Cidade do Vaticano (RV) - Setenta e dois pronunciamentos em duas congregações gerais, representando todos os continentes e, de certa forma, todas as línguas. Com esses dados, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, introduziu a coletiva desta terça-feira sobre os trabalhos da XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.
Acompanhado do Cardeal Paul-André Durocher, ex-presidente da Conferência Episcopal do Canadá, e do presidente do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais e, no Sínodo, presidente da Comissão para a Informação, Dom Claudio Maria Celli, o religioso jesuíta fez uma síntese aproximativa dos pronunciamentos: dez da América Latina, sete da América do Norte, vinte e seis da Europa, doze da África, oito da Ásia e Oceania, seis do Oriente Médio.
Ainda segundo Pe. Lombardi, as línguas mais utilizadas nos pronunciamentos têm sido o italiano – cerca de 23, e o inglês – cerca de 21; 15 ou 16 em francês e depois alguns pronunciamentos em espanhol – sete, dois em alemão e um em português.
Com esses números, disse Pe. Lombardi aos jornalistas presentes na coletiva, vocês se dão conta do ambiente linguístico que se respira na Assembleia do Sínodo.
Uma Assembleia sinodal em continuidade com a de 2014, durante a qual a doutrina católica sobre o matrimônio não foi modificada: foi o que observou o Papa Francisco no breve pronunciamento da terceira Congregação Geral, esta terça-feira, seguida dos Círculos menores. O Santo Padre evidenciou os três documentos oficiais, o Relatório do Sínodo (Relatio Synodi) e os dois discursos pontifícios de abertura e de conclusão dos trabalhos; destacou Pe. Lombardi na coletiva.
O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé referiu também a segunda observação do Papa em seu breve pronunciamento da manhã desta terça-feira:
“Não devemos deixar-nos condicionar e reduzir o nosso horizonte neste Sínodo, como se o único problema fosse o da comunhão aos divorciados e recasados ou não. Portanto, considerar a amplitude dos problemas e das questões propostas na Assembleia sinodal, dos quais o ‘Instrumentum Laboris’ dá uma ampla perspectiva.”
Respondendo aos jornalistas, também o Arcebispo Claudio Maria Celli evidenciou ulteriormente o breve pronunciamento do Papa:
“A minha impressão é de que o pronunciamento do Papa na manhã desta terça-feira, ao recordar que os documentos de referência em nossa discussão são a ‘Relatio Synodi’ e seus dois discursos, de abertura e de conclusão, mantém aberto uma atitude da Igreja profundamente pastoral em relação a essa realidade dos divorciados. Porém, se deve considerar também o que o Papa disse, ou seja, que o Sínodo não tem essa questão como único ponto de referência. É um dos pontos.”
A propósito do relatório introdutivo do Sínodo, apresentado na segunda-feira pelo Cardeal Peter Erdő, o Cardeal Paul-André Durocher convidou a “entrar em diálogo com o mundo”:
“No primeiro parágrafo de seu pronunciamento, o Cardeal Erdő recorda aquela cena em que Jesus vê uma multidão, teve dó daquela multidão e se dirigiu a ela. O Cardeal Erdő recorda-nos que isso corresponde, de certo modo, às três etapas desse processo do ‘Instrumentum Laboris’ e do processo sinodal. Portanto, neste momento queremos – junto com Jesus – olhar para o mundo que está diante de nós. Na segunda etapa, a da piedade, avaliar como julgar essa situação. Na última, como seremos capazes de responder às expectativas deste povo, do mundo que está diante de nós.”
Nos temas abordados pelos 72 padres sinodais que se pronunciaram – representativos de todos os continentes e de todas as línguas – tocaram os vários âmbitos relacionados à família e à Igreja.
Em primeiro lugar, um esclarecimento da parte do secretário-geral do Sínodo, o Cardeal Lorenzo Baldisseri, a propósito da metodologia de trabalho da Assembleia, modificada em relação ao passado, solicitação feita durante a discussão livre da segunda congregação geral.
Em particular, o pupurado deteve-se sobre as funções dos Círculos Menores e sobre a Comissão, nomeada no início de setembro pelo Santo Padre para a redação do Relatório final do Sínodo.
Em seguida, o destaque para os temas abordados: a revolução cultural que caracteriza a época em que vivemos, em que a Igreja é chamada a acompanhar as famílias e, em geral, todo o povo de Deus, para encontrar respostas e soluções adequadas aos problemas de hoje.
