terça-feira, 29 de setembro de 2015

Card. Braz de Aviz: Sínodo, família e vocações

Card. Braz de Aviz: Sínodo, família e vocações

Cidade do Vaticano (RV) – Encerrado o Encontro Mundial das Famílias, a atenção no Vaticano se dirige agora ao iminente Sínodo dos Bispos, que será aberto oficialmente pelo Papa Francisco no próximo domingo, 4 de outubro.

No discurso aos bispos participantes do Encontro em Filadélfia, o Papa alertou para a cultura consumista, que pode minar não só o tecido social, mas também o eclesial. Com a crise da família, com a sua desestruturação, esta já não constitui o terreno fértil para o surgimento das vocações.

“Mas Deus chama onde Ele quer, inclusive nas situações mais impensáveis”, é o que afirma o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Card. João Braz de Aviz.

Dom João fala também do Sínodo dos Bispos, do qual participará, e ressalta a postura do Papa Francisco, que quer se aproximar dos sofrimentos das famílias de hoje.

Clique acima para ouvir.

(BF)

(from Vatican Radio)

"Comunicação e Misericórdia" é tema do Dia das Comunicações

"Comunicação e Misericórdia" é tema do Dia das Comunicações

Cidade do Vaticano (RV) – “Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo.” Este é o tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016, divulgado esta terça-feira.

O Dia, que chega à sua 50ª edição, será celebrado no domingo dia 8 de maio, Solenidade da Ascensão dos Senhor.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais é a única celebração mundial promovida desde o Concílio Vaticano II,  após o decreto conciliar sobre os meios de comunicação, Inter Mirifica, de 1963.

A data foi celebrada pela primeira vez no domingo de 7 de maio de 1967. A Mensagem do Papa para a ocasião é tradicionalmente publicada na festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos comunicadores (24 de janeiro).  

(BF)

(from Vatican Radio)

RV: Servir Cristo é ser servo da Verdade

RV: Servir Cristo é ser servo da Verdade

Cidade do Vaticano (RV) – “A festa dos arcanjos é a festa da Rádio Vaticano.” O Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin, presidiu na capela da Anunciação, na sede da emissora, à missa por ocasião da festa de São Gabriel, padroeiro da Rádio do Papa.

Em sua homilia, o Cardeal recorda que os arcanjos são os portadores da mensagens celestes mais importantes. A eles, é confiada a missão de comunicar fielmente e de abrir o caminho ao Senhor.

Rádio Vaticano, mensageira de paz

“Não há dia mais apto do que este para celebrar a festa da Rádio Vaticano. A sua missão se une àquela dos anjos e a eles pede assistência e proteção. A Rádio Vaticano recebeu o mandato de comunicar as palavras, os gestos, a ação e a proposta do Santo Padre, fazendo ressoar a voz e aprofundando a sua mensagem. Uma voz e uma mensagem que brotam do Evangelho e ao Evangelho pretendem conduzir. Uma mensagem de paz, vida, solidariedade e perdão que se difunde através deste trabalho a todo o mundo”, destacou o Secretário de Estado.

O Cardeal Parolin ressalta também a tarefa da emissora de informar com objetividade os principais fatos da atividade eclesial e civil, oferecendo aos ouvintes um serviço de “notável utilidade”, já que é inestimável o valor de uma informação correta, que não esteja a serviço de interesses e poderes que, para alcançar seus objetivos, distorcem a informação.

Servir Cristo – disse ainda o Cardeal – oferece a vantagem de ser servos da Verdade. “A finalidade da Rádio Vaticano é fazer ressoar clara e forte a mensagem evangélica e de ser exemplo de boa informação. E assim a emissora se distingui desde o seu nascimento em 1931.”

O Secretário de Estado recordou ainda toda a produção da Rádio Vaticano, seja através das ondas do rádio, mas também na internet, em mais de  40 idiomas. “Um trabalho de equipe, de alto profissionalismo e ponto de referência para uma informação crível.”

E enalteceu o espírito de sacrifício de seus funcionários, demonstrado por exemplo durante a viagem do Papa a Cuba e aos Estados, trabalhando inclusive nas horas noturnas para divulgar a mensagem do Santo Padre. O mesmo afinco será demonstrado durante os próximos eventos, para a cobertura do Sínodo e do Jubileu Extraordinário.

