O mês de Fevereiro apresenta uma agenda bem preenchida de compromissos para o Papa Francisco. Em destaque a Visita ao México de 12 a 18, naquela que será a sua 12ª Viagem Apostólica. No dia 5 de Fevereiro está prevista uma apresentação pormenorizada dessa mesma viagem. Para já publicamos as outras atividades em destaque neste mês:
No dia 1 o Papa Francisco terá um encontro com todos os consagrados presentes em Roma para a conclusão do Ano da Vida Consagrada. Neste mesmo âmbito, no dia seguinte, dia 2, preside a uma missa na Basílica de S. Pedro, celebrando assim o Jubileu da Vida Consagrada.
Quarta-feira, dia 3, será a habitual audiência geral na Praça S. Pedro.
Sábado, dia 6, celebra-se o Jubileu dos grupos de oração de Padre Pio e da Casa de Alívio do Sofrimento em Itália. O Santo Padre presidirá ao encontro,.
Domingo, dia 7, a oração do Angelus com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro.
Para os dias 8 e 9, estão agendadas reuniões do Conselho de Cardeais. O C9 reúne-se pela 13ª vez.
Quarta-feira de Cinzas, dia 10, pela manhã, está confirmada a audiência geral, na Praça S. Pedro; e à tarde, o Papa Francisco preside à missa, benção e imposição das Cinzas e também ao solene envio dos Missionários da Misericórdia, na Basílica Vaticana.
No dia 11 quinta-feira serão recebidos os párocos de Roma como tradicionalmente todos os anos.
Finalmente, na segunda, dia 22 de fevereiro, na Solenidade da Cátedra de S. Pedro, o Papa fará uma catequese para os seus colaboradores, no âmbito do Jubileu da Cúria Romana e de todas as instituições ligadas à Santa Sé. Haverá também uma missa, na parte da manhã, na Basílica Vaticana.
(RS)
(from Vatican Radio)
sábado, 30 de janeiro de 2016
Papa: rezar pelos defuntos e consolar os aflitos
Nas saudações em italiano nesta audiência jubilar o Papa Francisco pediu aos fiéis para rezarem pelos defuntos e para consolarem os aflitos. Em particular invocou a memória de uma funcionária da Casa Santa Marta, que é a residência do Papa, e que faleceu nesta sexta-feira dia 29:
“Quero dizer-vos que o Papa está um pouco triste porque ontem faleceu uma senhora que nos ajuda tanto, há anos, e também o seu marido aqui trabalha connosco nesta casa. Depois de uma longa doença, o Senhor chamou-a para si. Chama-se Elvira. Eu convido-vos a fazer duas obras de misericórdia, rezar pelos defuntos e consolar os aflitos.”
O Santo Padre pediu aos fieis para com ele rezarem uma Avé-Maria.
(RS)
(from Vatican Radio)
“Quero dizer-vos que o Papa está um pouco triste porque ontem faleceu uma senhora que nos ajuda tanto, há anos, e também o seu marido aqui trabalha connosco nesta casa. Depois de uma longa doença, o Senhor chamou-a para si. Chama-se Elvira. Eu convido-vos a fazer duas obras de misericórdia, rezar pelos defuntos e consolar os aflitos.”
O Santo Padre pediu aos fieis para com ele rezarem uma Avé-Maria.
(RS)
(from Vatican Radio)
Renovar a fé e redescobrir as obras de Misericórdia - Papa à Doutrina da Fé
O Papa centrou o discurso que lhes dirigiu no Ano Santo da Misericórdia, exprimindo o desejo de que seja uma ocasião para “todos os membros da Igreja renovarem a sua fé em Jesus Cristo que é o rosto da misericórdia do Pai, a via que une Deus e o homem”.
O Papa exprimiu igualmente o desejo de que “pastores e fiéis” redescubram ao longo deste Ano Santo “As obras de misericórdia corporais e espirituais” pois, quando no fim da vida terrena de cada um de nós nos será perguntado não apenas se demos de comer e beber a quem tinha sede e fome, mas também se ajudamos as pessoas a “sair da dúvida” , se acolhemos os pecadores, admoestando-os e corrigindo-os e se fomos capazes de combater a ignorância, sobretudo relativamente à fé cristã e a uma vida correcta.
