sábado, 17 de outubro de 2015

"Não" aos vigilantes da salvação. O amor de Deus é gratuito

"Não" aos vigilantes da salvação. O amor de Deus é gratuito

2015-10-15 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – A homilia da missa celebrada pelo Papa na manhã desta quinta-feira (15/10), na Casa Santa Marta, foi focada no mandamento do amor e na tentação de quem quer "controlar" a salvação. Francisco alertou: “Temos que nos proteger dos ‘doutores da lei’ que limitam os horizontes de Deus e minimizam o seu amor. Uma das coisas mais difíceis de se entender, para nós cristãos, é a gratuidade da salvação em Jesus Cristo”, iniciou o Pontífice.

Já São Paulo tinha grande dificuldade em explicar aos homens de seu tempo que a verdadeira doutrina era a "gratuidade da salvação". “Nós – salientou Francisco – estamos acostumados a ouvir que Jesus é o Filho de Deus que veio por amor para nos salvar e depois morreu por nós. Quando entramos no mistério de Deus ‘deste amor sem limites’ ficamos maravilhados e por vezes ‘preferimos não entendê-lo’”.

Não reduzir os horizontes de Deus. Seu amor não tem limites

Fazer o que Jesus nos diz – prosseguiu – é bom; "é a minha resposta à salvação, que é gratuita, vem do amor gratuito de Deus":

“Parece que Jesus também implica um pouco contra os doutores da lei, dizendo-lhes coisas fortes, muito duras: ‘Vocês levaram embora a chave do conhecimento, vocês não entraram, impediram quem queria entrar, levaram a chave’, ou seja, a chave da gratuidade da salvação, do conhecimento”.
Estes doutores da lei “pensavam que somente respeitando todos os mandamentos era possível se salvar, e que quem não o fizesse seria condenado”. Assim, “limitavam os horizontes de Deus e tornavam o seu amor pequenino, à medida de cada um de nós”. Esta, disse ainda, “é a luta que Jesus e Paulo fizeram para defender a doutrina”.

Os vigilantes da salvação

“Certo, observou, os mandamentos existem, mas a síntese de tudo é ‘amar a Deus e ao próximo’; e com esta ‘atitude de amor’, afirmou o Papa, ‘ficaremos à altura da gratuidade da salvação, porque o amor é gratuito”. “Se eu disser ‘eu te amo’, mas estiver interessado em outra coisa, advertiu, isto não será amor, mas interesse”.

“Por isso, Jesus diz: ‘O amor maior é este: amar Deus com toda a vida, com todo o coração, com toda a força... e ao próximo como a ti mesmo’, porque é o único mandamento à altura da gratuidade da salvação de Deus. E acrescenta: ‘Neste mandamento estão incluídos todos os outros; a fonte é o amor, o horizonte é o amor’. Se você fechar a porta e levar embora a chave do amor, não estará à altura da gratuidade da salvação que recebeu. A luta pelo controle da salvação não se encerrou com Jesus e Paulo”.

Francisco mencionou que este ano se recordam 500 anos do nascimento de Santa Teresa d’Ávila, comemorada hoje. “Uma mística a quem o Senhor deu a graça de compreender os horizontes do amor. Ela também foi julgada pelos doutores de sua época. Aqueles santos, salientou o Papa, foram perseguidos por defender o amor, a gratuidade da salvação, a doutrina. Muitos deles, como também Joana D’Arc.

Não se deixar enganar por quem quer limitar o amor de Deus

O Papa retomou a homilia lembrando que esta luta não termina, a carregamos dentro de nós. Seria bom se nos questionarmos: ‘Acredito que o Senhor me salvou gratuitamente?’ “Creio que não mereço a salvação? E se a mereço, é graças a Jesus Cristo e aquilo que Ele fez por mim?”

“Perguntemo-nos, porque somente assim seremos fiéis a este amor tão misericordioso: amor de pai e de mãe, porque Deus também diz que Ele é como uma mãe conosco; grandes horizontes, sem limites nem limitações. E não nos deixemos enganar pelo doutores que limitam este amor”.  (CM)

(from Vatican Radio)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coletiva: Sínodo reflete também sobre tema do diaconato feminino

Cidade do Vaticano (RV) - “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”: este é o tema que norteia a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, cujos trabalhos se concentram, neste momento, nos Círculos menores.