Além disso, explicou Pe. Lombardi, falou-se de uma linguagem apropriada da parte da Igreja, inclusive “para evitar impressões de julgamentos negativos em relação a situações e pessoas”:
“Ainda sobre o tema da linguagem, alguns mencionaram de modo muito positivo a linguagem utilizada nas catequeses do Papa Francisco durante este ano, como modo concreto, simples, claro e positivo de falar da realidade da família no mundo de hoje.”
Foi também ressaltada a necessidade de ajudar, seja os casais de cônjuges a crescer e a amadurecer na fé e no matrimônio, seja os jovens a redescobrir a beleza do amor e da profunda inter-relação entre amor e matrimônio. Ademais, evidenciando que o testemunho das famílias missionárias é indispensável para a vida da Igreja.
Refletiu-se também sobre os núcleos familiares que vivem situações difíceis, sobre o drama da pobreza na família, sobre violências que atingem a própria família, sobre a chaga do trabalho infantil, sobre o drama dos refugiados e dos migrantes e das perseguições aos cristãos.
Além disso, se detiveram sobre a questão das pessoas com tendências homossexuais: elas fazem parte da Igreja, foi dito, esclarecendo, ao mesmo tempo, que o matrimônio é a união sacramental entre um homem e uma mulher, fundamento da família em sua integridade. (RL)
(from Vatican Radio)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Papa: Nossa Senhora do Rosário proteja famílias e o Sínodo
Cidade do Vaticano (RV) – Na audiência geral de quarta-feira (07/10) o Papa lembrou que a Igreja celebra neste dia a memória de Nossa Senhora do Rosário. A Ela, Francisco, confiou as famílias de todo o mundo e o Sínodo sobre a família, em andamento no Vaticano até 25 de outubro.
Francisco convidou todos os fiéis a seguirem o exemplo de São João Apóstolo, e “como ele, acolham Maria em suas casas e deem-lhe espaço em suas vidas cotidianas”, para que “sua materna assistência seja fonte de serenidade e de força”.
Dirigindo-se aos jovens, doentes e noivos, o Papa disse:
“Queridos jovens, que a esperança que habita no coração de Maria lhes dê coragem para as grandes escolhas da vida; queridos doentes, que a força da Mãe nos pés da cruz os ampare nos momentos mais difíceis; queridos casais, que a ternura materna Daquela que acolheu em seu ventre Jesus acompanhe a nova vida familiar que acabam de iniciar”.
(CM)
(from Vatican Radio)
Francisco convidou todos os fiéis a seguirem o exemplo de São João Apóstolo, e “como ele, acolham Maria em suas casas e deem-lhe espaço em suas vidas cotidianas”, para que “sua materna assistência seja fonte de serenidade e de força”.
Dirigindo-se aos jovens, doentes e noivos, o Papa disse:
“Queridos jovens, que a esperança que habita no coração de Maria lhes dê coragem para as grandes escolhas da vida; queridos doentes, que a força da Mãe nos pés da cruz os ampare nos momentos mais difíceis; queridos casais, que a ternura materna Daquela que acolheu em seu ventre Jesus acompanhe a nova vida familiar que acabam de iniciar”.
(CM)
(from Vatican Radio)
Francisco: para a Igreja, "a família é a Constituição"
Cidade do Vaticano (RV) – Enquanto dentro do Vaticano se realiza o Sínodo dos Bispos com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Papa encontrou-se na Praça São Pedro com os peregrinos nesta quarta-feira (07/10) e fez uma catequese sobre o “espírito familiar”.
Francisco iniciou afirmando que a família que percorre o caminho do Senhor é um testemunho fundamental do amor de Deus e consequentemente, merece toda a dedicação da Igreja. Neste sentido, a Assembleia Sinodal iniciada no último domingo, 4 de outubro, deve interpretar com o olhar de hoje a solicitude e a atenção da Igreja.
Para Francisco, os homens e as mulheres de hoje necessitam de uma ‘injeção de espírito’ de família. O estilo dos relacionamentos atuais – civis, econômicos, jurídicos, profissionais e de cidadania – é racional, formal, organizado... em poucas palavras ‘desidratado’, árido, anônimo. Às vezes, estas relações tornam-se insuportáveis porque relegam à solidão e ao ‘descarte’ um número sempre maior de pessoas.
