Papa pedirá ao Apostolado da Oração que reze pelo diálogo inter-religioso
“A maior parte dos habitantes do planeta se declara crente, e isto deveria provocar um diálogo entre as religiões”.
Estas são só as primeiras palavras do Papa no vídeo que será publicado nesta quarta-feira (06/01), por ocasião do início das mensagens mensais do Pontífice em que convida o Apostolado da Oração e todos os homens e mulheres de boa-vontade a seguirem suas intenções de orações.
Além da participação de sacerdotes budistas, muçulmanos, hebreus e católicos, o vídeo também intercala imagens marcantes do Pontificado de Francisco em que o Papa promove gestos concretos para o diálogo inter-religioso.
“Nesta multidão, neste conglomerado de religiões há somente uma certeza”, conclui o Papa: "todos somos filhos de Deus”.
A mensagem do Papa, com legendas em português, será publicada em nossa fan-page no Facebook e em nosso canal no YouTube às 14h de Brasília. (RB)
(from Vatican Radio)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Solenidade da Epifania - íntegra da homilia do Papa
Solenidade da Epifania - íntegra da homilia do Papa
O Papa Francisco presidiu na manhã deste dia 6 de janeiro, na Basílica de São Pedro, à celebração por ocasião da Solenidade da Epifania. Eis a íntegra da homilia:
"As palavras do profeta Isaías, dirigidas à cidade santa de Jerusalém, convidam-nos a sair – a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos – para reconhecermos a luz esplendorosa que ilumina a nossa existência: «Levanta-te e resplandece, Jerusalém, que está a chegar a tua luz! A glória do Senhor amanhece sobre ti!» (60, 1). A «tua luz» é a glória do Senhor. A Igreja não pode iludir-se de brilhar com luz própria, não pode. Lembra-o Santo Ambrósio com uma bela expressão em que usa a lua como metáfora da Igreja, e diz assim: «Verdadeiramente como a lua é a Igreja (...) brilha, não com luz própria, mas com a de Cristo. Recebe o seu próprio esplendor do Sol de Justiça, podendo assim dizer: “Já não sou eu que vivo, é Cristo vive em mim”» (Exameron, IV, 8, 32). Cristo é a luz verdadeira, que ilumina; e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos. Por isso, os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae».
Temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para corresponder coerentemente à vocação que recebemos. Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. Este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam de conhecer o rosto do Pai!
Os Magos, de que nos fala o Evangelho de Mateus, são um testemunho vivo de como estão presentes por todo lado as sementes da verdade, pois são dom do Criador que, a todos, chama a reconhecê-Lo como Pai bom e fiel. Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si. Este é o serviço da Igreja, com a luz que reflete: fazer emergir o desejo de Deus que cada um traz em si. Como os Magos, ainda hoje, há muitas pessoas que vivem com o «coração inquieto», continuando a questionar-se sem encontrar respostas certas; existe a inquietude do Espírito Santo que se move nos corações. Também elas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém.
Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões – tinham o coração inquieto - e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz – é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém.
Tudo isto é uma lição para nós. Hoje far-nos-á bem repetir a pergunta dos Magos: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo» (Mt 2, 2). Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina. Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do Breviário poeticamente nos diz que os Magos “lumen requirunt lumine”, aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos pela senda da paz".
(from Vatican Radio)
O Papa Francisco presidiu na manhã deste dia 6 de janeiro, na Basílica de São Pedro, à celebração por ocasião da Solenidade da Epifania. Eis a íntegra da homilia:
"As palavras do profeta Isaías, dirigidas à cidade santa de Jerusalém, convidam-nos a sair – a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos – para reconhecermos a luz esplendorosa que ilumina a nossa existência: «Levanta-te e resplandece, Jerusalém, que está a chegar a tua luz! A glória do Senhor amanhece sobre ti!» (60, 1). A «tua luz» é a glória do Senhor. A Igreja não pode iludir-se de brilhar com luz própria, não pode. Lembra-o Santo Ambrósio com uma bela expressão em que usa a lua como metáfora da Igreja, e diz assim: «Verdadeiramente como a lua é a Igreja (...) brilha, não com luz própria, mas com a de Cristo. Recebe o seu próprio esplendor do Sol de Justiça, podendo assim dizer: “Já não sou eu que vivo, é Cristo vive em mim”» (Exameron, IV, 8, 32). Cristo é a luz verdadeira, que ilumina; e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos. Por isso, os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae».
Temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para corresponder coerentemente à vocação que recebemos. Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. Este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam de conhecer o rosto do Pai!
Os Magos, de que nos fala o Evangelho de Mateus, são um testemunho vivo de como estão presentes por todo lado as sementes da verdade, pois são dom do Criador que, a todos, chama a reconhecê-Lo como Pai bom e fiel. Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si. Este é o serviço da Igreja, com a luz que reflete: fazer emergir o desejo de Deus que cada um traz em si. Como os Magos, ainda hoje, há muitas pessoas que vivem com o «coração inquieto», continuando a questionar-se sem encontrar respostas certas; existe a inquietude do Espírito Santo que se move nos corações. Também elas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém.
Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões – tinham o coração inquieto - e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz – é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém.
Tudo isto é uma lição para nós. Hoje far-nos-á bem repetir a pergunta dos Magos: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo» (Mt 2, 2). Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina. Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do Breviário poeticamente nos diz que os Magos “lumen requirunt lumine”, aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos pela senda da paz".
(from Vatican Radio)
Papa Francisco: a vocação da Igreja nos nossos dias
Papa Francisco: a vocação da Igreja nos nossos dias
No dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro, reiterando que a “Igreja não pode iludir-se de brilhar com a luz própria”, “mas sim com a de Cristo”. A exemplo dos Reis Magos, somos chamados “a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos, para reconhecermos o esplendor da luz que ilumina a nossa existência”.
“Cristo é a luz verdadeira, que ilumina, disse Francisco, e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos”. Por isso – disse - “os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae»”, isto é, “é como a lua”, que não brilha com a luz própria. E como cristãos, “temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para correspondermos coerentemente com a vocação que recebemos”.
“Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. Este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam conhecer o rosto do Pai”.
Francisco explicou que os Magos, de que nos fala o Evangelho de Mateus, “são um testemunho vivo de como estão presentes por todo lado as sementes da verdade, pois são dom do Criador que, a todos, chama a reconhecê-Lo como Pai bom e fiel”.
“Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si".
O Papa observou, que como os Magos, ainda hoje, “há muitas pessoas que vivem com o “coração inquieto”, que continuam a questionar incessantemente sem encontrar respostas certas; existe a inquietude do Espírito Santo que se move nos corações. Também estas pessoas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém”:
“Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões - tinham o coração inquieto - e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz - é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas -; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém”.
A experiência dos Magos é uma lição para nós hoje, afirmou o Papa. ”Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina”:
“Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do breviário poeticamente nos diz que os Magos "lumen requirunt lumine", aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos nas sendas da paz”.
(from Vatican Radio)
No dia em que a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa na Basílica de São Pedro, reiterando que a “Igreja não pode iludir-se de brilhar com a luz própria”, “mas sim com a de Cristo”. A exemplo dos Reis Magos, somos chamados “a sair dos nossos fechamentos, a sair de nós mesmos, para reconhecermos o esplendor da luz que ilumina a nossa existência”.
“Cristo é a luz verdadeira, que ilumina, disse Francisco, e a Igreja, na medida em que permanece ancorada n’Ele, na medida em que se deixa iluminar por Ele, consegue iluminar a vida das pessoas e dos povos”. Por isso – disse - “os Santos Padres reconheciam, na Igreja, o «mysterium lunae»”, isto é, “é como a lua”, que não brilha com a luz própria. E como cristãos, “temos necessidade desta luz, que vem do Alto, para correspondermos coerentemente com a vocação que recebemos”.
“Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: isto é, ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. Este é o seu serviço. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação: resplandecer a luz de Cristo é o seu serviço. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam conhecer o rosto do Pai”.
Francisco explicou que os Magos, de que nos fala o Evangelho de Mateus, “são um testemunho vivo de como estão presentes por todo lado as sementes da verdade, pois são dom do Criador que, a todos, chama a reconhecê-Lo como Pai bom e fiel”.
“Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. E a Igreja tem o dever de reconhecer e fazer surgir, de forma cada vez mais clara, o desejo de Deus que cada um traz dentro de si".
O Papa observou, que como os Magos, ainda hoje, “há muitas pessoas que vivem com o “coração inquieto”, que continuam a questionar incessantemente sem encontrar respostas certas; existe a inquietude do Espírito Santo que se move nos corações. Também estas pessoas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém”:
“Quantas estrelas existem no céu! E todavia os Magos seguiram uma diferente, uma nova, que – segundo eles – brilhava muito mais. Longamente perscrutaram o grande livro do céu para encontrar uma resposta às suas questões - tinham o coração inquieto - e, finalmente, a luz aparecera. Aquela estrela mudou-os. Fez-lhes esquecer as ocupações diárias e puseram-se imediatamente a caminho. Deram ouvidos a uma voz que, no íntimo, os impelia a seguir aquela luz - é a voz do Espírito Santo, que trabalha em todas as pessoas -; e esta guiou-os até encontrarem o rei dos judeus numa pobre casa de Belém”.
A experiência dos Magos é uma lição para nós hoje, afirmou o Papa. ”Somos chamados, sobretudo num tempo como o nosso, a procurar os sinais que Deus oferece, cientes de que se requer o nosso esforço para os decifrar e, assim, compreender a vontade divina”:
“Somos desafiados a ir a Belém encontrar o Menino e sua Mãe. Sigamos a luz que Deus nos oferece, pequenina! O hino do breviário poeticamente nos diz que os Magos "lumen requirunt lumine", aquela pequena luz. A luz que irradia do rosto de Cristo, cheio de misericórdia e fidelidade. E, quando chegarmos junto d’Ele, adoremo-Lo com todo o coração e ofereçamos-Lhe de presente a nossa liberdade, a nossa inteligência, o nosso amor. A verdadeira sabedoria se esconde no rosto deste Menino. É aqui, na simplicidade de Belém, que a vida da Igreja encontra a sua síntese. Aqui está a fonte daquela luz que atrai a si toda a pessoa no mundo e orienta o caminho dos povos nas sendas da paz”.
