Papa: Sem o fogo do Espírito Santo a Igreja torna-se fria
2016-08-14 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – “Se a Igreja não recebe o fogo do Espírito Santo ou não o deixa entrar em si, torna-se uma Igreja fria ou somente morna, incapaz de dar vida, porque é feita de cristãos frios e mornos”.
Inspirado nas palavras de Jesus narradas em Lucas: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso”, o Papa Francisco dedicou a sua alocução - que precede a oração mariana do Angelus – à ação do Espírito Santo na vida da Igreja e em nossa vida: “um fogo que começa no coração, e não na mente”, frisou.
O fogo do qual fala Jesus no Evangelho – explica o Papa - é o fogo do Espírito Santo, “presença viva e atuante em nós desde o dia do Batismo. Ele - o fogo - é uma força criadora que purifica e renova, queima toda miséria humana, todo egoísmo, todo pecado, nos transforma a partir de dentro, nos regenera e nos torna capazes de amar”:
“Jesus deseja que o Espírito Santo irrompa como fogo no nosso coração, porque somente partindo do coração, que o incêndio do amor divino poderá propagar-se e fazer progredir o Reino de Deus. Não parte da cabeça, parte do coração. E por isto Jesus quer que o fogo entre em nosso coração. Se nos abrirmos completamente à ação deste fogo que é o Espírito Santo, Ele nos dará a audácia e o fervor para anunciar a todos Jesus e a sua consoladora mensagem de misericórdia e de salvação, navegando em mar aberto, sem medo. Mas o fogo começa no coração”.
O Papa recorda, que para cumprir a sua missão no mundo, “a Igreja tem necessidade da ajuda do Espírito Santo, para não deixar-se frear pelo medo e pelo cálculo, para não habituar-se a caminhar dentro de fronteiras seguras”. Francisco adverte que “estes dois comportamentos, levam a Igreja a ser uma Igreja funcional, que não arrisca nunca”:
“Pelo contrário, a coragem apostólica que o Espírito Santo acende em nós como um fogo, nos ajuda a superar os muros e as barreiras, nos faz criativos e nos impele a colocarmo-nos em movimento para caminhar também por caminhos inexplorados ou desconfortáveis, oferecendo esperança a quantos encontramos”.
Precisamente com este fogo do Espírito Santo – disse o Santo Padre - “somos chamados a nos tornar sempre mais comunidade de pessoas guiadas e transformadas, cheias de compreensão, pessoas de coração dilatado e de rosto alegre”. E acrescenta:
“Mais do que nunca existe a necessidade, mais do que nunca hoje existe a necessidade de sacerdotes, de consagrados e de fiéis leigos, com o olhar atento do apóstolo, para mover-se e parar diante das dificuldades e das pobrezas materiais e espirituais, caracterizando assim o caminho da evangelização e da missão com o ritmo curador da proximidade. Há precisamente o fogo do Espírito Santo que nos leva a nos fazer "próximos" dos outros: das pessoas que sofrem, dos necessitados; de tantas misérias humanas, de tantos problemas; dos refugiados, daqueles que sofrem. Aquele fogo que vem do coração. Fogo”.
Francisco recordou então dos “numerosos sacerdotes e religiosos que, em todo o mundo, se dedicam ao anúncio do Evangelho com grande amor e fidelidade, não raro a custo da própria vida”, e advertiu que se a Igreja não se abre ao fogo do Espírito, torna-se fria:
“O exemplar testemunho deles nos recorda que a Igreja não tem necessidade de burocratas e de diligentes funcionários, mas de missionários apaixonados, imbuídos pelo ardor de levar a todos a consoladora palavra de Jesus e a sua graça. Este é o fogo do Espírito Santo. Se a Igreja não recebe este fogo ou não o deixa entrar em si, torna-se uma Igreja fria ou somente morna, incapaz de dar vida, porque é feita de cristãos frios e mornos. Nos fará bem hoje, tomar cinco minutos e nos perguntar: "Mas, como está o meu coração? É frio? É morno? É capaz de receber este fogo?". Tomemos cinco minutos para isto. Nos fará bem a todos.
Ao final de sua alocução, o Santo Padre recordou o exemplo “de São Maximiliano Kolbe, mártir da caridade, cuja festa recorre hoje: que ele nos ensine a viver o fogo do amor de Deus e pelo próximo”. (JE)
Eis a alocução do Santo Padre na íntegra:
“O Evangelho deste domingo faz parte dos ensinamentos de Jesus dirigidos aos discípulos durante a sua subida à Jerusalém, onde lhe espera a morte na cruz. Para indicar o objetivo de sua missão, Ele se serve de três imagens: o fogo, o batismo e a divisão. Hoje quero falar da primeira imagem: o fogo.