Diante de uma cultura que não reconhece e pouco apoia as pessoas em suas diferentes relações sociais, a família abre uma perspectiva mais humana: é nela, e a partir dela, que se estabelecem vínculos de fidelidade, sinceridade, cooperação e confiança.
Base sólida
Na família, os filhos abrem os olhos para a vida, aprendem que as relações humanas devem edificar-se sobre a aliança livre do amor, assimilam a necessidade de tecer laços de fidelidade, sinceridade, confiança e cooperação e respeito, sobretudo pelos mais necessitados.
“Ensina-se a honrar a palavra, a respeitar cada pessoa e compreender seus limites. A família favorece uma atenção insubstituível aos membros mais vulneráveis, feridos e devastados em suas vidas”.
Por isso, concluiu o Papa, “rezemos pelos Padres Sinodais, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam dar à Igreja, como família de Deus, novo impulso para lançar as suas redes que libertam os homens da indiferença e do abandono, promovendo o espírito familiar no mundo”.
Nas saudações finais, o Papa cumprimentou os agentes poloneses da Caritas local e os religiosos e religiosas que desempenham a pastoral dos migrantes poloneses. Ainda neste campo, Francisco deu as boas-vindas ao grupo de refugiados iraquianos que estava na Praça. E enfim, saudou o Arcebispo Vincenzo Paglia e seus colaboradores, agradecendo-os pela organização do VIII Encontro Mundial de Famílias, realizado em Filadélfia há poucas semanas.
Com cordialidade, Francisco também se dirigiu os anglicanos, incluindo uma dezena de pastoras e bispas da Comunhão Anglicana, presentes na Praça.
Participaram desta audiência geral aproximadamente 30 mil pessoas.
Assista a um resumo da Audiência em nosso canal VaticanBR
(CM)
(from Vatican Radio)
Francisco iniciou afirmando que a família que percorre o caminho do Senhor é um testemunho fundamental do amor de Deus e consequentemente, merece toda a dedicação da Igreja. Neste sentido, a Assembleia Sinodal iniciada no último domingo, 4 de outubro, deve interpretar com o olhar de hoje a solicitude e a atenção da Igreja.
Para Francisco, os homens e as mulheres de hoje necessitam de uma ‘injeção de espírito’ de família. O estilo dos relacionamentos atuais – civis, econômicos, jurídicos, profissionais e de cidadania – é racional, formal, organizado... em poucas palavras ‘desidratado’, árido, anônimo. Às vezes, estas relações tornam-se insuportáveis porque relegam à solidão e ao ‘descarte’ um número sempre maior de pessoas.
Diante de uma cultura que não reconhece e pouco apoia as pessoas em suas diferentes relações sociais, a família abre uma perspectiva mais humana: é nela, e a partir dela, que se estabelecem vínculos de fidelidade, sinceridade, cooperação e confiança.
Base sólida
Na família, os filhos abrem os olhos para a vida, aprendem que as relações humanas devem edificar-se sobre a aliança livre do amor, assimilam a necessidade de tecer laços de fidelidade, sinceridade, confiança e cooperação e respeito, sobretudo pelos mais necessitados.
“Ensina-se a honrar a palavra, a respeitar cada pessoa e compreender seus limites. A família favorece uma atenção insubstituível aos membros mais vulneráveis, feridos e devastados em suas vidas”.
Por isso, concluiu o Papa, “rezemos pelos Padres Sinodais, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam dar à Igreja, como família de Deus, novo impulso para lançar as suas redes que libertam os homens da indiferença e do abandono, promovendo o espírito familiar no mundo”.
Nas saudações finais, o Papa cumprimentou os agentes poloneses da Caritas local e os religiosos e religiosas que desempenham a pastoral dos migrantes poloneses. Ainda neste campo, Francisco deu as boas-vindas ao grupo de refugiados iraquianos que estava na Praça. E enfim, saudou o Arcebispo Vincenzo Paglia e seus colaboradores, agradecendo-os pela organização do VIII Encontro Mundial de Famílias, realizado em Filadélfia há poucas semanas.
Com cordialidade, Francisco também se dirigiu os anglicanos, incluindo uma dezena de pastoras e bispas da Comunhão Anglicana, presentes na Praça.
Participaram desta audiência geral aproximadamente 30 mil pessoas.