(from Vatican Radio)
Angelus da Epifania - íntegra da mensagem do Papa
Angelus da Epifania - íntegra da mensagem do Papa
Após celebrar na Basílica de São Pedro a Missa pela Solenidade da Epifania, o Papa Francisco dirigiu-se à janela do apartamento Pontíficio para a tradicional oração mariana do Angelus. A seguir, a íntegra da mensagem:
“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No Evangelho de hoje, a narrativa dos Magos, vindos do Oriente a Belém para adorar o Messias, confere à festa da Epifania um ar de universalidade. E este é o ar da Igreja, que deseja que todos os povos da terra possam encontrar Jesus, fazer experiência de seu amor misericordioso. É este o desejo da Igreja: que encontrem a misericórdia de Jesus, o seu amor.
O Cristo recém nasceu, não sabe ainda falar, e todas as pessoas – representadas pelos Magos – já podem encontrá-lo, reconhecê-lo, adorá-lo. Dizem os Magos: “Vimos a estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). Herodes ouviu isto apenas os Magos chegaram a Jerusalém. Estes Magos eram homens de prestígio, de regiões remotas e culturas diferentes, e se dirigiram à terra de Israel para adorar o rei que havia nascido. A Igreja sempre viu nisto a imagem de toda a humanidade, e com a celebração de hoje, da festa da Epifania, quer quase que indicar respeitosamente a todos os homens e todas as mulheres deste mundo a Criança que nasceu para a salvação de todos.
Na noite de Natal, Jesus manifestou-se aos pastores, homens humildes e desprezados – alguns dizem malfeitores; foram eles os primeiros a levar um pouco de calor naquela fria gruta de Belém. Então chegam os Magos de terras longínquas, também eles atraídos misteriosamente por aquela criança. Os pastores e os Magos são muito diferentes entre si; uma coisa, porém, os torna semelhantes: o céu. Os pastores de Belém acorreram logo para ver Jesus, não porque fossem particularmente bons, mas porque vigiavam de noite e, elevando os olhos aos céus, veem um sinal, veem uma nova estrela, interpretaram o sinal e se colocaram a caminho, de longe. Os pastores e os Magos nos ensinam que para encontrar Jesus é necessário saber elevar os olhos ao céu, não ser fechado em si mesmo, no próprio egoísmo, mas ter o coração e a mente abertos ao horizonte de Deus, que sempre nos surpreende, saber acolher as suas mensagens, e responder com prontidão e generosidade.
Os Magos, diz o Evangelho, “ao verem a estrela experimentam uma grande alegria” (Mt 2,10). Também para nós existe uma grande consolação ao ver a estrela, ou seja, no sentirmo-nos guiados e não abandonados ao nosso destino. E a estrela é o Evangelho, a Palavra do Senhor, como diz o Salmo: “Luz para os meus passos é a tua palavra, luz no meu caminho” (Salmo 119, 105). Esta luz nos guia para Cristo. Sem a escuta do Evangelho, não é possível encontrá-lo! Os Magos, de fato, seguindo a estrela chegaram até o lugar onde se encontrava Jesus. E aqui “viram o Menino com Maria sua Mãe, se prostraram e o adoraram” (Mt 2,11). A experiência dos Magos nos exorta a não contentarmo-nos com a mediocridade, a não viver à toa (“vivacchiare”), mas a buscar o sentido das coisas, a perscrutar com paixão o grande mistério da vida. E nos ensina a não nos escandalizarmos pelas picuinhas e pela pobreza, mas a reconhecer a majestade na humildade, e sabermos nos ajoelhar diante dela.
Que a Virgem Maria, que acolhe os Magos em Belém, nos ajude a levantar o olhar de nós mesmos, a deixarmo-nos guiar pela estrela do Evangelho para encontrar Jesus. E a sabermos nos abaixar para adorá-lo. Assim, poderemos levar aos outros um raio de sua luz e compartilhar com eles a alegria do caminho.
Após o Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje expressamos a nossa proximidade espiritual aos irmãos e irmãs do Oriente cristão, católicos e ortodoxos, muitos dos quais celebrarão amanhã o Natal do Senhor. Que chegue a eles o nosso augúrio de paz e de bem. E também um belo aplauso como saudação!
Recordemos também que a Epifania é o Dia Mundial da Infância Missionária. É a festa das crianças que com a sua oração e com os seus sacrifícios, ajudam os coetâneos mais necessitados, fazendo-se missionários e testemunhas de fraternidade e de partilha.