Francisco continuou dizendo que “na fé e na caridade se dá uma relação cognitiva e unificante com o mistério do Amor, que é o próprio Deus”. Deus que, embora permanecendo um mistério, tornou efectiva e afectiva a sua misericórdia, através de Jesus feito homem para a nossa salvação. E é nisto - disse o Papa - que está a razão de ser da Congregação para a Doutrina da fé:
“Com efeito, a fé cristã não é apenas conhecimento a ser conservado na memória, mas verdade a ser vivida no amor. Por isso, juntamente com a doutrina da fé, é necessário conservar também a integridade dos costumes, de modo particular nos âmbitos mais delicados da vida. A adesão da fé à pessoa de Cristo implica tanto o acto da razão como a resposta moral ao seu dom. A este respeito, agradeço-vos por todo o empenho e a responsabilidade que exercitais ao tratar os casos de abuso de menores da parte de clérigos”.
O Papa chamou mais uma vez a atenção para a delicadeza que a tarefa de proteger a integridade da fé comporta, dizendo que isto requer um “empenho colegial”. Nesta linha agradeceu os Consultores e Comissário que colaboram com o Dicastério para Doutrina da Fé, encorajando-o a continuar e a intensificar estas colaborações e a promover a nível eclesial “a justa sinodalidade”. A este respeito citou como positiva a reunião realizada no ano passado com as Comissões doutrinais das Conferências Episcopais europeias, frisando que sem “uma abertura à dimensão transcendental da vida (…) a Europa corre o risco de perder aquele espírito humanístico que, no entanto, ama e defende”.
Para o Papa Francisco, renovação da vida eclesial significa estudar a “complementaridade entre os dons hierárquicos e carismáticos” , dons que “são chamados a colaborar em sinergia para o bem da Igreja e do mundo”:
“O testemunho desta complementaridade é hoje, mais do que nunca, urgente e representa uma expressão eloquente daquela ordenada pluriformidade que caracteriza o tecido eclesial, reflexo da harmoniosa comunhão que vive no coração do Deus Uno e Trino”.
A relação entre estes dons – hierárquicos e carismáticos – remete para “a sua raiz trinitária na ligação entre Logos divino incarnado e o Espírito Santo que é sempre dom do Pai e do Filho”, raiz que, se reconhecida e aceite com humildade, permite à Igreja renovar-se em todos os tempos.
“Unidade e Pluriformidade são os sigilos de uma Igreja que, movida pelo Espírito, sabe caminhar, com passos seguros e fieis em direcção à meta que o Senhor Ressuscitado lhe indica ao longo da História.”
E o Papa concluiu enaltecendo mais uma vez a dinâmica sinodal que – disse - “se entendida correctamente” nasce da comunhão e conduz à comunhão”.
(DA)
O Papa exprimiu igualmente o desejo de que “pastores e fiéis” redescubram ao longo deste Ano Santo “As obras de misericórdia corporais e espirituais” pois, quando no fim da vida terrena de cada um de nós nos será perguntado não apenas se demos de comer e beber a quem tinha sede e fome, mas também se ajudamos as pessoas a “sair da dúvida” , se acolhemos os pecadores, admoestando-os e corrigindo-os e se fomos capazes de combater a ignorância, sobretudo relativamente à fé cristã e a uma vida correcta.
Francisco continuou dizendo que “na fé e na caridade se dá uma relação cognitiva e unificante com o mistério do Amor, que é o próprio Deus”. Deus que, embora permanecendo um mistério, tornou efectiva e afectiva a sua misericórdia, através de Jesus feito homem para a nossa salvação. E é nisto - disse o Papa - que está a razão de ser da Congregação para a Doutrina da fé:
“Com efeito, a fé cristã não é apenas conhecimento a ser conservado na memória, mas verdade a ser vivida no amor. Por isso, juntamente com a doutrina da fé, é necessário conservar também a integridade dos costumes, de modo particular nos âmbitos mais delicados da vida. A adesão da fé à pessoa de Cristo implica tanto o acto da razão como a resposta moral ao seu dom. A este respeito, agradeço-vos por todo o empenho e a responsabilidade que exercitais ao tratar os casos de abuso de menores da parte de clérigos”.
O Papa chamou mais uma vez a atenção para a delicadeza que a tarefa de proteger a integridade da fé comporta, dizendo que isto requer um “empenho colegial”. Nesta linha agradeceu os Consultores e Comissário que colaboram com o Dicastério para Doutrina da Fé, encorajando-o a continuar e a intensificar estas colaborações e a promover a nível eclesial “a justa sinodalidade”. A este respeito citou como positiva a reunião realizada no ano passado com as Comissões doutrinais das Conferências Episcopais europeias, frisando que sem “uma abertura à dimensão transcendental da vida (…) a Europa corre o risco de perder aquele espírito humanístico que, no entanto, ama e defende”.
