o que dignifica o ser humano. A sua devoção crescente é um testemunho visível da presença da Virgem Maria na alma do povo cubano. Durante estes dias, terei oportunidade de ir ao Santuário do Cobre, como filho e como peregrino, rezar à nossa Mãe por todos os seus filhos cubanos e por esta amada nação, para que caminhe por sendas de justiça, paz, liberdade e reconciliação.

Geograficamente, Cuba é um arquipélago que abre para todas as rotas, possuindo um valor extraordinário de «chave» entre norte e sul, entre leste e oeste. A sua vocação natural é ser ponto de encontro para que todos os povos se reúnam na amizade, como sonhou José Martí, «mais além da língua dos istmos e da barreira dos mares» («A Conferência Monetária das Repúblicas da América», em Obras escogidas II, Havana 1992, 505). Este mesmo desejo, exprimiu-o São João Paulo II com o seu ardente apelo para que «Cuba, com todas as suas magníficas possibilidades, se abra ao mundo e o mundo se abra a Cuba» (Discurso na cerimónia de acolhimento, 21/1/1998, 5).

Desde há vários meses, temos sido testemunhas dum acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, após anos de afastamento. É um processo, é um sinal da vitória da cultura do encontro, do diálogo, do «sistema da valorização universal (…) sobre o sistema, morto para sempre, de dinastia e de grupos», dizia José Martí (obra citada). Encorajo os responsáveis políticos a prosseguir por este caminho e a desenvolver todas as suas potencialidades, como prova do alto serviço que são chamados a prestar em favor da paz e do bem-estar dos seus povos e de toda a América, e como exemplo de reconciliação para o mundo inteiro.O mundo precisa de reconciliação, nesta atmosfera de III Guerra Mundial por etapas que estamos a viver.

Coloco estes dias sob a intercessão da Virgem da Caridade do Cobre, dos Beatos Olallo Valdés e José Lopéz Pieteira e do Venerável Félix Varela, grande propagador do amor entre os cubanos e entre todos os homens, para que aumentem os nossos laços de paz, solidariedade e respeito mútuo.

Mais uma vez, muito obrigado, Senhor Presidente!


 Servizio Internet Vaticano

Não servimos a ideias, mas a pessoas Homilia do Papa na santa Missa na Praça da Revolução em Havana

Não servimos a ideias, mas a pessoas
Homilia do Papa na santa Missa na Praça da Revolução em Havana

O Evangelho apresenta-nos Jesus fazendo aos seus discípulos uma pergunta aparentemente indiscreta: «Que discutíeis pelo caminho?» (Mc 9, 33). Uma pergunta que Ele nos pode fazer também hoje: De que é que falais diariamente? Quais são as vossas aspirações? Eles «ficaram em silêncio – diz o Evangelho – porque, no caminho, tinham discutido uns com os outros sobre qual deles era o maior». Os discípulos tinham vergonha de dizer a Jesus aquilo de que estavam a falar. Nos discípulos de ontem, como em nós hoje, pode-se encontrar a mesma discussão: Quem é o mais importante?

Jesus não insiste com a pergunta, não os obriga a dizer-Lhe o assunto de que falavam pelo caminho; e todavia a pergunta permanece, não só na mente, mas também no coração dos discípulos.

Quem é o mais importante? Uma pergunta que nos acompanhará toda a vida e à qual somos chamados a responder nas diferentes fases da existência. Não podemos fugir a esta pergunta; está gravada no coração. Mais do que uma vez ouvi, em reuniões de família, perguntar aos filhos: De quem gostas mais, do pai ou da mãe? É como se vos perguntassem: Quem é mais importante para vós? Será que esta pergunta é simplesmente um jogo de crianças? A história da humanidade está marcada pelo modo como se respondeu a esta pergunta.

Jesus não teme as perguntas dos homens; não tem medo da humanidade, nem das várias questões que a mesma coloca. Pelo contrário, Ele conhece os «recônditos» do coração humano e, como bom pedagogo, está sempre disposto a acompanhar-nos. Fiel ao seu estilo, assume os nossos interrogativos, aspirações, conferindo-lhes um novo horizonte. Fiel ao seu estilo, consegue dar uma resposta capaz de propor novos desafios, descartando «as respostas esperadas» ou aquilo que aparentemente já estava estabelecido. Fiel ao seu estilo, Jesus sempre propõe a lógica do amor; uma lógica capaz de ser vivida por todos, porque é para todos.

