quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Terra Santa: Pizzaballa, existem sinais de morte física e ética em todo lugar

Jerusalém (RV) - “Existem sinais de morte em todo lugar e em todas as formas de violência das quais somos testemunhas. Não somente física, mas também ética. Conhecemos bem a violência que ceifa a vida nesta Terra, santa e difícil.”
Foi o que disse Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, durante a missa celebrada nesta quarta-feira (18/01), na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, com a Coordenação dos Bispos da Terra Santa. 
Segundo a Agência Sir, o arcebispo convidou a combater a cultura de morte, confiando-se à Ressurreição de Cristo. Dom Pizzaballa reiterou que do Santo Sepulcro “os cristãos devem aprender a testemunhar a vida que é mais forte que toda forma de morte”. 
“A experiência do mal e do sofrimento é algo que permanece na vida, mas não têm mais a força de nos prender. Permaneçamos na esperança e voltemos para casa com humildade porque não existe desafio maior que caminhar na luz do Ressuscitado”, disse o prelado aos bispos. 
No final da missa, o moderador da Coordenação, Dom Declan Lang, agradeceu ao Administrador Apostólico do Patriarcado Latino de Jerusalém e reiterou o compromisso de todos os bispos de trabalhar, em suas respectivas nações, pela Terra Santa e pelas pedras vivas que habitam ali.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Papa doa motorhome para crianças e idosos das periferias de Roma

Cidade do Vaticano (RV) – Antes da Audiência Geral desta quarta-feira (18), no pátio aos fundos da Aula Paulo VI no Vaticano, o Papa Francisco abençoou dois motorhomes que irão beneficiar as crianças e os idosos das periferias de Roma. A iniciativa é promovida pelo Vicariato, pelo Hospital Pediátrico Bambino Gesù e pela Cooperativa Operadores Sanitários Associados (Osa), com colaboração da Universidade Católica Sacro Cuore.
As duas unidades móveis serão usadas em favor das comunidades para levar informação, prevenção e assistência. O veículo para os idosos, doado pelo Papa graças aos recursos do Óbolo de São Pedro, começará a funcionar já na próxima semana, em 28 de janeiro, na Paróquia de San Filippo Neri. Já a outra unidade, que Francisco contribuiu com uma parte, já está em pleno serviço: do ano passado até hoje o motorhome já atendeu 983 crianças. (AC/l’Osservatore Romano)

Papa: os cristãos sejam corajosos e não estacionados

Cidade do Vaticano (RV) -  Sejam cristãos corajosos, ancorados na esperança e capazes de suportar momentos difíceis. Esta é a forte exortação do Papa na Missa matutina na Casa Santa Marta nesta terça-feira, (17/01). Os cristãos preguiçosos, ao invés, são parados, destacou Francisco, e para eles a Igreja é um belo estacionamento.

O Papa desenvolve a sua homilia partindo da Leitura da Carta aos Hebreus. O zelo de que fala, a coragem de ir avante deve ser a nossa atitude diante da vida, como os que treinavam no estádio para vencer. Mas a Leitura fala também da preguiça, que é o contrário da coragem. “Viver na geladeira”, sintetizou o Papa, “para que tudo permaneça assim”:

“Os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de ir avante, os cristãos que não lutam para fazer as coisas mudarem, coisas novas, coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento. E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E como existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as garantias possíveis. Mas esses cristãos parados me fazem lembrar de uma coisa que nossos avós diziam quando éramos crianças: ‘Fique atento porque água parada, que não escorre, é a primeira a se corromper’”.
Ancorados na esperança
O que torna os cristãos corajosos é a esperança, enquanto “os cristãos preguiçosos” não têm esperança, estão “aposentados”, disse o Papa. É belo se aposentar depois de tantos anos de trabalho, mas – advertiu -, “passar toda a sua vida aposentado é ruim!”. Ao invés, a esperança é âncora à qual se agarrar para lutar inclusive nos momentos difíceis  :
“Esta é a mensagem de hoje: a esperança, aquela esperança que não desilude, que vai além. E diz: uma esperança que ‘é uma âncora segura e firme para a nossa vida’. A esperança é a âncora: nós a lançamos e ficamos agarrados na corda, mas ali, indo ali. Esta é a nossa esperança.  Não se deve pensar: ‘Sim, mas tem o céu, ah que belo, vou ficar aqui…’. Não. A esperança é lutar, agarrados na corda para chegar lá. Na luta de todos os dias, a esperança é uma virtude de horizontes, não de fechamentos! Talvez seja a virtude que menos se compreende, mas é a mais forte. A esperança: viver na esperança, viver de esperança, olhando sempre para frente com coragem. ‘Sim, padre –vocês podem me dizer -, mas existem momentos difíceis, o que devo fazer?’. Agarre-se à corda e suporte”.
Cristãos estacionados olham apenas a si mesmos, são egoístas
“A nenhum de nós a vida é presenteada”, observa Francisco, devemos ao invés ter a coragem de ir avante e aguentar. Cristãos corajosos, tantas vezes erram, mas “todos erram”, disse o Papa, “erra aquele que vai em frente”, enquanto “aquele que está parado parece não errar”. E quando “não se pode caminhar, porque tudo é escuro, tudo está fechado”, você tem que suportar, ter perseverança. Em conclusão, Francisco nos convida a nos perguntar se somos cristãos fechados ou de horizontes e se nos maus momentos somos capazes de suportar com a consciência de que a esperança não desilude: “porque eu sei - afirmou – que Deus não desilude”:
“Vamos nos fazer a pergunta: como sou eu? como é a minha vida de fé? é uma vida de horizontes, de esperança, de coragem, de ir para a frente ou uma vida morna que nem mesmo sabe suportar os maus momentos?
E que o Senhor nos dê a graça, como pedimos na Oração da coleta, para superar os nossos egoísmos, porque os cristãos estacionados, os cristãos parados, são egoístas. Olhando somente para si mesmos, não sabem levantar a cabeça para olhar para Ele. Que o Senhor nos dê esta graça”.