Assista a um resumo da Audiência em nosso canal VaticanBR
(CM)
(from Vatican Radio)
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Com a festa de Santa Teresa de Lisieux tem início outubro missionário
Com a festa de Santa Teresa de Lisieux tem início outubro missionário
Cidade de Vaticano – A festa litúrgica de Santa Teresa do Menino Jesus que se celebra hoje, 1° de outubro, marca o início de Outubro Missionário, que terá o seu ápice na celebração do Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo do mês, este ano, em 18 de outubro. Em algumas nações o Dia Mundial das Missões se celebra em outro domingo, segundo as exigências pastorais locais.
Na Capela do Prédio de Propaganda Fide, o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, presidiu esta manhã a Concelebração Eucarística da qual participaram sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos da Congregação e Secretariados internacionais das Pontifícias Obras Missionárias. Em todo o mundo a Igreja católica celebra em outubro o Mês das Missões, recordando o dever de cada batizado de se colaborar, com a oração e apoio, na missão universal da Igreja. Outubro foi escolhido como mês missionário para recordar a descoberta do continente americano, que abriu uma nova página na história da evangelização.
No Dia Mundial das Missões deste ano, que se realiza em concomitância com a XIV Assembleia General Ordinária do Sínodo dos Bispos, de 4 a 25 de outubro, que terá como tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Papa Francisco canonizará os esposos Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin, pais de Santa Teresa, proclamada, em 1927, Padroeira das Missões junto com São Francisco Xavier. As suas relíquias, junto com as da filha, serão expostas para veneração dos fieis durante todo o Sínodo, na Basílica de Santa Maria Maior. Junto com eles serão canonizados o sacerdote italiano Pe. Vincenzo Grossi e a religiosa espanhola Maria da Imaculada Conceição .
Vigília Sínodo na Praça São Pedro na presença do Papa
Vigília Sínodo na Praça São Pedro na presença do Papa
Cidade do Vaticano (RV) – “’O amor é a nossa missão’: do envio dos históricos dias do Encontro mundial das famílias em Filadélfia ao próximo Sínodo, continua forte a consciência de que a família encontra-se no coração das atenções do Papa Francisco e de toda a Igreja. Isto requer do povo das famílias do mundo todo um suplemento de orações e de proximidade aos padres sinodais. Por isso o convite do Papa Francisco às famílias para se encontrarem, às vésperas do Sínodo, em oração, na Praça São Pedro, neste sábado, 3 de outubro”.
É o que se lê em uma nota do Fórum das Associações Familiares italianas. “Profundamente questionados por este convite – continua o comunicado -, estamos mobilizados para ‘estarmos presentes’ e para tornar visível esta presença, porque, como recentemente lembrou o Secretário da Conferência episcopal italiana, Dom Nunzio Gallantino, ‘existe a necessidade de fazer ver a beleza da família. A nossa verdadeira força é permanecer fincados na realidade com a consciência que a realidade é superior à ideia: e a realidade é a família’”.
Por isso, as 50 associações italianas que compõem o Fórum, os 20 Fóruns regionais e os 100 Fóruns locais, chegarão de toda a Itália: “Estarão no Vaticano com a humildade dos fiéis, mas também com a consciência da responsabilidade de representar todas as famílias, pedra angular da convivência social”.
A Rádio Vaticano transmite ao vivo neste sábado a Vigília de Oração e o discurso do Papa às famílias a partir das 17h30 hora local, 12h30, hora de Brasília, com comentários em português. (SP)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) – “’O amor é a nossa missão’: do envio dos históricos dias do Encontro mundial das famílias em Filadélfia ao próximo Sínodo, continua forte a consciência de que a família encontra-se no coração das atenções do Papa Francisco e de toda a Igreja. Isto requer do povo das famílias do mundo todo um suplemento de orações e de proximidade aos padres sinodais. Por isso o convite do Papa Francisco às famílias para se encontrarem, às vésperas do Sínodo, em oração, na Praça São Pedro, neste sábado, 3 de outubro”.
É o que se lê em uma nota do Fórum das Associações Familiares italianas. “Profundamente questionados por este convite – continua o comunicado -, estamos mobilizados para ‘estarmos presentes’ e para tornar visível esta presença, porque, como recentemente lembrou o Secretário da Conferência episcopal italiana, Dom Nunzio Gallantino, ‘existe a necessidade de fazer ver a beleza da família. A nossa verdadeira força é permanecer fincados na realidade com a consciência que a realidade é superior à ideia: e a realidade é a família’”.