Longe de qualquer tipo de elitismo, Jesus não propõe um horizonte para poucos privilegiados, capazes de chegar ao «conhecimento desejado» ou a altos níveis de espiritualidade. O horizonte de Jesus é sempre uma proposta para a vida diária, mesmo aqui na «nossa ilha»; uma proposta que faz com que o dia a dia tenha sempre o sabor da eternidade.

Quem é o mais importante? Jesus é simples na sua resposta: «Se alguém quiser ser o primeiro, há de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Quem quiser ser grande, sirva os outros e não se sirva dos outros.

Aqui temos o grande paradoxo de Jesus. Os discípulos discutiam sobre quem deveria ocupar o lugar mais importante, quem seria selecionado como o privilegiado, quem seria isento da lei comum, da norma geral, para se pôr em evidência com um desejo de superioridade sobre os demais. Quem subiria mais rapidamente, ocupando os cargos que dariam certas vantagens.

Jesus transtorna a sua lógica, dizendo-lhes simplesmente que a vida autêntica se vive no compromisso concreto com o próximo.

O convite ao serviço apresenta uma peculiaridade a que devemos estar atentos. Servir significa, em grande parte, cuidar da fragilidade. Cuidar dos frágeis das nossas famílias, da nossa sociedade, do nosso povo. São os rostos sofredores, indefesos e angustiados que Jesus nos propõe olhar e convida concretamente a amar. Amor que se concretiza em ações e decisões. Amor que se manifesta nas diferentes tarefas que somos chamados, como cidadãos, a realizar. As pessoas de carne e osso, com a sua vida, a sua história e especialmente com a sua fragilidade, são aquelas que Jesus nos convida a defender, assistir, servir. Porque ser cristão comporta servir a dignidade dos irmãos, lutar pela dignidade dos irmãos e viver para a dignificação dos irmãos. Por isso, à vista concreta dos mais frágeis, o cristão é sempre convidado a pôr de lado as suas exigências, expectativas, desejos de onipotência.

Há um «serviço» que serve; mas devemos guardar-nos do outro serviço, da tentação do «serviço» que «se» serve. Há uma forma de exercer o serviço cujo interesse é beneficiar os «meus», em nome do «nosso». Este serviço deixa sempre os «teus» de fora, gerando uma dinâmica de exclusão.

Todos estamos chamados, por vocação cristã, ao serviço que serve e a ajudar-nos mutuamente a não cair nas tentações do «serviço que que se serve». Todos somos convidados, encorajados por Jesus a cuidar uns dos outros por amor. E isto sem olhar em redor, para ver o que o vizinho faz ou deixou de fazer. Jesus diz: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Não diz: Se o teu vizinho quiser ser o primeiro, que sirva. Devemos evitar os juízos temerários e animar-nos a crer no olhar transformador a que Jesus nos convida.

Este cuidar por amor não se reduz a uma atitude de servilismo; simplesmente põe, no centro do caso, o irmão: o serviço fixa sempre o rosto do irmão, toca a sua carne, sente a sua proximidade e, em alguns casos, até «padece» com ela e procura a sua promoção. Por isso, o serviço nunca é ideológico, dado que não servimos a ideias, mas a pessoas.

O santo povo fiel de Deus, que caminha em Cuba, é um povo que ama a festa, a amizade, as coisas belas. É um povo que caminha, que canta e louva. É um povo que, apesar das feridas que tem como qualquer povo, sabe abrir os braços, caminhar com esperança, porque se sente chamado para a grandeza. Hoje convido-vos a cuidar desta vocação, a cuidar destes dons que Deus vos deu, mas sobretudo quero convidar-vos a cuidar e servir, de modo especial, a fragilidade dos vossos irmãos. Não os transcureis por causa de projetos que podem parecer sedutores, mas desinteressam-se do rosto de quem está ao teu lado. Nós conhecemos, somos testemunhas da «força imparável» da ressurreição, que «produz por toda a parte, gerando rebentos de um mundo novo» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 276.278).