Jesus a expressa com estas palavras: “Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso”. O fogo do qual Jesus fala é o fogo do Espírito Santo, presença viva e atuante em nós desde o dia do Batismo. Ele - o fogo - é uma força criadora que purifica e renova, queima toda miséria humana, todo egoísmo, todo pecado, nos transforma a partir de dentro, nos regenera e nos torna capazes de amar. Jesus deseja que o Espírito Santo irrompa como fogo no nosso coração, porque somente partindo do coração que o incêndio do amor divino poderá propagar-se e fazer progredir o Reino de Deus. Não parte da cabeça, parte do coração. E por isto Jesus quer que o fogo entre em nosso coração. Se nos abrirmos completamente à ação deste fogo que é o Espírito Santo, Ele nos dará a audácia e o fervor para anunciar a todos Jesus e a sua consoladora mensagem de misericórdia e de salvação, navegando em mar aberto, sem medo. Mas o fogo começa no coração.
No cumprimento de sua missão no mundo, a Igreja - isto é, todos nós Igreja - tem necessidade de ajuda do Espírito Santo para não deixar-se frear pelo medo e pelo cálculo, para não habituar-se a caminhar dentro de fronteiras seguras. Estes dois comportamentos levam a Igreja a ser uma Igreja funcional, que não arrisca nunca. Pelo contrário, a coragem apostólica que o Espírito Santo acende em nós como um fogo nos ajuda a superar os muros e as barreiras, nos faz criativos e nos impele a colocarmo-nos em movimento para caminhar também por caminhos inexplorados ou desconfortáveis, oferecendo esperança a quantos encontramos. Com este fogo do Espírito Santo somos chamados a nos tornar sempre mais comunidade de pessoas guiadas e transformadas, cheias de compreensão, pessoas de coração dilatado e de rosto alegre. Mais do que nunca existe a necessidade, mais do que nunca existe a necessidade de sacerdotes, de consagrados e de fieis leigos, com o olhar atento do apostolado, para mover-se e parar diante das dificuldades e das pobrezas materiais e espirituais, caracterizando assim o caminho da evangelização e da missão com o ritmo curador da proximidade.Há precisamente o fogo do Espírito Santo que nos leva a nos fazer "próximos" dos outros: das pessoas que sofrem, dos necessitados; de tantas misérias humanas, de tantos problemas; dos refugiados, daqueles que sofrem. Aquele fogo que vem do coração. Fogo.
Neste momento, penso também com admiração sobretudo aos numerosos sacerdotes e religiosos que, em todo o mundo, se dedicam ao anúncio do Evangelho com grande amor e fidelidade, não raro a custo da própria vida. O exemplar testemunho deles nos recorda que a Igreja não tem necessidade de burocratas e de diligentes funcionários, mas de missionários apaixonados, imbuídos pelo ardor de levar a todos a consoladora palavra de Jesus e a sua graça.Este é o fogo do Espírito Santo. Se a Igreja não recebe este fogo ou não o deixa entrar em si, torna-se uma Igreja fria ou somente morna, incapaz de dar vida, porque é feita de cristãos frios e mornos. Nos fará bem hoje, tomar cinco minutos e nos perguntar: "Mas, como está o meu coração? É frio? É morno? É capaz de receber este fogo?". Tomemos cinco minutos para isto. Nos fará bem a todos.
E peçamos a Virgem Maria para rezar conosco e por nós ao Pai celeste, para que derrame sobre todos os fieis o Espírito Santo, fogo divino que aquece os corações e nos ajude a ser solidários com as alegrias e os sofrimentos dos nossos irmãos. Nos sustente no nosso caminho o exemplo de São Maximiliano Kolbe, mártir da caridade, cuja festa recorre hoje: que ele nos ensine a viver o fogo do amor de Deus e pelo próximo”.
(JE)
(from Vatican Radio)
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Papa presidirá celebração pelo Dia de Oração pelo Cuidado da Criação
Papa presidirá celebração pelo Dia de Oração pelo Cuidado da Criação
2016-08-14 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Na quinta-feira, 1º de setembro, o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro, às 17 horas, a celebração das Vésperas por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.
Já na Missa Solene de início de Pontificado, em 19 de março de 2013, o Papa Francisco havia pedido a todos aqueles que ocupam cargos de responsabilidade no âmbito econômico, político e social e a todos os homens e mulheres de boa vontade, para serem guardiões da criação:
“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.
O tema pelo cuidado da criação é uma das marcas do Pontificado de Francisco, que dedicou a ele a Encíclica Laudato Si.
2016-08-14 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) – Na quinta-feira, 1º de setembro, o Papa Francisco presidirá na Basílica de São Pedro, às 17 horas, a celebração das Vésperas por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.