Para o Papa Francisco, renovação da vida eclesial significa estudar a “complementaridade entre os dons hierárquicos e carismáticos” , dons que “são chamados a colaborar em sinergia para o bem da Igreja e do mundo”:
“O testemunho desta complementaridade é hoje, mais do que nunca, urgente e representa uma expressão eloquente daquela ordenada pluriformidade que caracteriza o tecido eclesial, reflexo da harmoniosa comunhão que vive no coração do Deus Uno e Trino”.
A relação entre estes dons – hierárquicos e carismáticos – remete para “a sua raiz trinitária na ligação entre Logos divino incarnado e o Espírito Santo que é sempre dom do Pai e do Filho”, raiz que, se reconhecida e aceite com humildade, permite à Igreja renovar-se em todos os tempos.
“Unidade e Pluriformidade são os sigilos de uma Igreja que, movida pelo Espírito, sabe caminhar, com passos seguros e fieis em direcção à meta que o Senhor Ressuscitado lhe indica ao longo da História.”
E o Papa concluiu enaltecendo mais uma vez a dinâmica sinodal que – disse - “se entendida correctamente” nasce da comunhão e conduz à comunhão”.
(DA)
Misericórdia e missão estão intimamente ligadas, diz o Papa na Audiência Jubilar
Cidade do Vaticano (RV) – Teve início, na manhã deste sábado (30/01), na Praça São Pedro, no Vaticano, a nova série de audiências jubilares, que o Santo Padre concederá aos peregrinos e fiéis, um sábado por mês, durante o Ano Santo da Misericórdia.
Em sua catequese de hoje, Francisco disse que “entramos cada vez mais no vivo da celebração do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia:
“Com a sua graça, o Senhor guia os nossos passos enquanto atravessamos a Porta Santa e nos vem ao encontro para permanecer sempre conosco, apesar das nossas faltas e contradições. Não nos cansemos, jamais, de sentir necessidade do seu perdão, porque, quando nos sentimos fracos, a sua presença nos torna fortes e nos permite viver a nossa fé com maior alegria”.
Assim, o Santo Padre indicou aos fiéis, presentes na Praça São Pedro, a íntima ligação existente entre a misericórdia e a missão. De fato, como cristãos temos a responsabilidade de ser missionários do Evangelho:
“Quando recebemos uma bela notícia ou quando vivemos uma bela experiência, sentimos a exigência natural de transmiti-la também aos outros. Sentimos que não podemos guardar a alegria que recebemos, só para nós e, assim, a comunicamos aos demais, por ser tão grande!”.
A mesma coisa deveria ser, - explicou o Papa – quando encontramos o Senhor. O sinal concreto de tê-lo encontrado é a alegria de comunicá-lo aos irmãos. Ao lermos o Evangelho, vemos que é esta a experiência dos primeiros discípulos, depois do primeiro encontro com Jesus:
“Encontrar Jesus equivale a encontrar-se com o seu amor; um amor que nos transforma e nos torna capazes de transmitir aos outros a força que nos dá. Assim sendo, poderíamos dizer que, no Batismo, recebemos outro nome, além daquele que nossos pais nos dão. O novo nome é ‘Cristóforo’, que significa ‘portador de Cristo'. Todo cristão deve ser portador de Cristo.Todos somos 'Cristóforo'!”.
1:37
Enfim, Francisco recordou que “a misericórdia que recebemos do Pai, não nos é dada como consolação pessoal, mas nos torna instrumentos, para que os outros possam receber o mesmo dom”. Há uma maravilhosa interligação entre misericórdia e missão. A misericórdia nos torna missionários da própria misericórdia. Ser missionários nos permite crescer sempre na misericórdia de Deus.
Por fim, o Papa exortou os peregrinos, presentes nesta primeira audiência jubilar. a levar a sério a nossa vida cristã e a esforçar-nos para viver como fiéis, porque somente o Evangelho pode tocar o coração das pessoas e abri-lo à graça do amor.