Não nos esqueçamos da Boa Notícia de hoje: a importância dum povo, duma nação, a importância duma pessoa sempre se baseia no modo como serve a fragilidade dos seus irmãos. Nisto, encontramos um dos frutos da verdadeira humanidade.

«Quem não vive para servir, não serve para viver».

Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia, desperta paixão, alegria e missão

Encontro Mundial das Famílias, na Filadélfia, desperta paixão, alegria e missão

O Encontro Mundial das Famílias 2015 será, neste ano, na Filadélfia, entre a terça-feira 22 e sexta-feira, 25 de setembro. Em toda a cidade haverá diversos eventos. O centro de exposições e atividades será o Pennsylvania Convention Center (foto), gigantesco complexo que ocupa quatro quarteirões no centro da cidade, localizado na 1101 Arch Street. O encontro é dividido em dois congressos: o de adultos e o de jovens.

Este encontro acontece a cada três anos, é patrocinado pelo Pontifício Conselho para as Famílias e é a maior reunião católica de famílias do mundo. O primeiro aconteceu em 1994 em Roma e concebido por João Paulo II. Os outros foram: 1997, no Rio de Janeiro, 2000 em Roma, 2003 em Manila, 2006 em Valência, 2009 na Cidade do México e 2012 em Milão.

Congresso dos Adultos no Pennsylvania Convention Center

O Congressos dos Adultos, no Encontro Mundial das Famílias, começará na terça-feira, 22 de setembro às 13h com a cerimônia inaugural no Grand Hall. Às 14h haverá as primeiras palestras nas salas D e E e o dia se encerrará com a Missa às 16h30. Nos demais dias, quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira, a Missas será celebrada às 8h30 da manhã, sempre nas salas D e E. Todos os dias serão oferecidas palestras seguidas de diálogo em grupo pela manhã e pela tarde.

Além das apresentações no Encontro também haverá várias atividades periféricas em toda a cidade da Filadélfia, como o Festival de Cinema, que acontecerá na The Kimmel Center for Performing Arts, a apresentação do Vaticano de arte, história, cultura e religião, com a presença de extraordinárias obras de Michelangelo, Bernini, Giotto e Guercino e objetos do primeiro século, no Franklin Institute, e outros.

O tema central do encontro é: O amor é a nossa missão. Família cheia de vida: O Pe. Marcelo Aravena, da comunidade dos Padres de Schoenstatt, diz que “a ideia principal que queremos transmitir através desta jornada, é que tudo provém, é gerado, no amor de Deus. Ser receptivos desse amor, é a chave principal. E a consequência é leva-lo aos demais, compartilhá-lo na família, dar a vida para forjar uma família santa, alegre, comprometida. E isso nos motivará a levar o amor de Deus, de forma generosa, ao mundo, aos necessitados, chegado às periferias, aos que estão mais distantes. Desta forma a família terá plenitude de vida”.

Os palestrantes principais são Lisa Popcak, o Pe. Robert Barron, o diácono Harold Burke-Silvers, a professora Helen Alvaré, o dr. Greg Popcak, o Dr. Scott Hahn e o arcebispo de Manila, Cardeal Luis Antonio Tagle. As apresentações serão em várias línguas, incluindo o Inglês, francês, espanhol, italiano e vietnamita, e as principais conferências serão interpretadas em vários idiomas. O objetivo principal destas palestras dinâmicas é o fortalecer os vínculos familiares e o aprofundar os laços com Deus. Algumas das temáticas concretas serão: Um corpo: Matrimônio como modelo da Igreja, e a Igreja como modelo do matrimônio; Liberdade religiosa e a família, A Sagrada Família e a santidade da Família, A vocação, Criando uma cultura de matrimônio florescente, Amor na Aliança e a Encarnação, etc.

No centro de convenções, haverá inúmeros expositores, que apresentarão através de cartazes, vídeos, livros, panfletos e pessoalmente, qual é a contribuição que a comunidade concreta realiza para fortalecer os vínculos familiares.