Por isso, as 50 associações italianas que compõem o Fórum, os 20 Fóruns regionais e os 100 Fóruns locais, chegarão de toda a Itália: “Estarão no Vaticano com a humildade dos fiéis, mas também com a consciência da responsabilidade de representar todas as famílias, pedra angular da convivência social”.
A Rádio Vaticano transmite ao vivo neste sábado a Vigília de Oração e o discurso do Papa às famílias a partir das 17h30 hora local, 12h30, hora de Brasília, com comentários em português. (SP)
(from Vatican Radio)
Dinamismo e participação: novidades do Sínodo
Dinamismo e participação: novidades do Sínodo
Cidade do Vaticano (RV) – Mais dinamismo e participação: o Secretário do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, apresentou à imprensa na manhã desta sexta-feira (02/10) a metodologia de trabalho do iminente evento sinodal, que terá início este domingo (04/10) com a celebração da Missa presidida pelo Papa na Basílica de S. Pedro.
“Esta Assembleia representa o momento conclusivo do percurso sinodal iniciado dois anos atrás, com o envio do primeiro questionário a todas as Igrejas particulares”, afirmou o Cardeal.
No total, serão 270 padres sinodais, provenientes dos cinco continentes, assim divididos: 54 da África, 64 da América, 36 da Ásia, 107 da Europa e 9 da Oceania. Acrescentam-se a eles 24 especialistas ou colaboradores, 51 auditores e auditoras e 14 delegados fraternos. Destaque para os casais de esposos, pais e chefes de família, que serão 18 no total.
Metodologia
Quanto à metodologia, os próprios padres sinodais sugeriram modificações para tornar o Sínodo mais dinâmico e participativo. Isso será feito através da distribuição dos discursos pronunciados pelos membros em tempo breve, para poder dedicar mais atenção a cada contribuição. Além disso, os padres sinodais pediram a valorização do trabalho nos Círculos menores, onde se verifica uma participação mais ativa à discussão, um confronto mais direto e imediato entre os padres na própria língua, nos quais os auditores e os delegados fraternos podem eventualmente intervir.
Os trabalhos serão divididos entre congregações gerais e círculos menores. Nas congregações gerais terão direito a se pronunciar 318 participantes (entre padres sinodais, delegados fraternos e auditores), com três minutos à disposição. Serão cerca de 70 pronunciamentos por dia. Ao final de cada sessão, será reservado um período de uma hora para pronunciamentos livres dos padres sinodais. Já os círculos menores serão 13 no total, sem limite de tempo para os discursos.
Serão três semanas, em que serão debatidos três temas: “A escuta dos desafios sobre a família”, “O discernimento da vocação familiar” e “A missão da família hoje”.
Comunicação
Sobre a relação entre o Sínodo e a imprensa, o Cardeal Baldisseri afirma que será mantido o critério já expresso pelo Santo Padre: o Sínodo deve ser um espaço protegido para que o Espírito Santo possa agir; de modo que os padres sinodais tenham a liberdade de se expressarem com coragem.
Durante as três semanas, haverá diariamente uma coletiva de imprensa, com a presença de padres sinodais, e a utilização de todos os meios de comunicação disponíveis. Os participantes são livres de comunicar com a imprensa segundo sua discrição e responsabilidade.
Documento final
A Comissão para a Elaboração do Relatório Final foi nomeada pelo Santo Padre, e é composta por representantes dos cinco continentes: Cardeal Péter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria); Dom Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália); Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Bombaim (Índia); Cardeal Donald William Wuerl, Arcebispo de Washington (EUA); Dom John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia); o Arcebispo Victor Manuel Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina (Argentina); Dom Mathieu Madega Lebouakehan, Bispo de Mouila (Gabão); Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano (Itália); Padre Adolfo Nicolás Pachón, S.I., Propósito Geral da Companhia de Jesus, representando a União dos Superiores Gerais.
Ulteriores informações
No sábado, 17 de outubro, terá lugar a Comemoração dos 50 anos do Sínodo dos bispos, na Sala Paulo VI. No domingo, 18, terá lugar a Missa para a canonização, entre outros, dos Bem-aventurados Ludovico Martin e Amria Azelia Guérin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus.
Na Basílica de Santa Maria Maior, os fiéis são convidados a acompanhar os trabalhos sinodais com a oração. Todos os dias, será rezado o Terço às 17h, com a celebração da Missa às 18h. Na primeira semana se reza pelos filhos, na segunda pelos pais e na terceira pelos avós.