Já na Missa Solene de início de Pontificado, em 19 de março de 2013, o Papa Francisco havia pedido a todos aqueles que ocupam cargos de responsabilidade no âmbito econômico, político e social e a todos os homens e mulheres de boa vontade, para serem guardiões da criação:
“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade em âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos «guardiões» da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo! Mas, para «guardar», devemos também cuidar de nós mesmos. Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem. Não devemos ter medo de bondade, ou mesmo de ternura”.
O tema pelo cuidado da criação é uma das marcas do Pontificado de Francisco, que dedicou a ele a Encíclica Laudato Si.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Papa: tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo
Papa: tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo
Quarta-feira, 22 de junho – na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco afirmou na sua catequese que tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo. O Santo Padre sublinhou que tocar o pobre pode purificar da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.
Evangelho de S. Lucas, capítulo 5 – é deste endereço bíblico que Francisco parte para uma catequese plena de intensidade humana: um leproso dirige-se a Jesus e pede para ser purificado. Este homem vivia excluído – disse o Papa – mas não se resignava com a sua doença, nem com as normas sociais que faziam dele um excluído. Ele devia manter-se separado e longe de todos.
No entanto, este homem viola aquelas normas – observou o Santo Padre – entra na cidade e aproxima-se de Jesus. Na sua súplica, o leproso mostra-se certo de que Jesus tem poder para curá-lo; tudo depende da vontade d’Ele. “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” – esta é a súplica do leproso. Jesus toca-o e diz-lhe: “Quero, fica purificado!”
“A súplica do leproso mostra que quando nos apresentamos a Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, acompanhadas da plena confiança na sua omnipotência e na sua bondade. Confiarmo-nos à vontade de Deus significa, com efeito, submetermo-nos à sua infinita misericórdia.”
Neste momento da catequese o Papa Francisco cometeu uma pequena inconfidência e disse que, ele próprio, todas as noites, faz esta pequena oração: “Senhor se quiseres, podes purificar-me”, acompanhada por cinco Pai-Nossos por cada uma das chagas de Jesus.
Nesta passagem do Evangelho Jesus fica bastante impressionado com este leproso – assinalou o Santo Padre que referiu ainda que o texto de S. Marcos sublinha que Jesus “teve compaixão, estendeu-lhe a mão e tocou-o”. O gesto de Jesus vai contra as disposições da Lei de Moisés que proibia a aproximação aos leprosos. Mas o Senhor toca aquele leproso – disse Francisco que se interrogou se os cristãos, quando encontram um pobre e dão esmola, lhe tocam a mão:
“Quantas vezes encontramos um pobre que se aproxima de nós. Podemos até ser generosos, podemos até ter compaixão, mas habitualmente não o tocamos. Oferecemos-lhe a moeda, mas evitamos tocar-lhe a mão. E esquecemo-nos de que aquele é o corpo de Cristo! Jesus ensina-nos a não ter medo de tocar o pobre e o excluído, porque naquela pessoa está Ele próprio. Tocar o pobre pode purificar-nos da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.”
O Santo Padre referiu ainda na sua catequese o facto de junto de si nesta audiência estarem refugiados africanos. “São nossos irmãos” – disse o Papa assinalando os valores do acolhimento e da inclusão.
Nas saudações aos fiéis presentes na Praça de S. Pedro, o Santo Padre dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa:
“Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte neste Encontro, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! A todos saúdo, especialmente aos membros da Comunidade brasileira Doce Mãe de Deus e ao grupo de Escuteiros de Leiria, encorajo-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!”
O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!
(RS)
(from Vatican Radio)
Quarta-feira, 22 de junho – na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco afirmou na sua catequese que tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo. O Santo Padre sublinhou que tocar o pobre pode purificar da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.
Evangelho de S. Lucas, capítulo 5 – é deste endereço bíblico que Francisco parte para uma catequese plena de intensidade humana: um leproso dirige-se a Jesus e pede para ser purificado. Este homem vivia excluído – disse o Papa – mas não se resignava com a sua doença, nem com as normas sociais que faziam dele um excluído. Ele devia manter-se separado e longe de todos.
No entanto, este homem viola aquelas normas – observou o Santo Padre – entra na cidade e aproxima-se de Jesus. Na sua súplica, o leproso mostra-se certo de que Jesus tem poder para curá-lo; tudo depende da vontade d’Ele. “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” – esta é a súplica do leproso. Jesus toca-o e diz-lhe: “Quero, fica purificado!”
“A súplica do leproso mostra que quando nos apresentamos a Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, acompanhadas da plena confiança na sua omnipotência e na sua bondade. Confiarmo-nos à vontade de Deus significa, com efeito, submetermo-nos à sua infinita misericórdia.”
Neste momento da catequese o Papa Francisco cometeu uma pequena inconfidência e disse que, ele próprio, todas as noites, faz esta pequena oração: “Senhor se quiseres, podes purificar-me”, acompanhada por cinco Pai-Nossos por cada uma das chagas de Jesus.
