sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Com a festa de Santa Teresa de Lisieux tem início outubro missionário

Com a festa de Santa Teresa de Lisieux tem início outubro missionário

Cidade de Vaticano – A festa litúrgica de Santa Teresa do Menino Jesus que se celebra hoje, 1° de outubro, marca o início de Outubro Missionário, que terá o seu ápice na celebração do Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo do mês, este ano, em 18 de outubro. Em algumas nações o Dia Mundial das Missões se celebra em outro domingo, segundo as exigências pastorais locais.

Na Capela do Prédio de Propaganda Fide, o Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, Cardeal Fernando Filoni, presidiu esta manhã a Concelebração Eucarística da qual participaram sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos da Congregação e Secretariados internacionais das Pontifícias Obras Missionárias. Em todo o mundo a Igreja católica celebra em outubro o Mês das Missões, recordando o dever de cada batizado de se colaborar, com a oração e apoio, na missão universal da Igreja. Outubro foi escolhido como mês missionário para recordar a descoberta do continente americano, que abriu uma nova página na história da evangelização.

No Dia Mundial das Missões deste ano, que se realiza em concomitância com a XIV Assembleia General Ordinária do Sínodo dos Bispos, de 4 a 25 de outubro, que terá como tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, o Papa Francisco canonizará os esposos Ludovico Martin e Maria Azelia Guérin, pais de Santa Teresa, proclamada, em 1927, Padroeira das Missões junto com São Francisco Xavier. As suas relíquias, junto com as da filha, serão expostas para veneração dos fieis durante todo o Sínodo, na Basílica de Santa Maria Maior. Junto com eles serão canonizados o sacerdote italiano Pe. Vincenzo Grossi e a religiosa espanhola Maria da Imaculada Conceição .

Vigília Sínodo na Praça São Pedro na presença do Papa

Vigília Sínodo na Praça São Pedro na presença do Papa

Cidade do Vaticano (RV) – “’O amor é a nossa missão’: do envio dos históricos dias do Encontro mundial das famílias em Filadélfia ao próximo Sínodo, continua forte a consciência de que a família encontra-se no coração das atenções do Papa Francisco e de toda a Igreja. Isto requer do povo das famílias do mundo todo um suplemento de orações e de proximidade aos padres sinodais. Por isso o convite do Papa Francisco às famílias para se encontrarem, às vésperas do Sínodo, em oração, na Praça São Pedro, neste sábado, 3 de outubro”.

É o que se lê em uma nota do Fórum das Associações Familiares italianas. “Profundamente questionados por este convite – continua o comunicado -, estamos mobilizados para ‘estarmos presentes’ e para tornar visível esta presença, porque, como recentemente lembrou o Secretário da Conferência episcopal italiana, Dom Nunzio Gallantino, ‘existe a necessidade de fazer ver a beleza da família. A nossa verdadeira força é permanecer fincados na realidade com a consciência que a realidade é superior à ideia: e a realidade é a família’”.

Por isso, as 50 associações italianas que compõem o Fórum, os 20 Fóruns regionais e os 100 Fóruns locais, chegarão de toda a Itália: “Estarão no Vaticano com a humildade dos fiéis, mas também com a consciência da responsabilidade de representar todas as famílias, pedra angular da convivência social”.

A Rádio Vaticano transmite ao vivo neste sábado a Vigília de Oração e o discurso do Papa às famílias a partir das 17h30 hora local, 12h30, hora de Brasília, com comentários em português. (SP)

(from Vatican Radio)

Dinamismo e participação: novidades do Sínodo

Dinamismo e participação: novidades do Sínodo

Cidade do Vaticano (RV) – Mais dinamismo e participação: o Secretário do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri, apresentou à imprensa na manhã desta sexta-feira (02/10) a metodologia de trabalho do iminente evento sinodal, que terá início este domingo (04/10) com a celebração da Missa presidida pelo Papa na Basílica de S. Pedro.

“Esta Assembleia representa o momento conclusivo do percurso sinodal iniciado dois anos atrás, com o envio do primeiro questionário a todas as Igrejas particulares”, afirmou o Cardeal.

No total, serão 270 padres sinodais, provenientes dos cinco continentes, assim divididos: 54 da África, 64 da América, 36 da Ásia, 107 da Europa e 9 da Oceania. Acrescentam-se a eles 24 especialistas ou colaboradores, 51 auditores e auditoras e 14 delegados fraternos. Destaque para os casais de esposos, pais e chefes de família, que serão 18 no total.