Dirijo a minha cordial saudação a todos vocês, peregrinos, famílias, grupos paroquiais e associações, provenientes da Itália e de diversos países. Em particular saúdo os fieis de Acerra, Modena e Terlizzi; a Escola de Arte Sacra de Florença; os jovens do Campo Internacional do Lions Club.
Uma saudação especial a todos que tornam possível o desfile histórico-folclórico, dedicado este ano ao território do Vale de Amaseno. Desejo recordar também o desfile dos Magos que se realiza em numerosas cidades da Polônia, com grande participação das famílias e associações; como também o presépio vivo realizado no Campidoglio pela UNITALSI e pelos Frades Menores, envolvendo pessoas com deficiência.
A todos desejo uma boa festa. Por favor, não esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo!”
(from Vatican Radio)
Após celebrar na Basílica de São Pedro a Missa pela Solenidade da Epifania, o Papa Francisco dirigiu-se à janela do apartamento Pontíficio para a tradicional oração mariana do Angelus. A seguir, a íntegra da mensagem:
“Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No Evangelho de hoje, a narrativa dos Magos, vindos do Oriente a Belém para adorar o Messias, confere à festa da Epifania um ar de universalidade. E este é o ar da Igreja, que deseja que todos os povos da terra possam encontrar Jesus, fazer experiência de seu amor misericordioso. É este o desejo da Igreja: que encontrem a misericórdia de Jesus, o seu amor.
O Cristo recém nasceu, não sabe ainda falar, e todas as pessoas – representadas pelos Magos – já podem encontrá-lo, reconhecê-lo, adorá-lo. Dizem os Magos: “Vimos a estrela no Oriente e viemos adorá-lo” (Mt 2,2). Herodes ouviu isto apenas os Magos chegaram a Jerusalém. Estes Magos eram homens de prestígio, de regiões remotas e culturas diferentes, e se dirigiram à terra de Israel para adorar o rei que havia nascido. A Igreja sempre viu nisto a imagem de toda a humanidade, e com a celebração de hoje, da festa da Epifania, quer quase que indicar respeitosamente a todos os homens e todas as mulheres deste mundo a Criança que nasceu para a salvação de todos.
Na noite de Natal, Jesus manifestou-se aos pastores, homens humildes e desprezados – alguns dizem malfeitores; foram eles os primeiros a levar um pouco de calor naquela fria gruta de Belém. Então chegam os Magos de terras longínquas, também eles atraídos misteriosamente por aquela criança. Os pastores e os Magos são muito diferentes entre si; uma coisa, porém, os torna semelhantes: o céu. Os pastores de Belém acorreram logo para ver Jesus, não porque fossem particularmente bons, mas porque vigiavam de noite e, elevando os olhos aos céus, veem um sinal, veem uma nova estrela, interpretaram o sinal e se colocaram a caminho, de longe. Os pastores e os Magos nos ensinam que para encontrar Jesus é necessário saber elevar os olhos ao céu, não ser fechado em si mesmo, no próprio egoísmo, mas ter o coração e a mente abertos ao horizonte de Deus, que sempre nos surpreende, saber acolher as suas mensagens, e responder com prontidão e generosidade.
Os Magos, diz o Evangelho, “ao verem a estrela experimentam uma grande alegria” (Mt 2,10). Também para nós existe uma grande consolação ao ver a estrela, ou seja, no sentirmo-nos guiados e não abandonados ao nosso destino. E a estrela é o Evangelho, a Palavra do Senhor, como diz o Salmo: “Luz para os meus passos é a tua palavra, luz no meu caminho” (Salmo 119, 105). Esta luz nos guia para Cristo. Sem a escuta do Evangelho, não é possível encontrá-lo! Os Magos, de fato, seguindo a estrela chegaram até o lugar onde se encontrava Jesus. E aqui “viram o Menino com Maria sua Mãe, se prostraram e o adoraram” (Mt 2,11). A experiência dos Magos nos exorta a não contentarmo-nos com a mediocridade, a não viver à toa (“vivacchiare”), mas a buscar o sentido das coisas, a perscrutar com paixão o grande mistério da vida. E nos ensina a não nos escandalizarmos pelas picuinhas e pela pobreza, mas a reconhecer a majestade na humildade, e sabermos nos ajoelhar diante dela.
Que a Virgem Maria, que acolhe os Magos em Belém, nos ajude a levantar o olhar de nós mesmos, a deixarmo-nos guiar pela estrela do Evangelho para encontrar Jesus. E a sabermos nos abaixar para adorá-lo. Assim, poderemos levar aos outros um raio de sua luz e compartilhar com eles a alegria do caminho.
Após o Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje expressamos a nossa proximidade espiritual aos irmãos e irmãs do Oriente cristão, católicos e ortodoxos, muitos dos quais celebrarão amanhã o Natal do Senhor. Que chegue a eles o nosso augúrio de paz e de bem. E também um belo aplauso como saudação!