Secretaria para a Comunicação

Por fim, o Cardeal Parolin citou a recém-instituída Secretaria para a Comunicação, chamada em nome do Papa a renovar, com novos meios, as comunicações da Santa Sé.

“Que os Santos Arcanjos protejam toda a Rádio Vaticano, para que seja capaz de renovar-se, permanecendo fiel a si mesma, e se torne instrumento sempre mais eficaz a serviço do Papa e daquela Igreja em saída, que é seu pedido a todos nós.”

Nesta terça-feira, o Cardeal Pietro Parolin nomeou como novo Diretor dos Programas da Rádio Vaticano o Padre polonês Andrzej Majewski, S.I. O sacerdote jesuíta sucede o Padre Andrzej Koprowski, também ele polonês, que trabalhou durante 10 anos na emissora.

(from Vatican Radio)

Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016: Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo

Dia Mundial das Comunicações Sociais 2016: Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo

A escolha do tema deste ano, foi certamente determinada pelo Jubileu extraordinário da Misericórdia e sem dúvida, o Santo Padre almejou que o Dia Mundial das Comunicações Sociais, oferecesse uma ocasião propícia para refletir sobre as sinergias profundas entre comunicação e misericórdia.
Na Bula de proclamação do Ano Jubilar, no número 12, o Papa afirma que: “ a Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa ” e, no mesmo número, o Papa acrescenta: “ A sua linguagem e os seus gestos, para penetrarem no coração das pessoas e desafiá-las a encontrar novamente a estrada para regressar ao Pai, devem irradiar misericórdia ”.
É oportuno recordar, a este propósito, que nos situamos no contexto de uma comunicação que é lugar privilegiado para a promoção da cultura do encontro.
O Papa nesta ocasião se refere à linguagem e aos gestos da Igreja, mas na perspectiva indicada, cada homem e mulher de hoje, na própria comunicação, no ir ao encontro do outro ou da outra, devem ser animados por uma profunda dimensão de acolhimento, de disponibilidade, de perdão.
O Tema evidencia que uma boa comunicação pode abrir um espaço para o diálogo, para uma compreensão recípocra e a reconciliação, permitindo que desta maneira brotem encontros humanos fecundos. Em um momento no qual nossa atenção, tantas vezes se volta a natureza centralizada e arbitraria dos múltiplos comentários das mídias sociais, este tema quer concentrar-se sobre o poder das palavras e dos gestos, para superar as incompreenções, para curar as memórias, para construir a paz e a harmonia.
Outra vez, Papa Francisco, ajuda a descobrir que no coração da comunicação existe, antes de tudo, uma profunda dimensão humana. Comunicação que não é somente uma “atual ou moderna tecnologia, mas uma profunda relação interpessoal.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais, único dia estabelecido pelo Concílio Vaticano II (Inter Mirifica, 1963) vem celebrado em muitos países, sob a recomendação dos bispos do mundo, no Domingo que precede a Festa de Pentecostes (em 2016, será 8 de maio).
A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Comunicações Sociais vem tradicionalmente publicada na ocasião da Festa de São Francisco de Sales, patrono dos jornalistas (24 de janeiro).

Francisco pede orações pelo fim do tráfico de pessoas

Francisco pede orações pelo fim do tráfico de pessoas

Cidade do Vaticano (RV) – O fim do tráfico de pessoas está na intenção do Papa Francisco para o mês de outubro.

A intenção universal é: “Para que seja erradicado o tráfico de pessoas, a forma moderna de escravidão”.

Desde o início do seu pontificado, Francisco tem dado uma atenção especial a esta chaga da sociedade contemporânea. De modo especial, pediu à Pontifícia Academia das Ciências Sociais que organize periodicamente congressos, simpósios e seminários a respeito deste tema. Respondendo à exortação do Papa, a Pontifícia Academia já acolheu no Vaticano autoridades civis, políticas e religiosas, e inclusive vítimas do tráfico.

A última vez que o Pontífice tocou no tema foi durante seu pronunciamento na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Ao falar sobre a insuficiência dos compromissos assumidos, Francisco pediu vontade política “efetiva, prática e constante” para superar fenômenos como o tráfico de seres humanos, a exploração sexual de meninos e meninas e o trabalho escravo.