Congresso da Juventude no Pennsylvania Convention Center

O Congresso da Juventude acontecerá na mesma data que o de adultos e no mesmo complexo. Está designado para jovens dentre 6 e 17, que estejam inscritos e que participem com as suas famílias. Trata-se de um programa interativo, no qual se desenvolverão as capacidades criativas, de brincadeira, de escuta, de serviço e de fazer própria a missão de amar, que dá vida plena às famílias, como reza o lema geral do Encontro.

O programa escrito do Congresso da Juventude contém 40 páginas, nas quais apresenta uma variedade sem fim de atividades divertidas com o objetivo de aprofundar e ajudar a efetivar o lema do Encontro das Famílias, ou seja, ser conscientes de que o amor é uma missão essencial, vive-lo, transmiti-lo, e que a família é feliz quando realiza a sua missão, quando compartilha esse amor enchendo-se de vida.

Vários músicos estarão lá. Constantemente haverá shows, apresentações, cantos, palestras, interação, oração e atividades para todas as idades. É possível ouvir a canção do Congresso de jovens aqui, intitulada Love is What We Need (O que precisamos é de amor). O autor e cantor é Steve Angrisano.

Após o Encontro das Famílias, haverá duas atividades com participação da multidão, ambas no Benjamim Parkway Parkway, perto do Philadelphia Art Museum. A primeira será no sábado 26, às 19h30. Trata-se do Festival das Famílias, do qual o Papa Francisco participará parcialmente. A segunda, no domingo, 27, às 16h, é a Missa de encerramento, que será celebrada pelo Pontífice, e na qual se espera a participação de um milhão e meio a dois milhões de fieis.

Proximamente publicaremos a agenda do Papa Francisco na Filadélfia, cidade que visitará no próximo sábado, 26, com uma agenda apertadíssima, assim como em Washington e Nova York.

Por Zenit

12 ensinamentos do Papa Francisco sobre Nossa Senhora

12 ensinamentos do Papa Francisco sobre Nossa Senhora

Nosso caminho de fé está unido de maneira indissolúvel a Maria, desde o momento em que Jesus, morrendo na cruz, entregou-a a nós como Mãe.

O Papa Francisco, em cada uma de suas homilias sobre Nossa Senhora, nos garante que Maria vela por todos e cada um de nós, como mãe e com uma grande ternura, misericórdia e amor, e sempre nos incentiva a sentir seu olhar amável.

Apresentamos, a seguir, alguns dos ensinamentos do Papa Francisco sobre Maria:

1. Um cristão sem Maria está órfão. Também um cristão sem a Igreja é um órfão. Um cristão precisa destas duas mulheres, duas mulheres mães, duas mulheres virgens: a Igreja e a Mãe de Deus.

2. Maria faz precisamente isso conosco: nos ajuda a crescer humanamente e na fé, a ser fortes e a não ceder à tentação de ser homens e cristãos de uma maneira superficial, mas a viver com responsabilidade, a tender cada vez mais ao alto.

3. Ela é uma mãe que ajuda os filhos a crescerem, e quer que cresçam bem. Por isso, educa-os a não ceder à preguiça (que também deriva de certo bem-estar), a não conformar-se com uma vida cômoda que se contenta somente com ter algumas coisas.

4. Maria nos dá saúde. Ela é a nossa saúde.

5. É a mãe que cuida dos seus filhos para que cresçam mais e mais, cresçam fortes, capazes de assumir responsabilidades, de assumir compromissos na vida, de tender a grandes ideais.

6. Maria é mãe, e uma mãe se preocupa sobretudo com a saúde dos seus filhos. A Virgem protege a nossa saúde. O que isso quer dizer? Penso sobretudo em três aspectos: Ela nos ajuda a crescer, a enfrentar a vida, a ser livres.

7. A Virgem Maria educa seus filhos no realismo e na fortaleza diante dos obstáculos, que são inerentes à própria vida, e que Ela mesma padeceu ao participar dos sofrimentos do seu Filho.

8. Ela é uma mãe que nem sempre leva seus filhos pelo caminho mais “seguro”, porque dessa maneira eles não podem crescer. Mas tampouco somente pelo caminho arriscado, porque é perigoso. Uma mãe sabe equilibrar estas coisas. Uma vida sem desafios não existe, e uma pessoa que não sabe enfrentá-los arriscando-se não tem coluna vertebral!