Recordemos também que a Epifania é o Dia Mundial da Infância Missionária. É a festa das crianças que com a sua oração e com os seus sacrifícios, ajudam os coetâneos mais necessitados, fazendo-se missionários e testemunhas de fraternidade e de partilha.
Dirijo a minha cordial saudação a todos vocês, peregrinos, famílias, grupos paroquiais e associações, provenientes da Itália e de diversos países. Em particular saúdo os fieis de Acerra, Modena e Terlizzi; a Escola de Arte Sacra de Florença; os jovens do Campo Internacional do Lions Club.
Uma saudação especial a todos que tornam possível o desfile histórico-folclórico, dedicado este ano ao território do Vale de Amaseno. Desejo recordar também o desfile dos Magos que se realiza em numerosas cidades da Polônia, com grande participação das famílias e associações; como também o presépio vivo realizado no Campidoglio pela UNITALSI e pelos Frades Menores, envolvendo pessoas com deficiência.
A todos desejo uma boa festa. Por favor, não esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo!”
(from Vatican Radio)
Papa faz visita surpresa a Greccio, onde São Francisco instituiu o Presépio
Papa faz visita surpresa a Greccio, onde São Francisco instituiu o Presépio
Na tarde desta segunda-feira o Papa Francisco fez uma visita surpresa a Greccio, localizada na região italiana do Lácio (província de Rieti), para visitar o lugar em que São Francisco instituiu – na noite de Natal de 1223 – o Presépio. Ali se deteve por alguns minutos em “oração pessoal”.
De fato, tratou-se de uma visita surpresa, comunicada somente ao prior do Santuário de Greccio e ao bispo de Rieti, Dom Domenico Pompilli. Situada a quase 100Km de Roma, o Pontífice fez a breve viagem de automóvel.
O Santo Padre foi acolhido por cerca de 70 jovens que estão participando de um encontro em andamento no Santuário desde sábado, 2 de janeiro. Antes de visitar a capela do Santuário de Greccio, Francisco havia almoçado com o bispo de Rieti, Dom Pompilli. Após a visita privada, o Papa encontrou também a comunidade franciscana local.
Os jovens saudados pelo Papa estão reunidos num encontro promovido pela Diocese de Rieti. Com participantes de toda a Itália, a iniciativa tem como fio condutor a “Laudato si”, Carta encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum.
(RL)
(from Vatican Radio)
Na tarde desta segunda-feira o Papa Francisco fez uma visita surpresa a Greccio, localizada na região italiana do Lácio (província de Rieti), para visitar o lugar em que São Francisco instituiu – na noite de Natal de 1223 – o Presépio. Ali se deteve por alguns minutos em “oração pessoal”.
De fato, tratou-se de uma visita surpresa, comunicada somente ao prior do Santuário de Greccio e ao bispo de Rieti, Dom Domenico Pompilli. Situada a quase 100Km de Roma, o Pontífice fez a breve viagem de automóvel.
O Santo Padre foi acolhido por cerca de 70 jovens que estão participando de um encontro em andamento no Santuário desde sábado, 2 de janeiro. Antes de visitar a capela do Santuário de Greccio, Francisco havia almoçado com o bispo de Rieti, Dom Pompilli. Após a visita privada, o Papa encontrou também a comunidade franciscana local.
Os jovens saudados pelo Papa estão reunidos num encontro promovido pela Diocese de Rieti. Com participantes de toda a Itália, a iniciativa tem como fio condutor a “Laudato si”, Carta encíclica do Papa Francisco sobre o cuidado da casa comum.
(RL)
(from Vatican Radio)
Visita do Papa à Sinagoga de Roma: busca comum de valores espirituais
Visita do Papa à Sinagoga de Roma: busca comum de valores espirituais
É necessário “reiterar com convicção às nossas comunidades e à todos os homens ricos de sensibilidade e de sabedoria”, a urgência de “prosseguir o caminho do diálogo que há 20 anos quisemos iniciar”. Esta é prioridade indicada na mensagem conjunta da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e dos Rabinos da Itália, que apresenta o XX Dia para o Aprofundamento e o Desenvolvimento do Diálogo entre Católicos e Judeus. A Jornada será celebrada no próximo dia 17 de janeiro, mesmo dia em que o Papa Francisco visitará a Sinagoga de Roma. A visita ao Templo Maior será realizada exatamente seis anos após a de Bento XVI.
Católicos e judeus, por meio de sua fé, reconhecem “antes de tudo o bem que existe no mundo”, escrevem na mensagem Dom Bruno Forte, Presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Episcopal Italiana, e o Rabino Giuseppe Momigliano, Presidente da Assembleia dos Rabinos da Itália. O Dia para o aprofundamento e o desenvolvimento do diálogo entre católicos e judeus terá por tema: “Não desejarás a casa de teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu asno, nem nada que pertença ao teu próximo”.