Metodologia

Quanto à metodologia, os próprios padres sinodais sugeriram modificações para tornar o Sínodo mais dinâmico e participativo. Isso será feito através da distribuição dos discursos pronunciados pelos membros em tempo breve, para poder dedicar mais atenção a cada contribuição. Além disso, os padres sinodais pediram a valorização do trabalho nos Círculos menores, onde se verifica uma participação mais ativa à discussão, um confronto mais direto e imediato entre os padres na própria língua, nos quais os auditores e os delegados fraternos podem eventualmente intervir.

Os trabalhos serão divididos entre congregações gerais e círculos menores. Nas congregações gerais terão direito a se pronunciar 318 participantes (entre padres sinodais, delegados fraternos e auditores), com três minutos à disposição. Serão cerca de 70 pronunciamentos por dia. Ao final de cada sessão, será reservado um período de uma hora para pronunciamentos livres dos padres sinodais. Já os círculos menores serão 13 no total, sem limite de tempo para os discursos.

Serão três semanas, em que serão debatidos três temas: “A escuta dos desafios sobre a família”, “O discernimento da vocação familiar” e “A missão da família hoje”.

Comunicação

Sobre a relação entre o Sínodo e a imprensa, o Cardeal Baldisseri afirma que será mantido o critério já expresso pelo Santo Padre: o Sínodo deve ser um espaço protegido para que o Espírito Santo possa agir; de modo que os padres sinodais tenham a liberdade de se expressarem com coragem.

Durante as três semanas, haverá diariamente uma coletiva de imprensa, com a presença de padres sinodais, e a utilização de todos os meios de comunicação disponíveis. Os participantes são livres de comunicar com a imprensa segundo sua discrição e responsabilidade.

Documento final

A Comissão para a Elaboração do Relatório Final foi nomeada pelo Santo Padre, e é composta por representantes dos cinco continentes: Cardeal Péter Erdo, Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria); Dom Bruno Forte, Arcebispo de Chieti-Vasto (Itália); Cardeal Oswald Gracias, Arcebispo de Bombaim (Índia); Cardeal Donald William Wuerl, Arcebispo de Washington (EUA); Dom John Atcherley Dew, Arcebispo de Wellington (Nova Zelândia); o Arcebispo Victor Manuel Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica Argentina (Argentina); Dom Mathieu Madega Lebouakehan, Bispo de Mouila (Gabão); Dom Marcello Semeraro, Bispo de Albano (Itália); Padre Adolfo Nicolás Pachón, S.I., Propósito Geral da Companhia de Jesus, representando a União dos Superiores Gerais.

Ulteriores informações

No sábado, 17 de outubro, terá lugar a Comemoração dos 50 anos do Sínodo dos bispos, na Sala Paulo VI. No domingo, 18, terá lugar a Missa para a canonização, entre outros, dos Bem-aventurados Ludovico Martin e Amria Azelia Guérin, pais de Santa Teresa do Menino Jesus.

Na Basílica de Santa Maria Maior, os fiéis são convidados a acompanhar os trabalhos sinodais com a oração. Todos os dias, será rezado o Terço às 17h, com a celebração da Missa às 18h. Na primeira semana se reza pelos filhos, na segunda pelos pais e na terceira pelos avós.

(BF)

(from Vatican Radio)

Papa em Santa Marta: o Anjo da Guarda é um embaixador de Deus

Papa em Santa Marta: o Anjo da Guarda é um embaixador de Deus

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco celebrou Missa, na manhã desta sexta-feira, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, na festa dos Santos Anjos da Guarda, qual participou um grupo de bispos, sacerdotes e leigos.

Em sua breve homilia, o Santo Padre afirmou que “Deus deu a cada pessoa um Anjo da Guarda, para acompanhá-la, aconselhá-la e protegê-la. Trata-se de um dom da paternidade divina, que tudo ama e tudo acompanha.

Tomando a liturgia do dia, o Papa citou orações e salmos que recordam a figura do Anjo da Guarda, que sempre está presente em todas as vicissitudes do homem: “Eis que te envio um anjo diante de ti para proteger-te no caminho e levar-te ao lugar que preparei para ti”. E, reafirmando que cada um de nós tem um anjo que nos guarda, diz:

“Ele está sempre conosco! Esta è uma realidade. Ele é como um embaixador de Deus em meio a nós. Por isso, o Senhor nos aconselha a respeitar a sua presença, a ouvir a sua voz e seus conselhos e jamais a rebelar-nos contra ele”.