9. Maria luta conosco, sustenta os cristãos no combate contra as forças do mal.

10. Maria é a mãe que, com paciência e ternura, nos leva a Deus, para que Ele desate os nós da nossa alma.

11. Maria é a mamãe boa, e uma mamãe boa não somente acompanha os filhos no crescimento sem evitar os problemas, os desafios da vida; uma mamãe boa ajuda também a tomar decisões definitivas com liberdade.

12. Toda a existência de Maria é um hino à vida, um hino de amor à vida: Ela gerou Jesus na carne e acompanhou o nascimento da Igreja no Calvário e no Cenáculo.

Oração

Maria,
faze-nos sentir teu olhar de Mãe,
guia-nos até o teu Filho,
faze que não sejamos cristãos de vitrine,
mas cristãos que sabem construir,
com teu filho Jesus,
o seu reino de amor,
de alegria e de paz.
Amém.

Por Pildorasdefe.net via Aleteia

Francisco chega a Havana, na terceira visita de um pontífice a Cuba

Francisco chega a Havana, na terceira visita de um pontífice a Cuba
Em seu voo de 12 horas de Roma para Havana, o papa disse aos jornalistas que "o mundo tem sede de paz"

O papa Francisco chegou neste sábado à tarde à Havana iniciando sua histórica visita a Cuba e Estados Unidos, depois de ter tido um papel-chave na reconciliação entre os velhos rivais da Guerra Fria.

O avião do pontífice pousou às 15h50 do horário local (19h50 GMT) no aeroporto José Martí, onde o presidente Raúl Castro o aguardava com bispos cubanos, incluindo o arcebispo de Havana, o cardeal Jaime Ortega, a quem cumprimentou com abraços afetuosos.

Depois disso, crianças cubanas lhe entregaram um buquê de flores e o papa conversou rapidamente com elas, enquanto centenas de cubanos acenavam do terraço do aeroporto.

“Cristo vive, Cristo vive”, gritava a multidão.

A banda presente tocou “La Bayamesa”, o hino nacional de Cuba, enquanto se disparava uma salva de palmas em homenagem a Francisco, o terceiro papa a visitar a ilha.

“Santidade (…), nos sentimos muito honrados com sua visita”, disse Raúl Castro em seu discurso de boas-vindas, em uma cerimônia em que estavam presentes vários membros da cúpula do governo cubano.

O pontífice convocou os governantes de Estados Unidos e Cuba a avançarem no processo de normalização das relações diplomáticas, restabelecidas no dia 20 de julho, depois de uma reaproximação iniciada em 2014 graças à sua mediação.

“Há vários meses, estamos sendo testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, depois de anos de distanciamento. Animo aos responsáveis políticos a continuar avançando por esse caminho”, declarou o papa diante do presidente Raúl Castro e dos bispos cubanos.

O papa Francisco também pediu os meios necessários para que a Igreja Católica exerça o seu trabalho “com liberdade” na ilha, e enviou uma saudação ao pai da revolução cubana, Fidel Castro.

“Hoje renovamos esses laços de cooperação e amizade (com o governo comunista cubano) para que a Igreja continue acompanhando o povo cubano em suas esperanças e preocupações, com liberdade e todos os meios necessários para levar o anúncio do Reino (de Deus) às periferias existenciais da sociedade”, disse o papa ao presidente Raúl Castro e aos bispos cubanos em sua chegada em Havana.

Em seu voo de 12 horas de Roma para Havana, o papa disse aos jornalistas que “o mundo tem sede de paz” e pediu que “cada um construa pequenas pontes para edificar a grande ponte da paz”.

O papa começou uma viagem de oito dias, a mais longa de seu pontificado, com uma visita de três dias a Cuba, onde encontrará o povo cubano e se reunirá com os dirigentes do país.

Na terça-feira, o papa segue para os Estados Unidos.

(Com AFP)

Papa chega a Cuba e pede meios para Igreja exercer seu trabalho

Papa chega a Cuba e pede meios para Igreja exercer seu trabalho

O papa Francisco pediu neste sábado os meios necessários para que a Igreja Católica exerça o seu trabalho “com liberdade” em Cuba, ao iniciar uma visita à ilha depois de ter conseguido uma distensão com os Estados Unidos, o seu segundo destino nessa viagem.