Conduzida pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, a coletiva desta quinta-feira teve como convidados, na qualidade de relatores e membros dos Círculos menores, o arcebispo de Ancona-Osimo (Itália), Cardeal Edoardo Menichelli; o arcebispo de Acra (Gana), Dom Charles Palmer-Buckle; e o Patriarca de Antioquia dos Sírios, Dom Ignatius Youssif III Younan, o qual lançou um apelo: “O Ocidente não esqueça os cristãos do Oriente Médio”.

“Estamos realmente preocupados e alarmados com a situação das comunidades cristãs no Oriente Médio e, sobretudo, com as provações catastróficas a que as famílias são submetidas, divididas porque fazem de tudo para sair do inferno em que vivem na Síria e no Iraque.”

Foi o dramático apelo lançado pelo Patriarca Younan. “Deploramos o fato de não conseguirmos convencer as novas gerações a permanecer onde o cristianismo teve suas origens.”

E reiterou: “Temos centenas de pessoas reféns dos terroristas islâmicos, é um fenômeno catastrófico de longa duração.

O apelo é feito no sentido de trazer a voz dos perseguidos, sobretudo, para o Ocidente, porque – ressaltou o patriarca – “nos sentimos esquecidos e traídos pela Europa e EUA”. E concluiu: “Trazemos a nossa voz aos potentes a fim de que a situação mude”.

“Não estamos aqui para frear ninguém, mas para propor aquilo que sentimos acerca da família e para o bem da Igreja”, acrescentou, por sua vez, o arcebispo ganense, Dom Palmer-Buckle. Na África, explicou, “há um conceito alargado de família e nós queremos ver como manter vivos os valores e as alegrias de tal família alargada”.

“O futuro da família é a missão da Igreja”, reiterou o arcebispo de Acra, sobretudo no continente africano, onde a Igreja católica está crescendo muito rapidamente. Em seguida, o prelado assegurou: os temas do Sínodo não são somente europeus, mas da Igreja em sua universalidade.

Por sua vez, o Cardeal Menichelli observou que este Sínodo é um Sínodo do povo, fruto da contribuição das dioceses”, afirmando que na assembleia se refletiu também sobre o tema do diaconato feminino.

O purpurado fez uma análise sobre as modalidades de trabalho nos Círculos menores:

“O clima é muito aberto, não há personalismos. Há, propriamente, esse desejo de conhecer para oferecer indicações novas, para manifestar aquele amor para com as famílias e também aquela preocupação que a Igreja muitas vezes manifesta diante de fenômenos que gostariam – entre aspas – de não nobilizar a realidade familiar.”

Por fim, respondendo à pergunta de um jornalista sobre o pronunciamento do Papa aos padres sinodais, na terça-feira, dia 6, em particular, sobre a expressão “hermenêutica conspiradora” a ele atribuída, Pe. Lombardi explicou:

“Eu não referi essa expressão, como bem sabem, saiu de outra fonte. Evidentemente, o conceito é: não devemos pensar que existam complôs. Portanto, a visão que devemos ter do Sínodo é de um processo de intercâmbio, de comunicação, que se dá de modo sereno, sincero, e não deve ser considerado guiado por interesses particulares e por tentativas de manipular ou de conduzir diferentemente daquilo que, ao invés, é o processo de busca comum, no espírito que a comunidade eclesial deve fazer.” (RL)

Ouça clicando acima

(from Vatican Radio)

A experiência do casal brasileiro no Sínodo

Cidade do Vaticano (RV) – Entre os casais que participam do Sínodo sobre a família como auditores, estão os brasileiros Ketty Abaroa de Rezende e Pedro Jusseieu de Rezende, ambos docentes da Universidade Estadual de Campinas. Além de seu empenho acadêmico, o casal faz pastoral familiar extra paroquial, acompanhando famílias através de seminários e palestras.