Depois da sua catequese, nesta primeira audiência jubilar, o Santo Padre passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes, em suas respectivas línguas. Eis a saudação que dirigiu aos fiéis de língua portuguesa:
“De coração, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa. Sejam bem-vindos! Neste Ano Santo da Misericórdia, somos chamados a reconhecer que necessitamos do perdão que Deus nos oferece gratuitamente, pois quando somos humildes, o Senhor nos torna mais fortes e alegres na nossa fé cristã. Desça, generosa, pela intercessão da Virgem Maria, a Bênção de Deus sobre cada um de vocês e suas famílias”.
No final da audiência, na Praça São Pedro, falando espontaneamente em italiano, Francisco disse: “Alguém, entre vocês, certamente, se perguntou ‘como é a casa do Papa, onde ele mora’. E respondeu: “O Papa mora ali atrás, na Casa Santa Marta. É uma casa grande, onde moram também uns quarenta sacerdotes e alguns Bispos, que trabalham na Cúria Romana; mas há ainda alguns hóspedes de passagem, como Cardeais, Bispos e leigos, que vêm para encontros dos diversos organismos vaticanos.
Além destas pessoas, - disse ainda Francisco, - há um grupo de homens e mulheres, que se dedicam aos trabalhos domésticos. Eles formam uma família, aliás, fazem parte da nossa família. Neste sentido, o Papa acrescentou: “Queria dizer que estou um pouco triste, porque, ontem, faleceu uma senhora que nos ajudava muito, há anos! Seu marido também trabalha conosco”.
“Depois de uma longa enfermidade, - concluiu o Santo Padre, - o Senhor a chamou para a Casa do Pai. Ela se chama Elvira. Por isso, hoje, convido-lhes a fazer duas obras de misericórdia: rezar pelos defuntos e consolar os aflitos. Agora, vamos rezar então uma Ave Maria pela paz e a alegria eterna de dona Elvira, para que o Senhor console seu esposo e seus filhos. (MT)
(from Vatican Radio)
Em sua catequese de hoje, Francisco disse que “entramos cada vez mais no vivo da celebração do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia:
“Com a sua graça, o Senhor guia os nossos passos enquanto atravessamos a Porta Santa e nos vem ao encontro para permanecer sempre conosco, apesar das nossas faltas e contradições. Não nos cansemos, jamais, de sentir necessidade do seu perdão, porque, quando nos sentimos fracos, a sua presença nos torna fortes e nos permite viver a nossa fé com maior alegria”.
Assim, o Santo Padre indicou aos fiéis, presentes na Praça São Pedro, a íntima ligação existente entre a misericórdia e a missão. De fato, como cristãos temos a responsabilidade de ser missionários do Evangelho:
“Quando recebemos uma bela notícia ou quando vivemos uma bela experiência, sentimos a exigência natural de transmiti-la também aos outros. Sentimos que não podemos guardar a alegria que recebemos, só para nós e, assim, a comunicamos aos demais, por ser tão grande!”.
A mesma coisa deveria ser, - explicou o Papa – quando encontramos o Senhor. O sinal concreto de tê-lo encontrado é a alegria de comunicá-lo aos irmãos. Ao lermos o Evangelho, vemos que é esta a experiência dos primeiros discípulos, depois do primeiro encontro com Jesus:
“Encontrar Jesus equivale a encontrar-se com o seu amor; um amor que nos transforma e nos torna capazes de transmitir aos outros a força que nos dá. Assim sendo, poderíamos dizer que, no Batismo, recebemos outro nome, além daquele que nossos pais nos dão. O novo nome é ‘Cristóforo’, que significa ‘portador de Cristo'. Todo cristão deve ser portador de Cristo.Todos somos 'Cristóforo'!”.
1:37
Enfim, Francisco recordou que “a misericórdia que recebemos do Pai, não nos é dada como consolação pessoal, mas nos torna instrumentos, para que os outros possam receber o mesmo dom”. Há uma maravilhosa interligação entre misericórdia e missão. A misericórdia nos torna missionários da própria misericórdia. Ser missionários nos permite crescer sempre na misericórdia de Deus.
Por fim, o Papa exortou os peregrinos, presentes nesta primeira audiência jubilar. a levar a sério a nossa vida cristã e a esforçar-nos para viver como fiéis, porque somente o Evangelho pode tocar o coração das pessoas e abri-lo à graça do amor.
