O arcebispo de Bangui, na República Centro-Africana, Dom Dieudonné Nzapalainga, com quem o Papa abriu a primeira Porta Santa do Jubileu, será neo-cardeal na conclusão deste Ano Santo da misericórdia, após o Consistório de 19 de novembro, anunciado este domingo (09/10) por Francisco durante o Angelus. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o futuro purpurado – primeiro deste país africano – detém-se sobre a importância que as periferias assumem também com essa sua nomeação:
Dom Dieudonné Nzapalainga:- “O Papa Francisco deu ênfase a uma Igreja de periferia, uma Igreja dos pobres, disse e fez isso não somente vindo à República Centro-Africana, uma Igreja pobre que vive numa situação difícil, de sofrimentos, tristezas; mas hoje, mais uma vez, ele chama um dos filhos pobres desta Igreja para estar perto de si. Só podemos agradecer ao Senhor e ao Santo Padre por esse gesto voltado para os pobres. Para mim é um chamado que recebo como um compromisso com determinação maior ainda a serviço dos pobres, a fim de que retornem à pacificação e à fraternidade e, mais do que nunca, possamos falar, entre homens, de justiça e de paz.”
RV: Sabemos que, infelizmente, a República Centro-Africana encontra-se há semanas em meio a situações de violências, sobretudo na capital Bangui. Há, porém, também algum pequeno sinal de esperança: parece ter havido, nestes últimos dias, num bairro muçulmano, uma caminhada pela paz. A púrpura cardinalícia ajudará o senhor a dar maior força a seus apelos em favor da paz e da reconciliação?
Dom Dieudonné Nzapalainga:- “É o que espero. Posso dizer, porém, que não esperei a púrpura para continuar essa missão. Agora, neste momento em que estou falando com você, encontro-me no Km 5, o bairro muçulmano. Estou indo encontrar meus irmãos e irmãs para dizer-lhes que devemos reencontrar-nos, trabalhar pelo retorno da paz, da justiça e da reconciliação, e isso requer que aceitemos enterrar nossas armas de guerra e lutar contra os extremismos de uma parte e de outra.” (RL)
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Igreja terá em breve 4 novos Beatos: dois sacerdotes e duas religiosas
O Papa Francisco recebeu em audiência privada esta segunda-feira (10/10), no Vaticano, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, durante a qual o Pontífice autorizou o referido dicastério a promulgar os decretos concernentes:
- às virtudes heroicas do Servo de Deus Luís Zambrano Blanco, Sacerdote diocesano e Fundador do Instituto Secular Casa de Nazaré; nascido em 23 de dezembro de 1909 e falecido em 14 de fevereiro de 1983;
- às virtudes heroicas do Servo de Deus Tibúrcio Arnáiz Muñoz, Sacerdote professo da Companhia de Jesus (Ordem dos Jesuítas); nascido em 11 de agosto de 1865 e falecido em 18 de julho de 1926;
- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Teresa Spinelli, Fundadora da Congregação das Irmãs Agostinianas Servas de Jesus e Maria; nascida em 1º de outubro de 1789 e falecida em 22 de janeiro de 1850;
- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Costanza Panas (nome de Batismo: Inês Pacífica), Monja professa das Clarissas Capuchinhas do Mosteiro da cidade de Fabriano; nascida em 5 de janeiro de 1896 e falecida em 28 de maio de 1963.
Papa: não à “religião da maquiagem”, refutar aparências
A liberdade cristã vem de Jesus, “não das nossas obras”. O Papa desenvolveu sua meditação matutina nesta terça-feira (11/10), a partir da Carta de São Paulo aos Gálatas para então refletir sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus repreende um fariseu que só dava atenção às aparências e não à substância da fé.
Àquele doutor da lei, disse o Papa, que havia criticado Jesus porque não havia feito as abluções antes do almoço o Senhor responde claramente:
“‘Vocês fariseus limpam o externo do copo e do prato mas por dentro vocês estão cheio de avidez e de maldade’. Jesus repete isso muitas vezes no Evangelho a esta gente: ‘vocês são maus por dentro, não é justo, não é livre. Vocês são escravos porque não aceitaram a justiça que vem de Deus, a justiça que nos deu Jesus’”.
Em um outro trecho do Evangelho, prosseguiu o Papa, Jesus pede que se reze sem que se seja visto, sem aparecer. Alguns, notou o Papa, eram “caras de pau”, “não tinham vergonha”: rezavam e davam esmolas para que lhes admirassem. O Senhor, ao contrário, indica a estrada da humildade.