Nesta passagem do Evangelho Jesus fica bastante impressionado com este leproso – assinalou o Santo Padre que referiu ainda que o texto de S. Marcos sublinha que Jesus “teve compaixão, estendeu-lhe a mão e tocou-o”. O gesto de Jesus vai contra as disposições da Lei de Moisés que proibia a aproximação aos leprosos. Mas o Senhor toca aquele leproso – disse Francisco que se interrogou se os cristãos, quando encontram um pobre e dão esmola, lhe tocam a mão:
“Quantas vezes encontramos um pobre que se aproxima de nós. Podemos até ser generosos, podemos até ter compaixão, mas habitualmente não o tocamos. Oferecemos-lhe a moeda, mas evitamos tocar-lhe a mão. E esquecemo-nos de que aquele é o corpo de Cristo! Jesus ensina-nos a não ter medo de tocar o pobre e o excluído, porque naquela pessoa está Ele próprio. Tocar o pobre pode purificar-nos da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.”
O Santo Padre referiu ainda na sua catequese o facto de junto de si nesta audiência estarem refugiados africanos. “São nossos irmãos” – disse o Papa assinalando os valores do acolhimento e da inclusão.
Nas saudações aos fiéis presentes na Praça de S. Pedro, o Santo Padre dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa:
“Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte neste Encontro, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! A todos saúdo, especialmente aos membros da Comunidade brasileira Doce Mãe de Deus e ao grupo de Escuteiros de Leiria, encorajo-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!”
O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!
(RS)
(from Vatican Radio)
Papa: Bento XVI, mestre da "teologia de joelhos"
Papa: Bento XVI, mestre da "teologia de joelhos"
Cidade do Vaticano (RV) - "Cada vez que leio as obras de Joseph Ratzinger - Bento XVI, fica sempre mais claro que ele fez e faz "teologia de joelhos". Na próxima terça-feira, 28 de junho, na Sala Clementina do Palácio Apostólico, serão celebrados solenemente os 65 anos de sacerdócio de Joseph Ratzinger, com a presença do Papa Francisco. E o Papa emérito receberá um presente especial: o primeiro livro de um projeto sobre temas fundamentais de seu pensamento, com o Prefácio escrito pelo Papa Bergoglio.
O livro dedicado ao "Sacerdócio" e publicado em seis línguas - alemão, francês, polonês, espanhol, inglês e italiano - é uma coletânea de escritos e pregações de Ratzinger aos sacerdotes.
Francisco usa uma expressão de Hans Urs von Balthasar - "Teologia de joelhos" - para elogiar o testemunho exemplar do predecessor: "Antes mesmo de ser um grandíssimo teólogo e mestre da fé, vê-se que é um homem que realmente acredita, que realmente reza; vê-se que é um homem que personifica a santidade, um homem de paz, um homem de Deus".
Em 24 de fevereiro de 2013, em seu último Angelus, Bento XVI explicou em uma frase memorável aquilo que faria após a "renúncia" ao pontificado: "O Senhor me chama para "subir a montanha", a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja...".
Precisamente a esta imagem da oração de intercessão que Francisco se refere quando escreve que "talvez seja precisamente hoje, como Papa emérito", que Bento XVI "nos conceda em modo mais evidente uma entre as suas maiores lições de "teologia de joelhos". Renunciando "ao exercício ativo do ministério petrino", Bento XVI decidiu "dedicar-se totalmente ao serviço da oração". E do Mosteiro Mater Ecclesiae - completa Francisco - mostra o essencial aos sacerdotes: não o ativismo do "fazer" mas "rezar pelos outros, sem interrupção, alma e corpo".
Bento XVI está "constantemente mergulhado em Deus" - observa Bergoglio - e mostra o que é a verdadeira oração, o "fator decisivo" do qual a Igreja e o mundo têm necessidade "como e mais do que o pão" nesta "mudança de época". Rezar significa "confiar a Igreja a Deus" sabendo que "não é nossa, mas Sua"; confiar a Deus o mundo e a humanidade.
Ratzinger incarna o "profundo enraizamento em Deus sem o qual "toda a capacidade organizativa e toda a presumível superioridade intelectual, todo o dinheiro e o poder resultam inúteis" e os sacerdotes se reduzem a "assalariados", os bispos a "burocratas" e a Igreja a uma "ONG" supérflua.
O projeto, idealizado e curado pelo Professor Pierluca Azzaro e pelo Padre Carlos Granados, prevê outros seis livros sobre ciência e fé, Europa, "minorias criativas", política e fé, Universidade e Eucaristia.