Depois da sua catequese, nesta primeira audiência jubilar, o Santo Padre passou a cumprimentar os diversos grupos de peregrinos presentes, em suas respectivas línguas. Eis a saudação que dirigiu aos fiéis de língua portuguesa:
“De coração, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa. Sejam bem-vindos! Neste Ano Santo da Misericórdia, somos chamados a reconhecer que necessitamos do perdão que Deus nos oferece gratuitamente, pois quando somos humildes, o Senhor nos torna mais fortes e alegres na nossa fé cristã. Desça, generosa, pela intercessão da Virgem Maria, a Bênção de Deus sobre cada um de vocês e suas famílias”.
No final da audiência, na Praça São Pedro, falando espontaneamente em italiano, Francisco disse: “Alguém, entre vocês, certamente, se perguntou ‘como é a casa do Papa, onde ele mora’. E respondeu: “O Papa mora ali atrás, na Casa Santa Marta. É uma casa grande, onde moram também uns quarenta sacerdotes e alguns Bispos, que trabalham na Cúria Romana; mas há ainda alguns hóspedes de passagem, como Cardeais, Bispos e leigos, que vêm para encontros dos diversos organismos vaticanos.
Além destas pessoas, - disse ainda Francisco, - há um grupo de homens e mulheres, que se dedicam aos trabalhos domésticos. Eles formam uma família, aliás, fazem parte da nossa família. Neste sentido, o Papa acrescentou: “Queria dizer que estou um pouco triste, porque, ontem, faleceu uma senhora que nos ajudava muito, há anos! Seu marido também trabalha conosco”.
“Depois de uma longa enfermidade, - concluiu o Santo Padre, - o Senhor a chamou para a Casa do Pai. Ela se chama Elvira. Por isso, hoje, convido-lhes a fazer duas obras de misericórdia: rezar pelos defuntos e consolar os aflitos. Agora, vamos rezar então uma Ave Maria pela paz e a alegria eterna de dona Elvira, para que o Senhor console seu esposo e seus filhos. (MT)
(from Vatican Radio)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Missa em Santa Marta - Sem medida
2016-01-28 L’Osservatore Romano
O tema do testemunho, entendido como elemento fundante da vida do cristão, esteve no centro da reflexão do Papa Francisco durante a missa celebrada em Santa Marta na manhã de 28 de Janeiro. Mas o que deve caracterizar este testemunho? O Pontífice tirou a resposta directamente do Evangelho do dia, retomando o trecho de Marcos (4, 21-25), imediatamente sucessivo à «parábola da semente». Depois de ter falado «da semente que consegue dar fruto» e daquela que, ao contrário, caindo «na terra não boa não pode dar fruto», Jesus «fala-nos da lâmpada» que não é posta debaixo do alqueire, mas no candeeiro. Ela — explicou — «é luz e o Evangelho de João diz-nos que o mistério de Deus é luz e que a luz veio ao mundo e as trevas não a acolheram». Uma luz, acrescentou, que não pode ser escondida, mas serve «para iluminar».
Portanto, eis «uma das características do cristão, que recebeu a luz no baptismo e deve transmiti-la». O cristão, disse o Papa, «é uma testemunha». E precisamente a palavra «testemunho» encerra em si «uma das peculiaridades das atitudes cristãs». Com efeito: «um cristão que tem esta luz, deve mostrá-la porque ele é uma testemunha». E se um cristão «preferir não mostrar a luz de Deus, mas as próprias trevas», então «falta-lhe algo, e não é um cristão completo». Uma parte dele está ocupada, as trevas «entram no seu coração, porque tem medo da luz» e ele prefere «os ídolos». Mas o cristão «é uma testemunha», testemunha «de Jesus Cristo, luz de Deus. E deve pôr aquela luz no candeeiro da sua vida».
No trecho evangélico proposto pela liturgia fala-se também «da medida» e lê-se: «Com a medida com que medis sereis medidos; aliás, recebereis ainda mais». É esta, disse o Papa Francisco, «a outra peculiaridade, a outra atitude» típica do cristão. Com efeito, faz-se referência à magnanimidade: «outra característica do cristão é a magnanimidade, porque é filho de um Pai magnânimo, com um grande coração».
Inclusive quando diz: «Dai e ser-vos-á dado», a medida da qual Jesus fala, explicou o Papa, é «completa, boa, transbordante». Do mesmo modo, «o coração cristão é magnânimo. Permanece sempre aberto». Portanto, não é «um coração que se fecha no próprio egoísmo». Não é um coração que se põe limites, que «conta: até aqui, até ali». E acrescentou: «Quando entrares nesta luz de Jesus, quando entrares na amizade de Jesus, quando te deixares guiar pelo Espírito Santo, o coração tornar-se-á aberto, magnânimo». Neste ponto surge uma dinâmica particular: o cristão «não ganha: perde». Mas na realidade, concluiu o Pontífice, «perde para ganhar outra coisa, e com esta “derrota” de interesses, ganha Jesus, ganha tornando-se testemunha de Jesus».