Um caminho comum entre as angústias do presente
É um caminho comum – explicam Dom Bruno Forte e o Rabino Giuseppe Momigliano – aquele que leva a viver “com angústia os acontecimentos do presente” e a colher com preocupação “os sinais sempre mais frequentes de uma humanidade perdida, desiludida por tantas falsas idolatrias que conduziram os seus seguidores por caminhos cheios de ruínas e sem futuro”.
Sem a busca do Eterno, se perde o valor do tempo
É um tempo – lê-se no texto – marcado pelo cansaço dos homens “em conceber projetos para o futuro”, em proteger “com responsabilidade os bens da criação” para as gerações futuras, porque “quando vem a faltar a busca do Eterno, se perde também os valores do tempo” além dos confins da vida.
Diálogo fecundo para um recíproco conhecimento
Outrossim, é reiterada a confiança de que precisamente “a partir do diálogo fecundo começado”, “da busca de valores morais e espirituais compartilhados, nos quais trabalhar em sintonia”, possa nascer “um testemunho positivo de fé”. Todo caminho – sublinha a mensagem – pode conhecer “etapas de maior impulso”. Mas todo o caminho feito juntos “é indispensável para o recíproco conhecimento”.
A Nostra Aetate abriu uma nova época
O percurso do diálogo assumido é uma concreta realização daquele diálogo fraterno do qual falava a Nostra Aetate, “para ambas as partes, uma pedra fundamental na abertura de uma nova época”. A fraternidade – lê-se por fim no documento – “por muito escondida e desumanamente obstacularizada” se manifesta sempre na “sua providencial atualidade”.
O Dia para o Aprofundamento e o Desenvolvimento do Diálogo entre Católicos e Judeus será coroado em 17 de janeiro próximo com a visita do Papa Francisco à Sinagoga de Roma, como sublinha aos microfones da Rádio Vaticano, o Presidente da Assembleia dos Rabinos da Itália, Rabino Giuseppe Momigliano:
“É um evento importante que confirma, quer a atualidade do diálogo, quer a importância de manifestar com eventos que evocam a profundidade dos temas do próprio diálogo...Portanto, seguramente, assim como ocorreu nos encontros na Sinagoga realizados a partir do Papa João Paulo II, também este terá um papel muito importante em manter a atenção em temas mais importantes sobre os quais concentrar o diálogo”.
RV: O diálogo fecundo entre católicos e judeus prossegue em um tempo marcado pela angústia pelo presente. A humanidade – lê-se na mensagem – está perdida, “desiludida por tantas falsas idolatrias”...
“Neste momento o diálogo tem valor não somente enquanto momento importante nas relações judaico-cristãs, mas também como um tema que vem proposto como um chamado à consciência, para a busca dos valores espirituais, a busca da relação com o eterno, de chaves de resposta e de interpretação de um período dramático. Neste tempo é necessária a defesa, mas é necessário também remeter-se a temas morais, a valores mais elevados... Penso que a fé nos ajude também a raciocinar em âmbitos mais amplos, portanto, em fazer propósitos e projetos que não sejam somente para o imediato”. (JE)
(from Vatican Radio)
É necessário “reiterar com convicção às nossas comunidades e à todos os homens ricos de sensibilidade e de sabedoria”, a urgência de “prosseguir o caminho do diálogo que há 20 anos quisemos iniciar”. Esta é prioridade indicada na mensagem conjunta da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e dos Rabinos da Itália, que apresenta o XX Dia para o Aprofundamento e o Desenvolvimento do Diálogo entre Católicos e Judeus. A Jornada será celebrada no próximo dia 17 de janeiro, mesmo dia em que o Papa Francisco visitará a Sinagoga de Roma. A visita ao Templo Maior será realizada exatamente seis anos após a de Bento XVI.
Católicos e judeus, por meio de sua fé, reconhecem “antes de tudo o bem que existe no mundo”, escrevem na mensagem Dom Bruno Forte, Presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da Conferência Episcopal Italiana, e o Rabino Giuseppe Momigliano, Presidente da Assembleia dos Rabinos da Itália. O Dia para o aprofundamento e o desenvolvimento do diálogo entre católicos e judeus terá por tema: “Não desejarás a casa de teu próximo. Não desejarás a mulher do teu próximo, nem seu escravo, nem a sua escrava, nem o seu boi, nem o seu asno, nem nada que pertença ao teu próximo”.
Um caminho comum entre as angústias do presente
É um caminho comum – explicam Dom Bruno Forte e o Rabino Giuseppe Momigliano – aquele que leva a viver “com angústia os acontecimentos do presente” e a colher com preocupação “os sinais sempre mais frequentes de uma humanidade perdida, desiludida por tantas falsas idolatrias que conduziram os seus seguidores por caminhos cheios de ruínas e sem futuro”.
Sem a busca do Eterno, se perde o valor do tempo
É um tempo – lê-se no texto – marcado pelo cansaço dos homens “em conceber projetos para o futuro”, em proteger “com responsabilidade os bens da criação” para as gerações futuras, porque “quando vem a faltar a busca do Eterno, se perde também os valores do tempo” além dos confins da vida.