Os escritos de Ratzinger foram selecionados pensando ao grande público, mas com um olhar científico. A introdução ao primeiro volume é do Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e curador da opera omnia de Bento XVI publicado pela Livraria Editora Vaticana. (JE)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) - "Cada vez que leio as obras de Joseph Ratzinger - Bento XVI, fica sempre mais claro que ele fez e faz "teologia de joelhos". Na próxima terça-feira, 28 de junho, na Sala Clementina do Palácio Apostólico, serão celebrados solenemente os 65 anos de sacerdócio de Joseph Ratzinger, com a presença do Papa Francisco. E o Papa emérito receberá um presente especial: o primeiro livro de um projeto sobre temas fundamentais de seu pensamento, com o Prefácio escrito pelo Papa Bergoglio.
O livro dedicado ao "Sacerdócio" e publicado em seis línguas - alemão, francês, polonês, espanhol, inglês e italiano - é uma coletânea de escritos e pregações de Ratzinger aos sacerdotes.
Francisco usa uma expressão de Hans Urs von Balthasar - "Teologia de joelhos" - para elogiar o testemunho exemplar do predecessor: "Antes mesmo de ser um grandíssimo teólogo e mestre da fé, vê-se que é um homem que realmente acredita, que realmente reza; vê-se que é um homem que personifica a santidade, um homem de paz, um homem de Deus".
Em 24 de fevereiro de 2013, em seu último Angelus, Bento XVI explicou em uma frase memorável aquilo que faria após a "renúncia" ao pontificado: "O Senhor me chama para "subir a montanha", a dedicar-me ainda mais à oração e à meditação. Mas isto não significa abandonar a Igreja...".
Precisamente a esta imagem da oração de intercessão que Francisco se refere quando escreve que "talvez seja precisamente hoje, como Papa emérito", que Bento XVI "nos conceda em modo mais evidente uma entre as suas maiores lições de "teologia de joelhos". Renunciando "ao exercício ativo do ministério petrino", Bento XVI decidiu "dedicar-se totalmente ao serviço da oração". E do Mosteiro Mater Ecclesiae - completa Francisco - mostra o essencial aos sacerdotes: não o ativismo do "fazer" mas "rezar pelos outros, sem interrupção, alma e corpo".
Bento XVI está "constantemente mergulhado em Deus" - observa Bergoglio - e mostra o que é a verdadeira oração, o "fator decisivo" do qual a Igreja e o mundo têm necessidade "como e mais do que o pão" nesta "mudança de época". Rezar significa "confiar a Igreja a Deus" sabendo que "não é nossa, mas Sua"; confiar a Deus o mundo e a humanidade.
Ratzinger incarna o "profundo enraizamento em Deus sem o qual "toda a capacidade organizativa e toda a presumível superioridade intelectual, todo o dinheiro e o poder resultam inúteis" e os sacerdotes se reduzem a "assalariados", os bispos a "burocratas" e a Igreja a uma "ONG" supérflua.
O projeto, idealizado e curado pelo Professor Pierluca Azzaro e pelo Padre Carlos Granados, prevê outros seis livros sobre ciência e fé, Europa, "minorias criativas", política e fé, Universidade e Eucaristia.
Os escritos de Ratzinger foram selecionados pensando ao grande público, mas com um olhar científico. A introdução ao primeiro volume é do Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e curador da opera omnia de Bento XVI publicado pela Livraria Editora Vaticana. (JE)
(from Vatican Radio)
segunda-feira, 21 de março de 2016
Papa Francisco: primeiro próximo do Bispo è o seu presbítero
Papa Francisco: primeiro próximo do Bispo è o seu presbítero
Na manhã deste sábado 19 de março, solenidade de S. José, Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, o Papa francisco presidiu à Santa Missa na basílica de S. Pedro, com a ordenação episcopal de D. Peter Brian Wells, Núncio Apostólico na África do Sul, Botswana, Lesotho e Namíbia, e D. Miguel Ángel Ayuso Guixot, Secretário do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso.
Na sua homilia Francisco recordou antes de tudo que foi o próprio Jesus que enviou ao mundo os apóstolos e, para perpetuar esta missão, os doze se rodearam de colaboradores transmitindo-lhes o dom do Espírito Santo coma imposição das mãos. Mas no bispo, circundado pelos seus presbíteros, está sempre presente Cristo, reiterou o Papa:
“É Cristo, de facto, que no ministério do bispo continua a pregar o Evangelho da salvação e a santificar os crentes, mediante os sacramentos da fé. É Cristo que na paternidade do bispo adiciona novos membros ao seu Corpo, que é a Igreja. É Cristo que na sabedoria e prudência do bispo guia o povo de Deus na peregrinação terrena até à felicidade eterna”.