Portanto, para entrar no concreto da sua reflexão, o Papa dirigiu-se a um grupo de sacerdotes que celebravam o jubileu de ouro da sua ordenação: «cinquenta anos no caminho da luz e do testemunho» e «procurando ser melhores, procurando pôr a luz no candeeiro»; uma luz que, é a experiência de todos, às «vezes cai», mas é sempre bom procurar voltar a propor «generosamente, ou seja, com o coração magnânimo». E, ao agradecer aos sacerdotes aquilo que fizeram «na Igreja, pela Igreja e por Jesus», e desejando-lhes a «grande alegria de ter semeado bem, de ter iluminado bem e de ter aberto os braços para receber todos com magnanimidade», o Papa disse-lhes também: «Somente Deus e a vossa memória sabem quantas pessoas recebestes com magnanimidade, com bondade de pais, de irmãos» e «a quantas pessoas que tinham o coração um pouco obscuro destes luz, a luz de Jesus». Porque, concluiu resumindo o seu raciocínio, «na memória de um povo» permanecem «a semente, a luz do testemunho e a magnanimidade do amor acolhedor».
O tema do testemunho, entendido como elemento fundante da vida do cristão, esteve no centro da reflexão do Papa Francisco durante a missa celebrada em Santa Marta na manhã de 28 de Janeiro. Mas o que deve caracterizar este testemunho? O Pontífice tirou a resposta directamente do Evangelho do dia, retomando o trecho de Marcos (4, 21-25), imediatamente sucessivo à «parábola da semente». Depois de ter falado «da semente que consegue dar fruto» e daquela que, ao contrário, caindo «na terra não boa não pode dar fruto», Jesus «fala-nos da lâmpada» que não é posta debaixo do alqueire, mas no candeeiro. Ela — explicou — «é luz e o Evangelho de João diz-nos que o mistério de Deus é luz e que a luz veio ao mundo e as trevas não a acolheram». Uma luz, acrescentou, que não pode ser escondida, mas serve «para iluminar».
Portanto, eis «uma das características do cristão, que recebeu a luz no baptismo e deve transmiti-la». O cristão, disse o Papa, «é uma testemunha». E precisamente a palavra «testemunho» encerra em si «uma das peculiaridades das atitudes cristãs». Com efeito: «um cristão que tem esta luz, deve mostrá-la porque ele é uma testemunha». E se um cristão «preferir não mostrar a luz de Deus, mas as próprias trevas», então «falta-lhe algo, e não é um cristão completo». Uma parte dele está ocupada, as trevas «entram no seu coração, porque tem medo da luz» e ele prefere «os ídolos». Mas o cristão «é uma testemunha», testemunha «de Jesus Cristo, luz de Deus. E deve pôr aquela luz no candeeiro da sua vida».
No trecho evangélico proposto pela liturgia fala-se também «da medida» e lê-se: «Com a medida com que medis sereis medidos; aliás, recebereis ainda mais». É esta, disse o Papa Francisco, «a outra peculiaridade, a outra atitude» típica do cristão. Com efeito, faz-se referência à magnanimidade: «outra característica do cristão é a magnanimidade, porque é filho de um Pai magnânimo, com um grande coração».
Inclusive quando diz: «Dai e ser-vos-á dado», a medida da qual Jesus fala, explicou o Papa, é «completa, boa, transbordante». Do mesmo modo, «o coração cristão é magnânimo. Permanece sempre aberto». Portanto, não é «um coração que se fecha no próprio egoísmo». Não é um coração que se põe limites, que «conta: até aqui, até ali». E acrescentou: «Quando entrares nesta luz de Jesus, quando entrares na amizade de Jesus, quando te deixares guiar pelo Espírito Santo, o coração tornar-se-á aberto, magnânimo». Neste ponto surge uma dinâmica particular: o cristão «não ganha: perde». Mas na realidade, concluiu o Pontífice, «perde para ganhar outra coisa, e com esta “derrota” de interesses, ganha Jesus, ganha tornando-se testemunha de Jesus».