O Anjo da Guarda nos defende sempre, sobretudo do mal, assegura o Papa. Às vezes, pensamos que podemos esconder-lhe tantas coisas feias, mas, no final, elas virão à luz. O Anjo está sempre ao nosso lado como um amigo, que não vemos, mas sentimos; um amigo que, um dia, estará conosco no Céu, na alegria eterna:

“Este respeito e escuta ao nosso companheiro de viagem se chama docilidade! Deus nos pede apenas para ouvi-lo, respeitá-lo. Só isto: escuta e respeito! O cristão deve ser dócil ao Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo começa com a docilidade ao nosso companheiro”.

No entanto, recorda o Pontífice, para sermos dóceis ao Espírito devemos ser pequenos, como as crianças, aquelas que Jesus diz ser “as maiores” no Reino do seu Pai. Logo, o Anjo da Guarda é nosso companheiro de viagem, que nos ensina a humildade:

“Peçamos hoje ao Senhor a graça desta docilidade de dar ouvidos a este nosso companheiro de viagem, deste embaixador divino, que está ao nosso lado, em seu nome, que nos apoia e ajuda”.

Durante esta Missa, com a qual louvamos ao Senhor, conclui o Papa, lembremos quanto o Senhor é bom! Quanto ele é justo e nunca nos deixa sozinhos, nunca nos abandona! (MT)

(from Vatican Radio)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Papa escreve aos pequenos embaixadores da paz

Papa escreve aos pequenos embaixadores da paz

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco respondeu a carta de Damião, menino italiano de 8 anos, que escreveu ao pontífice convidando-o a ir ao Santuário de Lourdes, na França, para se tornar com as crianças da União Italiana de Transporte de Enfermos a Lourdes e aos Santuários (Unitalsi), embaixador da paz. 

“Querido Damião, queridas crianças em missão de paz em Lourdes. Soube que este ano vocês estão em missão de paz no Santuário de Lourdes, aos pés de Nossa Senhora, para pedir a sua proteção. Acompanho vocês na oração. Estou próximo espiritualmente a cada um de vocês sobretudo das crianças doentes”, escreve o papa.

A carta do pontífice foi lida, nesta quarta-feira (30/09), em Lourdes. Os pequenos missionários participam da 10ª Peregrinação de crianças em missão de paz no âmbito da peregrinação nacional da Unitalsi. 

“Que esta missão seja de oração e testemunho. Façam ver aos adultos que as crianças são capazes de rezar, de querer bem a Jesus, amigo que não trai, de se ajudar reciprocamente, de esperar num futuro melhor”, frisa Francisco.

Neste momento em que vemos muitas crianças enfrentando as viagens da esperança, o Papa pede aos pequenos embaixadores da paz para pedirem a Nossa Senhora de Lourdes a proteção para as crianças que sofrem. (MJ)

(from Vatican Radio)

Papa Francisco: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa

Papa Francisco: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa

Cidade do Vaticano (RV) – Foi divulgada nesta quinta-feira, 1º de outubro, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado no dia 17 de janeiro de 2016. “Na raiz do Evangelho da misericórdia, o encontro e a recepção do outro entrelaçam-se com o encontro e a recepção de Deus: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa!, escreve Francisco na sua mensagem para a ocasião que tem como tema “Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”.

No texto o Papa cita por primeiro a bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia na qual ele recorda que “há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai”.

Destaca então nesta perspectiva que vivemos neste momento fluxos migratórios em contínuo aumento em todo o planeta: assim prófugos e pessoas em fuga da sua pátria interpelam os indivíduos e as coletividades, desafiando o modo tradicional de viver e, por vezes, transtornando o horizonte cultural e social com os quais se confrontam, escreve Francisco.

E o Papa faz uma constatação: “com frequência sempre maior, as vítimas da violência e da pobreza, abandonando as suas terras de origem, sofrem o ultraje dos traficantes de pessoas humanas na viagem rumo ao sonho dum futuro melhor. Se, entretanto, sobrevivem aos abusos e às adversidades, devem enfrentar realidades onde se aninham suspeitas e medos”.

Hoje o Evangelho da misericórdia – prossegue Francisco - mais do que no passado, sacode as consciências, impede que nos habituemos ao sofrimento do outro e indica caminhos de resposta que se radicam nas virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade, concretizando-se nas obras de misericórdia espiritual e corporal.