Papa: "Comunhão, reconciliação e Unidade são possíveis"

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Cidade do Vaticano (RV) - Em sua saudação aos fiéis de língua alemã, o Papa Francisco lembrou esta quarta-feira (18/01) que se está iniciando (no Hemisfério Norte) a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
O Pontífice deu as boas-vindas à delegação do Itinerário Europeu Ecumênico e enalteceu sua visita a Roma, definindo-a “um importante sinal ecumênico que expressa a comunhão alcançada graças ao caminho do diálogo nas décadas passadas. O Evangelho de Cristo está no centro de nossa vida e une pessoas que falam línguas diferentes, moram em países diferentes e vivem a fé em comunidades diferentes”.
“Recordo com emoção a oração ecumênica em Lund, na Suécia, no dia 31 de outubro passado. No espírito daquela homenagem comum à Reforma, vemos mais  o que nos une do que o nos divide e continuamos juntos o caminho para aprofundar nossa comunhão e dar a ela uma forma cada vez mais visível”.
“Na Europa, esta comum fé em Cristo é como uma linha verde de esperança: pertencemos uns aos outros. Comunhão, reconciliação e unidade são possíveis. Como cristãos, temos a responsabilidade desta mensagem e devemos testemunhá-la com a nossa vida. Que Deus abençoe este desejo de união e vele por todas as pessoas que percorrem o caminho da unidade”.
No Brasil, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos se celebra entre Ascensão e Pentecostes.

"Diante da morte, a esperança da vida eterna", diz o Papa aos fiéis

Cidade do Vaticano (RV) – “Jonas, a esperança e a oração”: este foi o tema da catequese feita pelo Papa aos fiéis em seu encontro nesta quarta-feira (18/01), para a audiência geral.
Francisco se concentrou de modo mais concreto na nossa decisão de nos pormos em oração movidos pela esperança no perdão de Deus e mencionou a parábola do Profeta Jonas, em cuja vida esta relação ficou bem clara.
Jonas é um profeta ‘em saída’, ‘em fuga’, disse o Papa, um profeta que Deus enviou ‘à periferia’, em Nínive, para converter os moradores daquela grande cidade...  Mas o profeta não quis ir: Nínive fez demasiado mal ao seu povo, para Jonas conseguir desejar-lhe a salvação. Então o profeta toma uma nave, com o propósito de seguir na direção oposta de Nínive.
“Durante sua fuga, o profeta entra em contato com os pagãos, os marinheiros do navio, para se afastar de Deus e de sua missão. E é justamente o comportamento destes homens que nos faz hoje refletir sobre a esperança que, diante do perigo e da morte, se expressa em oração”.
Uma grande tempestade ameaça afundar a nave; sobre ela, desesperados, todos começam a rezar cada um ao seu próprio deus para que os salve. Todos não! Jonas dorme no porão. O comandante o acorda dizendo -lhe: “Invoca o teu Deus, a ver se por acaso se lembra de nós e nos livra da morte”.
Nestas palavras – explicou o Pontífice – transparece toda a esperança do ser humano na sua impotência face a um perigo mortal. É a esperança que se faz oração, uma súplica cheia de angústia que sobe dos lábios humanos em perigo iminente de morte.
O fato destas palavras saírem da boca de “pagãos”, como era o comandante da nave, só confirma como a necessidade de o fazer seja intuitiva e generalizada na alma humana. O pavor instintivo de morrer revela a necessidade de esperar no Deus da vida.
“Muitas vezes, facilmente, nós não nos dirigimos a Deus no momento da necessidade por considerarmos uma oração interesseira e imperfeita. Deus, no entanto, conhece as nossas fraquezas, sabe que nós nos recordamos Dele para pedir ajuda, e com o sorriso indulgente de um pai, responde positivamente”.