Missão na Ásia

Ainda no mês de outubro, o Pontífice propõe ao Apostolado da Oração a intenção pela evangelização: “Para que, com espírito missionário, as comunidades cristãs do continente asiático anunciem o Evangelho a todos aqueles que ainda não o conhecem”.

(from Vatican Radio)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

No voo de regresso dos Estados Unidos o Papa traça um primeiro balanço da viagem - Todos os muros desabam

No voo de regresso dos Estados Unidos o Papa traça um primeiro balanço da viagem - Todos os muros desabam

L’Osservatore Romano
A calorosa hospitalidade recebida nos Eua, os desafios da Igreja naquela Nação, a vergonha pelos abusos sexuais cometidos por alguns sacerdotes, o processo de paz na Colômbia, a crise migratória, os processos matrimoniais, a objecção de consciência, a China, as religiosas norte-americanas e as mulheres na Igreja, o poder do Papa: foram estes os principais pontos da conferência de imprensa de Francisco que, durante o voo de regresso de Filadélfia — onde a 27 de Setembro, com a missa de encerramento do encontro mundial das famílias, terminou a viagem papal — respondeu por mais de 45 minutos a uma dúzia de perguntas.


O Pontífice disse que ficou surpreendido pela hospitalidade recebida que, embora tenha sido diferente nas três cidades visitadas nos Eua, foi muito calorosa. E acrescentou que ficou impressionado também com as celebrações litúrgicas e com a oração dos fiéis. O desafio da Igreja, disse, consiste em continuar a permanecer ao lado deste povo, acompanhando-o tanto na alegria como nas dificuldades. E isto deve realizar-se, permanecendo ao lado das pessoas.

Sobre os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero, o Papa disse que falou diante de todos os bispos do país, porque sentiu a necessidade de expressar compaixão pelo que aconteceu: algo muito desagradável, pelo que muitos pastores autênticos sofreram. Sem dúvida, os abusos existem em toda a parte, disse, mas quando quem os comete é um sacerdote, isto é gravíssimo, porque é uma traição da vocação presbiteral, que consiste também em fazer crescer o amor de Deus e, ao mesmo tempo, a maturidade afectiva dos jovens.

Quanto ao processo de paz na Colômbia, o Pontífice afirmou que recebeu com alívio a notícia, e que se sentiu partícipe desta aproximação entre o Governo e as Farc.

Sobre a imigração, ao contrário, Francisco frisou que hoje estamos diante de uma crise que deriva de um processo de longo período, porque a guerra da qual as pessoas fogem se combate há anos. Além disso, há a fome, que leva as pessoas a migrar. A África, disse ainda, é o continente explorado: primeiro a escravidão, depois os grandes recursos, e agora as guerras tribais, que escondem interesses económicos. Mas em vez de explorar, seria necessário investir, para evitar esta crise.

O Papa falou também das barreiras que são levantadas nalgumas regiões da Europa, afirmando que mais cedo ou mais tarde os muros desabam, e que contudo não são uma solução.

No que se refere à questão da nulidade matrimonial, o Pontífice reiterou que na reforma dos processos foi fechada a porta da via administrativa, através da qual podia entrar aquilo que alguém definiu «divórcio católico», e que a simplificação dos procedimentos já foi pedida pelos padres sinodais no ano passado. O matrimónio é um sacramento indissolúvel, e isto a Igreja não pode mudar. Os processos servem para provar que o que parecia sacramento não era tal. Além disso, há questões ligadas às segundas núpcias e à comunhão aos divorciados recasados que no entanto, disse o Papa, não são as únicas que serão enfrentadas no iminente Sínodo.

Falou-se inclusive de objecção de consciência, e Francisco afirmou qeu se trata de um direito, faz parte dos direitos humanos e é válida para todas as pessoas, portanto também quando se trata de um funcionário público. Negá-la significa negar um direito.

Depois, o Papa falou sobre a China, ressaltando que é uma grande Nação, portadora de uma imensa cultura. E afirmou que gostaria muito de visitar aquele país, acrescentando que ter uma Nação amiga como a China, com tantas possibilidades da fazer o bem, seria uma alegria.

Voltando a discorrer sobre questões americanas, o Pontífice disse que as religiosas são muito amadas nos Eua porque fizeram maravilhas nos campos da educação e da saúde. E reiterou que na Igreja as mulheres são mais importantes do que os homens, contudo realçando que há um pouco de atraso em matéria de teologia da mulher.