Portanto, para entrar no concreto da sua reflexão, o Papa dirigiu-se a um grupo de sacerdotes que celebravam o jubileu de ouro da sua ordenação: «cinquenta anos no caminho da luz e do testemunho» e «procurando ser melhores, procurando pôr a luz no candeeiro»; uma luz que, é a experiência de todos, às «vezes cai», mas é sempre bom procurar voltar a propor «generosamente, ou seja, com o coração magnânimo». E, ao agradecer aos sacerdotes aquilo que fizeram «na Igreja, pela Igreja e por Jesus», e desejando-lhes a «grande alegria de ter semeado bem, de ter iluminado bem e de ter aberto os braços para receber todos com magnanimidade», o Papa disse-lhes também: «Somente Deus e a vossa memória sabem quantas pessoas recebestes com magnanimidade, com bondade de pais, de irmãos» e «a quantas pessoas que tinham o coração um pouco obscuro destes luz, a luz de Jesus». Porque, concluiu resumindo o seu raciocínio, «na memória de um povo» permanecem «a semente, a luz do testemunho e a magnanimidade do amor acolhedor».
Papa recebe Leonardo DiCaprio: Laudato si em pauta
Cidade do Vaticano (RV) – O ator e ambientalista estadunidense Leonardo DiCaprio foi recebido pelo Papa na manhã desta quinta-feira (28/01).
DiCaprio, que concorrerá novamente ao Oscar de melhor ator por sua atuação em The Revenant, também é reconhecido por suas ações em defesa do meio ambiente.
Foi propriamente o reconhecido engajamento no campo da proteção ambiental que o levou a querer encontrar o Papa Francisco, no qual ele reconhece uma autoridade em matéria, em particular com a publicação da Carta encíclica Laudato si sobre o cuidado da casa comum.
No final do ano passado, o ator discursou na Assembleia da ONU sobre as mudanças climáticas, em Paris. Recentemente, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, anunciou que, por meio de sua fundação, doou 15 milhões de dólares para projetos ambientais e petições junto à lideranças econômicas para que combatam o aquecimento global.
DiCaprio também fez uma doação para as obras de caridade do Pontífice.
O Papa presenteou DiCaprio com uma cópia da Encíclica Laudato Si e da Exortação Evangelii Gaudium.
(RB)
(from Vatican Radio)
DiCaprio, que concorrerá novamente ao Oscar de melhor ator por sua atuação em The Revenant, também é reconhecido por suas ações em defesa do meio ambiente.
Foi propriamente o reconhecido engajamento no campo da proteção ambiental que o levou a querer encontrar o Papa Francisco, no qual ele reconhece uma autoridade em matéria, em particular com a publicação da Carta encíclica Laudato si sobre o cuidado da casa comum.
No final do ano passado, o ator discursou na Assembleia da ONU sobre as mudanças climáticas, em Paris. Recentemente, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, anunciou que, por meio de sua fundação, doou 15 milhões de dólares para projetos ambientais e petições junto à lideranças econômicas para que combatam o aquecimento global.
DiCaprio também fez uma doação para as obras de caridade do Pontífice.
O Papa presenteou DiCaprio com uma cópia da Encíclica Laudato Si e da Exortação Evangelii Gaudium.
(RB)
(from Vatican Radio)
Dia Mundial do Enfermo: fazer do sofrimento um bem
2016-01-28 Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - “Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: Fazei o que Ele vos disser” é o tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado de forma solene – como se dá a cada três anos – desta vez em Nazaré, na Terra Santa, em 11 de fevereiro próximo.
O evento foi apresentado esta quinta-feira (28/01) na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, Dom Zygmunt Zimowski, com a participação de Mons. Jean-Marie Musivi Mupendawatu e Pe. Augusto Chendi, membros do dicastério vaticano, e do secretário geral da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, Pe. Pietro Felet.
Este Dia Mundial do Enfermo se inscreve muito bem no Jubileu extraordinário da Misericórdia, explica o Papa em sua referida Mensagem. Daí, ter sido escolhida Nazaré, na Galileia, onde Jesus fez o primeiro milagre por intercessão da Mãe e também realizou muitas curas, sinal da proximidade aos doentes e aos que sofrem.
“A grave enfermidade coloca sempre a existência humana em crise e traz consigo interrogações que escavam sempre em profundidade”, escreve Francisco. Se a fé em Deus é colocada à prova, ao mesmo tempo revela toda a sua potência positiva. Aí o Dia Mundial do Enfermo encontra a sua razão de ser, ressaltou o Arcebispo Zimowski:
“Fazer o bem a quem sofre e fazer do próprio sofrimento um bem, ou seja, sensibilizar os doentes, para oferecer seus sofrimentos em favor dos outros, em favor da Igreja.”