Diálogo fecundo para um recíproco conhecimento
Outrossim, é reiterada a confiança de que precisamente “a partir do diálogo fecundo começado”, “da busca de valores morais e espirituais compartilhados, nos quais trabalhar em sintonia”, possa nascer “um testemunho positivo de fé”. Todo caminho – sublinha a mensagem – pode conhecer “etapas de maior impulso”. Mas todo o caminho feito juntos “é indispensável para o recíproco conhecimento”.
A Nostra Aetate abriu uma nova época
O percurso do diálogo assumido é uma concreta realização daquele diálogo fraterno do qual falava a Nostra Aetate, “para ambas as partes, uma pedra fundamental na abertura de uma nova época”. A fraternidade – lê-se por fim no documento – “por muito escondida e desumanamente obstacularizada” se manifesta sempre na “sua providencial atualidade”.
O Dia para o Aprofundamento e o Desenvolvimento do Diálogo entre Católicos e Judeus será coroado em 17 de janeiro próximo com a visita do Papa Francisco à Sinagoga de Roma, como sublinha aos microfones da Rádio Vaticano, o Presidente da Assembleia dos Rabinos da Itália, Rabino Giuseppe Momigliano:
“É um evento importante que confirma, quer a atualidade do diálogo, quer a importância de manifestar com eventos que evocam a profundidade dos temas do próprio diálogo...Portanto, seguramente, assim como ocorreu nos encontros na Sinagoga realizados a partir do Papa João Paulo II, também este terá um papel muito importante em manter a atenção em temas mais importantes sobre os quais concentrar o diálogo”.
RV: O diálogo fecundo entre católicos e judeus prossegue em um tempo marcado pela angústia pelo presente. A humanidade – lê-se na mensagem – está perdida, “desiludida por tantas falsas idolatrias”...
“Neste momento o diálogo tem valor não somente enquanto momento importante nas relações judaico-cristãs, mas também como um tema que vem proposto como um chamado à consciência, para a busca dos valores espirituais, a busca da relação com o eterno, de chaves de resposta e de interpretação de um período dramático. Neste tempo é necessária a defesa, mas é necessário também remeter-se a temas morais, a valores mais elevados... Penso que a fé nos ajude também a raciocinar em âmbitos mais amplos, portanto, em fazer propósitos e projetos que não sejam somente para o imediato”. (JE)
(from Vatican Radio)
Infância Missionária é a festa da fraternidade, diz o Papa
Infância Missionária é a festa da fraternidade, diz o Papa
Neste dia 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, também é celebrado o Dia da Infância Missionária. Uma “festa das crianças que, com as suas orações e os seus sacrifícios – sublinhou o Papa Francisco no Angelus – ajudam seus coetâneos mais necessitados fazendo-se missionários e testemunhas de fraternidade e de partilha”. As ofertas recolhidas em todas as igrejas nesta ocasião serão destinadas a diversos projetos em todo o mundo. O tema escolhido para este ano é: “Pobres como Jesus”. Mas, o que este slogan quer transmitir aos mais jovens? A Rádio Vaticano conversou a este respeito com Padre Michele Autuoro, Diretor das Pontifícias Obras Missionárias para a Itália:
“Antes de tudo se deseja ensinar a olhar para Jesus, que também nestes dias contemplamos no pobreza de Belém, mas também para a condição de tantas crianças do mundo. Este dia nasceu por inspiração de um bispo francês na metade do século XIX que, ouvindo também as cartas de tantos missionários da China, ficou tocado pela condição de tantas crianças, também pela sua pobreza. Depois do encontro com a fundadora francesa de uma outra obra missionária – a da Propagação da Fé – Paulina Jarico, teve esta intuição de envolver as crianças em serem solidárias em ajudar outras crianças no mundo e ao mesmo tempo educar as crianças para a missionaridade”.
RV: Existe algum motivo particular para a escolha da Solenidade da Epifania para esta celebração?
“Certamente. Foi escolhida a festa da Epifania porque o protagonista da festa é sempre Jesus, do Menino Jesus; depois é também a festa dos presentes por parte dos Magos, os Magos vindos de longe. De fato, todos os povos são chamado a reconhecer Jesus como Rei, o Senhor”.
RV: Como acontece em todos os anos, será feita uma coleta durante este dia. Existe algum destino particular desta vez?
“Tudo o que é recolhido neste Dia, mas também através de tantas atividades que os jovens fazem durante o tempo do Advento, é destinado a um fundo universal de solidariedade. Depois, por meio do Secretariado Internacional das Pontifícias Obras, são indicados os projetos a serem ajudados. Uma característica das Pontifícias Obras Missionárias é precisamente esta: ter um olhar universal e sobretudo a partir daqueles que têm mais necessidade. Certamente, neste momento, as crianças onde existem conflitos em andamento, são sempre aquelas que têm maior necessidade”.