(BF)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) – Mais dinamismo e participação: o Secretário do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, apresentou à imprensa na manhã desta sexta-feira (02/10) a metodologia de trabalho do iminente evento sinodal, que terá início este domingo (04/10) com a celebração da Missa presidida pelo Papa na Basílica de S. Pedro.
“Esta Assembleia representa o momento conclusivo do percurso sinodal iniciado dois anos atrás, com o envio do primeiro questionário a todas as Igrejas particulares”, afirmou o Cardeal.
No total, serão 270 padres sinodais, provenientes dos cinco continentes, assim divididos: 54 da África, 64 da América, 36 da Ásia, 107 da Europa e 9 da Oceania. Acrescentam-se a eles 24 especialistas ou colaboradores, 51 auditores e auditoras e 14 delegados fraternos. Destaque para os casais de esposos, pais e chefes de família, que serão 18 no total.
Metodologia
Quanto à metodologia, os próprios padres sinodais sugeriram modificações para tornar o Sínodo mais dinâmico e participativo. Isso será feito através da distribuição dos discursos pronunciados pelos membros em tempo breve, para poder dedicar mais atenção a cada contribuição. Além disso, os padres sinodais pediram a valorização do trabalho nos Círculos menores, onde se verifica uma participação mais ativa à discussão, um confronto mais direto e imediato entre os padres na própria língua, nos quais os auditores e os delegados fraternos podem eventualmente intervir.
Os trabalhos serão divididos entre congregações gerais e círculos menores. Nas congregações gerais terão direito a se pronunciar 318 participantes (entre padres sinodais, delegados fraternos e auditores), com três minutos à disposição. Serão cerca de 70 pronunciamentos por dia. Ao final de cada sessão, será reservado um período de uma hora para pronunciamentos livres dos padres sinodais. Já os círculos menores serão 13 no total, sem limite de tempo para os discursos.
Serão três semanas, em que serão debatidos três temas: “A escuta dos desafios sobre a família”, “O discernimento da vocação familiar” e “A missão da família hoje”.
Comunicação
Sobre a relação entre o Sínodo e a imprensa, o Cardeal Baldisseri afirma que será mantido o critério já expresso pelo Santo Padre: o Sínodo deve ser um espaço protegido para que o Espírito Santo possa agir; de modo que os padres sinodais tenham a liberdade de se expressarem com coragem.
Durante as três semanas, haverá diariamente uma coletiva de imprensa, com a presença de padres sinodais, e a utilização de todos os meios de comunicação disponíveis. Os participantes são livres de comunicar com a imprensa segundo sua discrição e responsabilidade.
Documento final
A Comissão para a Elaboração do Relatório Final foi nomeada pelo Santo Padre, e é composta por representantes dos cinco continentes: Cardeal Péter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria); Dom Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália); Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Bombaim (Índia); Cardeal Donald William Wuerl, Arcebispo de Washington (EUA); Dom John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia); o Arcebispo Victor Manuel Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina (Argentina); Dom Mathieu Madega Lebouakehan, Bispo de Mouila (Gabão); Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano (Itália); Padre Adolfo Nicolás Pachón, S.I., Propósito Geral da Companhia de Jesus, representando a União dos Superiores Gerais.
Ulteriores informações
No sábado, 17 de outubro, terá lugar a Comemoração dos 50 anos do Sínodo dos bispos, na Sala Paulo VI. No domingo, 18, terá lugar a Missa para a canonização, entre outros, dos Bem-aventurados Ludovico Martin e Amria Azelia Guérin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus.
Na Basílica de Santa Maria Maior, os fiéis são convidados a acompanhar os trabalhos sinodais com a oração. Todos os dias, será rezado o Terço às 17h, com a celebração da Missa às 18h. Na primeira semana se reza pelos filhos, na segunda pelos pais e na terceira pelos avós.
(BF)
(from Vatican Radio)
Papa em Santa Marta: o Anjo da Guarda é um embaixador de Deus
Papa em Santa Marta: o Anjo da Guarda é um embaixador de Deus
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou Missa, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, na festa dos Santos Anjos da Guarda, qual participou um grupo de bispos, sacerdotes e leigos.
Em sua breve homilia, o Santo Padre afirmou que “Deus deu a cada pessoa um Anjo da Guarda, para acompanhá-la, aconselhá-la e protegê-la. Trata-se de um dom da paternidade divina, que tudo ama e tudo acompanha.