Não à “religião da maquiagem”
“O que importa – reflete o Papa e nos diz Jesus – é a liberdade que nos deu a redenção, que nos deu o amor, que nos deu a recriação do Pai”:
“Aquela liberdade interna, aquela liberdade de se fazer o bem escondido, sem tocar os trompetes, porque a estrada da verdadeira religião é a mesma de Jesus: a humildade, a humilhação. E Jesus, Paulo diz aos Filipenses, humilhou a Si mesmo, esvaziou a Si mesmo. É a única estrada para nos tirar o egoísmo, a cobiça, a soberba, a vaidade, a mundanidade. Ao contrário, esta gente que Jesus repreende é gente que segue a religião da maquiagem: a aparência, o aparecer, fingir parecer mas por dentro... Jesus usa para esta gente uma imagem muito forte: ‘Vocês são túmulos reluzentes, bonitos por fora mas dentro cheios de ossos de mortos e podridão’”.
Rejeitar as aparências
“Jesus – retomou Francisco – nos chama, nos convida a fazer o bem com humildade”. “Você – disse – pode fazer todo o bem que quiser mas se não o faz humildemente, como nos ensina Jesus, este bem não serve, porque é um bem que nasce de você mesmo, de sua segurança e não da redenção que Jesus nos deu”. A redenção, acrescentou, “vem pela estrada da humildade e das humilhações porque não se chega à humildade sem as humilhações. E vemos Jesus humilhado na cruz”:
“Peçamos ao Senhor que não nos cansemos de caminhar por esta estrada, de não nos cansarmos de rejeitar esta religião da aparência, do parecer, do fingir ser... E caminhar silenciosamente fazendo o bem, gratuitamente como nós gratuitamente recebemos a nossa liberdade interior. E que Ele proteja esta liberdade interior de todos nós. Peçamos esta graça”.
(rb)
Àquele doutor da lei, disse o Papa, que havia criticado Jesus porque não havia feito as abluções antes do almoço o Senhor responde claramente:
“‘Vocês fariseus limpam o externo do copo e do prato mas por dentro vocês estão cheio de avidez e de maldade’. Jesus repete isso muitas vezes no Evangelho a esta gente: ‘vocês são maus por dentro, não é justo, não é livre. Vocês são escravos porque não aceitaram a justiça que vem de Deus, a justiça que nos deu Jesus’”.
Em um outro trecho do Evangelho, prosseguiu o Papa, Jesus pede que se reze sem que se seja visto, sem aparecer. Alguns, notou o Papa, eram “caras de pau”, “não tinham vergonha”: rezavam e davam esmolas para que lhes admirassem. O Senhor, ao contrário, indica a estrada da humildade.
Não à “religião da maquiagem”
“O que importa – reflete o Papa e nos diz Jesus – é a liberdade que nos deu a redenção, que nos deu o amor, que nos deu a recriação do Pai”:
“Aquela liberdade interna, aquela liberdade de se fazer o bem escondido, sem tocar os trompetes, porque a estrada da verdadeira religião é a mesma de Jesus: a humildade, a humilhação. E Jesus, Paulo diz aos Filipenses, humilhou a Si mesmo, esvaziou a Si mesmo. É a única estrada para nos tirar o egoísmo, a cobiça, a soberba, a vaidade, a mundanidade. Ao contrário, esta gente que Jesus repreende é gente que segue a religião da maquiagem: a aparência, o aparecer, fingir parecer mas por dentro... Jesus usa para esta gente uma imagem muito forte: ‘Vocês são túmulos reluzentes, bonitos por fora mas dentro cheios de ossos de mortos e podridão’”.
Rejeitar as aparências
“Jesus – retomou Francisco – nos chama, nos convida a fazer o bem com humildade”. “Você – disse – pode fazer todo o bem que quiser mas se não o faz humildemente, como nos ensina Jesus, este bem não serve, porque é um bem que nasce de você mesmo, de sua segurança e não da redenção que Jesus nos deu”. A redenção, acrescentou, “vem pela estrada da humildade e das humilhações porque não se chega à humildade sem as humilhações. E vemos Jesus humilhado na cruz”:
“Peçamos ao Senhor que não nos cansemos de caminhar por esta estrada, de não nos cansarmos de rejeitar esta religião da aparência, do parecer, do fingir ser... E caminhar silenciosamente fazendo o bem, gratuitamente como nós gratuitamente recebemos a nossa liberdade interior. E que Ele proteja esta liberdade interior de todos nós. Peçamos esta graça”.
(rb)
Decálogo da serenidade de João XXIII
“Decálogo da serenidade” de João XXIII
1. Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente o dia, sem querer resolver o problema de minha vida de uma vez.