E aos novos bispos Francisco recordou que foram escolhidos de entre os homens e para os homens e constituídos para as coisas de Deus, ressaltando a importância de estar ao serviço do povo de Deus. A primeira tarefa do Bispo é, pois, a oração, a segunda o anúncio da palavra e depois vem o resto – disse Francisco, que também acrescentou:
"Episcopado, na verdade, é o nome de um serviço, não de uma honra. Ao bispo compete mais servir que dominar, segundo o mandamento do Mestre: "Quem é o maior entre vós seja como o menor. E quem governa como quem serve – sede sempre servidores”.
E o Papa Francisco exortou ainda os bispos a serem na Igreja que lhes for confiada fiéis guardiães e administradores dos mistérios de Cristo, seguindo sempre o exemplo do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas e é conhecido por elas e por elas não hesitou em dar vida. “Por detrás de cada carta que receberem está sempre uma pessoa, disse Francisco, ressaltando ainda:
“Amai com amor de pai e de irmão todos aqueles que Deus vos confiar. Antes de tudo, amai os sacerdotes e os diáconos (…) O primeiro próximo do Bispo é o seu presbítero, o primeiro próximo. Se tu não amas o primeiro próximo, não serás capaz de amar a todos. Próximos dos presbíteros, diáconos e dos vossos colaboradores. Mas também próximos dos pobres, os indefesos e aqueles que necessitam de acolhimento e ajuda”.
E Francisco concluiu com recomendações aos Bispos para prestarem atenção aos que ainda não pertencem ao único rebanho de Cristo, a trazerem sempre consigo a preocupação por toda a Igreja , unidos ao colégio dos bispos, e a vigiarem com amor por todo o rebanho em nome do Pai, de Jesus Cristo, seu Filho e do Espírito Santo que dá vida à Igreja e pelo seu poder nos sustenta na nossa fraqueza. (BS)
(from Vatican Radio)
Na manhã deste sábado 19 de março, solenidade de S. José, Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, o Papa francisco presidiu à Santa Missa na basílica de S. Pedro, com a ordenação episcopal de D. Peter Brian Wells, Núncio Apostólico na África do Sul, Botswana, Lesotho e Namíbia, e D. Miguel Ángel Ayuso Guixot, Secretário do Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso.
Na sua homilia Francisco recordou antes de tudo que foi o próprio Jesus que enviou ao mundo os apóstolos e, para perpetuar esta missão, os doze se rodearam de colaboradores transmitindo-lhes o dom do Espírito Santo coma imposição das mãos. Mas no bispo, circundado pelos seus presbíteros, está sempre presente Cristo, reiterou o Papa:
“É Cristo, de facto, que no ministério do bispo continua a pregar o Evangelho da salvação e a santificar os crentes, mediante os sacramentos da fé. É Cristo que na paternidade do bispo adiciona novos membros ao seu Corpo, que é a Igreja. É Cristo que na sabedoria e prudência do bispo guia o povo de Deus na peregrinação terrena até à felicidade eterna”.
E aos novos bispos Francisco recordou que foram escolhidos de entre os homens e para os homens e constituídos para as coisas de Deus, ressaltando a importância de estar ao serviço do povo de Deus. A primeira tarefa do Bispo é, pois, a oração, a segunda o anúncio da palavra e depois vem o resto – disse Francisco, que também acrescentou:
"Episcopado, na verdade, é o nome de um serviço, não de uma honra. Ao bispo compete mais servir que dominar, segundo o mandamento do Mestre: "Quem é o maior entre vós seja como o menor. E quem governa como quem serve – sede sempre servidores”.
E o Papa Francisco exortou ainda os bispos a serem na Igreja que lhes for confiada fiéis guardiães e administradores dos mistérios de Cristo, seguindo sempre o exemplo do Bom Pastor, que conhece as suas ovelhas e é conhecido por elas e por elas não hesitou em dar vida. “Por detrás de cada carta que receberem está sempre uma pessoa, disse Francisco, ressaltando ainda:
“Amai com amor de pai e de irmão todos aqueles que Deus vos confiar. Antes de tudo, amai os sacerdotes e os diáconos (…) O primeiro próximo do Bispo é o seu presbítero, o primeiro próximo. Se tu não amas o primeiro próximo, não serás capaz de amar a todos. Próximos dos presbíteros, diáconos e dos vossos colaboradores. Mas também próximos dos pobres, os indefesos e aqueles que necessitam de acolhimento e ajuda”.
E Francisco concluiu com recomendações aos Bispos para prestarem atenção aos que ainda não pertencem ao único rebanho de Cristo, a trazerem sempre consigo a preocupação por toda a Igreja , unidos ao colégio dos bispos, e a vigiarem com amor por todo o rebanho em nome do Pai, de Jesus Cristo, seu Filho e do Espírito Santo que dá vida à Igreja e pelo seu poder nos sustenta na nossa fraqueza. (BS)
(from Vatican Radio)
Papa: por trás de toda dificuldade existem pessoas concretas
Papa: por trás de toda dificuldade existem pessoas concretas
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa recebeu em audiência nesta quinta-feira, (17/03), na Sala Paulo VI, cerca de 3 mil universitários participantes da 8ª edição da Conferência da Universidade de Harvard nos modelos das Nações Unidas (WorldMUN), em curso em Roma.