Tomando a liturgia do dia, o Papa citou orações e salmos que recordam a figura do Anjo da Guarda, que sempre está presente em todas as vicissitudes do homem: “Eis que te envio um anjo diante de ti para proteger-te no caminho e levar-te ao lugar que preparei para ti”. E, reafirmando que cada um de nós tem um anjo que nos guarda, diz:
“Ele está sempre conosco! Esta è uma realidade. Ele é como um embaixador de Deus em meio a nós. Por isso, o Senhor nos aconselha a respeitar a sua presença, a ouvir a sua voz e seus conselhos e jamais a rebelar-nos contra ele”.
O Anjo da Guarda nos defende sempre, sobretudo do mal, assegura o Papa. Às vezes, pensamos que podemos esconder-lhe tantas coisas feias, mas, no final, elas virão à luz. O Anjo está sempre ao nosso lado como um amigo, que não vemos, mas sentimos; um amigo que, um dia, estará conosco no Céu, na alegria eterna:
“Este respeito e escuta ao nosso companheiro de viagem se chama docilidade! Deus nos pede apenas para ouvi-lo, respeitá-lo. Só isto: escuta e respeito! O cristão deve ser dócil ao Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo começa com a docilidade ao nosso companheiro”.
No entanto, recorda o Pontífice, para sermos dóceis ao Espírito devemos ser pequenos, como as crianças, aquelas que Jesus diz ser “as maiores” no Reino do seu Pai. Logo, o Anjo da Guarda é nosso companheiro de viagem, que nos ensina a humildade:
“Peçamos hoje ao Senhor a graça desta docilidade de dar ouvidos a este nosso companheiro de viagem, deste embaixador divino, que está ao nosso lado, em seu nome, que nos apoia e ajuda”.
Durante esta Missa, com a qual louvamos ao Senhor, conclui o Papa, lembremos quanto o Senhor é bom! Quanto ele é justo e nunca nos deixa sozinhos, nunca nos abandona! (MT)
(from Vatican Radio)
Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou Missa, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, na festa dos Santos Anjos da Guarda, qual participou um grupo de bispos, sacerdotes e leigos.
Em sua breve homilia, o Santo Padre afirmou que “Deus deu a cada pessoa um Anjo da Guarda, para acompanhá-la, aconselhá-la e protegê-la. Trata-se de um dom da paternidade divina, que tudo ama e tudo acompanha.
Tomando a liturgia do dia, o Papa citou orações e salmos que recordam a figura do Anjo da Guarda, que sempre está presente em todas as vicissitudes do homem: “Eis que te envio um anjo diante de ti para proteger-te no caminho e levar-te ao lugar que preparei para ti”. E, reafirmando que cada um de nós tem um anjo que nos guarda, diz:
“Ele está sempre conosco! Esta è uma realidade. Ele é como um embaixador de Deus em meio a nós. Por isso, o Senhor nos aconselha a respeitar a sua presença, a ouvir a sua voz e seus conselhos e jamais a rebelar-nos contra ele”.
O Anjo da Guarda nos defende sempre, sobretudo do mal, assegura o Papa. Às vezes, pensamos que podemos esconder-lhe tantas coisas feias, mas, no final, elas virão à luz. O Anjo está sempre ao nosso lado como um amigo, que não vemos, mas sentimos; um amigo que, um dia, estará conosco no Céu, na alegria eterna:
“Este respeito e escuta ao nosso companheiro de viagem se chama docilidade! Deus nos pede apenas para ouvi-lo, respeitá-lo. Só isto: escuta e respeito! O cristão deve ser dócil ao Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo começa com a docilidade ao nosso companheiro”.
No entanto, recorda o Pontífice, para sermos dóceis ao Espírito devemos ser pequenos, como as crianças, aquelas que Jesus diz ser “as maiores” no Reino do seu Pai. Logo, o Anjo da Guarda é nosso companheiro de viagem, que nos ensina a humildade:
“Peçamos hoje ao Senhor a graça desta docilidade de dar ouvidos a este nosso companheiro de viagem, deste embaixador divino, que está ao nosso lado, em seu nome, que nos apoia e ajuda”.
Durante esta Missa, com a qual louvamos ao Senhor, conclui o Papa, lembremos quanto o Senhor é bom! Quanto ele é justo e nunca nos deixa sozinhos, nunca nos abandona! (MT)
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