RV: Além da ajuda concreta, como o senhor já acenou, existe também um aspecto positivo nesta iniciativa…
“Sim, sim. Gostaria de citar uma frase do Papa Francisco no discurso que em novembro de 2014 proferiu às realidades missionárias das dioceses italianas. Dizia assim: “A missão é tarefa de todos os cristãos, não somente de alguns. É tarefa também das crianças! Nas Pontifícias Obras Missionárias os pequenos gestos das crianças educam para a missão”. Assim, este Dia, mas também todas as atividades que são realizadas durante o ano, têm a missão de educar as crianças e os jovens para a sua identidade missionária. Mas mesmo as crianças são também educadoras dos grandes, educadores de mundialidade, justamente para abrir as janelas do mundo: esta é a nossa identidade de cristão”.
RV: Educadores de mundialidade, é importante sublinhar esta educação da abertura para o outro, quando hoje vemos que se levantam muros em defesa das fronteiras, por exemplo…
“Certamente. Sobretudo neste momento, neste Dia, se recorda que a terra é de todos, que todos temos o direito a uma plenitude de vida e que Jesus veio justamente para abater os muros, para unir, para construir uma grande fraternidade universal. O bem está justamente nisto: na partilha, na comunhão de bens, na fraternidade, na justiça. Porque compartilhar seguidamente não é somente caridade, mas também justiça”. (JE)
(from Vatican Radio)
Neste dia 6 de janeiro, Solenidade da Epifania, também é celebrado o Dia da Infância Missionária. Uma “festa das crianças que, com as suas orações e os seus sacrifícios – sublinhou o Papa Francisco no Angelus – ajudam seus coetâneos mais necessitados fazendo-se missionários e testemunhas de fraternidade e de partilha”. As ofertas recolhidas em todas as igrejas nesta ocasião serão destinadas a diversos projetos em todo o mundo. O tema escolhido para este ano é: “Pobres como Jesus”. Mas, o que este slogan quer transmitir aos mais jovens? A Rádio Vaticano conversou a este respeito com Padre Michele Autuoro, Diretor das Pontifícias Obras Missionárias para a Itália:
“Antes de tudo se deseja ensinar a olhar para Jesus, que também nestes dias contemplamos no pobreza de Belém, mas também para a condição de tantas crianças do mundo. Este dia nasceu por inspiração de um bispo francês na metade do século XIX que, ouvindo também as cartas de tantos missionários da China, ficou tocado pela condição de tantas crianças, também pela sua pobreza. Depois do encontro com a fundadora francesa de uma outra obra missionária – a da Propagação da Fé – Paulina Jarico, teve esta intuição de envolver as crianças em serem solidárias em ajudar outras crianças no mundo e ao mesmo tempo educar as crianças para a missionaridade”.
RV: Existe algum motivo particular para a escolha da Solenidade da Epifania para esta celebração?
“Certamente. Foi escolhida a festa da Epifania porque o protagonista da festa é sempre Jesus, do Menino Jesus; depois é também a festa dos presentes por parte dos Magos, os Magos vindos de longe. De fato, todos os povos são chamado a reconhecer Jesus como Rei, o Senhor”.
RV: Como acontece em todos os anos, será feita uma coleta durante este dia. Existe algum destino particular desta vez?
“Tudo o que é recolhido neste Dia, mas também através de tantas atividades que os jovens fazem durante o tempo do Advento, é destinado a um fundo universal de solidariedade. Depois, por meio do Secretariado Internacional das Pontifícias Obras, são indicados os projetos a serem ajudados. Uma característica das Pontifícias Obras Missionárias é precisamente esta: ter um olhar universal e sobretudo a partir daqueles que têm mais necessidade. Certamente, neste momento, as crianças onde existem conflitos em andamento, são sempre aquelas que têm maior necessidade”.
RV: Além da ajuda concreta, como o senhor já acenou, existe também um aspecto positivo nesta iniciativa…
“Sim, sim. Gostaria de citar uma frase do Papa Francisco no discurso que em novembro de 2014 proferiu às realidades missionárias das dioceses italianas. Dizia assim: “A missão é tarefa de todos os cristãos, não somente de alguns. É tarefa também das crianças! Nas Pontifícias Obras Missionárias os pequenos gestos das crianças educam para a missão”. Assim, este Dia, mas também todas as atividades que são realizadas durante o ano, têm a missão de educar as crianças e os jovens para a sua identidade missionária. Mas mesmo as crianças são também educadoras dos grandes, educadores de mundialidade, justamente para abrir as janelas do mundo: esta é a nossa identidade de cristão”.
RV: Educadores de mundialidade, é importante sublinhar esta educação da abertura para o outro, quando hoje vemos que se levantam muros em defesa das fronteiras, por exemplo…
“Certamente. Sobretudo neste momento, neste Dia, se recorda que a terra é de todos, que todos temos o direito a uma plenitude de vida e que Jesus veio justamente para abater os muros, para unir, para construir uma grande fraternidade universal. O bem está justamente nisto: na partilha, na comunhão de bens, na fraternidade, na justiça. Porque compartilhar seguidamente não é somente caridade, mas também justiça”. (JE)
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