2. Só por hoje, terei o máximo cuidado com meu aspecto; tratarei de ser cortês; de não criticar a ninguém e nem pretender disciplinar a ninguém, senão a mim mesmo.
3. Só por hoje serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas neste também.
4. Só por hoje, me adaptarei as circunstâncias, sem querer que as circunstâncias se adaptem aos meus desejos.
5. Só por hoje, dedicarei trinta minutos de meu tempo a uma boa leitura recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura, é necessária para minha mente e espírito.
6. Só por hoje, farei uma boa ação a favor de alguém e que somente eu saberei.
7. Só por hoje, farei duas ações positivas que não sejam de meu agrado e procurarei que ninguém saiba.
8. Só por hoje, farei pelo menos uma coisa que não desejo fazer; e se me sentir ofendido em meus sentimentos, procurarei que ninguém saiba.
9. Só por hoje, farei um programa detalhado. Talvez não o cumpra inteiramente, porém o escreverei. E tomarei cuidado de duas calamidades, a pressa e a indecisão.
10. Só por hoje, não terei temores, não terei medo de gozar do que é belo e de crer na bondade. Posso fazer durante um dia o que me desencorajaria se pensasse ter de fazê-lo durante toda a minha vida.
1. Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente o dia, sem querer resolver o problema de minha vida de uma vez.
2. Só por hoje, terei o máximo cuidado com meu aspecto; tratarei de ser cortês; de não criticar a ninguém e nem pretender disciplinar a ninguém, senão a mim mesmo.
3. Só por hoje serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas neste também.
4. Só por hoje, me adaptarei as circunstâncias, sem querer que as circunstâncias se adaptem aos meus desejos.
5. Só por hoje, dedicarei trinta minutos de meu tempo a uma boa leitura recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura, é necessária para minha mente e espírito.
6. Só por hoje, farei uma boa ação a favor de alguém e que somente eu saberei.
7. Só por hoje, farei duas ações positivas que não sejam de meu agrado e procurarei que ninguém saiba.
8. Só por hoje, farei pelo menos uma coisa que não desejo fazer; e se me sentir ofendido em meus sentimentos, procurarei que ninguém saiba.
9. Só por hoje, farei um programa detalhado. Talvez não o cumpra inteiramente, porém o escreverei. E tomarei cuidado de duas calamidades, a pressa e a indecisão.
10. Só por hoje, não terei temores, não terei medo de gozar do que é belo e de crer na bondade. Posso fazer durante um dia o que me desencorajaria se pensasse ter de fazê-lo durante toda a minha vida.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Prisioneiro durante 27 anos, Pe. Simoni será um dos 17 novos cardeais
Em 21 de setembro de 2014, por ocasião da visita do Papa à Albânia, o mundo conhecia Pe. Ernest Simoni. Em sua visita a Tirana – capital do país da península Balcânica –, Francisco ouviu comovido o testemunho do sacerdote: encarcerado durante 27 anos, torturado, obrigado a trabalhos forçados, reiteradas vezes condenado à morte.
Pe. Ernest, cuja história foi contada recentemente num livro do vaticanista Mimmo Muolo, sempre confiou em Jesus e, desse modo, venceu o totalitarismo comunista que durante décadas oprimiu a Albânia.
No Angelus deste domingo (09/10), o anúncio do Papa Francisco: Pe. Ernest Simoni – hoje com quase noventa anos – será cardeal. Uma surpresa à qual o sacerdote albanês quase não acredita. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o futuro purpurado deixou-nos o seu testemunho:
Pe. Ernest Simoni:- “Quando vi o Angelus pela televisão, o qual costumo recitar com o Santo Padre, ouvi ‘Pe. Ernest’. Foi uma surpresa imensa para mim: jamais poderia pensar! Devo agradecer ao Senhor pela vida que me deu e pelas graças, as muitas graças que alcancei. É obra e mérito somente de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santíssima Virgem Maria. E assim, como um pobre missionário – um pequeno missionário de Jesus –, todos os dias peço o amor de Jesus no coração de todos os homens.”
RV: O Santo Padre ficou fortemente tocado – e o disse ele mesmo em várias ocasiões – com seu testemunho e com o encontro com o senhor na Albânia. De certo modo, essa púrpura é um reconhecimento ao senhor e a tantos cristãos na Albânia e em muitas outras terras que sofrem perseguições por testemunhar Jesus Cristo...
Pe. Ernest Simoni:- “Certamente! ‘Como perseguiram a mim, perseguirão também a vós que me seguis.’ Mas Jesus sempre foi a imensa esperança que nos consola e nos ajuda, para amar. Encontrei o Santo Padre quando chegou à Albânia: troquei duas palavras com ele. Tudo é Jesus que me salvou; sofri muitas perícias: duas vezes fui condenado à morte... Jesus fez tudo!”