“Quando Jonas, reconhecendo as próprias responsabilidades, se joga no mar para salvar seus companheiros de travessia, a tempestade se calma. Aceitando sacrificar-se por eles, Jonas agora conduz os sobreviventes ao reconhecimento do verdadeiro Senhor”.
E a oração ditada pela esperança surtiu efeito, Deus realizou quanto esperavam e pediam: a nave foi salva, o profeta aprendeu a obedecer e Deus perdoou à cidade arrependida.
O Papa concluiu a reflexão afirmando que sob a misericórdia divina, e ainda mais, à luz do mistério pascal, a morte pode se tornar, como o foi para São Francisco de Assis, “nossa irmã morte” e representar, para cada homem e para cada um de nós, a surpreendente ocasião para conhecer a esperança e encontrar o Senhor.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Testemunhar Jesus “não em grandes discursos, mas pequenos gestos”, enfatiza D. Bruno

Chieti (RV) – Ser cristão significa, principalmente, testemunhar Jesus e não viver o cristianismo como se fosse “um torcedor de uma equipe”. Essa foi a essência da mensagem do Papa Francisco na visita à paróquia romana de Guidonia. “Ser” e não aparecer: assim Dom Bruno Forte, arcebispo italiano de Chieti-Vasto, “traduz” o convite do Papa.
Dom Bruno – A busca pela verdade e a negação à aparência. Acredito que esse seja um ponto fundamental do magistério do Papa Francisco. Ele aponta sempre ao coração, à verdade do coração, àquilo que somos perante Deus e que devemos procurar ser em relação aos outros. Tudo aquilo que é um simples aparecer, uma máscara, não tem nada de cristão. Acredito que isso seja profundamente conforme àquilo que nos pede Jesus no Evangelho, quando nos pede de agradar o Pai, que vê no segredo, e não de se preocupar em agradar os homens pela impressão que podemos dar, por aquela imagem de nós que queremos transmitir.
Durante a visita à paróquia romana, o Papa Francisco enalteceu que o testemunho cristão se faz com a palavra, com o coração e as mãos. Um testemunho feito por pequenos gestos.
Dom Bruno – O testemunho não é simplesmente alguma coisa pela qual basta falar ou simplesmente alguma coisa que se desenvolve no interior da pessoa, mas é conjugar inseparavelmente a palavra, o coração e as mãos em que esse coração traduz a sua vontade de se empenhar pelos outros, por Deus. Perante Deus, aquilo que realmente conta é a verdade daquilo que fazemos e que se expressa exatamente, não em grandes palavras, em grandes discursos ou em formas clamorosas, mas na gestualidade de um concreto ato de amor. Então, o chamado aos pequenos gestos é mais uma vez o chamado ao ser perante Deus, e não ao aparecer. (Debora Donnini/AC)

Santa Sé encoraja trabalho de membros e voluntários da Ordem de Malta

Cidade do Vaticano (RV) - Em relação aos eventos destas últimas semanas concernentes à Ordem Soberana Militar de Malta, a Santa Sé deseja reiterar seu apoio e encorajamento ao louvável trabalho que membros e voluntários realizam em várias partes do mundo, no cumprimento das finalidades da Ordem: a “tuitio fidei” (a defesa da fé) e o “Obsequium pauperum” (o serviço aos pobres, aos doentes e às pessoas mais vulneráveis): é o que afirma um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.
A Santa Sé, em apoio e incremento desta generosa missão, confirma sua confiança nos cinco componentes do Grupo constituído pelo Santo Padre em 21 de dezembro de 2016, nomeados com a finalidade de informá-lo sobre a crise da atual Direção central da Ordem, “e recusa, baseada na documentação em sua posse, toda e qualquer tentativa de depreciar suas figuras e a obra”, lê-se ainda.
Ademais, “a Santa Sé confia na plena colaboração de todos nesta fase tão delicada e espera o relatório do referido Grupo para adotar, naquilo que lhe compete, as decisões mais oportunas para o bem da Ordem Soberana Militar de Malta e da Igreja”, conclui o comunicado da Sala de Imprensa vaticana.