Em entrevista à Rádio Vaticano, Ketty e Pedro falam da experiência de participar do Sínodo e do desafio da comunicação no matrimônio:

Ketty de Rezende: “É uma experiência extremamente enriquecedora, e mostra a colegialidade de todo o episcopado, a universalidade da nossa Igreja, e que nós podemos estar muito seguros. Estamos nas mãos do Papa, a doutrina não muda, mas mudam as formas de comunicar, de chegar às pessoas, chegar de uma forma mais efetiva, mais frutífera. O que a gente sente são exatamente as expressões do mundo inteiro, as formas em que as pessoas estão chegando às famílias, dentro das diferentes culturas. Então é muito enriquecedor e pedimos também a oração de todos no Brasil, para que o Espírito Santo seja realmente muito presente no coração e nas mentes de todos nós.

Pedro de Rezende fala por que foram convidados para o Sínodo e o trabalho com os casais:

“Nós recebemos o convite através da Nunciatura e a nossa atuação é extra paroquial, nós ministramos cursos, palestras, fazemos acompanhando de casais. É uma experiência acumulada de muitos anos e nós vemos os frutos disso em todas as partes onde já estivemos, em várias cidades do Brasil, e fora do Brasil: Montreal, Moscou, Estocolmo. E a experiência, como disse Ketty, é extremamente enriquecedora. O que se percebe é que a Igreja é tão rica, não existe divisão, há uma concordância de objetivos. Às vezes há algumas diferenças de visão, mas todas elas convergindo para que a família se fortaleça como resultado das recomendações que este Sínodo dará ao Santo Padre."

(BF)

(from Vatican Radio)

Papa vai destinar crucifixo de quase 3m à comunidade cristã

Florença (RV) – Um crucifixo de quase 3 metros de altura será doado ao Papa quando da sua visita a Florença, no próximo dia 10 de novembro. “Sinal de afeto e proximidade ao Papa Francisco”, a obra ficará exposta na capela de Santa Ana na Basílica de São Lourenço até a chegada do Papa à cidade, que a destinará então a uma comunidade cristã.

A obra, financiada pelas ofertas dos fiéis da paróquia de São Lourenço, foi realizada a partir da fusão de alumínio e patinada com peróxido de ferro sobre uma cruz de madeira graças à técnica da cera persa.

“Estamos muito felizes em poder oferecer este presente ao Papa” – explicou o pároco Marco Viola. “O crucifico também é fruto da conversão na fé de um fiel que pede para ficar no anonimato. É importante destacar ainda que o custo da obra tenha sido coberto pelas ofertas de nossos fiéis”, concluiu o pároco. (RB)

(from Vatican Radio)

Dom Forte: amplo espaço aos Círculos menores significa maior colegialidade

Cidade do Vaticano (RV) - Uma das novidades da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em andamento no Vaticano, é o amplo espaço dado aos Círculos menores, pequenos grupos de aprofundamento nos quais os Padres sinodais foram subdivididos. Mas qual a função dos Círculos menores e como se realiza o trabalho nestes pequenos grupos? Foi o que a Rádio Vaticano perguntou ao secretário especial do Sínodo, Dom Bruno Forte. Eis o que disse:

Dom Bruno Forte:- “São grupos de aprofundamento, de elaboração de ideias, constituídos segundo as línguas, porque é bom recordar que o Sínodo tem cinco línguas em que, efetivamente, se trabalha. Portanto, constituem aquilo que numa linguagem usual se chama ‘grupos de estudo’, ‘grupos de aprofundamento... Em todo caso, trata-se de uma forma para facilitar e favorecer a mais ampla participação e o mais amplo debate.”

RV: Qual a importância do trabalho de cada Círculo menor, tendo em vista aquilo a que o Sínodo se propõe?

Dom Bruno Forte:- “Creio que seja muito importante porque – como diz a palavra ‘Sínodo’ – se caminha juntos. Uma coisa é uma assembleia de 270 padres mais uma centena de colaboradores e especialistas; outra coisa é um Círculo em que cerca de trinta padres podem – com alguns colaboradores e especialistas – partilhar e refletir juntos sobre alguns pontos. Em suma, é um exercício efetivo de participação. Não nos esqueçamos que o Sínodo propriamente é tal se essa participação é maximamente favorecida e encorajada.”