RV: O Papa Francisco sempre fala das “surpresas de Deus”: essa é, realmente, uma surpresa! O senhor esteve perto da morte várias vezes, no cárcere, torturado, e agora prestes a ser incardinado na Igreja de Roma, próximo do Papa...
Pe. Ernest Simoni:- “Esta é uma enorme surpresa! Estive cinco vezes perto da morte; pegaram-me na prisão para eliminar-me, mas Deus me salvou: Jesus me salvou. Somente Jesus, Jesus amor infinito para conosco!” (RL)
Núncio Zenari: esta púrpura é para o povo sírio
Ao anunciar os novos cardeais, o primeiro nome pronunciado por Francisco foi o do Núncio Apostólico em Damasco, Dom Mario Zenari, que permanecerá ao lado da população martirizada pela guerra inclusive depois do Consistório de 19 de novembro. A Rádio Vaticano contatou o Arcebispo italiano após o anúncio feito pelo Papa no Angelus deste domingo (09/10):
Dom Zenari:– Foi para mim uma emoção que efetivamente me turbou … Foi uma surpresa: uma surpresa! Agradeço de coração ao Santo Padre, porque esta púrpura vai à Síria, às vítimas da Síria, a todos aqueles que sofrem com este terrível conflito. Portanto, a púrpura é para esta gente, para as muitas crianças que sofrem, para a pobre gente que paga as consequências deste terrível conflito.
RV: – O Papa destacou que o senhor permanecerá núncio na Síria...
Dom Zenari:– Diria que o Papa usa palavras, palavras muito fortes em suas mensagens, e neste caso usa também um fato: criar cardeal uma pessoa que é núncio na Síria. E aqui diria que é um acontecimento muito, muito eloquente: é algo novo, um núncio cardeal que permanece núncio ali na nação em que trabalha!
RV:– Depois de tanto esforço pela paz nesta terra martirizada, como o agora Cardeal Zenari poderá contribuir ainda mais para a Síria?
Dom Zenari:– Como pessoa humilde, creio não dou muito peso, porém gostaria de que este sinal do Santo Padre fosse utilizado o mais possível. O meu esforço é aquele que é... porém por trás tem este apoio! E sinto a força, sinto o impulso, sinto este sinal forte do Santo Padre por trás da minha pobre pessoa e dos meus limites... Portanto, me sinto encorajado e posso dizer que esta missão como núncio é realmente encorajada e apoiada pelo Santo Padre. E certamente trará algum benefício a mais neste sinal de proximidade, inclusive nesta maneira tão nova que o Papa utilizou.
(bf)
Gendarmaria Vaticana: concerto beneficente para as crianças de Bangui
Realiza-se em 17 de dezembro próximo, na Sala Paulo VI, no Vaticano, o projeto AVRAI do cantor italiano Claudio Baglioni: um concerto beneficente em favor das crianças africanas de Bangui, e das populações italianas do Valle del Tronto atingidas pelo terremoto de 24 de agosto passado.
O evento se realiza no âmbito dos 200 anos da Gendarmaria Vaticana, promotora da iniciativa junto com a Fundação O'Scia'.
Um dos objetivos é ajudar o hospital de Bangui, na República Centro-Africana, afetada há anos por uma guerra civil aplacada com a visita histórica do Papa Francisco, em dezembro do ano passado, que levou à eleição de um presidente e a uma paz que se espera duradoura. As ajudas serão destinadas para a formação de médicos, escola de especialização em Pediatria e a construção de pavilhões através do Hospital Menino Jesus de Roma.
Solidariedade
Outro destinatário são as populações italianas afetadas pelo último abalo sísmico.
“Vamos avante, há sempre um futuro. Coragem, olhemos sempre para frente. Ajudemo-nos uns aos outros, pois se caminha melhor juntos", disse o Papa Francisco durante sua visita surpresa, no último dia 4, à cidade italiana de Amatrice, e dali a outras áreas afetadas pelo terremoto a fim de encontrar os habitantes.
O projeto AVRAI parte, seguindo a indicação do Santo Padre, do coração da África e chega ao coração da Itália para construir atividades e trabalhar a favor de todas das crianças. Próximos e distantes, num abraço partícipe e solidário que vai desde quem vive sempre em condições difíceis a quem está vivendo neste momento.
Aqui informações sobre doações ou pessoalmente junto aos Correios Vaticanos na Praça São Pedro.
(MJ)
(from Vatican Radio)
Assinar:
Postagens (Atom)