“Hoje renovamos esses laços de cooperação e amizade (com o governo comunista cubano) para que a Igreja continue acompanhando o povo cubano em suas esperanças e preocupações, com liberdade e todos os meios necessários para levar o anúncio do Reino (de Deus) às periferias existenciais da sociedade”, disse Francisco diante do presidente Raúl Castro e do arcebispo de Havana, cardeal Jaime Ortega, na sua chegada em Havana.

A visita de Francisco é a terceira realizada por um pontífice a Cuba, depois das feitas por João Paulo II em 1998 e por Bento XVI em 2012. Esta viagem de oito dias é a mais longa de seu pontificado.

Em sua chegada a Havana, o papa argentino foi recebido pelo presidente Raúl Castro e pelo cardeal Jaime Ortega.

Em suas primeiras palavras, Francisco envio a Fidel Castro, líder da revolução cubana, seus “sentimentos de especial consideração e respeito”.

O papa poderá reunir-se com Fidel Castro em Havana, possivelmente no domingo, um encontro emblemático entre duas figuras latino-americanas de grande projeção.

Após a cerimônia de boas-vindas, Francisco entrou no ‘papamóvel’ e partiu em direção à Nunciatura Apostólica, situada no bairro diplomático de Miramar, recebendo acenos dos milhares de cubanos que encheram as ruas ao longo do trajeto.

Na terça-feira à tarde, Francisco deixará Cuba e viajará para Washington, onde tem dois eventos importantes, um no Congresso e outro na Casa Branca.

Depois visitará a sede da ONU em Nova York e terminará a viagem com um encontro mundial das famílias na Filadélfia.

O papa, de 78 anos, tem uma agenda intensa prevista, com 26 discursos, 8 em Cuba e 18 nos Estados Unidos.

Primeira vez em Cuba

Francisco, o primeiro papa nascido na América Latina, vai visitar pela primeira vez na vida a ilha de Cuba.

Esta é a 10ª viagem ao exterior do pontificado de Francisco, que começou em março de 2013.

A chegada de Francisco provocou entusiasmo nos cubanos, que reconhecem a importância de intervenção para a reconciliação entre Estados Unidos e Cuba após meio século de rivalidade.

Neste sábado em Havana, o pontífice convocou os governantes de Estados Unidos e Cuba a avançarem no processo de normalização das relações diplomáticas, restabelecidas no dia 20 de julho, depois de uma reaproximação iniciada em 2014 graças à sua mediação.

“Há vários meses, estamos sendo testemunhas de um acontecimento que nos enche de esperança: o processo de normalização das relações entre dois povos, depois de anos de distanciamento. Animo aos responsáveis políticos a continuar avançando por esse caminho”, declarou.

Na ilha caribenha, o pontífice rezará duas missas campais, em Havana e em Holguín, e uma terceira no Santuário da Virgem da Caridade do Cobre, em Santiago de Cuba.

O papa dos pobres, defensor da natureza, que denuncia a avidez das multinacionais, chegou a uma Cuba maquiada e enfeitada para sua visita.

Em Holguín, fundada pelos espanhóis no século XVI, ele benzerá a cidade da “Loma de la Cruz”, um ponto de onde se vê toda o município.

Em Santiago, ele se reunirá com os bispos e rezará pelo futuro de Cuba diante da venerada Nossa Senhora da Caridade, em um país onde o catolicismo convive com a cultura afro-cubana.

Embora não tenha uma visita programada aos presídios, o papa obteve do governo cubano o indulto para 3.522 presos.

Antes da visita, em uma entrevista da televisão do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e número dois do Vaticano, reconheceu que espera que junto à liberalização econômica e à suspensão do embargo imposto pelos Estados Unidos a Cuba desde 1962, chegue também “uma abertura em termos de direitos humanos”.

Algumas vozes críticas reclamaram da reconciliação entre a Igreja e o regime Castro, que deixou os dissidentes sem ninguém que os ouça. Até agora, o papa não tem qualquer encontro programado com eles.

(Com AFP)