“Estou particularmente feliz de saber que vocês representam muitas nações e culturas, e por isso simbolizam a rica diversidade de nossa família humana”, disse o pontífice em seu discurso.
“Como estudantes universitários, vocês se dedicam à busca da verdade e da compreensão, ao crescimento na sabedoria, não somente para o seu benefício, mas também para o bem de suas comunidades locais e toda a sociedade. Espero que esta experiência os leve a apreciar a necessidade e a importância de estruturas de cooperação e solidariedade que foram forjadas pela comunidade internacional durante os últimos anos. Estas estruturas são particularmente eficazes quando se destinam ao serviço dos vulneráveis e marginalizados do mundo. Rezo para que as Nações Unidas e cada um dos Estados Membros sejam sempre disponíveis a tal serviço e zelo.”
Os problemas do mundo têm um rosto
Francisco disse aos jovens que “o maior fruto de seu estar juntos aqui em Roma não está na aprendizagem acerca da diplomacia, dos sistemas institucionais e das organizações, que são importantes e merecem o seu estudo, mas no tempo passado juntos, no encontro com as pessoas de várias partes do mundo que representam não somente os muitos desafios atuais, mas sobretudo a rica variedade de talentos e o potencial da família humana”.
O Papa disse que os assuntos e problemáticas que os participantes do encontro trataram possuem um rosto. “Cada um de vocês pode descrever as esperanças e os sonhos, os desafios e os sofrimentos que caracterizam as pessoas de seu país”, disse.
Francisco destacou que nesses dias os jovens estão aprendendo muito uns dos outros e devem se lembrar que por trás de toda dificuldade que o mundo enfrenta estão homens e mulheres, jovens e idosos, pessoas como eles.
“Existem famílias e indivíduos que vivem lutando todos os dias, que procuram cuidar de seus filhos e garantir-lhes não somente um futuro, mas também as necessidades básicas de hoje". "Ao mesmo tempo”, reiterou Francisco, “muitos daqueles que foram atingidos pelos problemas mais graves do nosso mundo atual, pela violência e pela intolerância, tornaram-se refugiados, tragicamente obrigados a abandonar as suas casas, privados de sua terra e sua liberdade”.
A força da comunidade está na compaixão
“Estas pessoas precisam de sua ajuda”, disse o pontífice aos universitários. “Eles pedem a vocês em alta voz para serem ouvidos e são dignos de seu esforço pela justiça, paz e solidariedade.”
São Paulo nos diz que devemos nos alegrar com aqueles que se alegram e chorar com os que choram. “A nossa força como comunidade, em qualquer nível de vida e organização social, se apoia não tanto em nossos conhecimentos e habilidades pessoais, mas na compaixão que temos uns pelos outros, no cuidado que temos sobretudo com aqueles que não podem cuidar de si mesmos”, disse ainda Francisco.
O Papa deseja que a experiência vivida pelos jovens aqui em Roma os leve a ver o compromisso da Igreja Católica no serviço aos pobres e refugiados, no apoio às famílias e comunidades, e na proteção da dignidade inalienável e dos direitos de todo membro da família humana.
Cuidar dos outros é um chamado universal
“Nós cristãos acreditamos que Jesus nos chama a servir os nossos irmãos e irmãs, a cuidar dos outros prescindindo de sua proveniência e circunstâncias. Todavia, esta não é somente uma tarefa dos cristãos, mas um chamado universal, arraigado em nossa humanidade comum”, frisou Francisco.
O Papa concluiu, pedindo a Deus para conceder aos estudantes a mesma felicidade que prometeu aos que têm fome e sede de justiça e trabalham pela paz. (MJ)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) - O Papa recebeu em audiência nesta quinta-feira, (17/03), na Sala Paulo VI, cerca de 3 mil universitários participantes da 8ª edição da Conferência da Universidade de Harvard nos modelos das Nações Unidas (WorldMUN), em curso em Roma.
“Estou particularmente feliz de saber que vocês representam muitas nações e culturas, e por isso simbolizam a rica diversidade de nossa família humana”, disse o pontífice em seu discurso.