Precisamente diante desta constatação, O Papa quis que o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2016 fosse dedicado ao tema: “Os emigrantes e refugiados interpelam-nos. A resposta do Evangelho da misericórdia”.

Os fluxos migratórios constituem já uma realidade estrutural, e a primeira questão que se impõe refere-se à superação da fase de emergência para dar espaço a programas que tenham em conta as causas das migrações, das mudanças que se produzem e das consequências que imprimem novos rostos às sociedades e aos povos.

Todos os dias, porém, as histórias dramáticas de milhões de homens e mulheres interpelam a comunidade internacional, testemunha de inaceitáveis crises humanitárias que surgem em muitas regiões do mundo. A indiferença e o silêncio abrem a estrada à cumplicidade, quando assistimos como expectadores às mortes por sufocamento, privações, violências e naufrágios.

“De grandes ou pequenas dimensões, sempre tragédias são; mesmo quando se perde uma única vida humana”.

Francisco recorda que os emigrantes são nossos irmãos e irmãs que procuram uma vida melhor longe da pobreza, da fome, da exploração e da injusta distribuição dos recursos do planeta, que deveriam ser divididos equitativamente entre todos. E faz uma pergunta: “porventura não é desejo de cada um melhorar as próprias condições de vida e obter um honesto e legítimo bem-estar que possa partilhar com os seus entes queridos?”

O Pontífice sublinha que quem emigra é forçado a modificar certos aspectos que definem a sua pessoa e, mesmo sem querer, obriga a mudar também quem o acolhe. Então como viver estas mudanças de modo que não se tornem obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento, mas sejam ocasião para um autêntico crescimento humano, social e espiritual, respeitando e promovendo aqueles valores que tornam o homem cada vez mais homem no justo relacionamento com Deus, com os outros e com a criação?

Como fazer então para que a integração se torne um enriquecimento mútuo, abra percursos positivos para as comunidades e previna o risco da discriminação, do racismo, do nacionalismo extremo ou da xenofobia?

Muitas instituições, associações, movimentos, grupos comprometidos, organismos diocesanos, nacionais e internacionais experimentam o encanto e a alegria da festa do encontro, do intercâmbio e da solidariedade. Eles reconheceram a voz de Jesus Cristo: “Olha que Eu estou à porta e bato”. E, todavia, não cessam de se multiplicar os debates sobre as condições e os limites que se devem pôr à recepção, não só nas políticas dos Estados, mas também em algumas comunidades paroquiais que veem ameaçada a tranquilidade tradicional.

Diante de tais questões, como pode a Igreja agir senão inspirando-se no exemplo e nas palavras de Jesus Cristo? A resposta do Evangelho é a misericórdia.

Nesta perspectiva, é importante olhar para os emigrantes não somente com base na sua condição de regularidade ou irregularidade, mas sobretudo como pessoas que, tuteladas na sua dignidade, podem contribuir para o bem-estar e o progresso de todos..

A Igreja coloca-se ao lado daqueles que se esforçam por defender o direito de cada pessoa a viver com dignidade, exercendo antes de mais nada, o direito a não emigrar a fim de contribuir para o desenvolvimento do país de origem.

O olhar de Francisco via também para a causa das migrações afirmando que é necessário esconjurar, se possível já na origem, as fugas dos prófugos e os êxodos impostos pela pobreza, a violência e as perseguições. Sobre isto, é indispensável que a opinião pública seja informada de modo correto, até para prevenir medos injustificados e especulações sobre a pele dos emigrantes.

Ninguém pode fingir que não se sente interpelado pelas novas formas de escravidão geridas por organizações criminosas que vendem e compram homens, mulheres e crianças como trabalhadores forçados na construção civil, na agricultura, na pesca ou noutros âmbitos de mercado. Quantos menores são, ainda hoje, obrigados a alistar-se nas milícias que os transformam em meninos-soldados!

Quantas pessoas são vítimas do tráfico de órgãos, da mendicidade forçada e da exploração sexual! Destes crimes aberrantes fogem os prófugos do nosso tempo, que interpelam a Igreja e a comunidade humana, para que também eles possam ver, na mão estendida de quem os acolhe, o rosto do Senhor, “o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação”.