“Por vezes, o fato de não poder curar, de não poder ajudar como Jesus, nos intimida, observou o prelado:
“Busquemos superar este embaraço. O importante é caminhar ao lado do homem que sofre. Talvez, mais do que da cura, ele precise da nossa presença, do homem, do coração humano repleto de misericórdia e da solidariedade humana.”
Todas as “Instituições que servem à saúde humana são chamadas em causa”:
“Portanto, é preciso a todo custo apoiar a bonita tradição: a obra do médico e do enfermeiro é vista não somente como uma profissão, mas também, e talvez por primeiro, como um serviço, uma vocação. O cuidado para com os menores e os anciãos, o cuidado para com os doentes mentais constituem, mais do que em qualquer outro âmbito da vida social, a medida da cultura da sociedade e do Estado.”
Por sua vez, Pe. Chendi recordou a graça concedida pelo Papa Francisco da indulgência plenária e parcial para quem, segundo diferentes modalidades, de 7 a 13 de fevereiro, participar das intenções do dia Mundial do Enfermo.
São muitos os eventos programados para durante aqueles dias na Terra Santa, não somente em Nazaré, mas também em Belém e Ramallah, para ir ao encontro das exigências dos peregrinos e dos fiéis residentes, alguns dos quais impedidos de ir e vir por parte autoridades, explicou Pe. Felet. (RL)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) - “Confiar em Jesus misericordioso, como Maria: Fazei o que Ele vos disser” é o tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado de forma solene – como se dá a cada três anos – desta vez em Nazaré, na Terra Santa, em 11 de fevereiro próximo.
O evento foi apresentado esta quinta-feira (28/01) na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, Dom Zygmunt Zimowski, com a participação de Mons. Jean-Marie Musivi Mupendawatu e Pe. Augusto Chendi, membros do dicastério vaticano, e do secretário geral da Assembleia dos Ordinários Católicos da Terra Santa, Pe. Pietro Felet.
Este Dia Mundial do Enfermo se inscreve muito bem no Jubileu extraordinário da Misericórdia, explica o Papa em sua referida Mensagem. Daí, ter sido escolhida Nazaré, na Galileia, onde Jesus fez o primeiro milagre por intercessão da Mãe e também realizou muitas curas, sinal da proximidade aos doentes e aos que sofrem.
“A grave enfermidade coloca sempre a existência humana em crise e traz consigo interrogações que escavam sempre em profundidade”, escreve Francisco. Se a fé em Deus é colocada à prova, ao mesmo tempo revela toda a sua potência positiva. Aí o Dia Mundial do Enfermo encontra a sua razão de ser, ressaltou o Arcebispo Zimowski:
“Fazer o bem a quem sofre e fazer do próprio sofrimento um bem, ou seja, sensibilizar os doentes, para oferecer seus sofrimentos em favor dos outros, em favor da Igreja.”
“Por vezes, o fato de não poder curar, de não poder ajudar como Jesus, nos intimida, observou o prelado:
“Busquemos superar este embaraço. O importante é caminhar ao lado do homem que sofre. Talvez, mais do que da cura, ele precise da nossa presença, do homem, do coração humano repleto de misericórdia e da solidariedade humana.”
Todas as “Instituições que servem à saúde humana são chamadas em causa”:
“Portanto, é preciso a todo custo apoiar a bonita tradição: a obra do médico e do enfermeiro é vista não somente como uma profissão, mas também, e talvez por primeiro, como um serviço, uma vocação. O cuidado para com os menores e os anciãos, o cuidado para com os doentes mentais constituem, mais do que em qualquer outro âmbito da vida social, a medida da cultura da sociedade e do Estado.”
Por sua vez, Pe. Chendi recordou a graça concedida pelo Papa Francisco da indulgência plenária e parcial para quem, segundo diferentes modalidades, de 7 a 13 de fevereiro, participar das intenções do dia Mundial do Enfermo.
São muitos os eventos programados para durante aqueles dias na Terra Santa, não somente em Nazaré, mas também em Belém e Ramallah, para ir ao encontro das exigências dos peregrinos e dos fiéis residentes, alguns dos quais impedidos de ir e vir por parte autoridades, explicou Pe. Felet. (RL)
(from Vatican Radio)
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