RV: Dezoito congregações gerais – podemos chamá-las “assembleias plenárias” – e treze sessões de Círculos menores: amplo espaço a esses pequenos grupos. Essa escolha propõe-se, justamente, a valorizar o aprofundamento?

Dom Bruno Forte:- “Quer valorizar a participação colegial: um tema que nos está muito a peito é que o Sínodo seja um efetivo exercício da colegialidade episcopal, ou seja, onde os bispos tenham não somente o pleno ‘direito’, mas também o pleno espaço para poder se pronunciar com sua contribuição para poder oferecer um ponto de vista; bem como seus estímulos e suas questões.”

RV: A metodologia deste Sínodo é inovadora em relação ao passado?

Dom Bruno Forte-: “No sentido que dá muito mais espaço aos Círculos menores: coloca-se exatamente na linha de expressar a colegialidade episcopal da melhor forma possível.”

RV: Pessoalmente, quais seus votos à luz de tanto empenho, de tanto trabalho destes dias e também deste ano em que – recordemos – nos encontramos na segunda etapa dessa reflexão da Igreja sobre a família?

Dom Bruno Forte:- “Parto propriamente daquilo que desde o início o Papa Francisco pediu aos bispos: que falassem com grande liberdade, o que me parece tenha se verificado e esteja ocorrendo plenamente, de modo a contribuir com um sentido alto de responsabilidade e de fé, para o bem de toda a Igreja. Este Sínodo – em duas etapas e com a fase intermediária que envolveu muito também as Igrejas locais e a fase preparatória com o questionário – parece-me ser um exercício muito alto de participação da Igreja. Em suma, é uma Igreja que sempre mais se manifesta comunhão, isto é, unidade na variedade, na riqueza da diversidade que o Espírito Santo suscita e onde cada um dá a própria contribuição para o bem de todos. É a Igreja do Vaticano II que toma forma mediante uma estrutura, a estrutura do Sínodo, que é filha do espírito do Vaticano II.” (RL)

(from Vatican Radio)

Papa: Deus jamais abandona os justos

Cidade do Vaticano (RV) - “Deus nunca abandona os justos e os que semeiam o mal são como desconhecidos,  dos quais o céu não recorda o nome.” Foi o que disse o Papa Francisco na missa celebrada na manhã desta quinta-feira (08/10), na Casa Santa Marta.

Uma mãe corajosa, marido, três filhos, menos de 40 anos e um câncer que a obriga permanecer na cama. Por que? Uma mulher idosa, pessoa com a oração no coração e com um filho assassinado pela máfia. Por que?

A voz do Papa no altar de Santa Marta amplifica o grande quesito que como uma lâmina corta os pensamentos de tantas pessoas cuja fé convicta e arraigada é colocada à prova pelos dramas da vida. Por que isso acontece? Que proveito a gente tira em guardar os mandamentos de Deus enquanto os soberbos progridem praticando o mal, desafiam a Deus e não são castigados?, disse Francisco citando o Profeta Malaquias.

“Quantas vezes vemos esta realidade em muitas pessoas más, em pessoas que fazem o mal e parece que na sua vida tudo vai bem: são felizes, têm tudo o que querem, não lhes falta nada. Por que Senhor? É um dos muitos por que. Por que para aquele cara de pau que não liga para nada nem para Deus e nem para os outros, que é uma pessoa injusta e má, tudo corre bem em sua vida, tem tudo aquilo que quer e nós que queremos fazer o bem  temos tantos problemas?”

A resposta a isso o Papa tira do Salmo do dia, que proclama “bem-aventurado” o homem "que não entra no conselho dos ímpios” e que “encontra a sua alegria” na “lei do Senhor”. E explica:

“Agora não vemos os frutos desta gente que sofre, desta gente que carrega a cruz, como aquela Sexta-feira Santa e aquele Sábado Santo em que não se viam os frutos do Filho de Deus Crucificado, dos seus sofrimentos. E tudo o que fará, será bem feito. E o que o diz o Salmo sobre os ímpios, sobre aqueles que nós pensamos que vai tudo bem? ‘Não são assim os ímpios, mas são como a palha que o vento disperde. Porque o Senhor acompanha o caminho dos justos, enquanto o caminho dos ímpios perece”.