E o Papa conclui dirigindo-se diretamente aos irmãos e irmãs emigrantes e refugiados! “Na raiz do Evangelho da misericórdia, o encontro e a recepção do outro entrelaçam-se com o encontro e a recepção de Deus: acolher o outro é acolher a Deus em pessoa! Não deixeis que vos roubem a esperança e a alegria de viver que brotam da experiência da misericórdia de Deus, que se manifesta nas pessoas que encontrais ao longo dos vossos caminhos! (SP)



(from Vatican Radio)

Papa aos Combonianos: oração e exemplo dos mártires no centro da missão

Papa aos Combonianos: oração e exemplo dos mártires no centro da missão

Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu, nesta quinta-feira (1º/10), na Sala Clementina, no Vaticano, os oitenta e cinco participantes do 18º Capítulo Geral dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus.

“Este encontro me dá a oportunidade de manifestar a vocês e a todo o instituto o reconhecimento da Igreja pelo seu serviço generoso ao Evangelho”, disse o pontífice.

Francisco iniciou sua reflexão com os Missionários Combonianos, começando da palavra ‘missionários’.
  “Vocês são servidores e mensageiros do Evangelho, especialmente para aqueles que não o conhecem ou o esqueceram. Na origem de sua missão existe um dom: a iniciativa gratuita do amor de Deus que lhes dirigiu dois chamados: estar com Ele e pregar. Na base de tudo está a relação pessoal com Cristo, arraigada no Batismo, confirmada na Crisma e reforçada pela Ordenação”, disse o Papa.

“Neste espaço de oração se encontra o tesouro verdadeiro a ser doado aos irmãos através do anúncio. O missionário é o servidor do Deus que fala, que deseja falar aos homens e mulheres de hoje, como Jesus falava às pessoas de seu tempo e conquistava o coração das pessoas que iam ouvi-lo e ficavam admiradas com os  seus ensinamentos. Esta relação da missão ad gentes com a Palavra de Deus não se coloca tanto na ordem do ‘fazer’ mas do ‘ser’”, frisou Francisco.
  Segundo o Santo Padre, “a missão, para ser autêntica, deve colocar no centro a graça de Cristo que jorra da Cruz. Acreditando Nele é possível transmitir a Palavra de Deus que anima, sustenta e fecunda o compromisso missionário. Por isso, devemos nos nutrir sempre da Palavra de Deus, para ser um eco fiel, acolhê-la com a alegria do Espírito, interiorizá-la e torná-la carne de nossa carne, como Maria. Na  Palavra de Deus existe a sabedoria que vem do alto, e que nos ajuda a encontrar linguagens, comportamentos e os instrumentos adequados para responder aos desafios da humanidade que muda”.

A segunda parte da reflexão do Papa Francisco se deteve sobre a segunda parte do nome do Instituto: ‘Combonianos do Coração de Jesus’.

“Vocês contribuem com alegria para a missão da Igreja, testemunhando o carisma de São Daniel Comboni que encontra o  ponto qualificador no amor misericordioso do Coração de Cristo pelos homens indefesos. Este coração é fonte da misericórdia que salva e gera esperança. Portanto, como consagrados a Deus para a missão, vocês são chamados a imitar Jesus misericordioso e manso a fim de viver o seu serviço com coração humilde, cuidando dos que estão abandonados. Não se cansem de pedir ao Sagrado Coração de Jesus a mansidão que, como filha da caridade, é paciente, tudo perdoa, espera e suporta. Nele se aprende a mansidão necessária para enfrentar a ação apostólica em contextos difíceis e hostis”, frisou ainda o pontífice.

Francisco disse aos combonianos que o Coração de Jesus que tanto amou os homens deve impulsioná-los a ir às periferias da sociedade para testemunhar a perseverança do amor paciente e fiel. “Que a contemplação do Coração ferido de Jesus renove em vocês a paixão pelas pessoas de nosso tempo, que se expressa com amor gratuito no compromisso da solidariedade, especialmente para com os desfavorecidos. Assim, vocês continuarão promovendo a justiça e a paz, o respeito e a dignidade de casa pessoa”, sublinhou o Santo Padre.

O Papa espera que a reflexão sobre as temáticas do capítulo ajude os combonianos a redescobrirem cada vez mais o seu grande patrimônio de espiritualidade e atividade missionária.    

“Prossigam, com confiança, a sua colaboração preciosa na missão da Igreja. Que o exemplo de muitos confrades que entregaram suas vidas ao Evangelho lhes seja de estímulo e encorajamento. Sabemos que a história do Instituto Combioniano é marcada por uma cadeia de mártires que chega até os nossos dias. Eles são semente fecunda na difusão do Reino e protetores de seu compromisso apostólico”, concluiu Francisco. (MJ)

(from Vatican Radio)