Quando lhe fizeram notar que nos Eua ele se tornou uma star, Francisco recordou que o título de um Papa é «servo dos servos de Deus». Os mass media usam o termo star, mas há outra verdade. Demasiadas estrelas apagaram-se. Ao contrário, frisou, ser servo dos servos de Deus não passa.

Enfim, respondendo a uma pergunta sobre a presença do presidente da câmara municipal de Roma, Ignazio Marino, na missa conclusiva do encontro mundial das famílias, o Papa desmentiu categoricamente que houve um convite da sua parte ou da parte dos organizadores.

Discursos do Papa

"Deus abençoe a América!": Francisco despede-se dos EUA

"Deus abençoe a América!": Francisco despede-se dos EUA

Filadélfia (RV) – Às 19h, hora local, o Papa Francisco deixou o Aeroporto de Filadélfia com destino a Roma, a bordo Boing 777 da America Airlines, concluindo a sua 10ª viagem apostólica internacional. No Aeroporto, o Pontífice foi recebido pelo Vice-Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e família, e ovacionado por cerca de 500 pessoas.

Em seu discurso de despedida, dirigido às autoridades, bispos e amigos, Francisco diz que parte “com o coração cheio de gratidão e de esperança”. O Papa agradeceu a todos que “trabalharam ardorosamente para tornar possível e preparar o Encontro Mundial das Famílias”, em particular o Arcebispo Chaput e à Arquidiocese de Filadélfia.

O Papa agradeceu também às famílias que partilharam seus testemunhos durante o Encontro, dizendo “não ser fácil falar abertamente do próprio percurso na vida:

“Porém a sua sinceridade e humildade diante de Deus e de nós mostraram a beleza da vida familiar e toda a sua riqueza e variedade. Rezo para que estes dias de oração e reflexão sobre a importância da família para uma sociedade sadia possam encorajar as famílias a continuar a lutar pela santidade e a ver a Igreja como uma companheira fiel em toda e qualquer prova que tenham de enfrentar”.

O Santo Padre também agradeceu às Arquidioceses de Washington e Nova Iorque, afirmando ter sido “particularmente comovente a canonização de São Junípero Serra, que nos lembra a todos nós a chamada para ser discípulos missionários, bem como parar pessoalmente, junto com irmãos de outras religiões, no Ground Zero, local que recorda de forma eloquente o mistério do mal; mas sabemos com toda a certeza que o mal não terá jamais a última palavra e que, no plano misericordioso de Deus, triunfarão sobre tudo o amor e a paz”.

O Papa pediu ao Vice-Presidente para agradecer ao Presidente Obama e aos membros do Congresso, garantindo suas orações pelo povo americano, “uma terra que foi abençoada com enormes dons e oportunidades. Rezo para que sejais bons e generosos guardiões dos recursos humanos e materiais que vos foram confiados”.

Os momentos de oração em conjunto nas diversas cidades foram destacados, pois revela “a fé da Igreja bem radicada neste país”:

“As atenções que tivestes para comigo e a vossa recepção são sinal do vosso amor e fidelidade a Jesus. E é-o também a solicitude pelos pobres, os doentes e os sem-abrigo, os imigrantes, a vossa defesa da vida em todas as suas fases, bem como a preocupação com a vida familiar. Em tudo isto, reconheceis que Jesus está no meio de vós e que, cuidar um do outro, é solicitude pelo próprio Jesus”.

O Papa exortou a todos, especialmente os voluntários e benfeitores envolvidos no Encontro Mundial das Famílias, que não deixem apagar “o entusiasmo por Jesus, pela sua Igreja, pelas nossas famílias e a família maior da sociedade. Possam estes dias, passados juntos, dar frutos que permaneçam, e a generosidade e solicitude pelos outros possa continuar. Assim como recebemos muito de Deus – dons oferecidos a nós gratuitamente e não merecidos pelas nossas forças –, assim, em troca, procuremos também dar gratuitamente aos outros”.

“Rezarei por vós e vossas famílias, e peço-vos, por favor, para rezardes por mim. Deus vos abençoe a todos. Deus abençoe a América”, concluiu Francisco. (JE)



(from Vatican Radio)