Uma ruína que Francisco destaca citando a parábola evangélica de Lázaro, símbolo de uma miséria sem saída, e do epulão que lhe negava inclusive as migalhas que caiam de sua mesa:

“O curioso daquele homem é que não se diz o nome. É somente um adjetivo: é um rico. Dos ímpios, no Livro da Memória de Deus, não há nome: é um ímpio, é um trapaceiro, é um explorador... Não tem nome, somente adjetivos. Ao invés, todos os que buscam caminhar na via do Senhor estarão com seu Filho, que tem o nome, Jesus Salvador. Mas um nome difícil de entender, inclusive inexplicável para a provação da cruz e por tudo aquilo que Ele sofreu por nós”.

(MJ/BF)

(from Vatican Radio)

Círculos Menores apresentam primeiras propostas

Cidade do Vaticano (RV) – Nesta quinta-feira (08/10), os trabalhos sinodais serão marcados ainda pelas sessões dos Círculos Menores, seja na parte da manhã, seja na parte da tarde. Ao final do dia, cada Círculo Menor deverá apresentar propostas ao texto do Instrumento de trabalho.

Sobre o conteúdo do que está sendo discutido, eis o que o disse o Arcebispo de São Paulo, Card. Odilo Pedro Scherer:

“O clima está muito bom. Os círculos menores reúnem os participantes por afinidade de línguas. Portanto, as pessoas se encontram muito mais à vontade para falar na sua própria língua e também para poder intervir quantas vezes quiserem sobre as questão que estão sendo postas. O trabalho é levado avante com bastante método. Estamos trabalhando sobre a primeira parte do Instrumento Laboris e esta primeira parte contempla as problemáticas da famílias. No método seria o “ver” (do método ver, julgar e agir, ndr). Portanto, os desafios da famílias para a evangelização.”

Situações que complicam a vida da família

“O que se destaca e vai se destacando são esses desafios sobre os quais se falou no passado. Portanto, nesta primeira parte continua sendo colocado o foco nas várias questões que, de alguma forma, complicam a vida da família, que deterioram a sua vida. O Sínodo tenta olhar a realidade da família no seu amplo espectro. Por exemplo, no nosso grupo se falava das questões várias que podem onerar as famílias e que devem ser encaradas com espírito novo.

Por exemplo, o desafio da velhice, do fim da vida, o desafio da viuvez ou do abandono das pessoas que são deixadas sozinhas por um casamento rompido, ou pela prole que não cuida. Ou, quando não tem prole, pessoas que chegam na idade avançada e estão sozinhas. Mas também o desafio das situações onde tem drogados, por exemplo, ou uma pessoa com deficiência, onde tem por exemplo situações de homossexualismo, como os pais cuidam e tratam disso, como a família encara isso. Tem as situações que podem criar tensões, como o casamento mistos e inter-religiosos, quando começa a ter tensão e briga, de um que puxa para uma religião e outro que puxa para outra. E como é que fica, no caso, a educação dos filhos no meio dessa briga que, às vezes, se estabelece entre os casais por uma questão religiosa. Então de fato existe um raio, um espectro muito amplo de situações desafiadores da família que devem ser encaradas de forma humana, cristã e a partir daquilo que constitui o núcleo básico da família, que é o amor, a ternura e o afeto.”

Propostas

O Card. Odilo Scherer explicou que nesta quinta-feira continuam os Círculos Menores:

“No final do dia, cada Círculo Menor deve ter uma série de propostas, emendas ao texto do Instrumento de trabalho. E essas emendas elaboradas, votadas nos círculos menores, vão ser apresentadas no grande plenário através da Comissão que está encarregada de elaborar o texto.”

(SP/BF)

(from Vatican Radio)