“Como estudantes universitários, vocês se dedicam à busca da verdade e da compreensão, ao crescimento na sabedoria, não somente para o seu benefício, mas também para o bem de suas comunidades locais e toda a sociedade. Espero que esta experiência os leve a apreciar a necessidade e a importância de estruturas de cooperação e solidariedade que foram forjadas pela comunidade internacional durante os últimos anos. Estas estruturas são particularmente eficazes quando se destinam ao serviço dos vulneráveis e marginalizados do mundo. Rezo para que as Nações Unidas e cada um dos Estados Membros sejam sempre disponíveis a tal serviço e zelo.”
Os problemas do mundo têm um rosto
Francisco disse aos jovens que “o maior fruto de seu estar juntos aqui em Roma não está na aprendizagem acerca da diplomacia, dos sistemas institucionais e das organizações, que são importantes e merecem o seu estudo, mas no tempo passado juntos, no encontro com as pessoas de várias partes do mundo que representam não somente os muitos desafios atuais, mas sobretudo a rica variedade de talentos e o potencial da família humana”.
O Papa disse que os assuntos e problemáticas que os participantes do encontro trataram possuem um rosto. “Cada um de vocês pode descrever as esperanças e os sonhos, os desafios e os sofrimentos que caracterizam as pessoas de seu país”, disse.
Francisco destacou que nesses dias os jovens estão aprendendo muito uns dos outros e devem se lembrar que por trás de toda dificuldade que o mundo enfrenta estão homens e mulheres, jovens e idosos, pessoas como eles.
“Existem famílias e indivíduos que vivem lutando todos os dias, que procuram cuidar de seus filhos e garantir-lhes não somente um futuro, mas também as necessidades básicas de hoje". "Ao mesmo tempo”, reiterou Francisco, “muitos daqueles que foram atingidos pelos problemas mais graves do nosso mundo atual, pela violência e pela intolerância, tornaram-se refugiados, tragicamente obrigados a abandonar as suas casas, privados de sua terra e sua liberdade”.
A força da comunidade está na compaixão
“Estas pessoas precisam de sua ajuda”, disse o pontífice aos universitários. “Eles pedem a vocês em alta voz para serem ouvidos e são dignos de seu esforço pela justiça, paz e solidariedade.”
São Paulo nos diz que devemos nos alegrar com aqueles que se alegram e chorar com os que choram. “A nossa força como comunidade, em qualquer nível de vida e organização social, se apoia não tanto em nossos conhecimentos e habilidades pessoais, mas na compaixão que temos uns pelos outros, no cuidado que temos sobretudo com aqueles que não podem cuidar de si mesmos”, disse ainda Francisco.
O Papa deseja que a experiência vivida pelos jovens aqui em Roma os leve a ver o compromisso da Igreja Católica no serviço aos pobres e refugiados, no apoio às famílias e comunidades, e na proteção da dignidade inalienável e dos direitos de todo membro da família humana.
Cuidar dos outros é um chamado universal
“Nós cristãos acreditamos que Jesus nos chama a servir os nossos irmãos e irmãs, a cuidar dos outros prescindindo de sua proveniência e circunstâncias. Todavia, esta não é somente uma tarefa dos cristãos, mas um chamado universal, arraigado em nossa humanidade comum”, frisou Francisco.
O Papa concluiu, pedindo a Deus para conceder aos estudantes a mesma felicidade que prometeu aos que têm fome e sede de justiça e trabalham pela paz. (MJ)
(from Vatican Radio)
Angelus. Papa aos jovens: aguardo-vos numerosos em Cracóvia
Angelus. Papa aos jovens: aguardo-vos numerosos em Cracóvia
No final da Missa na Praça de S. Pedro neste Domingo de Ramos e antes da bênção final, o Papa Francisco dirigiu-se aos jovens da JMJ de Cracóvia e recitou a oração do Angelus, pedindo à Virgem Maria que nos ajude a viver esta Semana Santa com intensidade espiritual.
Na mensagem antes da oração mariana, o Santo Padre referiu-se à 31ª Jornada Mundial da Juventude, que se celebra neste domingo a nível diocesano e terá o seu ápice no final do mês de julho no grande Encontro Mundial em Cracóvia com o tema: “Felizes os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”.
Saudando todos os jovens do mundo o Papa Francisco a todos convidou para a JMJ de Cracóvia “pátria de S. João Paulo II” que foi o iniciador destes grandes encontros de jovens. Neste Ano Santo da Misericórdia o encontro na Polónia será o “Jubileu dos Jovens”.
Os muitos voluntários da JMJ de Cracóvia presentes na Praça, quando regressarem à Polónia levarão aos responsáveis da nação ramos de oliveira provenientes de Jerusalém, Assis e Montecassino como convite a cultivar propósitos de paz, de reconciliação e de fraternidade. “Prossigam com coragem!” – declarou o Papa no final da sua mensagem pedindo à Virgem Maria “para que nos ajude a viver com intensidade espiritual a Semana Santa”.
Assinar:
Postagens (Atom)






